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Silvicultura no Brasil: como a tecnologia tem atuado no setor?

Equipe TOTVS | GESTÃO AGRÍCOLA | 10 dezembro, 2019

A silvicultura pode ser definida como prática para o melhor uso da floresta, considerando o processo de produção, reprodução e cultivo de florestas, levando sempre em consideração práticas para a preservação e o reflorestamento.

Na economia brasileira, a atividade florestal sempre teve grande destaque. A iniciativa da plantação pode tanto ser uma demanda originária do mercado, onde ocorre o uso da madeira para produção de itens, como uma solução mais sustentável à exploração predatória. 

Assim, é interessante observar que o setor emprega 20% dos trabalhadores do Brasil. Na prática, esse dado é equivalente a 18,37 milhões de trabalhadores. Os dados foram coletados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq). 

Silvicultura no Brasil: como está o cenário

A silvicultura brasileira de florestas plantadas já comemorou seu centenário, baseando-se na introdução do eucalipto em escala comercial. Assim,  impulsionou-se uma grande transformação na produção de madeira.

Esse cenário é marcado por uma amplitude de indústrias e produtos, composta basicamente de madeira industrial (celulose e papel e painéis), processamento mecânico da madeira (serrados e compensados) e de madeira para energia (lenha, cavaco e carvão vegetal).

A produtividade brasileira no setor é impulsionada pela adesão das melhores tecnologias na produção do eucalipto, aponta pesquisas do Sistema Nacional e Informações Florestais (SNIF). A silvicultura atinge o patamar de 60m³/ha, com rotação a cada sete anos. 

No entanto, a produção ainda não atende à demanda. Conforme orientações da  Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS), o ideal é que para o cultivo de celulose e papel seja necessário o aumento de 170 mil hectares. 

Já para a plantação de madeira sólida, recomenda-se o cultivo em 130 mil hectares. O setor siderúrgico deve ter como meta 250 mil hectares de cultivo, enquanto a indústria de carvão vegetal e energia deve investir até o patamar de 80 mil hectares. 

Quais os principais tipos de silvicultura  

Os principais tipos de silvicultura se dividem entre dois modelos: o clássico e o moderno. 

Clássico

O método clássico leva em consideração a própria força produtiva das florestas naturais e o processo orgânico de regeneração em busca do equilíbrio do ecossistema.  

Moderno

O estilo moderno é baseado na plantação das florestas, principalmente as do modelo silvicultura de eucalipto, e é provocado por ação do homem ou de forma orientada e artificial.

Silvicultura de precisão

Se você está em busca de um manejo mais especializado do solo,  a silvicultura de precisão é destaque de investimento nesse cenário, proporcionando maior controle da produção, otimização de mão de obra e melhor aproveitamento de recursos. 

Nesse ponto, a tecnologia mostra-se fundamental no acompanhamento da rotina de atividades e do custo total da produção. Uma solução cada vez mais adotada no campo é a opção por um sistema de gestão que abarque desde o plantio até a distribuição.  

Silvicultura Urbana 

A silvicultura também pode ser explorada em ambientes urbanos a partir de espaços que possuam vegetação arbórea. Aqui, vale locais privados ou públicos que tenham a intenção do cultivo para fins ecológicos, econômicos ou sociais. 

Afinal, possuir mata verde perto da sua residência na cidade oferece maior bem-estar no dia a dia. Como formas de monitoramento estão recursos tecnológicos que levam em consideração o posicionamento geográfico. 

Adoção de tecnologia torna o processo mais eficiente

A indústria 4.0 no agronegócio já é algo mais comum em produções do tipo sucro-alcooleiras, citricultura e de fruticultura, quando comparamos ao multicultivo. 

Assim, vale mencionar algumas rotinas que têm a ganhar com a tecnologia:

  1. Planejamento/Orçamento: softwares auxiliam na elaboração de orçamento agrícola e industrial conforme o perfil do seu negócio;
  2. Cotação de matéria-prima: organização de diferentes orçamentos e contatos;
  3. Contratações: controle de dados de funcionários e folhas de pagamento; 
  4. Distribuição logística: manutenção e controle de frotas, inclusive com acompanhamento por meio de dispositivos móveis;
  5. Preparo, plantio e manejo:  torne mais fácil processos como requisição de insumos, controle das atividades manuais e mecanizadas, fitossanitários  e gestão agronômica. 
  6. Climatologia e meteorologia: um software é um apoio fundamental na hora de planejar a plantação e, melhor ainda, se a previsão do tempo estiver integrada, tornando mais orgânicos os processos rotineiros;
  7. Colheita e safra: é importante o acompanhamento constante da aplicação de maturadores e da ordem de corte. Por isso, alguns softwares já apresentam a possibilidade de realizar esse monitoramento via apps no celular.
  8. Logística e Recepção: aqui entram em ação o dimensionamento de recursos, como a telemetria e pesagem, e as certificações.
  9. Beneficiamento e expedição:  um dos diferenciais da tecnologia no setor é, principalmente, no processamento industrial, além do beneficiamentos de sementes e algodão e a comercialização de commodities.
  10. Custos agrícolas: a visualização dos custos parciais da operação, o valor investido, o custo da entressafra e os pontos críticos de exaustão, armazenagem e produção fazem toda a diferença na lucratividade. 

Isso sem falar das tendências para o setor que envolvem desde GPS na colheita até o diagnóstico de pragas por meio de imagens captadas pelo celular. 

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Agora que você já sabe a definição de silvicultura, qual a projeção de crescimento do setor e as potencialidades existentes, pode conhecer a solução PIMS Multicultivo da TOTVS. Se preferir, aprofunde seus conhecimentos em silvicultura com nosso material.

A Silvicultura no Brasil

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