Recentemente, vivemos mais um momento de polêmica causado pelas redes sociais: o câncer do ex-presidente Lula.
Após abrir a toda imprensa internacional o seu boletim médico de câncer na laringe, o que é algo assustador para qualquer pessoa (seja ele político, médico, professor ou assistente de serviços gerais), houve uma enxurrada de comentários no Facebook e no Twitter de pessoas que exigiam que o Lula se tratasse em um hospital público, não em um particular como foi anunciado.
Algumas pessoas foram tão radicais que chegaram a desejar que ele morresse ou que o câncer fizesse com que ele nunca mais falasse.
Independente dos desejos pessoais dos brasileiros em relação às consequências da doença do ex-predidente ou de onde ele deveria tratá-la, algumas reflexões poderiam ter sido feitas pelos internautas:
1- Não é delicado desejar a morte de um ser humano, seja ele bom ou mau. “Morte é algo para ser lamentado”, como disse nossa presidente, Dilma Rousseff, em seu discurso sobre o falecimento do ex-chefe de estado da Líbia, o Khadafi.
2- Se todo ser humano tem o direito de ir vir, também tem o direito de escolher onde quer ser tratado e por quem.
3- O SUS não é reservado para pessoas de baixa renda? As pessoas não criticam pessoas de alta renda que estudam em faculdades públicas? O Lula pode pagar, por que tirar a vaga de alguém que não pode?
4- O Lula não é uma figura religiosa que fez voto de pobreza, é apenas um político.
E por aí vão inúmeros argumentos que, facilmente, desarmariam os fracos protestos que foram incansavelmente repetidos nas redes sociais e que, muitas vezes, não têm o menor background geopolítico, mas que acabam destruindo reputações e gerando repercussões mundiais.
Lula não é o único que está sofrendo o chamado bullying cibernético. Até o Steve Jobs, após as inúmeras vigílias e demonstrações de amor, tem sofrido críticas post mortem de blogs e twiteiros que o chamam de “malévolo executivo e lacaio de Wall Street”.
Mais uma vez entramos na exacerbada necessidade que a sociedade tem de exagerar as qualidades positivas de alguns e crucificar outros; como foi o caso do próprio Steve Jobs, que de fato é alguém para ser eternizado e tem a sua importância para a ciência, mas que em momento algum deixou de ser um empresário, alguém que trabalhava em prol do lucro e do sistema. E por que isso precisa ser ruim?
As pessoas precisam entender que todos ganhamos com o imediatismo das redes sociais, mas, às vezes, perdemos com a falta de embasamento que esta forma de comunicação tão fácil, proporciona. É preciso pensar, pesquisar e compartilhar conhecimento antes de sair escrevendo e protestando.
Nós somos uma empresa que respeita a opinião de todos, sejam eles parte de nossa comunidade ou não. Estamos sempre abertos a conhecer e desbravar novos mundos, desde que não prejudiquem a imagem, confiança e, principalmente, a marca de ninguém.
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