Como mudar o mercado de transportes com a Logística Compartilhada

Equipe TOTVS | Biblioteca | Uncategorized | 01 outubro, 2018

O compartilhamento de serviços ganha cada vez mais adeptos e nos últimos anos vimos aplicativos de contratação de motorista particular, hospedagem e carona se popularizarem rapidamente.

A ideia é baseada no conceito de economia colaborativa em que pessoas com interesses e necessidades comuns dividem ou trocam serviços e produtos, o que é amplamente facilitado pelo uso de plataformas digitais. No Brasil, no entanto, quando falamos de logística, a realidade é diferente. As grandes empresas ainda mantêm núcleos de distribuição e infraestruturas próprias para suportar as suas operações.

Estamos nos acostumando com novas formas de nos locomover na vida pessoal e o setor empresarial vem acompanhando essas tendências de perto. Muito mais do que atitude, é questão de sobrevivência. De acordo com o Instituto de Logística e Supply Chain, os custos logísticos (despesas com transporte, estoque, armazenagem e serviços de administração) consumiram 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB) ou R$ 749 bilhões. Já nos Estados Unidos, a conta contabiliza 7,8% do PIB americano.

O transporte, por exemplo, consome a maior parte dessa conta (6,8% do PIB ou R$ 401 bilhões). A alta porcentagem está diretamente relacionada à malha rodoviária deficiente, encargos fiscais e combustíveis a preços exorbitantes, sem deixar de mencionar o gasto com seguro.

Todas essas variáveis impactam no valor final do produto e comprometem a competitividade da indústria nacional.

Outro ponto importante é que a empresas, com o cenário econômico instável, passaram a racionar ao máximo as suas estruturas de armazenamento e transporte. Quanto mais centros, mais custos com infraestrutura e mão de obra. Tudo isso transforma a operação logística em uma atividade crítica.

Incontáveis vezes, vemos caminhões vindos de outros estados que, após descarregarem, voltam para as cidades de origem vazios. Por que não aproveitar essa viagem e voltar com uma carga diferente? O conceito de compartilhamento aplicado no setor é focado na otimização dos recursos. Uma empresa tem uma frota de veículos moderna, mas o armazém precisa de reparos, enquanto na outra organização a situação é inversa. Por que não combinar o melhor das duas? A ideia é fazer com que ativos reduzam de maneira inteligente a conta frente para ambas as companhias.

Um exemplo de sucesso são duas empresas brasileiras do ramo editorial que uniram as suas estruturas para a entrega de jornais. Quem mora em um condomínio já deve ter percebido que muitos dos seus vizinhos leem jornais de marcas diferentes. Esses dois grandes jornais também perceberam isso e esqueceram as diferenças em troca de uma melhor eficiência operacional para ambas as empresas e, a partir disso, o mesmo caminhão leva exemplares das duas publicações. Em determinados casos, é muito simples fazer essa combinação. O caminhão que trouxe um carregamento de papel higiênico pode voltar abastecido de produtos de limpeza, por exemplo.

Com o apoio da tecnologia é possível fazer a gestão inteligente, com previsão um plano de cargas pelo menor custo de fretes ou a melhor margem financeira para a operação.

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