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Silvicultura: como a tecnologia tem atuado no setor?

Equipe TOTVS | GESTÃO AGRÍCOLA | 16 março, 2021

A silvicultura é uma ciência intrínseca à sociedade brasileira — às empresas e às pessoas. Está presente em produtos e serviços que compõem o dia a dia. Por isso, muito mais do que entendê-la, é preciso compreender o papel da tecnologia na sua evolução.

Não é de hoje que, na economia brasileira, a atividade florestal tem grande destaque.

A iniciativa da plantação pode tanto ser uma demanda originária do mercado, onde ocorre o uso da madeira para produção de itens, como uma solução mais sustentável à exploração predatória. 

Assim, é interessante observar que o setor emprega 20% dos trabalhadores do Brasil. Na prática, esse dado é equivalente a 18,37 milhões de trabalhadores, ou seja, não há dúvidas sobre o quão relevante é a silvicultura para a economia brasileira, certo?

Os dados foram coletados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq).

Nesse contexto, a silvicultura é algo necessário para garantir que todos os processos relacionados à produção florestal sigam a lógica de preservação, mesmo diante da exploração extrativista ou cultivada.

No entanto, em uma realidade onde as demandas apenas crescem, é preciso de inovação para driblar os desafios naturais que a produção florestal apresenta.

Algo que se aplica também em outras áreas da indústria, como o agronegócio.

Portanto, como lidar com um mercado tão volátil e com tamanho crescimento de forma a apresentar rentabilidade, continuidade produtiva e manter a preservação da flora explorada?

É aqui que a tecnologia entra como protagonista, ajudando gestores e técnicos silvicultores a encontrarem soluções assertivas para problemas do tipo.

Neste conteúdo, você vai entender mais sobre o assunto, compreendendo a necessária relação da tecnologia com a eficiência na silvicultura.

O que é silvicultura?

A silvicultura pode ser definida como a prática para o melhor uso da floresta, considerando o processo de produção, reprodução e cultivo de florestas, com foco na preservação e no reflorestamento.

Dessa forma, a silvicultura tem uma ampla aplicação na gestão ambiental em geral. 

Suas técnicas são encontradas tanto em regiões com foco em preservação, como em áreas de produção florestal (com cunho extrativista ou de cultivação).

O termo tem origem no latim, com “Silva” significando “floresta” e “Cultura” significando “cultivo”.

É considerada muito mais do que uma metodologia ou um conjunto de boas práticas. A silvicultura é de fato uma ciência — um campo de estudos para que soluções práticas sejam desenvolvidas.

Por isso, sua aplicação vai até mesmo além das florestas e áreas essencialmente ambientais. A silvicultura existe também em áreas urbanas.

E justamente por ser um campo de estudos, sua história data de anos e anos atrás. 

Não à toa, a silvicultura é dividida em dois tipos principais e alguns subtipos — que vamos explicar mais além.

Qual é o objetivo da silvicultura?

A silvicultura tem como objetivo a execução de técnicas que promovam a melhoria e o regeneramento dos povoamentos florestais, de forma que as necessidades do mercado sejam satisfeitas e que não haja desequilíbrio ambiental.

É uma ciência responsável por promover o cultivo de várias espécies de árvores, como eucalipto, pinho ou seringueira.

Assim, a silvicultura garante a continuidade florestal das áreas de exploração ou cultivação, o que promove uma melhor qualidade na produção das empresas — e torna todo processo menos custoso.

Por ser um campo de estudo multidisciplinar, várias áreas científicas se relacionam com sua prática.

Entre elas, a botânica, a economia, a ecologia e outros campos de estudo.

Sua necessidade vai além da simples extração de árvores. A silvicultura está presente em estudos de indústrias, empresas e iniciativas governamentais de todos os tipos.

Entre elas, a indústria de papel e celulose, do agronegócio, bem como a indústria de móveis e o setor siderúrgico.

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Silvicultura no Brasil: Como está o cenário

A silvicultura brasileira de florestas plantadas já comemorou seu centenário, baseando-se na introdução do eucalipto em escala comercial.

Assim, impulsionou-se uma grande transformação na produção de madeira.

Não à toa, é reconhecidamente a maior potência mundial na produção de produtos florestais (madeireiros – PFM; e não madeireiros – PFNM).

