A NRF 2026: Retail’s Big Show reafirmou seu papel como o encontro mais importante do varejo global, reunindo líderes, executivos e especialistas em Nova York para discutir o futuro da indústria.
Sob o tema “The Next Now”, o evento destacou que o varejo já não vive apenas de tendências: o momento é de execução prática em larga escala das tecnologias emergentes.
Inteligência artificial, automação cognitiva, experiências phygitais e ecossistemas de serviços foram apresentados como pilares estratégicos para transformar operações e criar jornadas de consumo mais fluidas e personalizadas.
O cenário foi marcado por energia colaborativa e foco em resultados, mostrando que o futuro do varejo será definido pelo equilíbrio entre inovação tecnológica e conexões humanas.
Este artigo reúne os principais insights da NRF 2026 e como eles podem ser aplicados em estratégias de negócios.
Panorama geral da NRF 2026: o evento do ano para o setor de varejo
A NRF 2026: Retail’s Big Show reafirmou seu papel como o encontro mais importante do varejo global em 2026, reunindo líderes, executivos, especialistas e fornecedores para debater tendências e inovações que vão moldar o futuro da indústria.
Realizado entre 11 e 13 de janeiro de 2026 (com programação prévia em 9 e 10 de janeiro), no Jacob K. Javits Convention Center, em Nova York, o evento se consolidou como a principal plataforma para quem busca antecipar movimentos estratégicos e tecnológicos no varejo.
Além disso, a edição contou com ampla participação internacional, incluindo mais de 2.400 profissionais brasileiros presentes, reforçando o interesse do mercado nacional nas transformações globais do setor.
Números do Retail’s Big Show 2026:
- Participação global: milhares de líderes, varejistas e especialistas de mais de 100 países.
- Expo e tecnologia: mais de 1.000 expositores apresentando soluções, inovações e demonstrações ao vivo.
- Programação extensa: mais de 175 sessões, painéis e workshops com foco em tecnologia, experiência do cliente, inovação e estratégias de negócio.
Sob o tema “The Next Now”, o evento destacou que o varejo está além de tendências.
O foco agora é a execução prática e em larga escala de tecnologias como inteligência artificial, soluções de dados e experiências integradas entre canais físicos e digitais.
Este panorama resume o cenário energético, colaborativo e altamente orientado a resultados que marcou a NRF 2026, apontando caminhos para estratégias de inovação e crescimento no varejo global.
Principais insights e tendências apresentados no Retail’s Big Show 2026
A NRF 2026 trouxe à tona uma série de inovações que estão remodelando o setor de varejo.
As discussões se concentraram em como a tecnologia, em particular a inteligência artificial (IA), está transformando a forma como os varejistas interagem com os consumidores, gerenciam suas operações e tomam decisões estratégicas.
As tendências observadas refletem não apenas a adoção de novas ferramentas, mas a evolução do setor, que agora abraça soluções cada vez mais integradas, inteligentes e centradas no cliente.
A seguir, destacamos os principais insights do evento e como eles moldam as tendências do varejo.
1. Inteligência artificial como infraestrutura estratégica
Durante o Retail’s Big Show 2026, a inteligência artificial deixou de ser tratada como tendência e foi apresentada como infraestrutura crítica para o varejo global.
Sob o tema “The Next Now”, o reforço geral foi que a IA já opera em escala, sustentando processos de negócio e experiências de consumo.
Sundar Pichai, CEO do Google, destacou que “a IA não é mais uma ferramenta, mas a base sobre a qual o varejo se reinventa”.
Casos práticos mostraram como grandes redes estão aplicando IA para prever demanda em tempo real, otimizar estoques e ajustar preços dinamicamente, gerando ganhos imediatos de eficiência.
Elói Assis, diretor da TOTVS, reforçou que a IA já é o “motor estrutural do varejo”, capaz de integrar dados, operações e relacionamento com clientes.
A mensagem central foi clara: quem não incorporar IA como parte da infraestrutura de negócio ficará para trás em competitividade e inovação.
2. Personalização e IA na jornada do cliente
Um grande destaque da Retail’s Big Show 2026 foi a personalização, apresentada como o coração da experiência de compra moderna.
Assistentes virtuais e sistemas de recomendação baseados em IA mostraram como é possível criar jornadas únicas para cada consumidor, ajustando ofertas em tempo real de acordo com histórico de compras, preferências e contexto de navegação.
