O que um gestor de pessoas faz e por que este profissional é essencial para empresas?

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Escrito por Equipe TOTVS
Última atualização em 22 December, 2025

Entender o que um gestor de pessoas faz é essencial para quem busca fortalecer a gestão de equipes e melhorar os resultados do negócio. Afinal, ele é o principal responsável por cuidar do ativo mais estratégico das empresas: as pessoas.

Esse profissional precisa compreender as pessoas, entender o que as motiva e quando e como elas são mais produtivas. 

Trata-se de um papel fundamental, mas também desafiador. Lidar com expectativas, perfis diferentes e objetivos do negócio é uma tarefa que exige preparo constante. 

Por isso, para ajudar você a se familiarizar com as funções do gestor de pessoas e como ele pode evoluir com segurança e estratégia, preparamos esse artigo com várias informações úteis. Siga a leitura para saber mais!

O que um gestor de pessoas faz?

O gestor de pessoas pode cumprir funções diferentes, dependendo de seu setor, empresa ou foco de equipe, mas em geral as responsabilidades envolvem:

  • Fazer a gestão de conflitos interpessoais à medida que surgem e garantir que os funcionários estejam motivados para seguir em frente assim que uma solução for encontrada;
  • Liderar o treinamento de funcionários e garantir que as responsabilidades do trabalho, as expectativas e as metas de toda a empresa sejam comunicadas com clareza;
  • Gerenciar prazos para que os funcionários não fiquem sobrecarregados;
  • Construir a cultura da empresa e pensar em maneiras de melhorar o bem-estar no trabalho;
  • Ajudar a atrair e reter os melhores talentos para a organização.  

O engajamento dos funcionários por meio de processos eficazes de gestão de pessoas resultará na melhora da motivação, levando a um aumento no desempenho e na produtividade do time. 

O gerenciamento de pessoas também inclui realizar deveres formais e procedimentais, como contratar, treinar e avaliar os funcionários.

Por que as empresas precisam contratar um gestor de pessoas?

Os líderes empresariais precisam contratar um gerente de pessoas para reter os bons talentos e garantir o crescimento de sua organização.

A má gestão de pessoas pode diminuir a produtividade, aumentar o turnover e impedir a inovação em uma organização. 

Além disso, quando uma empresa não tem alguém olhando para o bem-estar dos colaboradores, pode enfrentar alguns problemas, como:

  • Baixa produtividade devido à desorganização ou má otimização de recursos;
  • Erros de fluxo de trabalho devido à má comunicação;
  • Funcionários e equipes mal preparados para lidar com desafios;
  • Conflito não resolvido ou contínuo entre colaboradores;
  • Altas taxas de rotatividade de funcionários;
  • Falta de desenvolvimento profissional entre os colaboradores;
  • Falta de conhecimento e compartilhamento de ideias dentro da organização.

Por outro lado, os efeitos potenciais de ter um gerente de pessoas incluem: 

  • Alta produtividade;
  • Ótima comunicação;
  • Funcionários aceitando desafios em seu ritmo;
  • Forte colaboração e cooperação entre os membros da equipe;
  • Baixas taxas de rotatividade de funcionários;
  • Desenvolvimento profissional contínuo entre os funcionários;
  • Uma cultura de pensamento livre e compartilhamento de ideias que ajuda a organização a inovar. 

Quanto ganha um gestor de pessoas?

De acordo com o Glassdoor, o salário médio de um gestor de pessoas é de R$ 4.000 por mês. A faixa salarial fica entre R$ 3.000 e R$ 9.000, variando conforme o nível de experiência do profissional e da empresa. 

Os gerentes de pessoas são um investimento estratégico para a empresa. É esse profissional que ajuda a transformar talentos em resultados para o negócio. 

Mesmo organizações com acesso a boas tecnologias e profissionais qualificados podem ter dificuldades para crescer sem uma liderança preparada para orientar, desenvolver e dar feedback ao time.

Por outro lado, quando há uma boa gestão de pessoas, até empresas com estruturas mais enxutas conseguem alcançar alto desempenho. 

Por isso, o retorno gerado por um gestor de pessoas vai muito além do financeiro, se refletindo em equipes mais alinhadas, clima organizacional saudável e melhores resultados no longo prazo.

Quais habilidades um gestor de pessoas precisa desenvolver?

Para entender o que um gestor de pessoas faz, é importante conhecer também habilidades essenciais deste profissional.

O profissional de gestão de pessoas precisa desenvolver algumas habilidades sociais específicas, incluindo aquelas que podem levar a uma comunicação aberta e honesta, bem como a uma melhor experiência do funcionário. 

Cada uma dessas habilidades pode ajudá-lo a interagir melhor com os funcionários e executar tarefas organizacionais. Confira a seguir as principais.

