O tarifaço se tornou um dos temas mais debatidos da economia mundial e tem impacto direto no agronegócio brasileiro.
O aumento das tarifas de importação e exportação, anunciado por diferentes países, vem alterando os fluxos de comércio, o que exige novas estratégias de competitividade.
Com o cenário global em transformação, entender o que está por trás do tarifaço, quais setores são mais afetados e como o Brasil pode se posicionar é essencial para quem atua com commodities e exportação.
Neste artigo, você vai entender como o tarifaço impacta o agronegócio e o comércio internacional, e como o TACC pode fortalecer as negociações com a China no mercado de etanol de milho e seus coprodutos.
O que é o tarifaço e como ele funciona na prática?
O termo tarifaço é usado para se referir a um conjunto de aumentos expressivos nas tarifas de importação ou exportação aplicadas por um país.
Essas medidas, geralmente de caráter protecionista, têm o objetivo de fortalecer a indústria nacional, equilibrar a balança comercial ou reagir a sanções econômicas impostas por outros países.
Na prática, o tarifaço aumenta o custo de entrada de produtos estrangeiros em determinado mercado. Isso estimula o consumo interno, mas também pode gerar elevação de preços, escassez de insumos e desequilíbrios nas cadeias produtivas.
Por que o tarifaço voltou ao centro das discussões globais?

O tarifaço voltou a ganhar destaque nas discussões econômicas internacionais em 2025, após o governo dos Estados Unidos anunciar novas tarifas de até 50% sobre produtos importados de diferentes países, como o Brasil.
As medidas, implementadas pela atual gestão de Donald Trump, atingem cerca de 36% das exportações brasileiras com destino ao mercado norte-americano e reacendem o debate sobre protecionismo e competitividade global.
A justificativa dos Estados Unidos é fortalecer a indústria local e reduzir a dependência de importações estratégicas.
No entanto, a nova rodada de tarifas tem efeitos amplos sobre cadeias produtivas globais, impactando custos logísticos, margens de exportação e preços ao consumidor.
Quais setores e produtos podem ser mais impactados pelo tarifaço?
No Brasil, o tarifaço anunciado por grandes economias, como Estados Unidos e União Europeia, recai diretamente sobre o agronegócio, a indústria e o setor de energia, que dependem de insumos importados e de canais de exportação estáveis.
Mais especificamente: as tarifas recentes recaem, principalmente, sobre o aço, o alumínio, os produtos químicos, os biocombustíveis e os equipamentos industriais. Esses segmentos influenciam diretamente os custos de produção em diversos países.
No caso do Brasil, o agronegócio aparece como um dos setores mais sensíveis a essas medidas.
As commodities agrícolas: soja, milho e açúcar estão no centro das discussões, já que o Brasil, de acordo com relatório do BTG Pactual (2024), lidera as exportações globais de soja (56%), milho (31%) e açúcar (44%), além de ter posição de destaque em café, carnes e etanol.
Essa relevância reforça o quanto decisões tarifárias internacionais podem influenciar o desempenho do setor agroindustrial.
Os impactos do tarifaço Brasil na economia e nas cadeias produtivas

O tarifaço tem reflexos diretos e indiretos sobre o desempenho econômico brasileiro. No curto prazo, pode haver ganhos pontuais para indústrias locais, já que a concorrência externa diminui.
No entanto, a médio e longo prazo, o cenário tende a se tornar mais desafiador, com aumento de custos, pressão inflacionária e perda de competitividade internacional.
Para o agronegócio e para a indústria de transformação, o tarifaço afeta toda a estrutura de produção. Insumos importados mais caros elevam os custos internos, comprometem margens e dificultam a manutenção de preços acessíveis no mercado interno.
Além disso, medidas tarifárias imprevisíveis criam insegurança para investimentos e contratos de exportação, exigindo estratégias de mitigação de risco.
Outro impacto relevante é o logístico. Tarifas sobre combustíveis e biocombustíveis podem alterar a dinâmica do transporte e do processamento de alimentos e matérias-primas.
Em um setor que depende de planejamento antecipado, qualquer variação tarifária demanda readequações rápidas para evitar desequilíbrios nas cadeias produtivas.
Como o tarifaço influencia as negociações de commodities?
O tarifaço afeta diretamente a dinâmica das negociações de commodities, já que o comércio de produtos agrícolas e energéticos é sensível a variações de preço e políticas tarifárias.
Quando um país aumenta tarifas de importação, os produtos estrangeiros se tornam menos competitivos, e o mercado tende a buscar alternativas locais.
Por outro lado, países exportadores, como o Brasil, precisam encontrar novas rotas e mercados para seus produtos.
Esse movimento pode gerar tanto desafios quanto oportunidades.
Por exemplo, a imposição de tarifas sobre biocombustíveis em determinados países pode abrir espaço para que o Brasil se destaque como fornecedor confiável de etanol de milho e seus coprodutos.
Isso, especialmente, em regiões que buscam diversificar suas matrizes energéticas.
As negociações, nesse contexto, exigem agilidade, informação precisa e estratégias sustentadas por tecnologia.
Empresas que dispõem de sistemas integrados, capazes de acompanhar variações cambiais, estoques e custos de frete em tempo real, conseguem reagir com mais rapidez e eficiência.
O papel do TACC nas estratégias de comércio internacional
O TACC (Termo de Autorização para Comércio e Cooperação) tem ganhado destaque como ferramenta de apoio à negociação internacional e à ampliação de parcerias comerciais.
No cenário de tarifaço, o TACC se torna ainda mais importante, pois permite que o Brasil negocie condições específicas de exportação e cooperação técnica com outros países, minimizando o impacto das tarifas.
Na prática, o TACC estabelece regras claras para o comércio de determinados produtos, promovendo segurança jurídica e transparência.
Ele pode incluir cláusulas de compensação, acordos de cooperação tecnológica e mecanismos de flexibilização tarifária, pontos essenciais para empresas que atuam em mercados sensíveis a mudanças políticas e econômicas.
Ao utilizar o TACC como instrumento de negociação, o Brasil tem a oportunidade de fortalecer sua presença no mercado global.
Esse avanço é especialmente relevante em segmentos como bioenergia, etanol de milho e coprodutos agrícolas, que estão no centro das discussões sobre sustentabilidade e transição energética.
Etanol de milho e oportunidades no mercado chinês

