Quanto custa abrir um posto de gasolina? Custos, processos e tendências

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Escrito por Equipe TOTVS
Última atualização em 06 August, 2025

O Brasil alcançou a sua maior frota de veículos da história em 2024: segundo uma pesquisa feita pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), são cerca de 123,9 milhões de veículos circulando pelo país, o que representa um crescimento de quase 4,75% em relação a 2023.

Esse avanço mostra que, mesmo com o aumento da eletrificação da mobilidade, a demanda por combustíveis tradicionais segue forte, o que mantém os postos de gasolina como um dos modelos de negócio mais relevantes do setor.

Esse é um tipo de empreendimento que exige um planejamento estratégico bem estruturado e um grande investimento inicial. Mas, afinal, quanto custa abrir um posto de gasolina no Brasil?

É isso o que você vai descobrir aqui neste artigo, além de conferir a comparação entre postos de rede e bandeira branca, conhecer as etapas para tirar esse negócio do papel e conferir um panorama sobre o mercado de combustíveis no Brasil. 

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Quanto custa abrir um posto de gasolina?

O investimento para abrir um posto de gasolina no Brasil varia bastante, de acordo com o tipo de operação, a localização e o modelo de negócio. Em média, o investimento fica entre R$ 600 mil e R$ 3 milhões.

Quanto custa abrir um posto de gasolina do zero?

Abrir um posto de gasolina do zero exige um investimento inicial alto e uma boa dose de planejamento estratégico. Isso porque, além da estrutura física, é necessário considerar uma série de custos legais, operacionais e logísticos. 

O investimento total pode variar de R$ 600 mil a R$ 1,5 milhões, dependendo da escala do projeto e da localização do empreendimento.

Esse valor inclui:

  • aquisição ou locação de terreno com área mínima recomendada de 1.000 m²;
  • construção da infraestrutura física, como pistas, cobertura, área de loja de conveniência, banheiros e escritório — com materiais e mão de obra;
  • instalação de tanques subterrâneos para armazenar os combustíveis;
  • compra e instalação de bombas abastecedoras, que podem custar cerca de R$ 40 mil cada;
  • sistemas de segurança ambiental e monitoramento, exigidos por lei;
  • obtenção de licenças;
  • contratação e treinamento de equipe;
  • investimento em marketing e sinalização local.

Outro fator importante a considerar são os custos adicionais, que podem surgir durante o processo de implantação — como adequações exigidas por órgãos ambientais, taxas de licença específicas por município ou investimentos em serviços extras para diferenciação, como lavagem de carros ou serviços automotivos.

Quanto custa abrir um posto de gasolina de rede?

Abrir um posto de gasolina afiliado a uma distribuidora, modelo conhecido como “posto bandeirado”, pode parecer uma alternativa mais segura para quem está começando, especialmente por contar com o apoio de marcas já consolidadas no mercado, como Petrobras, Ipiranga, Shell, entre outras.

Nesse modelo, a empresa parceira oferece apoio técnico, padrão de identidade visual, fornecimento contínuo de combustível e, em alguns casos, até parte do investimento na infraestrutura. 

Por outro lado, essa estrutura vem acompanhada de algumas exigências contratuais, como compromisso de compra de volumes mínimos mensais de combustível, pagamento de taxas de franquia e obrigatoriedade de participação em campanhas promocionais e ações de marketing.

Em termos de investimento, o custo para abrir um posto de rede é geralmente mais elevado que um posto independente. Abrir um posto vinculado à Petrobras, por exemplo, pode custar entre R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões, dependendo do tamanho, do tipo de estrutura projetada e da localização.

Normalmente, esse valor cobre: 

  • estrutura de pista e cobertura;
  • instalações padronizadas;
  • equipamentos e bombas homologadas;
  • sinalização visual completa;
  • tanques e sistemas de segurança.

Qual o tempo médio de retorno do investimento?