1. Comunicação

Um gerente de pessoas deve saber como se comunicar. Esse profissional deve ser capaz de se relacionar com todos os membros da equipe, motivá-los e também ouvi-los com uma mente aberta. 

A boa comunicação no ambiente de trabalho ajuda o gestor a resolver problemas, apresentar novas ideias e esclarecer mudanças. 

Eles devem estar cientes da eficácia com que transmitem sua mensagem aos membros da equipe e com que atenção os ouvem.

2. Escuta ativa

Como gerente de pessoas, não basta apenas ser capaz de se expressar com clareza. É igualmente importante ser um bom ouvinte. 

A escuta ativa é a prática de ouvir quem está falando com atenção e em total presença para entender completamente sua perspectiva, pergunta ou preocupação antes de responder. 

Ouvintes ativos não se distraem facilmente, mantêm contato visual e oferecem pistas verbais ou não verbais para indicar seu envolvimento e, em seguida, apresentam uma resposta apropriada.

3. Empatia

A empatia é uma das habilidades mais importantes para quem quer entender, na prática, o que um gestor de pessoas faz. 

A inteligência emocional é o que ajuda um gerente a desenvolver empatia. A empatia é a capacidade de se colocar no lugar dos outros e tentar sentir o que eles sentem. 

Um bom gestor de pessoas consegue ouvir ativamente, compreender diferentes pontos de vista e avaliar situações sem julgamentos precipitados. 

Com empatia, ele vai além dos resultados e consegue enxergar o colaborador como um todo, entendendo o que está por trás de comportamentos, dificuldades ou quedas de desempenho, por exemplo. 

4. Confiança

Para se tornar um bom gerente de pessoas, o profissional deve ser capaz de conquistar a confiança de todos os membros da equipe. 

Confiar significa acreditar que você pode contar com as habilidades, assistência ou conselho de alguém quando você mais precisa. 

Ao mesmo tempo, ele deve ser capaz de confiar nas habilidades dos funcionários e acreditar em seu potencial para atingir grandes objetivos. Isso ajuda a delegar certas tarefas e não fazer microgerenciamento.

5. Flexibilidade

Saber quando ser flexível e quando direcionar os funcionários com mais firmeza é um aspecto importante da gestão de pessoas estratégica.

Isso pode ser demonstrado na forma de opções de trabalho remoto ou horários flexíveis. 

Um bom gestor entende as diferentes formas de realizar as tarefas e de que forma seus colaboradores terão o máximo de conforto e, ao mesmo tempo, maior eficiência e produtividade.

5 lições e gestores que você precisa conhecer

Para entender o que um gestor de pessoas faz, muitos profissionais adquiriram técnicas exemplares e tornaram-se referência mundial em gestão, entrega de resultados e lições de sobrevivência.

Para inspirar, trouxemos 5 gestores para você se debruçar e refletir sobre suas estratégias.

Ed Catmull

Filmes como “Toy Story”, “Procurando Nemo” e “Os Incríveis” certamente foram sucesso de bilheteria ao redor do mundo entre públicos de diferente faixas etárias, mas por trás dessas animações existe um segredo escondido: Ed Catmull, cofundador e presidente da Pixar Animation.

Conhecido por sua brilhante mente criativa, hoje Ed é referência em gestão e estrutura organizacional. 

Ainda jovem, ele decidiu criar a primeira animação computadorizada e, ao lado de Steve Jobs e John Lasseter, tornou a Pixar uma instituição altamente lucrativa.

Considerado um guia de negócios, o livro “Criatividade S.A” traz uma aula a qualquer pessoa e certamente deve entrar na sua lista de leituras. 

Para se inspirar: 

“Acredito que os melhores gerentes reconhecem e abrem espaço para aquilo que não conhecem — não apenas porque a humildade é uma virtude, mas porque até que a pessoa adote essa atitude mental, os gerentes devem afrouxar os controles, e não apertá-los.

Eles devem aceitar riscos; e devem sempre prestar atenção e enfrentar qualquer coisa que gere medo. Além disso, os líderes bem-sucedidos aceitam a realidade de que seus modelos podem estar errados ou incompletos. Só quando admitimos não saber algo é que podemos aprender”.

Ben Horowitz

Formado em ciências da computação, o empreendedor é sócio cofundador da Andreessen Horowitz, uma empresa de capital de risco. 

A trajetória de Ben é referência no Vale do Silício, região em São Francisco, Estados Unidos, que abriga startups e empresas do setor da tecnologia.

Seu livro “O lado difícil das situações difíceis: como construir um negócio quando não existem respostas Prontas” traz insights de como driblar desafios e exprime boas ideias acumuladas ao longo da carreira de Horowitz.

Para se inspirar: 

“As pessoas sempre me perguntam: “Qual é o segredo de um diretor executivo bem-sucedido?” Infelizmente, não existe segredo nenhum.

