Impactos do CNPJ alfanumérico na arrecadação tributária municipal

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Escrito por Equipe TOTVS
Última atualização em 24 dezembro, 2025

A Receita Federal do Brasil (RFB) emitiu alerta aos municípios sobre a necessidade de adequação urgente dos sistemas de arrecadação tributária, em razão da implementação do CNPJ Alfanumérico, prevista para entrar em vigor a partir de julho de 2026. O tema foi repercutido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que reforça o risco de impactos diretos na arrecadação municipal caso não haja ajustes técnicos tempestivos.

A mudança no formato do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica foi instituída pela Instrução Normativa RFB nº 2.229/2024 e prevê a inclusão de letras e números na composição do CNPJ. Segundo a RFB, essa alteração pode gerar inconsistências na emissão e leitura de documentos de arrecadação, especialmente aqueles que utilizam códigos de barras tradicionais.

O principal ponto de atenção está no padrão atualmente utilizado para o processamento da arrecadação de tributos e taxas municipais. Hoje, grande parte dos entes locais adota o layout definido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que utiliza o código de barras do tipo “2 de 5 intercalados”. De acordo com a RFB, esse modelo apresenta limitações técnicas relevantes, entre elas:

  • Restrição numérica, uma vez que o padrão aceita apenas caracteres numéricos;
  • Composição técnica específica, baseada em cinco barras para representar cada caractere, sendo duas largas;
  • Intercalamento das barras e espaços, o que impede a codificação e leitura de letras.

Como muitos municípios utilizam o CNPJ do contribuinte no chamado “campo livre” do código de barras para identificar a origem do pagamento, a introdução de caracteres alfabéticos no novo CNPJ poderá inviabilizar a geração ou a leitura correta das guias de arrecadação, caso os sistemas não sejam adaptados.

Diante desse cenário, orienta-se que as áreas de arrecadação e de tecnologia da informação dos entes federativos realizem, com a maior brevidade possível, uma análise dos sistemas atualmente utilizados para emissão de guias e cobrança de tributos. A recomendação é que sejam adotadas as providências técnicas necessárias para evitar falhas operacionais ou interrupções no recebimento das receitas municipais.

A CNM destaca que a antecipação dessas adequações é fundamental para garantir a continuidade da arrecadação e minimizar riscos fiscais a partir da entrada em vigor do CNPJ Alfanumérico.

Quer entender em detalhes como o CNPJ alfanumérico vai impactar sistemas fiscais, arrecadação e obrigações acessórias? Acesse nossa página sobre o CNPJ Alfanumérico e confira análises práticas, orientações técnicas e recomendações para uma adaptação segura.

Fonte:Confederação Nacional de Municípios (CNM)

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