Gestão de conflitos: Como praticar para o bem da empresa

Conflitos surgem em todos os ambientes, e podem ter origem nas discordâncias de personalidade, valores ou interesses. Mas, por incrível que pareça, uma gestão de conflitos eficiente pode transformar atritos em novas ideias e projetos.

Os conflitos nas organizações, assim como em quaisquer áreas da vida, começam por conta de diferenças. É nas diferenças, porém, que a criatividade tem espaço para aflorar.

Se você quer saber mais como tirar o melhor de sua equipe, motivar os colaboradores e fazer a melhor gestão de conflitos no ambiente de trabalho, acompanhe o texto que preparamos para você.

Compreendendo a gestão de conflitos

A gestão de conflitos na empresa é uma forma de administrar situações de choque entre pessoas ou equipes, através de técnicas que se aplicam ao setor corporativo. O objetivo aqui é minimizar o impacto negativo de um impasse e transformá-lo em algo útil.

Não importa o quanto seus colaboradores se dão bem e como os times conversam entre si, sempre que um grupo de pessoas está reunido, o conflito pode surgir. Ter uma área preparada para lidar com esses episódios é fundamental para manter um clima agradável e respeitoso.

A negociação e administração de conflitos deve ainda mediar as situações de forma perspicaz e didática, para que se tenha um espaço de aprendizado, comunicação e crescimento, tanto pessoal quanto profissional.

Diferenças entre gestão de conflitos racionais e emocionais

Um conflito racional surge a partir de uma diferença relacionada ao trabalho em si, ou seja, divergências em um projeto da empresa que, na opinião dos envolvidos, deve seguir a sua visão.

Por exemplo: alguém sugere que os funcionários precisam trabalhar em um fim de semana para entregar uma tarefa a tempo. Outra pessoa discorda, afirmando que o planejamento deveria ter sido feito com mais antecedência e calma. Esse é um conflito racional.

Um conflito emocional vem de questões pessoais, fora da esfera corporativa. Isso envolve mal-entendidos e discussões não relacionadas à empresa e às funções de cada um.

Se duas pessoas se desentendem e acabam brigando por conta de algo que aconteceu fora do expediente, é um conflito emocional. Ou seja, ele acontece quando uma questão descolada da rotina de trabalho é trazida para a empresa até que os envolvidos não consigam mais colaborar juntos.

É aí que os líderes responsáveis pela administração de conflitos nas organizações não podem deixar que a insatisfação tome conta do clima, pois isso traz consequências negativas para todos, em um ambiente que pede um clima agradável para a convivência.

Etapas do gerenciamento de conflitos

A resolução de impasses depende muito de como o mediador está gerenciando conflitos no ambiente de trabalho. Primeiramente ele precisa ser 100% imparcial e prestar atenção nas questões envolvidas.

Da mesma forma, o foco deve ser mantido, e pontos como o contexto do conflito e sua intensidade devem ser acompanhados de perto. Uma negociação e gestão de conflitos passa pelas seguintes etapas:

Apuração dos fatos do conflito

Antes de agir, o gestor precisa se informar e saber o que está acontecendo de fato, quais são as partes envolvidas e qual o início. Depois, cada um deve ser chamado para uma conversa particular e apresentar seu lado da história.

Nessa hora é essencial utilizar o conceito da “escuta ativa”, juntamente à “observação analítica”. Um bom gestor de conflitos identifica o que as pessoas precisam por trás das críticas que estão sendo feitas, e elimina a falha de comunicação que pode surgir quando todos dão seu pitaco sobre o assunto.

Negociação e discussão do conflito

Depois de ouvir as partes envolvidas no conflito de forma separada, agora é a hora de convocar uma reunião com todos juntos. O mediador, nesse caso, deve esclarecer o que foi apontado no conflito.

É fundamental ele se manter ativo e não deixar que novas acusações e elevações de tom de voz aconteçam, para que a resolução não volte à estaca zero.

Um diálogo franco deve ser aberto, com propostas de resolução do problema de forma colaborativa. É importante deixar claro para os envolvidos que ambos terão de abrir mão de algum ponto e que também é responsabilidade deles manter a convivência.

Resolução do conflito em prática

Não basta ter uma longa conversa debatendo as questões de cada um se, finalizada a sessão, os envolvidos não seguirem as soluções discutidas.

Certifique-se de acompanhar os próximos capítulos após a mediação, sejam eles bons ou ruins. Avalie se as propostas estão sendo levadas adiante e os novos combinados sendo cumpridos.

Recursos Humanos de olho na gestão de conflitos

A aptidão para gestão de conflitos organizacionais faz parte das chamadas soft skills, habilidades que têm impacto na parte pessoal, como empatia, comunicação e liderança.

Essas habilidades, que não são fáceis de identificar como um diploma ou a capacidade de operar uma máquina, por exemplo, ganham mais valor dentro das empresas.

A verdade é que o conceito do RH 4.0 dá muito valor ao capital humano dentro das organizações, e saber nos aproximar e entender os companheiros de trabalho é muito importante, assim como a forma que nos relacionamos e trazemos questões para a rotina colaborativa.

E aí, gostou desse conteúdo? Acompanhe nosso blog para ter acesso a outros temas interessantes que podem ter aplicação na sua empresa!

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