Receber feedback, no contexto profissional, é uma oportunidade de aprendizado. Assim como acontece com qualquer processo de desenvolvimento, existem diferentes formas de dar e receber retornos, e cada uma delas cumpre um papel específico na evolução das pessoas e das equipes.
No dia a dia das empresas, os feedbacks variam em tom, formato, frequência e objetivo. Alguns reforçam comportamentos positivos, outros ajudam a corrigir rotas e também existem aqueles que devem ser evitados. Conhecer essas diferenças é essencial para construir relações de trabalho mais transparentes e produtivas.
Neste artigo, reunimos 17 tipos de feedback utilizados no ambiente corporativo, com exemplos práticos de quando e como aplicá-los de forma adequada.
O que é feedback e qual a sua importância no trabalho?
De forma objetiva, feedback é um retorno específico sobre um comportamento, atitude ou resultado. Ele ajuda o colaborador a entender como sua atuação está sendo percebida e o que pode ser aprimorado.
O feedback positivo tem impacto direto no engajamento, pois reforça boas práticas e aumenta a motivação. Já o feedback negativo, quando bem conduzido, contribui para a redução de comportamentos inadequados e amplia a consciência sobre pontos fortes e oportunidades de desenvolvimento.
Por isso, não existe apenas um tipo de feedback. As diferenças estão tanto no conteúdo quanto na forma como esse retorno é oferecido.
Tipos de feedback: conheça os 17 principais
O feedback pode assumir diferentes formatos e atender a diversos objetivos dentro da empresa. Cada tipo tem seu papel no desenvolvimento de colaboradores, líderes e equipes.
A seguir, conheça as 17 formas de feedback mais comuns e como elas podem ser utilizadas na prática.
1. Feedback formal
O feedback formal costuma acontecer em avaliações de desempenho estruturadas e previamente agendadas. Ele permite que gestor e colaborador conversem de forma organizada sobre resultados, comportamentos e expectativas.
Nessas conversas, é importante que o colaborador saiba antecipadamente quais temas serão abordados, para que possa se preparar e participar ativamente do processo.
2. Feedback informal ou contínuo
Também conhecido como feedback contínuo, esse tipo de retorno acontece de forma espontânea no dia a dia. Pode ocorrer entre colegas ou entre líderes e liderados, a qualquer momento.
Quando bem conduzido, o feedback informal é extremamente valioso. No entanto, por ser muitas vezes não solicitado, ele exige cuidado, principalmente quando envolve pontos de melhoria. A forma de comunicar faz toda a diferença.
Esse tipo de feedback pode ir desde um elogio rápido até uma orientação prática sobre como executar melhor uma tarefa.
3. Feedback peer to peer (ponto a ponto)
O feedback peer to peer é aquele realizado entre colegas de trabalho, geralmente para compartilhar conhecimento ou apoiar o desenvolvimento de quem está chegando.
Esse tipo de feedback deve ser prioritariamente positivo e construtivo. Retornos negativos vindos de pares podem gerar desconforto ou conflitos, se não forem bem conduzidos.
Um exemplo comum é quando um colaborador mais experiente mostra a um novo integrante da equipe uma forma mais eficiente de usar um sistema ou realizar uma atividade.
4. Auto-feedback
O auto-feedback acontece quando o próprio colaborador reflete sobre seu desempenho, identifica pontos de melhoria e toma iniciativa para se desenvolver.
Empresas que estimulam essa prática fortalecem a autonomia e a responsabilidade individual. O auto-feedback também pode levar o profissional a buscar apoio de líderes ou colegas para evoluir em determinadas competências.
5. Feedback 360
O feedback 360 graus envolve múltiplas perspectivas: autoavaliação, avaliação de gestores e avaliação de colegas. Ele considera tanto competências técnicas quanto comportamentais.
Embora muitas empresas realizem esse feedback apenas uma vez por ano, intervalos menores costumam gerar resultados mais efetivos, pois permitem ajustes contínuos ao longo do tempo.
6. Feedback em tempo real
O feedback em tempo real é imediato e acontece próximo à execução da tarefa. Ele evita o acúmulo de questões e permite correções rápidas ou reforço de boas práticas.
Esse formato impede que problemas se acumulem e contribui para um aprendizado mais ágil, já que o colaborador recebe orientações enquanto ainda está envolvido no processo.
7. Feedback construtivo
O feedback construtivo é aquele focado no trabalho, nos métodos e nos resultados, e não na pessoa. Ele oferece orientações claras e aplicáveis para a melhoria do desempenho.
Esse tipo de feedback deve se basear em observações objetivas e sempre apontar caminhos para evolução.
8. Feedback destrutivo
Diferente do construtivo, o feedback destrutivo se concentra no indivíduo, é pessoal e não apresenta soluções. Em vez de contribuir para o desenvolvimento, tende a desmotivar e gerar insegurança.
Esse tipo de feedback deve ser evitado, pois não gera aprendizado nem resultados positivos para a equipe.
9. Feedback positivo ou elogio
O feedback positivo reforça comportamentos e resultados desejados. Ele contribui para que boas práticas sejam repetidas e fortalece o vínculo do colaborador com a empresa.
Elogios podem ser feitos de forma simples ou por meio de reconhecimentos mais estruturados. O importante é que sejam genuínos e relacionados a situações reais.