O investimento para abrir um posto de gasolina costuma gerar retorno em médio prazo, desde que o negócio seja bem planejado e bem executado.

O faturamento mensal de um posto de pequeno a médio porte varia entre R$ 40 mil e R$ 80 mil. Com esse desempenho, é possível alcançar o retorno sobre o investimento (ROI) em até 18 meses, especialmente em postos com bom volume de vendas e margens equilibradas.

No entanto, esse tempo de retorno não é uma regra fixa. O ROI pode mudar bastante conforme o porte do posto, localização, estratégias operacionais e o modelo de negócio adotado.

Postos vinculados a grandes distribuidoras, por exemplo, podem se beneficiar de maior fluxo de clientes e estrutura padronizada, mas enfrentam margens de lucro menores e custos fixos mais altos. 

Já postos independentes tendem a operar com mais flexibilidade comercial, porém, dependem fortemente de uma gestão eficiente e estratégias de diferenciação, já que não contam com o apelo imediato de uma marca forte.

O que pode acelerar ou atrasar o ROI?

Alguns fatores estratégicos e operacionais exercem influência direta sobre o retorno financeiro de um posto de combustíveis:

  • localização: postos em grandes cidades, avenidas movimentadas, próximos a centros comerciais ou rotas de tráfego intenso tendem a ter maior volume de vendas;
  • gestão e eficiência operacional: um posto bem gerido controla custos, evita desperdícios, negocia bons preços com fornecedores e aproveita cada oportunidade de aumentar a margem;
  • escolha entre posto de rede ou independente: uma bandeira reconhecida pode atrair clientes mais rapidamente, o que ajuda no volume inicial de vendas — mas também impõe limites que podem afetar a rentabilidade;
  • mix de serviços oferecidos: serviços como loja de conveniência, borracharia, lavagem ou troca de óleo aumentam o ticket médio e podem gerar fontes de receita complementares;
  • situação regulatória: se o posto não estiver totalmente regularizado, multas e interdições podem atrasar a operação e comprometer o fluxo de caixa.

Em resumo, o tempo médio de retorno gira em torno de um ano e meio, mas pode ser encurtado ou ampliado conforme a capacidade de planejamento, execução e adaptação ao mercado. 

Custos e processos para abrir um posto de gasolina

Abrir um posto de combustíveis exige muito mais do que capital: é preciso planejamento estratégico, conhecimento técnico e atenção à legislação. Cada etapa representa um investimento e carrega riscos que precisam ser gerenciados com cuidado. 

A seguir, explicamos em detalhes os principais processos envolvidos.

Planejamento e pesquisa de mercado

Nenhum empreendimento de sucesso começa sem um bom plano. No caso dos postos de gasolina, entender o cenário competitivo e as demandas locais é crucial para garantir que o negócio seja viável e tenha margem de crescimento.

Você precisa: 

  • avaliar o fluxo de veículos na região e a presença de concorrentes diretos;
  • estudar o perfil do público e entender se há demanda reprimida;
  • levantar os custos médios e margens praticadas no setor;
  • definir se o posto terá bandeira ou será independente;
  • definir se terá loja de conveniência, troca de óleo, entre outros serviços.

Escolha da localização

A escolha do ponto comercial é um dos fatores mais importantes do processo. Afinal, um posto mal localizado pode ter dificuldade para atrair clientes, mesmo trabalhando com bons preços.

Esses são alguns pontos de atenção sobre a localização:

  • escolha de locais de alto tráfego, como rodovias, avenidas movimentadas ou cruzamentos estratégicos;
  • o terreno precisa estar regularizado e atender a normas urbanísticas;
  • a visibilidade da entrada;
  • a facilidade de manobra dos veículos.

Construção da infraestrutura

A construção física do posto exige um investimento alto e envolve o cumprimento de várias normas técnicas. Cada detalhe da estrutura deve ser pensado para garantir eficiência e segurança.