Esse cenário é marcado por uma amplitude de indústrias e produtos, composta basicamente de madeira industrial (celulose e papel e painéis), processamento mecânico da madeira (serrados e compensados) e de madeira para energia (lenha, cavaco e carvão vegetal).

A produtividade brasileira no setor é impulsionada pela adesão das melhores tecnologias na produção do eucalipto, apontam pesquisas do Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF).

A silvicultura atinge o patamar de 60m³/ha, com rotação a cada sete anos. 

No entanto, a produção ainda não atende à demanda.

Conforme orientações da Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS), o ideal é que para o cultivo de celulose e papel seja necessário o aumento de 170 mil hectares. 

Já para a plantação de madeira sólida, recomenda-se o cultivo em 130 mil hectares. 

O setor siderúrgico deve ter como meta 250 mil hectares de cultivo, enquanto a indústria de carvão vegetal e energia deve investir até o patamar de 80 mil hectares.

No entanto, muitos especialistas consideram que há um enorme espaço para crescimento da silvicultura no país.

Um dos motivos é que o país ainda deve no quesito sustentabilidade.

E a prática da silvicultura é uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento de uma economia mais verde.

Como funciona o processo de silvicultura?

O processo de silvicultura funciona seguindo um planejamento assertivo e uma implementação cuidadosa, que leve em consideração todas as etapas.

No contexto corporativo, vários podem ser os motivadores por trás de sua aplicação. 

Há empresas de extração de madeira que necessitam de técnicas de silvicultura que visem, por exemplo, mais eficiência no plantio e no reflorestamento, de forma que nenhuma praga atinja as mudas das áreas cultivadas.

Ou ainda um melhor desenvolvimento genético das espécies, de forma que se adequem mais facilmente ao maquinário agrícola industrial e sejam mais práticas na produção.

Além disso, uma siderúrgica pode precisar da silvicultura em outros cenários, como a proteção de nascentes e mananciais próximos ou dentro de seu terreno.

Uma empresa de construção civil pode necessitar das técnicas para entender como melhor aproveitar o terreno de um ponto vista ambiental e florestal.

Ou, o governo pode buscar na silvicultura uma solução controle de erosão do solo próximo de grandes obras públicas.

São infinitas as possibilidades.

É por isso que sua implementação varia tanto.

Se antes atividades como o preparo do solo e planejamento de coletas e cortes eram as mais comuns, hoje novas técnicas auxiliam no entendimento do ambiente de trabalho.

Uma delas se baseia, por exemplo, no aproveitamento das possibilidades da cartografia e no uso de drones com recursos de georreferência.

De certa forma, a silvicultura serve para proteger a biodiversidade de diversos modos.

Um deles é, por exemplo, evitar a disseminação de pragas e doenças que ameacem o plantio na agricultura ou o desenvolvimento da floresta.

Além disso, a silvicultura busca também otimizar a exploração dos recursos naturais, minimizando os estragos das atividades comerciais.

É algo que pode se manifestar de diversas formas, partindo da irrigação das mudas até a manutenção de todos os biomas de uma área.

Qual é a importância da silvicultura?

Ao realizar a aplicação das técnicas da silvicultura em seu negócio, é possível identificar uma série de benefícios. Porém, tudo vai depender do objetivo da sua implementação.

Como você já leu, a silvicultura pode ser um complemento às ações ambientais da sua empresa, como uma aliada direta da sua atividade-fim, afinal, esse processo é a base de todos os insumos.

Sendo assim, pode ter destaque ambiental para o seu negócio, bem como econômico, viabilizando melhores condições produtivas.

Mas na prática, onde a silvicultura causa maiores impactos?

Como falamos, sua implementação vai muito além de um tipo de indústria, por isso suas técnicas podem trazer benefícios de vários tipos.

Abaixo, separamos os principais para que você compreenda um pouco mais da importância dessa ciência.

Preservação 

Uma empresa que investe em silvicultura tem em mãos toda expertise e recursos para promover maior preservação do ambiente que explora comercialmente ou que ocupa.

Isso significa que a fauna e flora locais são preservados de quaisquer impactos industriais e fabris que possam ocorrer.

Da mesma forma, a empresa se dedica a minimizar os estragos, o que possibilita uma atuação dentro da regularidade, seguindo totalmente o compliance legal.