O Google, em parceria com grandes redes varejistas, demonstrou soluções de personal shopper digital, capazes de integrar canais físicos e digitais e oferecer recomendações precisas em qualquer ponto da jornada.
Esse movimento reforça que a IA não é apenas uma ferramenta de marketing, mas uma extensão da própria experiência do consumidor.
Casos como o da Abercrombie & Fitch, citados no evento, mostraram que a personalização vai além da tecnologia: trata-se de criar conexões autênticas.
Como destacou Diana Rodrigues, diretora de comunicação da TOTVS:
“A tecnologia não substitui a conexão humana — ela potencializa quando usada com empatia e propósito”.
Ela acrescenta que a tecnologia deve criar experiências personalizadas centradas no ser humano, promover empatia digital por meio de interações mais ágeis e próximas, e gerar conexões emocionais que estabelecem confiança e fidelidade.
3. Agentic commerce e automação cognitiva
Entre os conceitos mais discutidos na NRF 2026 esteve o agentic commerce, apresentado como a nova etapa da inteligência artificial no varejo.
Os agentes autônomos de IA são sistemas capazes de detectar padrões, aprender continuamente e agir de forma integrada em tempo real, sem depender de intervenção humana.
Eles não se limitam a executar tarefas predefinidas: eles tomam decisões de forma autônoma, ajustando operações conforme novas informações surgem.
Para o diretor da TOTVS, “a IA está se tornando comum e seu grande valor não está em ser uma solução milagrosa, mas sim em nos ajudar a executar velhas tarefas de formas completamente novas e muito mais eficientes”.
Entre os principais pontos discutidos:
- Adaptação contínua: aprendem com dados e tendências, respondendo rapidamente a mudanças de mercado;
- Decisão autônoma em tempo real: agentes ajustam preços, estoques e estratégias de engajamento sem intervenção humana;
- Valor estratégico: especialmente útil em mercados dinâmicos, onde decisões rápidas e baseadas em dados são essenciais;
- Automação cognitiva: integração mais profunda entre sistemas inteligentes e consumidores, criando jornadas de compra fluidas.
O debate reforçou que o varejo caminha para uma operação cada vez mais autônoma e responsiva, em que a IA não apenas apoia, mas decide e executa em escala.
4. Experiência phygital e lojas como hubs culturais

Na NRF 2026, ficou claro que as lojas físicas continuam relevantes, mas em um papel renovado: integradas ao digital e transformadas em espaços de cultura e experiência.
O conceito de phygital (fusão entre físico e digital) foi reforçado como tendência central.
Sobre esse novo ecossistema de varejo, Elói provoca: “A pergunta deixou de ser ‘como posso vender mais deste produto?’, mas sim ‘que outros problemas do meu cliente eu posso resolver a partir da confiança que ele já deposita em mim?’”.
Entre os principais pontos destacados no evento, temos:
- Engajamento profundo: consumidores buscam conexões que vão além da compra, valorizando experiências ricas e integradas;
- Valor estratégico para marcas: transformar lojas em hubs culturais fortalece identidade, gera fidelização e diferenciação competitiva;
- Integração físico‑digital: consumidores esperam jornadas fluidas, em que a experiência começa no online e se completa no espaço físico;
- Lojas como destinos culturais: o varejo físico deixa de ser apenas ponto de venda e passa a oferecer entretenimento, cultura e experiências sensoriais;
- Tecnologias imersivas: realidade aumentada e realidade virtual foram apresentadas como ferramentas para criar interações interativas e memoráveis.
Essa abordagem mostra que o futuro das lojas não está em competir com o digital, mas em se fundir a ele, criando experiências híbridas que ampliam o valor percebido pelo cliente.
5. Retail media, serviços adjacentes e novos modelos de receita
As discussões da NRF 2026 evidenciaram que o varejo moderno vai além da venda de produtos.
A diferenciação competitiva agora vem da criação de ecossistemas de serviços e da exploração de novas fontes de receita, que fortalecem tanto a marca quanto a experiência do cliente.
Entre os principais pontos discutidos:
- Retail media como motor de crescimento: plataformas de mídia de varejo foram apresentadas como uma das áreas de maior expansão, transformando o tráfego e os dados dos consumidores em oportunidades de monetização;
- Pagamentos e crédito personalizados: soluções financeiras integradas à jornada de compra (como meios de pagamento invisíveis e crédito sob medida) estão se tornando essenciais para fidelização e conveniência;
- Programas de fidelidade inovadores: marcas estão criando programas que vão além da recompensa por compras, incentivando engajamento contínuo com benefícios personalizados baseados em dados;
- Serviços adjacentes: consultoria, cuidados pós‑compra e assessoria personalizada (como estilo ou recomendações financeiras) ampliam o relacionamento com o consumidor e aumentam o valor percebido.
