O sensoriamento remoto na agricultura tem o principal objetivo de coletar dados da superfície terrestre de uma determinada área. Isso é feito à distância, com satélites, drones e aeronaves com sensores para captar dados eletromagnéticos da lavoura.
Essa é uma das tecnologias mais importantes na agricultura de precisão, que visa otimizar a produção agrícola por meio de decisões baseadas em dados.
Nesse caso, o sensoriamento oferece dados sobre o vigor das culturas, condições do solo e outros fatores importantes, que viabilizam uma gestão mais eficiente dos recursos.
Neste artigo, vamos explorar como o sensoriamento remoto contribui para melhorar a gestão agrícola. Compartilhamos também outras informações precisas para aumentar a produtividade, reduzir desperdícios e otimizar o uso de insumos. Acompanhe a leitura!
O que é sensoriamento remoto?
Sensoriamento remoto é o conjunto de técnicas e tecnologias que permite coletar dados da superfície terrestre sem contato direto, a partir do uso de sensores instalados em satélites, drones, aeronaves ou outras plataformas.
Esses sensores captam informações físicas e espectrais dos alvos observados, como solo, vegetação e corpos d’água, que depois são processadas, armazenadas e analisadas para gerar conhecimento confiável sobre determinada área.
No contexto do agronegócio, o sensoriamento remoto se consolidou como uma base técnica da agricultura de precisão.
Essa técnica oferece uma visão ampla, recorrente e padronizada das áreas produtivas, para que você acompanhe o comportamento das lavouras ao longo do tempo e tome decisões mais embasadas.
Para que serve o sensoriamento remoto na agricultura, na prática?
Na agricultura, o sensoriamento remoto serve como base para o monitoramento técnico e a tomada de decisão agronômica orientada por dados.
Isso porque a tecnologia permite acompanhar o que acontece na lavoura ao longo do tempo, identificar variações dentro da área produtiva e reduzir incertezas no manejo, mesmo em propriedades extensas ou fragmentadas.
O valor dessa tecnologia não está apenas na geração de imagens, mas na capacidade de transformar dados espaciais em informações agronômicas acionáveis, especialmente quando integradas a históricos produtivos, dados de solo e clima.
Em matéria da BASF Brasil, Lúcio Jorge, pesquisador da Embrapa Instrumentação, ressalta que “o sensoriamento com drones e novos satélites representam a transformação digital da agricultura, com agregação de valor, aumento da competitividade e sustentabilidade da atividade agrícola”.
Principais aplicações do sensoriamento remoto

As aplicações do sensoriamento remoto no campo evoluíram nos últimos anos, impulsionadas pela combinação entre imagens de satélite, drones e algoritmos de análise avançada. Hoje, a tecnologia é utilizada para:
- Estimativa de área plantada;
- Vigor vegetativo das culturas;
- Previsão de produção agrícola;
- Regiões com maior potencial de produção;
- Determinação de faixas de solo com baixa produtividade;
- Separação de áreas reservadas para preservação e silvicultura;
- Apontamento de erros em processos de adubação, irrigação e preparo do solo.
Um exemplo desse avanço vem da Embrapa, que desenvolveu um método inédito para mapear lavouras de café por meio de sensoriamento remoto aliado à inteligência artificial.
A técnica combinou séries temporais de imagens do programa Harmonized Landsat Sentinel-2 (HLS) com algoritmos de IA e alcançou mais de 95% de precisão na identificação das áreas cultivadas.
Além de mapear os cafezais, o estudo conseguiu diferenciar quatro estágios fenológicos da cultura (plantio, produção, poda e renovação) com acurácia entre 77% e 95%, mesmo em regiões com pequenas propriedades e alta fragmentação.
Segundo a Embrapa, esse tipo de aplicação amplia a compreensão das dinâmicas regionais de uso da terra e fortalece o planejamento agrícola em escala local e regional.
Leia mais: Tecnologia no agronegócio: o que é e como aplicar na sua fazenda
Qual a importância do sensoriamento remoto no agro?
O sensoriamento remoto é um dos pilares da agricultura 4.0, porque conecta dados espaciais, históricos produtivos e análises avançadas à gestão moderna das lavouras.
Na agricultura de precisão, é essencial contar com um conjunto de metodologias que ajudem a entender as características da terra, para que a produtividade seja maximizada e os custos reduzidos. Nesse sentido, o principal aliado do produtor rural é a tecnologia.
Ao integrar imagens de satélite, drones e algoritmos analíticos aos sistemas de gestão agrícola, as decisões deixam de ser baseadas apenas na observação pontual e passam a considerar variabilidade espacial, temporal e produtiva das lavouras.
No contexto brasileiro, essa tecnologia se torna ainda mais relevante diante dos desafios estruturais do agro, como a instabilidade climática, a heterogeneidade dos solos, a escala das propriedades e a pressão crescente por sustentabilidade.
O sensoriamento remoto contribui justamente para antecipar riscos, identificar padrões anômalos e orientar ações corretivas com maior precisão.
Como funciona o sensoriamento remoto?
O funcionamento do sensoriamento remoto está baseado na captação e interpretação da radiação eletromagnética refletida ou emitida pelos elementos da superfície terrestre, como solo, plantas e água.
Essa radiação, ao interagir com cada tipo de cobertura, gera respostas diferentes, que podem ser registradas por sensores específicos.
