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Gestão cuidadosa de exportações para gerar lucros

02/01/17 - por Rodrigo Mendes
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Eficiência: o ponto crítico para o sucesso da exportação

Reduzir os custos operacionais e ter agilidade nos controles fiscais é essencial para ser competitivo no mercado exterior

Por Rodrigo Mendes, gerente de Produtos da Thomson Reuters

Diversificação de mercado, aumento da produção e da ocupação fabril, menor suscetibilidade às flutuações da economia nacional, redução de carga tributária, melhorias de qualidade dos produtos. As vantagens de investir nas exportações são muitas para as indústrias brasileiras, mas um aspecto é decisivo para definir quem são os vencedores no tabuleiro do comércio internacional: a eficiência de todos os processos, desde a gestão administrativa até os processos operacionais.

O acesso a mercados internacionais amplia significativamente as oportunidades comerciais das empresas. Por outro lado, faz crescer a concorrência e a demanda por preços menores. E, infelizmente para as empresas nacionais, o Brasil é um dos países menos competitivos do mundo. Estudo realizado em 2014 pela consultoria Boston Consulting Group apontou que o custo de produção no país é 23% maior do que o dos Estados Unidos – em 2004, o Brasil era 3% menor. Nessa conta estão os custos com energia, mão de obra, taxas de câmbio e a produtividade das empresas.

A boa notícia para os exportadores brasileiros é que, com o crescimento da economia e a chegada ao país de novas tecnologias para automação industrial, tem sido possível reduzir os custos diretos de produção sem a necessidade de fazer investimentos vultosos em novos equipamentos. Soluções que ampliam a capacidade de planejamento e de controle da produção, evitando retrabalho em produtos acabados e perdas por refugos, são um caminho para que as indústrias consigam aumentar sua eficiência e ser competitivas no cenário internacional.

Além do foco em preços competitivos, a burocracia nacional é outro desafio que as empresas exportadoras precisam superar. O Brasil registrou uma média de 47 alterações por mês na regulamentação para a exportação, um ambiente complexo e que dificulta a adequação das áreas para garantir o compliance de seus processos. Não é para menos que um estudo conduzido pela Thomson Reuters em parceria com a consultoria KPMG identificou que economia de custos e melhoria de processos são os fatores mais citados em relação a como o departamento de comércio exterior pode aumentar a geração de valor para uma companhia no período entre 18 e 24 meses.

A eficiência na gestão administrativa e fiscal das empresas é, portanto, tão relevante quanto a do sistema de produção, tanto para evitar riscos quanto para aproveitar as oportunidades. Na pesquisa conduzida, 82% das empresas brasileiras consultadas não utilizam todo o potencial dos Acordos Internacionais de Livre Comércio (FTA, na sigla em inglês) e 36% delas não fazem uso de nenhum tipo desses tratados.

Sem participar dos FTAs, as indústrias brasileiras não conseguem desfrutar de benefícios como diminuição da alíquota de importação, incentivos fiscais e quebra de barreiras para exportação – tais como exigências sanitárias e outros documentos. Entre as razões para a baixa adesão nacional estão a falta de conhecimento dos funcionários, as dificuldades para obtenção de documentações e a ausência de equipe focada no cumprimento regulatório.

Um outro ponto que faz toda a diferença para o sucesso da empreitada de uma empresa exportadora é a capacidade de atendimento aos clientes com agilidade e qualidade. Ao decidir pelo mercado externo, as manufaturas devem estar preparadas para entender que essa é uma opção de longo prazo, e não apenas para resolver crises pontuais ou baixa na demanda interna do país. Por isso, eficiência no planejamento e na logística é fundamental.

Bom fluxo de informações e rígidos controles operacionais são o pano de fundo para satisfazer clientes internacionais e fazer com que os produtos nacionais atravessem as fronteiras e gerem divisas para o país. Soluções sistêmicas ágeis e intuitivas, que garantam a integração entre a área de comércio exterior e os demais departamentos relacionados ao processo de exportação, contribuem para aumentar a eficiência das empresas em todos os níveis e as impulsionam rumo a novos mercados. 

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