Porém, se há uma habilidade que distingue uma pessoa adulta de uma criança é a capacidade que o adulto tem de se concentrar e tomar a melhor decisão possível quando não existe nenhuma boa decisão a ser tomada.

É nos momentos em que temos vontade de morrer ou de nos esconder que podemos fazer a diferença como diretores executivos”.

Andy Grove

Engenheiro e empresário húngaro, Andy mudou-se para os Estados Unidos na década de 50, tornando-se influente no setor da tecnologia após assumir a presidência da Intel em 1979, onde permaneceu por 11 anos.

Faleceu em 2016, mas deixou seus ensinamentos através de livros como “Only the paranoid survive: how to exploit the crisis points that challenge every company” e “High Output Management“.

Para se inspirar: 

“Sua carreira é literalmente o seu negócio. Você o possui como único proprietário. Você tem um funcionário: você mesmo. Você está em concorrência com milhões de empresas similares: milhões de outros funcionários em todo o mundo.

Você precisa aceitar a propriedade de sua carreira, suas habilidades e o tempo de suas jogadas. É de sua responsabilidade proteger seus negócios pessoais contra danos e posicioná-los para se beneficiar das mudanças no ambiente. Ninguém mais pode fazer isso por você”.

David Cancel

Fundador e CEO da Drift, David é responsável por criar diversos softwares de sucesso para empresas como o HubSpot e a Performable. 

Ele costuma dar palestras sobre empreendedorismo em grandes universidades como o MIT, Bentley e Harvard.

Seu livro “HYPERGROWTH: how the customer-driven model is revolutionizing the way businesses build products, teams, & brands” aborda questões de comunicação e gerenciamento consideradas a chave para o sucesso de qualquer negócio.

Para se inspirar: 

“Lembre-se: a marca da sua empresa não é seu logotipo, mascote ou declaração de missão. Em vez disso, sua marca é um reflexo das experiências que as pessoas têm com sua empresa. E cada interação contribui para a percepção da sua marca”.

Reid Hoffman

Co-fundador do LinkedIn, rede social focada em relações profissionais, Reid Hoffman é mentor da Endeavor Global. 

Apesar de ser conhecido por sua liderança em períodos de crise, o empreendedor possui uma boa relação com organizações sociais, sendo que já investiu US$ 1,5 bilhão em investimentos de impacto social.

Seu livro mais famoso,  “BLITZSCALING: o caminho vertiginoso para construir negócios extremamente valiosos”, aborda as melhores práticas para alavancar e consolidar empresas, sendo considerado por muitos como manual para tornar negócios relevantes.

Para se inspirar: 

“Em momentos de crise, o único jeito de criarmos um futuro é por meio do empreendedorismo. É preciso olhar o copo cheio. Somos formados por diferentes culturas, esportes, linguagens, mas existe algo único que nos une: somos todos empreendedores.”

Como os sistemas da TOTVS para o RH apoiam o gestor de pessoas no dia a dia?

Para colocar em prática tudo o que um gestor de pessoas faz, é necessário ter organização, dados confiáveis e processos bem estruturados. 

Os sistemas da TOTVS para RH integram toda a jornada do colaborador, facilitando a rotina administrativa e estratégica do gestor. 

Eles permitem acompanhar de perto o desempenho e o desenvolvimento de cada funcionário, além de automatizar processos como a folha de pagamentos e garantir o monitoramento de indicadores fundamentais para o sucesso do negócio.

Assim, o gestor deixa de atuar apenas no operacional e ganha tempo e visão para liderar pessoas de forma mais humana e estratégica.

Conheça os sistemas da TOTVS para RH e garanta uma gestão de pessoas mais estratégica na sua empresa. 

Conclusão

O gestor de pessoas tem a tarefa de gerenciar pessoas e garantir que elas tenham o que precisam para fazer seu trabalho. 

No entanto, sabemos que a gestão de pessoas é muito mais do que isso: é o combustível que impulsiona a produtividade, o engajamento e a inovação, e pode fazer uma empresa prosperar ou falir.

Neste conteúdo, você entendeu o que um gestor de pessoas faz, a importância deste profissional e quais habilidades são fundamentais para quem ocupa este cargo. 

Uma boa gestão de pessoas passa, necessariamente, por uma cultura sólida de feedback, confiança e desenvolvimento contínuo.

Em cenários cada vez mais híbridos e digitais, o papel do gestor de pessoas se torna ainda mais estratégico. Liderar à distância exige intenção, clareza na comunicação e proximidade genuína, mesmo sem o contato presencial diário. 

Como vimos, quem atua nessa função precisa apoiar, orientar e criar ambientes seguros para o diálogo.

Aproveite para conferir também nosso conteúdo sobre liderança e entenda como desenvolver um estilo de gestão capaz de inspirar, orientar e impulsionar pessoas em diferentes contextos organizacionais.

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