De forma resumida, o processo envolve três etapas principais:
- Emissão ou incidência da radiação;
- Interação dessa energia com o alvo observado;
- Registro dessas informações por sensores.
Os dados captados são então processados por softwares e algoritmos, que transformam os sinais brutos em imagens, mapas e indicadores capazes de apoiar análises técnicas e decisões no campo.
Esse funcionamento só é possível graças ao avanço dos sensores e dos sistemas de processamento, que permitem identificar padrões, variações e anomalias de forma consistente ao longo do tempo, mesmo em áreas extensas.

Técnicas de sensoriamento remoto
As técnicas de sensoriamento remoto variam de acordo com o tipo de sensor utilizado e a forma como a radiação é captada. De maneira geral, os sensores podem ser classificados em ativos e passivos.
Os sensores passivos utilizam fontes naturais de energia, principalmente a radiação solar refletida pela superfície. Eles são empregados em imagens de satélite e permitem análises como vigor vegetativo, uso do solo e acompanhamento do desenvolvimento das culturas.
Já os sensores ativos possuem fonte própria de emissão de energia, como lasers ou radares. Nesse caso, o sensor emite a radiação e mede o tempo ou a intensidade do sinal refletido pelo alvo, o que possibilita análises mais detalhadas da superfície, independentemente da iluminação solar.
Na agricultura, essas técnicas são aplicadas por meio de diferentes plataformas, como satélites, aeronaves e, cada vez mais, drones, que oferecem alta resolução espacial e maior flexibilidade operacional.
Índices mais usados no sensoriamento remoto agrícola
Os índices de monitoramento mais comuns no sensoriamento remoto são:
- NDVI: Normalized Difference Vegetation Index, ou Índice de Vegetação da Diferença Normalizada,
- NDRE: Normalized Difference Red Edge, ou Índice de Vegetação Normalizada de Borda Vermelha.
NDVI
O NDVI (Índice de Vegetação da Diferença Normalizada) mede a relação entre a radiação refletida nas faixas do vermelho e do infravermelho próximo, gerando um indicador do vigor vegetativo das plantas.
Na prática, o NDVI permite identificar áreas com maior ou menor desenvolvimento, antecipar sinais de estresse e orientar o acompanhamento técnico da lavoura.
Por ser amplamente validado e de fácil interpretação, é muito utilizado em monitoramentos periódicos e análises comparativas ao longo do ciclo da cultura.
NDRE
O NDRE (Índice de Vegetação Normalizada de Borda Vermelha) é uma evolução do NDVI, com maior sensibilidade em culturas com dossel mais desenvolvido.
Ele utiliza a faixa espectral conhecida como red edge, que permite identificar variações mais sutis no estado nutricional das plantas, especialmente relacionadas ao nitrogênio.
Tecnologia TOTVS aplicada ao sensoriamento remoto no agro
A TOTVS é uma referência no agronegócio brasileiro, atendendo 47 das 100 maiores empresas do setor e representando mais de 60% da produção nacional.
Nossa expertise no campo digital é consolidada com a Recomendação Agronômica by Sensix, uma solução 100% online e baseada em assinatura que integra sensoriamento remoto e inteligência artificial para fornecer análises mais precisas e completas.
Com dados de satélites e drones, a Recomendação Agronômica é capaz de gerar informações detalhadas sobre:
- Temperatura do solo;
- Umidade;
- Volume de biomassa;
- Índices de vegetação.
A plataforma é projetada para consolidar e cruzar dados, transformando essas informações em recomendações agronômicas estratégicas.
Veja a demonstração em 1 minuto no vídeo abaixo.
Saiba mais sobre a Recomendação Agronômica by Sensix e leve a sua gestão agrícola para o próximo nível.
Conclusão
Ao longo deste conteúdo, falamos sobre o que é sensoriamento remoto na agricultura, sua importância, os benefícios trazidos e como as ferramentas tecnológicas são aplicadas durante o processo.
A solução da TOTVS voltada para o sensoriamento remoto contribui para o melhor desenvolvimento da agricultura digital e traz um diferencial para a produção, seja ela de pequeno, médio ou grande porte.
A TOTVS é uma empresa que acredita no potencial do Brasil que faz, e é referência em tecnologia e inovação há mais de 30 anos, atendendo clientes em toda a América Latina.
Se você se interessou pelo artigo e quer conhecer outras inovações do segmento, confira agora as aplicações da inteligência artificial na agricultura.
Continue acompanhando nossos conteúdos sobre gestão agrícola e também assine a newsletter para receber novidades diretamente em seu e-mail.
Perguntas frequentes (FAQ)
Qual a diferença entre sensoriamento remoto e agricultura de precisão?
O sensoriamento remoto é uma das principais ferramentas da agricultura de precisão.
Enquanto a agricultura de precisão é um conceito mais amplo, baseado em decisões orientadas por dados, o sensoriamento remoto é a tecnologia responsável por gerar grande parte desses dados, especialmente por meio de imagens e índices vegetativos.
Quais tecnologias são usadas no sensoriamento remoto agrícola?
As principais tecnologias utilizadas são:
- Satélites, que permitem monitoramento contínuo em grandes áreas
- Drones, ideais para análises detalhadas e pontuais
- Sensores ópticos e multiespectrais, que captam diferentes bandas da radiação eletromagnética
Essas tecnologias podem ser usadas de forma complementar, dependendo do objetivo da análise.
Deixe aqui seu comentário