Um dos exemplos mais promissores de como o TACC pode impulsionar o comércio exterior está na expansão do etanol de milho e de seus coprodutos para o mercado chinês.
A China vive uma transição energética acelerada e vem consolidando sua liderança global em energia limpa.
Segundo dados do think tank internacional Ember (2024), o país adicionou mais capacidade solar e eólica do que o restante do mundo somado, ultrapassando o carvão como principal fonte de eletricidade global pela primeira vez na história.
Esse cenário reforça o papel da China como protagonista na transição energética e amplia a demanda por biocombustíveis de baixo impacto ambiental.
Nesse contexto, o Brasil se posiciona como parceiro estratégico por sua capacidade produtiva e pela qualidade dos coprodutos do etanol, como o DDGS (Dried Distillers Grains with Solubles), utilizado na alimentação animal e em processos industriais.
Contudo, o tarifaço pode representar um entrave à competitividade brasileira se não houver negociações bilaterais bem estruturadas.
Com o apoio do TACC, é possível estabelecer condições especiais de exportação, garantindo tarifas mais competitivas e facilitando o acesso gradual ao mercado chinês.
Essa aproximação representa não apenas uma oportunidade econômica, mas também uma chance de fortalecer o papel do Brasil como referência global em bioenergia sustentável.
Como a TOTVS apoia empresas na gestão e adaptação a cenários de tarifaço

Diante de um cenário de incertezas, como o do tarifaço para o Brasil, a tecnologia se torna uma aliada estratégica.
A TOTVS oferece soluções completas para o Agro em todas as etapas da cadeia produtiva: da originação ao beneficiamento e à comercialização, permitindo que as empresas se adaptem com agilidade às mudanças do mercado.
Com módulos voltados à gestão de estoques, logística, contratos e custos de produção, os sistemas TOTVS proporcionam visão integrada e controle total das operações, o que é essencial em tempos de alta volatilidade.
Além disso, o uso de dados e indicadores de performance ajuda empresas a prever impactos financeiros, simular cenários e identificar oportunidades de exportação, mesmo diante de barreiras tarifárias.
A integração entre as áreas administrativa, produtiva e comercial garante que decisões estratégicas sejam tomadas com base em informações reais, o que reduz riscos e aumenta a competitividade.
Outro diferencial é a capacidade de integração com plataformas de comércio exterior e inteligência de mercado, o que facilita o acompanhamento de políticas comerciais, tarifas aplicadas e variações cambiais.
Resumo dos principais benefícios dos sistemas de Agro da TOTVS:
- Visão integrada de toda a cadeia produtiva, do campo à comercialização.
- Gestão eficiente de estoques, logística, contratos e custos de produção.
- Análise de dados e indicadores de performance para prever impactos e oportunidades.
- Simulação de cenários e planejamento financeiro diante das variações de mercado.
- Integração entre áreas administrativas, produtivas e comerciais.
- Acesso facilitado a informações de comércio exterior e inteligência de mercado.
A TOTVS permite que o agronegócio brasileiro enfrente o tarifaço com eficiência e inovação, apoiando a tomada de decisões fundamentadas em dados e o fortalecimento das relações internacionais.
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Conclusão
O tarifaço representa um desafio global com reflexos diretos sobre o agronegócio e o comércio internacional.
Suas consequências vão desde o aumento de custos e a reestruturação de cadeias produtivas até a necessidade de repensar estratégias de exportação e parcerias comerciais.
O Brasil, no entanto, tem a oportunidade de transformar esse cenário em vantagem competitiva.
O uso do TACC como instrumento de cooperação internacional, aliado à adoção de tecnologias de gestão integradas, pode impulsionar a posição brasileira no mercado mundial, especialmente no segmento de bioenergia.
Com as soluções da TOTVS para o Agro, empresas do setor podem atuar com mais agilidade, inteligência e segurança, superando barreiras tarifárias e aproveitando novas oportunidades.
Mais do que enfrentar o tarifaço, é hora de redefinir estratégias, otimizar processos e fortalecer o agronegócio com tecnologia TOTVS, o motor que impulsiona o futuro da gestão no campo e nas exportações brasileiras.
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