A infraestrutura básica de um posto de combustíveis inclui:

  • balanças e bombas de abastecimento;
  • tanques subterrâneos de armazenamento (com sistemas de segurança);
  • pisos impermeáveis e drenagem controlada;
  • iluminação adequada e acessibilidade;
  • estrutura para loja de conveniência, oficina ou serviços agregados.

O custo dessa etapa representa a maior parte do investimento, podendo chegar a 70% do valor total.

Licenças

As licenças e autorizações regulatórias são obrigatórias para operar legalmente e evitam autuações e interdições. Essa é uma das fases mais burocráticas e exige paciência e organização.

Você deve providenciar:

  • licença ambiental (emitida por órgãos estaduais como o INEMA ou CETESB);
  • alvará de funcionamento da Prefeitura;
  • registro e autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP);
  • Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB);
  • CNPJ e Inscrição Estadual, entre outras obrigações fiscais.

Equipe 

Formar um time bem treinado é essencial, tanto para oferecer bom atendimento quanto para garantir que os processos internos sejam seguros e eficientes.

O seu time deve ter:

  • frentistas;
  • gerente de pista;
  • operadores de loja de conveniência;
  • pessoal administrativo e de limpeza.

Além dos salários, é preciso considerar encargos trabalhistas, treinamentos de segurança e uniformes.

Segurança

Trabalhar com combustíveis envolve riscos sérios. A segurança do local precisa ser pensada em múltiplas camadas: prevenção de acidentes, proteção ambiental e atendimento a normas de segurança do trabalho.

Divulgação

Após o investimento em estrutura, equipe e licenças, é necessário conquistar clientes. O marketing local pode fazer toda a diferença na rentabilidade nos primeiros meses.

Você pode apostar em:

  • inauguração com promoções;
  • estratégias de fidelização, como cartões de pontos, descontos para motoristas de aplicativo e convênios com empresas locais;
  • divulgação online por meio de redes sociais e apps de localização.

Panorama do mercado de postos de combustíveis no Brasil

O mercado de combustíveis no Brasil passou por grandes transformações desde os anos 1990, quando a abertura do setor permitiu o surgimento de novas distribuidoras e dos chamados postos de bandeira branca — que não são vinculados a grandes marcas. Esse movimento trouxe mais concorrência e liberdade de negociação, mudando a lógica do setor.

Atualmente, o cenário é altamente competitivo e dinâmico. Os postos de bandeira branca já representam 47% dos cerca de 44 mil estabelecimentos ativos no país, o que demonstra uma forte tendência de independência por parte dos revendedores, que buscam maior margem de lucro e flexibilidade para negociar com diferentes fornecedores.

Outro fator que marca o setor hoje é a diversificação dos serviços. Muitos postos passaram a oferecer lojas de conveniência, restaurantes fast-food e pequenos serviços automotivos, transformando-se em pontos de conveniência para os motoristas. Essa estratégia ajuda a atrair mais clientes e aumentar o ticket médio de consumo por visita.

Além disso, o mercado é influenciado por variáveis como a cotação do petróleo e do dólar, o que gera oscilações no preço dos combustíveis. A política de preços da Petrobras, baseada nas cotações internacionais, continua sendo um fator importante — e nem sempre bem recebido pelo consumidor final.

Em resumo, o setor ainda apresenta boas oportunidades, mas exige do investidor um olhar atento à gestão, à competitividade local e às novas tendências de consumo.

O impacto dos carros elétricos no setor de combustíveis

A transição para a mobilidade elétrica é uma tendência e isso exige atenção de quem planeja abrir um posto de gasolina. 

A expansão da frota híbrida e elétrica no Brasil é expressiva. Em 2024, o país registrou 177.358 emplacamentos de veículos eletrificados (BEV, PHEV e HEV), um crescimento de 89% em relação ao ano anterior.

Embora ainda representem uma parcela pequena da frota total, os veículos elétricos vêm ganhando espaço, impulsionados por incentivos fiscais e a chegada de novas montadoras que estão investindo no Brasil. 

