As ferramentas de avaliação comportamental ganham cada vez mais espaço à medida que as dinâmicas de trabalho evoluem e o RH passa a ter o desafio de criar ambientes que mantenham os talentos engajados e produtivos.
Para isso, entender o comportamento humano é fundamental. Afinal, são as pessoas que fazem uma empresa ser o que é, e cada colaborador traz consigo um universo de experiências que impacta diretamente os resultados da empresa.
Nesse sentido, existem algumas ferramentas que permitem uma compreensão mais profunda dos comportamentos dos colaboradores.
A seguir, apresentaremos alguns exemplos e suas vantagens e desvantagens. Confira!
O que são ferramentas de avaliação comportamental?
As ferramentas de avaliação comportamental são métodos utilizados para analisar e entender o comportamento, as preferências, motivações e competências das pessoas.
Em um ambiente organizacional, elas avaliam aspectos como traços de personalidade, estilos de comunicação, abordagens ao trabalho em equipe e capacidade de liderança.
O objetivo dessas ferramentas é proporcionar percepções detalhadas sobre como os colaboradores se comportam em diferentes situações de trabalho.
Isso ajuda as organizações a fazerem escolhas mais informadas sobre contratações, desenvolvimento de equipes e estratégias de liderança.
Por que as ferramentas de avaliação comportamental são importantes para o RH?
Adotar ferramentas de avaliação comportamental contribui para o desenvolvimento de uma força de trabalho mais adaptável, engajada e alinhada aos objetivos estratégicos da empresa.
Além disso, também podemos dizer que as ferramentas comportamentais ajudam a:
Melhorar na qualidade das contratações
Estudos apontam que o custo de rotatividade de um colaborador pode variar entre 40% a 400% do seu salário anual.
Nesse sentido, as ferramentas de avaliação comportamental surgem para ajudar na compreensão mais profunda dos candidatos, indo além das habilidades técnicas para avaliar o fit cultural e comportamental.
Com elas, o RH e as lideranças podem tomar decisões mais acertadas na seleção dos novos talentos, reduzindo os custos de turnover (rotatividade).
Desenvolver os colaboradores
Ao entender as motivações, os pontos fortes e as áreas de desenvolvimento profissional e pessoal dos colaboradores, o RH pode personalizar programas de treinamento direcionados para a necessidade da empresa.
Imagine que, com o apoio das ferramentas de avaliação, o RH identificou que alguns membros da equipe comercial apresentam boa capacidade técnica, mas dificuldade em lidar com objeções e pressão por metas.
Já outra parte do time demonstra insegurança na comunicação.
Com esse diagnóstico, o RH pode desenhar treinamentos focados em negociação, inteligência emocional e comunicação assertiva, por exemplo.
Aumentar a produtividade e engajamento
Com o apoio das ferramentas comportamentais e outros métodos de avaliação, os colaboradores trabalham em funções adequadas aos seus perfis, o que tende a torná-los mais produtivos e engajados.
Uma pesquisa da Gallup mostra a importância disso: segundo os dados, equipes engajadas apresentam 21% mais rentabilidade em comparação a equipes desengajadas.
Promover um ambiente de trabalho mais harmonioso
As avaliações comportamentais ajudam a minimizar os vieses inconscientes durante o processo de recrutamento e gestão de talentos.
Ou seja, as decisões tornam-se mais objetivas e baseadas em dados e, com isso, o RH promove relações mais justas, respeitosas e transparentes, o que fortalece a confiança entre pessoas e lideranças.

Esse cuidado no olhar para os perfis comportamentais contribui diretamente para a construção de um ambiente de trabalho mais saudável, no qual a diversidade é valorizada, os conflitos são reduzidos e a colaboração acontece de forma mais natural.
Apoiar a liderança
Entender os diferentes tipos de perfis comportamentais pode ajudar as lideranças a se comunicar de maneira mais eficaz, prevenindo mal-entendidos e conflitos.
Além disso, o RH pode orientar um líder recém-promovido sobre como ajustar seu estilo de liderança para se adequar às necessidades da sua equipe. O resultado disso é uma transição mais suave e alinhada ao perfil do time.
Tomar decisões baseadas em dados
Ao invés de se basear em intuições ou suposições, as decisões do RH passam a ser embasadas em dados concretos sobre os colaboradores.
Isso traz uma objetividade maior para processos críticos, como promoções, realocações e planejamento de sucessão.