O movimento reforça que o varejo está se transformando em plataformas completas de serviços, capazes de gerar vínculos emocionais e funcionais com os clientes, além de abrir novas oportunidades de monetização.
6. O papel dos dados limpos e governança na decisão com IA
No Retail’s Big Show 2026, ficou claro que não basta ter grandes volumes de dados: é preciso garantir que eles sejam precisos, relevantes e bem governados.
Para Elói Assis, diretor da TOTVS, “a verdadeira revolução da IA no varejo começará não com a compra de uma nova tecnologia, mas com o compromisso inflexível com a governança e a qualidade dos dados na sua origem“.
A qualidade da informação é o que sustenta decisões confiáveis com inteligência artificial e assegura que as soluções sejam eficazes e éticas.
Entre os principais pontos destacados:
- Decisão baseada em dados confiáveis: IA que opera sobre dados limpos permite decisões mais informadas em áreas críticas como precificação, gestão de estoque, atendimento e marketing;
- Vantagem competitiva: dados bem estruturados não apenas aumentam a eficiência operacional, mas também permitem prever tendências e compreender o comportamento do consumidor em profundidade;
- Integração em tempo real: varejistas que conseguem consolidar dados de diferentes fontes de forma imediata têm mais agilidade para ajustar operações, personalizar ofertas e responder às demandas dos clientes;
- Privacidade e ética: regulamentações como o GDPR (na União Europeia) e a LGPD (no Brasil) exigem conformidade rigorosa. A governança de dados passa a incluir não apenas eficiência, mas também responsabilidade no uso das informações dos consumidores.
O recado da NRF 2026 foi direto: dados são o combustível da IA, e somente com governança de dados sólida será possível transformar informação em vantagem estratégica no varejo.
7. Storytelling sobre conexões humanas e tecnologia
Entre os insights finais da NRF 2026, destacou‑se a ideia de que a tecnologia deve ser usada para fortalecer conexões humanas, e não para substituí‑las.
O storytelling e a autenticidade foram apontados como diferenciais estratégicos para marcas que desejam criar vínculos duradouros com seus consumidores.
Entre os principais pontos levantados:
- Experiência personalizada: IA e dados permitem jornadas únicas, mas o foco deve permanecer no ser humano;
- Empatia digital: ferramentas inteligentes podem humanizar o atendimento, tornando interações mais ágeis e próximas;
- Storytelling autêntico: narrativas reais e consistentes fortalecem a identidade da marca e aproximam consumidores;
- Conexões emocionais: tecnologia aplicada com propósito gera confiança e fidelidade, criando relações genuínas.
O recado foi claro: o futuro do varejo depende do equilíbrio entre inteligência artificial e humanização das interações.
Ao integrar tecnologia com empatia e propósito, empresas criam experiências mais ricas e emocionalmente conectadas, aumentando lealdade e engajamento em um mercado cada vez mais competitivo.
O futuro do varejo: como transformar tendências da NRF 2026 em estratégia de negócios
A NRF 2026 mostrou que o varejo global entrou em uma nova fase, marcada pela execução prática em larga escala das tecnologias emergentes.
Inteligência artificial, automação cognitiva, experiências phygitais e ecossistemas de serviços não são mais conceitos distantes, mas pilares que já moldam a competitividade das empresas.
O desafio agora é transformar essas tendências em estratégias concretas que sustentem crescimento e diferenciação.
O caminho passa por reconhecer a tecnologia como infraestrutura essencial, capaz de integrar dados e operações para decisões rápidas e precisas.
Ao mesmo tempo, é necessário colocar o cliente no centro, criando experiências personalizadas e emocionalmente conectadas, em que a empatia digital e o storytelling autêntico fortalecem a relação entre marcas e consumidores.
O futuro será definido pelo equilíbrio entre inovação tecnológica e conexões humanas.
As empresas que souberem aplicar essas inovações com propósito e ética terão vantagem competitiva, fidelizarão consumidores e permanecerão relevantes em um mercado em constante evolução.
Leia mais sobre como as soluções da TOTVS para o varejo podem ajudar sua empresa a colocar em prática essas tendências e acelerar a inovação com tecnologia aplicada.
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