Avaliação de curva: o que é e por que repensar esse modelo

Imagem de relógio para tempo de leitura.

Tempo de leitura: 6 minutos

Escrito por Equipe TOTVS
Última atualização em 19 December, 2025

A avaliação de desempenho sempre foi um tema sensível nas empresas, especialmente quando os critérios utilizados impactam diretamente no reconhecimento, remuneração e decisões de carreira. 

Entre os modelos mais conhecidos está a chamada avaliação de curva, também conhecida como curva do sino ou curva forçada.

De forma geral, esse método parte da lógica de classificar os colaboradores do melhor ao pior desempenho, distribuindo-os em faixas predefinidas. Embora tenha sido amplamente utilizado no passado, hoje a avaliação de curva é cada vez mais questionada por seus efeitos sobre a cultura organizacional e a experiência do colaborador.

Para entender por que esse modelo vem perdendo espaço frente a abordagens mais modernas de avaliação de desempenho, vale analisar como ele funciona, quais são seus impactos e quais alternativas estão disponíveis.

O que é avaliação de curva?

A avaliação de curva é um modelo de avaliação de desempenho que classifica os colaboradores com base em sua performance relativa, distribuindo-os em grupos previamente definidos.

De maneira simplificada, o método divide os profissionais em três grandes categorias:

  • Funcionários de alto desempenho (20%);
  • Funcionários de desempenho médio (70%);
  • Funcionários de baixo desempenho (10%).

Um dos pontos centrais da avaliação de curva é que essas proporções são fixas. Ou seja, independentemente do desempenho real da equipe, sempre haverá uma parcela de colaboradores enquadrada em cada faixa.

Essa rigidez é justamente um dos aspectos mais críticos do modelo. Em muitos casos, profissionais acabam sendo posicionados em categorias inferiores não por baixo desempenho, mas pela limitação imposta pela própria distribuição da curva.

Por que a avaliação de curva é usada nas empresas?

Apesar de perder espaço nos últimos anos, a avaliação de curva ainda é utilizada em algumas organizações, principalmente quando a avaliação de desempenho está diretamente associada a políticas de recompensa.

Nesse contexto, colaboradores classificados como de alto desempenho tendem a receber bônus, promoções ou outros reconhecimentos. 

Os profissionais de desempenho médio podem receber recompensas mais limitadas, enquanto aqueles posicionados no grupo de baixo desempenho, muitas vezes, não recebem nenhum tipo de incentivo.

Em alguns casos, a avaliação de curva também é utilizada como critério para decisões mais críticas, como cortes de pessoal. Os colaboradores posicionados no final da curva acabam sendo os mais expostos a processos de desligamento, o que aumenta a pressão e a insegurança dentro das equipes.

Vantagens e desvantagens da avaliação de curva

Como qualquer método de avaliação de desempenho, a avaliação de curva apresenta pontos positivos e negativos que precisam ser analisados com cuidado antes de sua adoção.

Vantagens:

  • Facilita o mapeamento rápido de colaboradores com desempenho destacado;
  • Auxilia na identificação de profissionais para cargos, funções ou promoções;
  • Oferece uma visão geral sobre necessidades de treinamento;
  • Reduz o viés de gestores excessivamente permissivos;
  • Apoia decisões relacionadas a recompensas, benefícios e promoções.

Desvantagens:

  • Impõe uma classificação rígida que nem sempre reflete a realidade do desempenho;
  • Impacta negativamente a motivação de colaboradores enquadrados como médios ou baixos;
  • Pode gerar queda de produtividade e aumento do turnover;
  • Prejudica a colaboração ao estimular competição interna excessiva;
  • Aumenta o risco de avaliações injustas, imprecisas ou até discriminatórias;
  • Pode levar a decisões equivocadas sobre desenvolvimento, treinamentos ou desligamentos.

3 alternativas à avaliação de curva

Embora a avaliação de curva apresente algumas vantagens operacionais, os riscos associados a esse modelo têm levado muitas empresas a buscar alternativas mais alinhadas ao desenvolvimento contínuo e à cultura de feedback.

Com a evolução das práticas de gestão de pessoas, hoje existem metodologias que permitem avaliações mais justas, completas e orientadas ao crescimento dos colaboradores, sem comprometer o engajamento.

A seguir, veja três alternativas à avaliação de curva que vêm ganhando espaço nas organizações.

1. Avaliação 180 graus

A avaliação 180 graus é um método em que o desempenho do colaborador é analisado a partir de duas perspectivas principais: a do gestor e a do próprio profissional, por meio da autoavaliação.

Esse modelo permite avaliar produtividade, qualidade das entregas e competências comportamentais, como colaboração, proatividade, flexibilidade e trabalho em equipe, promovendo um diálogo mais estruturado sobre desempenho.

2. Avaliação 360 graus

A avaliação 360 graus amplia ainda mais o olhar sobre a performance do colaborador. Além do gestor e da autoavaliação, esse modelo inclui feedbacks de colegas, pares, fornecedores e até clientes.

Ao reunir diferentes percepções, a avaliação 360 graus oferece uma visão mais completa, equilibrada e justa dos pontos fortes e das oportunidades de desenvolvimento de cada profissional.

3. Avaliação de desempenho por competências

A avaliação de desempenho por competências tem como foco a análise das competências técnicas e comportamentais necessárias para o exercício das funções.

Esse modelo permite que o RH identifique com mais clareza quais competências já estão bem desenvolvidas, quais precisam ser aprimoradas e quais ações podem ser adotadas para apoiar o crescimento profissional, como treinamentos, capacitações e planos de desenvolvimento.

Conheça as soluções da TOTVS para o RH

Para evoluir além da avaliação de curva, é fundamental contar com soluções tecnológicas que apoiem modelos de avaliação mais flexíveis, contínuos e orientados a dados.

As soluções da TOTVS para o RH permitem estruturar avaliações de desempenho alinhadas à estratégia da empresa, automatizar processos, consolidar feedbacks, acompanhar indicadores e apoiar decisões de desenvolvimento de forma mais transparente e consistente.

Com sistemas integrados, o RH ganha mais visibilidade, padronização e capacidade analítica para transformar a avaliação de desempenho em uma ferramenta de crescimento, e não apenas de classificação.

Conclusão

A avaliação de curva foi, por muito tempo, um modelo amplamente utilizado para classificar o desempenho dos colaboradores. 

No entanto, seus impactos sobre motivação, colaboração e cultura organizacional têm levado muitas empresas a repensar essa abordagem e buscar alternativas mais alinhadas ao desenvolvimento contínuo.

Ao longo do texto, foi possível entender como a avaliação de curva funciona, quais são seus principais riscos e por que modelos mais flexíveis tendem a gerar resultados mais consistentes para pessoas e organizações.

Avaliações mais eficazes deixam de lado a lógica de ranking e passam a considerar múltiplas dimensões do desempenho.

Para aprofundar esse olhar e entender como tornar a avaliação mais objetiva e estratégica, vale seguir a leitura do artigo sobre Indicadores de RH no blog da TOTVS!

Deixe aqui seu comentário

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *


X

Usamos cookies para fornecer os recursos e serviços oferecidos em nosso site para melhorar a experência do usuário. Ao continuar navegando neste site, você concorda com o uso destes cookies. Leia nossa Política de Cookies para saber mais.