Não é mais novidade para ninguém a importância que as redes sociais desempenham na vida de cada um. Contudo, se olharmos sob uma perspectiva social as redes sociais ganham um peso praticamente intangível.
Por exemplo, a Primavera Árabe, que por muitos historiadores já é chamada de Revolução Francesa do século XXI, começou graças a um grupo de ativistas revoltados porque um vendedor ambulante tunisiano ateou fogo ao próprio corpo em protesto ao governo, que confiscou seu carrinho de frutas, por ele não ter pago propina a autoridades locais.
Os ciberguerreiros, como ficaram conhecidos, mesmo sem uma política ou ideologia definida conseguiram mobilizar inúmeras pessoas no Facebook e no Twitter que nutriam a mesma indignação e insatisfação com o regime imposto pelo ditador Mohamed Bouazizi; assim, juntos, foram todos às ruas lutar por democracia, igualdade, fraternidade e liberdade.
Por meio das redes, os “rebeldes” enviavam notícias ao resto do mundo, coisa que as redes de notícias locais não faziam, uma vez que estavam dominadas pela ditadura. Este episódio desencadeou um tsunami revolucionário de manifestações e protestos no Oriente Médio e no Norte da África, os mais famosos foram os da Líbia e os do Egito, que derrubou ditaduras e desencadeou guerras civis.
Outro excelente exemplo de mobilização por meios das redes sociais são os protesto de Wall Street. O movimento “OccupyWallStreet”, inspirado na Primavera Árabe, em 17 de setembro, atraiu milhares de pessoas para protestarem contra o capitalismo e algumas de suas conseqüências como a ganância corporativa, desigualdade social e o poder corrosivo dos bancos e das multinacionais que dominam a democracia.
O movimento, que não possui líderes, é formado por pessoas de quaisquer etnias, sexos e ideologia política; a ideia inicial era juntar 20 mil pessoas para acampar durante dois meses em Wall Street, contudo ele já se espalhou por diversas cidades dos Estados Unidos e da Europa.
No entanto, esses exemplos não são novidades de mobilização de pessoas por meio de redes sociais. Na França, em 2002, as pessoas invadiram o metrô em um movimento antipublicidade e contra a mercantilização da vida. Tudo isso se deu graças ao Stopub, um conjunto de organizações que reúne ativistas no combate ao desmonte do serviço público na França, usando, majoritariamente, o grafite como arma.
No Brasil, a movimentação pelas redes sociais tem sido mais tímida, mas tem acontecido. Em 07/09/2011, aconteceu a Marcha contra a Corrupção em mais de 25 cidades do país, juntando cerca de 30 mil manifestantes. O sucesso do movimento foi tamanho, que se repetiu em 12/10/2011.
A TOTVS apoia a democracia, pois acredita em pensamentos como os de John Locke, um dos maiores filósofos liberais do mundo:“A liberdade natural se expressa na forma de alguns direitos individuais básicos e inalienáveis: o direito à vida, o direito à liberdade e o direito à propriedade.”
Assim, sabe que a importância das redes sociais como bem coletivo é muito séria, mas cabe a cada um de nós, indivíduos que somos, cumprirmos nossos deveres cívicos, que começa desde a escolha de nossos representantes e acaba no momento que compramos pirataria, por exemplo (SIM! Isso é tão crime quanto corrupção!).
Somente depois de cada um fazer a sua parte, alcançaremos a liberdade sem a necessidade de protestos.
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