Alguns bons momentos para elogiar incluem:
- Quando alguém supera expectativas;
- Ao identificar soluções que otimizam tempo ou recursos;
- Quando há evolução clara na qualidade do trabalho;
- Em situações de colaboração entre colegas.
10. Feedback negativo ou crítica
O feedback negativo aponta erros ou falhas que precisam ser corrigidas. Ele é necessário sempre que há oportunidades de melhoria, mas deve ser conduzido com cuidado.
Críticas precisam ser construtivas e acompanhadas de orientações práticas. Quando não há direcionamento, o risco é gerar frustração e desmotivação.
Esse tipo de feedback deve acontecer em ambientes privados e seguros, preservando a relação de confiança.
11. Feedback de incentivo
O feedback de incentivo tem como foco motivar o colaborador, independentemente do desempenho momentâneo. Ele contribui para criar um ambiente emocionalmente seguro.
Nesse caso, o foco está no esforço e na dedicação, não apenas nos resultados. Pode ser feito formalmente ou em conversas rápidas do dia a dia.
12. Feedback de avaliação
O feedback de avaliação mantém os colaboradores informados sobre como seu desempenho está sendo percebido ao longo do tempo.
Ele pode ocorrer em avaliações formais, durante o onboarding, após eventos importantes ou sempre que solicitado pelo próprio colaborador. A ausência desse feedback pode levar à perda de talentos por falta de clareza.
13. Feedback ascendente
O feedback ascendente acontece de liderados para líderes. Ele permite que gestores entendam como suas atitudes, decisões e estilo de liderança impactam a equipe.
Para que funcione, é importante que haja abertura e confiança, incentivando os colaboradores a se posicionarem de forma honesta.

14. Feedback de entrevista
Esse feedback é direcionado a candidatos que participaram de processos seletivos. Mais do que comunicar uma recusa, ele explica os motivos da decisão.
Essa prática demonstra respeito e fortalece a imagem do RH, além de permitir a coleta de feedbacks sobre o próprio processo seletivo.
15. Feedback sanduíche
O feedback sanduíche intercala elogio, crítica e elogio novamente. Apesar de comum, essa prática deve ser evitada, pois reduz a clareza da mensagem.
Misturar pontos positivos e negativos pode dificultar o entendimento do que realmente precisa ser melhorado.
16. Feedback Netflix
Inspirado na cultura da Netflix, esse feedback se baseia em três perguntas: o que parar de fazer, o que começar a fazer e o que continuar fazendo.
Inicialmente anônimo, esse modelo evoluiu para feedbacks diretos e presenciais, reforçando transparência e foco em desenvolvimento.
17. Feedforward
O feedforward direciona o olhar para o futuro. Em vez de focar apenas no desempenho passado, ele propõe planos de ação para desenvolver habilidades necessárias adiante.
Essa abordagem ajuda a alinhar expectativas e crescimento profissional de forma mais estratégica.
Como escolher os tipos de feedback mais adequados?
Uma cultura de feedback saudável envolve a combinação de diferentes formatos. O mais importante é evitar feedbacks destrutivos e práticas pouco efetivas, como o feedback sanduíche.
O uso consciente e frequente de feedbacks contribui para um ambiente de trabalho mais transparente, colaborativo e orientado ao desenvolvimento contínuo.
Como as soluções TOTVS podem fortalecer a cultura de feedback no RH?
Para que o feedback deixe de ser pontual e passe a fazer parte da rotina, o RH precisa ir além da boa intenção.
É fundamental contar com processos claros, critérios bem definidos e ferramentas que sustentem esse acompanhamento de forma contínua e estruturada, garantindo coerência, rastreabilidade e alinhamento com os objetivos do negócio.
As soluções da TOTVS para RH apoiam as empresas na estruturação de ciclos de avaliação de desempenho, no registro de feedbacks ao longo da jornada do colaborador e no acompanhamento da evolução individual e coletiva das equipes. Tudo isso de forma integrada, permitindo que líderes tenham mais clareza sobre seus times e que os colaboradores entendam expectativas, conquistas e oportunidades de desenvolvimento.
Com o apoio da tecnologia, o feedback deixa de depender apenas de iniciativas isoladas e passa a ser parte de uma estratégia consistente de gestão de pessoas.
Isso contribui para relações de trabalho mais transparentes, decisões mais embasadas e um ambiente organizacional orientado ao crescimento sustentável e ao engajamento contínuo.
Conclusão
Os diferentes tipos de feedback apresentados ao longo deste conteúdo mostram que não existe uma única forma certa de orientar, reconhecer ou desenvolver pessoas.
Cada situação, contexto e objetivo exige um tipo específico de retorno, desde elogios pontuais até feedbacks mais estruturados, sempre com foco no aprimoramento contínuo.
Quando o feedback faz parte da cultura organizacional, ele deixa de ser visto como algo pontual ou desconfortável e passa a atuar como uma ferramenta estratégica de gestão de pessoas.
Isso fortalece a comunicação, aumenta o engajamento e contribui para relações de trabalho mais transparentes e produtivas.
Para dar o próximo passo na prática, confira 165 exemplos de comentários para feedback em um artigo que reúne sugestões objetivas para diferentes situações do dia a dia e ajuda líderes e profissionais de RH a comunicarem seus feedbacks com mais clareza, segurança e consistência.
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