Quando o RH pode utilizar a avaliação de perfil comportamental?
A avaliação de perfil comportamental pode ser aplicada em diferentes momentos da jornada do colaborador, sempre com o objetivo de apoiar decisões mais estratégicas e humanas na gestão de pessoas.
Veja alguns dos principais contextos em que essa ferramenta pode ser utilizada com bons resultados:
- Na integração de novos colaboradores;
- Na formação e desenvolvimento de equipes;
- No gerenciamento de conflitos interpessoais;
- Ao desenvolver planos de carreira e sucessão;
- Durante o processo de recrutamento e seleção;
- Em programas de treinamento e desenvolvimento.
5 exemplos de ferramentas de avaliação comportamental
Como citamos anteriormente, as ferramentas de avaliação comportamental são essenciais para que os profissionais de RH possam compreender melhor as pessoas colaboradoras.
Para escolher a ferramenta ideal, você precisa entender qual faz mais sentido para a realidade da sua empresa.
Nesse sentido, para ajudar na tomada de decisão, compilamos algumas vantagens e desvantagens dos exemplos apresentados a seguir. Confira agora!
1. Teste de perfil STAR
O profissional de RH pode utilizar o teste de perfil STAR durante o processo de recrutamento e seleção, afinal, ele permite avaliar como a pessoa candidata se comportou em certas situações de trabalho.
Para isso, é importante entender o significado e como funciona o método STAR na prática:
- (S)ituação: o candidato compartilha uma situação vivenciada por ele, dando detalhes sobre como se saiu naquele contexto. “Me conta uma situação em que você teve que [desafio]? (ex: trabalhar sob pressão/em equipe, etc.)”
- (T)arefa: agora vamos entender qual era o papel da pessoa na tarefa. Aqui, você pode pedir para o candidato aprofundar na explicação sobre a situação anterior. “Qual era o seu papel nessa situação? Como fez para superar essa situação desafiadora?”
- (A)ção: nesta etapa, os candidatos precisam descrever as ações tomadas naquela situação. Você pode perguntar, por exemplo: “Quais ações e atitudes foram propostas e realizadas por você?”
- (R)esultado: é aqui que o profissional detalha os resultados e as lições aprendidas naquela vivência. “A empresa/equipe percebeu a diferença por conta do seu trabalho? Quais lições aprendidas com esse desafio?”
Vantagens
- Melhora a qualidade das entrevistas, coletando informações específicas sobre as habilidades dos candidatos;
- Tem uma estrutura clara que facilita para seguir o raciocínio do candidato e manter o foco nas informações mais relevantes;
- Permite ao candidato destacar as competências e/ou habilidades de forma concreta.
Desvantagens
- Alguns candidatos podem ensaiar respostas que se encaixem perfeitamente no formato STAR, o que pode dificultar a avaliação de respostas genuínas e a obtenção de um entendimento autêntico;
- Pode não capturar totalmente habilidades interpessoais, adaptabilidade e outras competências comportamentais, a menos que as perguntas sejam cuidadosamente planejadas para tal.
2. Teste de dominância cerebral

Esse teste possui 120 perguntas que avaliam qual lado do cérebro é mais dominante em cada pessoa. Essa dominância afeta na maneira como pensamos, criamos e processamos as informações.
Uma breve de descrição do que cada quadrante significa:
- A – Analítico: aqueles que enfrentam os desafios de maneira lógica e racional, guiado por dados.
- B – Organizador: aquelas pessoas bem planejadas, que sabem gerenciar as situações.
- C – Relacional: aqueles que gostam das relações interpessoais e estão sempre interagindo com os outros.
- D – Experimental: pessoas curiosas e criativas, que gostam de inovar e testar diferentes soluções para os problemas.
Identificar a dominância cerebral pode ajudar a entender melhor as aptidões naturais dos colaboradores e como cada um aprende. Mas, a seguir, daremos uma olhada nas vantagens e desvantagens desse método.
Vantagens
- Encoraja a formação de equipes que combinem diferentes estilos de pensamentos, incentivando a inovação e a diversidade;
- Ajuda os colaboradores a compreenderem suas próprias preferências cognitivas, potencializando o desenvolvimento pessoal e profissional.