Outro fator que pode ser referenciado aqui é que a ciência também estuda formas de manter intactas as áreas de plantio, mesmo diante das intempéries do tempo.

Desse modo, é possível prevenir prejuízos diante da ação de temporais, da geada, do granizo e mesmo de temperaturas excessivas.

Recuperação

Há situações em que a exploração indevida e sem controle de alguma área pode ocasionar danos significativos ao solo, à fauna e à flora.

Com a silvicultura, sua empresa pode desenhar estratégias assertivas que visem a recuperação dessas áreas.

Um exemplo é o esforço para regeneração de matas, como as ciliares.

Reduzir os impactos no ambiente 

Algumas empresas necessitam de espaço para realizar seus empreendimentos. Porém, em muitos casos, esses investimentos significam que será necessário ocupar uma área florestal.

Assim, com um trabalho de silvicultura, é possível que a empresa se dedique ao plantio de vegetação nativa.

É uma forma de compensar a supressão da flora e da vegetação original, o que reduz significativamente os impactos no meio ambiente.

Manutenção das florestas

A manutenção de florestas é um tema de interesse mútuo entre técnicos silvicultores e empresas que exploram comercialmente esse tipo de matéria-prima.

Por isso, a silvicultura dedica uma boa parte dos seus recursos em entender as melhores formas de assegurar que as florestas não sejam devastadas de uma vez.

Pelo contrário, a ciência vai buscar formas de promover o uso da madeira e dos demais recursos naturais seguindo uma agenda sustentável.

Assim, é possível planejar ações de reflorestamento e mesmo otimização produtiva, com intuito de reduzir desperdícios e melhorar o aproveitamento da madeira.

Quais os principais tipos de silvicultura

Os tipos de silvicultura se dividem entre dois modelos: o clássico e o moderno. 

Adiantamos essa diferença antes, mas talvez você não saiba porque a divisão existe.

Bom, os nomes falam por si:

O clássico se trata da maneira antiga de ver e aplicar a silvicultura.

Já o moderno leva em conta os fatores industriais e a necessidade de produção em massa de certos itens. É uma silvicultura mais analítica e aberta à tecnologia.

Para aprofundar o entendimento sobre cada um dos tipos e suas particularidades, siga a leitura:

Clássico

O método clássico leva em consideração a própria força produtiva das florestas naturais e o processo orgânico de regeneração em busca do equilíbrio do ecossistema.

Moderno

O método clássico leva em consideração a própria força produtiva das florestas naturais e o processo orgânico de regeneração em busca do equilíbrio do ecossistema.

Divide-se também em dois subtipos: a silvicultura de precisão e a urbana.

Silvicultura de precisão

Se você está em busca de um manejo mais especializado do solo, a silvicultura de precisão é destaque de investimento nesse cenário, proporcionando maior controle da produção, otimização de mão de obra e melhor aproveitamento de recursos.

É um conceito próximo da agricultura de precisão.

Nesse ponto, a tecnologia mostra-se fundamental no acompanhamento da rotina de atividades e do custo total da produção.

Uma solução cada vez mais adotada no campo é a opção por um sistema de gestão que abarque desde o plantio até a distribuição. 

Dessa forma, é possível ter controle de todo processo produtivo da sua empresa, com acesso a dados que geram insights valiosos para aplicação instantânea.

Silvicultura Urbana 

A silvicultura também pode ser explorada em ambientes urbanos a partir de espaços que possuam vegetação arbórea.

Aqui, vale locais privados ou públicos que tenham a intenção do cultivo para fins ecológicos, econômicos ou sociais. 

Afinal, possuir mata verde perto da sua residência na cidade oferece maior bem-estar no dia a dia.

Como formas de monitoramento estão recursos tecnológicos que levam em consideração o posicionamento geográfico. 

Tecnologia no processo de silvicultura: Como funciona?

O que o mundo e o mercado testemunham hoje é uma crescente inédita na demanda e também nas exigências por trás delas. Ou seja, nunca se produziu como agora, mas também nunca houve uma rigidez tão grande como a que vemos agora.

E a tendência é que essas exigências a partir de regulamentações nacionais e internacionais se tornem cada vez mais específicas.

Para as empresas do agronegócio e do setor industrial, se manter a par desse patamar exige muito mais do que disposição, mas investimento em tecnologia.