Desvantagens
- A complexidade do cérebro humano pode não ser totalmente representada pela divisão em apenas dois tipos de dominância;
- Alguns especialistas questionam a validade da teoria da dominância cerebral, argumentando que o cérebro é mais integrado do que sugere o modelo.
3. Big Five
Também conhecido como os 5 grandes fatores da personalidade, esse método é utilizado para entender as diferenças individuais em personalidade e prever comportamentos em diversos contextos.
Em inglês, a sigla que representa as cinco dimensões amplas: OCEAN. Abaixo vamos entender melhor o significado de cada uma delas:
- Abertura para Experiências (Openness to Experience): indica a disposição de uma pessoa para explorar novas ideias, experiências criativas e mudanças.
- Conscienciosidade (Conscientiousness): reflete a organização, persistência e motivação no comportamento direcionado a objetivos.
- Extroversão (Extraversion): avalia o grau de sociabilidade, energia e tendência a buscar a companhia dos outros.
- Agradabilidade (Agreeableness): mede a orientação de uma pessoa para a cooperação e harmonia social.
- Neuroticismo (Neuroticism): refere-se à tendência de experimentar emoções negativas, como ansiedade, depressão ou raiva.
Vantagens
- Fornece um panorama abrangente do perfil psicológico de um indivíduo;
- Permite avaliar melhor a compatibilidade entre o candidato e a vaga;
- É uma ferramenta valiosa para o RH em processos seletivos e de desenvolvimento.
Desvantagens
- Pode não capturar mudanças de curto prazo no comportamento de um indivíduo devido a novas experiências ou aprendizados;
- A aplicação e análise dos resultados requerem conhecimento especializado em Psicologia, o que pode ser uma barreira para empresas sem esses profissionais no time.
4. PDA (Personal Development Analysis)
O teste PDA é uma ferramenta de avaliação comportamental que foca em aspectos inerentes ao indivíduo para compreendê-lo em sua totalidade. Os aspectos analisados são:
- Estilo de liderança;
- Tomada de decisão;
- Essência profissional;
- Estilo de negociação;
- Compatibilidade com competências, entre outros.
Vantagens
- É projetado para fornecer insights úteis para o desenvolvimento contínuo dos colaboradores;
- Ajuda a aprimorar dinâmicas das equipes e da liderança;
- Útil em diversos contextos organizacionais, desde a seleção e alocação das pessoas colaboradoras, até o planejamento de sucessão e desenvolvimento de liderança.
Desvantagens
Como qualquer avaliação comportamental, os resultados podem ser influenciados por fatores culturais, o que requer cautela ao aplicá-lo em contextos multiculturais.
5. Metodologia DISC
A metodologia DISC é uma ferramenta de avaliação comportamental fundamentada na teoria do psicólogo William Marston. Ela categoriza os comportamentos das pessoas em quatro traços principais, apresentados abaixo:

- Dominância: são indivíduos que preferem ambientes que desafiam suas habilidades e oferecem oportunidades para conquistas pessoais;
- Influência: são pessoas com alta sociabilidade, persuasivas e entusiasmadas;
- Estabilidade: aqueles que valorizam a consistência, a segurança e a cooperação;
- Conformidade: são pessoas precisas, analíticas e metódicas, que estão atentas aos detalhes.
Vantagens
- Os conceitos do DISC são intuitivos e fáceis de aplicar;
- Auxilia na formação de equipes balanceadas, combinando diversos estilos comportamentais para maximizar a sinergia e a produtividade;
- Fornece informações valiosas para os gestores sobre como motivar e gerenciar equipes com diferentes estilos comportamentais.
Desvantagens
O comportamento de um indivíduo pode variar significativamente dependendo do contexto, algo que os resultados estáticos do DISC podem não capturar plenamente.
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Conclusão
Ao longo do conteúdo, ficou claro como as ferramentas de avaliação comportamental apoiam o desenvolvimento de pessoas, a formação de equipes mais equilibradas e a construção de um ambiente de trabalho mais saudável.
Como vimos, existem diferentes ferramentas para apoiar este processo e é importante escolher a mais alinhada aos objetivos da sua empresa.
Quando combinadas com tecnologia, essas avaliações ganham ainda mais valor, permitindo análises contínuas e ações alinhadas ao crescimento do negócio.
Se você quer avançar ainda mais nessa jornada, vale conferir também o nosso conteúdo sobre avaliação de desempenho por competências e entender como conectar comportamento, performance e desenvolvimento de forma integrada.
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