Porém, entenda que esse investimento vai além do campo operacional em si.

Desde a década de 60 que os processos operacionais vêm ganhando complementos automatizados e tecnológicos. Os próprios recursos de monitoramento, como drones georreferenciados, são um exemplo.

Na verdade, falamos de dar um passo além no que diz respeito à gestão do plantio e da área ambiental.

Assim, muito além do poder de reação para lidar com as demandas do campo, você terá um auxílio tecnológico que vai fortalecer todo lado estratégico do negócio.

Portanto, sua empresa ganha em competitividade, pois tem os processos de silvicultura mapeados e monitorados em um sistema de gestão que integre cada área do negócio.

É o caso, por exemplo, da substituição das planilhas por um software de gestão agrícola que possa organizar as anotações de todos os envolvidos.

Assim, nada se perde e toda informação é utilizada e analisada.

Como a adoção da tecnologia na silvicultura torna o processo mais eficiente?

A agricultura 4.0 no agronegócio já é algo mais comum em produções do tipo sucro-alcooleiras, citricultura e de fruticultura, quando comparamos ao multicultivo. 

Assim, vale mencionar algumas rotinas que têm a ganhar com a tecnologia:

  1. Planejamento/Orçamento: softwares auxiliam na elaboração de orçamento agrícola e industrial conforme o perfil do seu negócio;
  2. Cotação de matéria-prima: organização de diferentes orçamentos e contatos;
  3. Contratações: controle de dados de funcionários e folhas de pagamento; 
  4. Distribuição logística: manutenção e controle de frotas, inclusive com acompanhamento por meio de dispositivos móveis;
  5. Preparo, plantio e manejo:  torne mais fácil processos como requisição de insumos, controle das atividades manuais e mecanizadas, fitossanitários  e gestão agronômica. 
  6. Climatologia e meteorologia: um software é um apoio fundamental na hora de planejar a plantação e, melhor ainda, se a previsão do tempo estiver integrada, tornando mais orgânicos os processos rotineiros;
  7. Colheita e safra: é importante o acompanhamento constante da aplicação de maturadores e da ordem de corte. Por isso, alguns softwares já apresentam a possibilidade de realizar esse monitoramento via apps no celular.
  8. Logística e Recepção: aqui entram em ação o dimensionamento de recursos, como a telemetria e pesagem, e as certificações.
  9. Beneficiamento e expedição:  um dos diferenciais da tecnologia no setor é, principalmente, no processamento industrial, além do beneficiamentos de sementes e algodão e a comercialização de commodities.
  10. Custos agrícolas: a visualização dos custos parciais da operação, o valor investido, o custo da entressafra e os pontos críticos de exaustão, armazenagem e produção fazem toda a diferença na lucratividade. 

Isso sem falar das tendências para o setor que envolvem desde GPS na colheita até o diagnóstico de pragas por meio de imagens captadas pelo celular.

Desse modo, fica mais fácil para a empresa identificar falhas e desvios em suas operações.

Com o potencial tecnológico em mãos e todas as informações centralizadas, a análise de causas tende a ser mais ágil. Ou seja, você chega com mais rapidez na raiz do problema.

Assim, é possível entender os gargalos do negócio e sugerir soluções assertivas.

Lembrando que todos esses dados servem para alimentar indicadores de desempenho.

Dessa forma, você e os gestores do negócio podem basear seu planejamento agrícola estratégico de um modo mais eficiente, pautado em objetivos de produtividade e financeiros.

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A Silvicultura no Brasil

Conclusão

O desenvolvimento da silvicultura é uma das prioridades para as indústrias e empresas envolvidas com a gestão ambiental.

É um assunto sério, que merece atenção: não por ser uma ciência indispensável para melhoria produtiva, mas por ser regida por técnicas que promovem a sustentabilidade.

Ou seja, algo que contribui para uma evolução ecológica e que se dispõe a encontrar soluções para o uso dos recursos naturais de forma que não prejudique o meio ambiente.

E nesse processo, a tecnologia se torna cada vez mais necessária.

Na sua empresa, como andam os processos de silvicultura e em quais níveis de gestão a tecnologia atua, melhorando o controle das informações e processos?

Agora que você já sabe a definição de silvicultura, qual a projeção de crescimento do setor e as potencialidades existentes, pode conhecer a solução TOTVS Agro Multicultivo.

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