Por outro lado, a infraestrutura de recarga ainda é um desafio. O país conta com cerca de 15 mil eletropostos, com concentração nas regiões Sul e Sudeste. Isso representa uma média de apenas um carregador público para cada 27 veículos elétricos — um índice considerado baixo em comparação com padrões internacionais. 

Para quem pretende investir em um posto de gasolina, esse cenário aponta para a necessidade de pensar a médio e longo prazo. Integrar a estrutura com pontos de recarga ou considerar essa possibilidade desde o projeto inicial pode ser uma forma de se diferenciar e garantir relevância em um mercado que tende à diversificação energética.

Base de valores para abrir um posto de gasolina [2025]

O investimento para abrir um posto de gasolina no Brasil varia bastante, dependendo do porte, localização e tipo de operação (bandeirado ou bandeira branca). De forma geral, os custos iniciais giram entre R$ 600 mil e R$ 1,5 milhão para modelos convencionais. 

Já postos maiores ou com estruturas mais completas — como lojas de conveniência e serviços automotivos — podem ultrapassar os R$ 3 milhões, especialmente no caso de franquias de grandes distribuidoras.

Além da construção, é preciso considerar os gastos com licenciamento, compra de equipamentos, contratação de equipe e capital de giro para os primeiros meses de operação. Cada detalhe impacta diretamente o custo final, reforçando a importância de um planejamento financeiro detalhado desde o início.

Vale a pena investir em um posto de gasolina no Brasil?

Apesar dos altos custos iniciais, abrir um posto de gasolina ainda é considerado um bom investimento para muitos empreendedores. Afinal, o setor de combustíveis continua essencial para o funcionamento da economia, e a demanda por abastecimento permanece constante em todas as regiões do país.

Esse é um modelo de negócio resiliente, que pode gerar receita recorrente e ainda permite diversificação, com lojas de conveniência, troca de óleo, entre outros serviços.

Por outro lado, a operação exige atenção constante à concorrência, margens apertadas, exigências regulatórias e oscilações nos preços dos combustíveis. Por isso, planejamento e gestão eficiente fazem toda a diferença.

É melhor abrir um posto de bandeira branca ou franquia?

A decisão entre bandeira branca e franquia impacta diretamente na operação e na rentabilidade do posto. Postos de bandeira branca têm mais liberdade para negociar com fornecedores e praticar preços mais competitivos. Por outro lado, exigem um esforço maior de marketing e fidelização, já que não contam com o apelo de uma marca conhecida.

Já os postos franqueados de grandes distribuidoras como Shell, Petrobras ou Ipiranga oferecem maior reconhecimento de marca e, muitas vezes, suporte na implantação do negócio. No entanto, essa parceria tem um custo: o franqueado deve seguir regras rígidas, comprar combustíveis exclusivamente da bandeira e cumprir metas, o que pode reduzir a margem de lucro.

A escolha entre uma ou outra depende do perfil do empreendedor e do planejamento estratégico. Se o foco está em maior controle sobre os preços e negociações, a bandeira branca pode ser a melhor opção. Já se o objetivo é contar com uma marca consolidada e suporte na operação, a franquia pode fazer mais sentido — mesmo com menor autonomia e custos mais altos.

Conte com tecnologia para crescer com eficiência

Abrir e manter um posto de gasolina exige controle total sobre custos, estoques, abastecimentos, gestão de bombas e até atendimento ao cliente. 

Com o TOTVS Varejo Postos de Combustíveis, você tem uma solução completa para enfrentar esses desafios com mais eficiência, segurança e visão estratégica. O sistema permite gerenciar tudo em uma única plataforma, integrando operações, automatizando tarefas e reduzindo falhas que podem comprometer o seu faturamento.

A tecnologia da TOTVS ajuda desde o controle de tanques até a gestão de lojas de conveniência e restaurantes integrados ao posto. Tudo isso com dashboards e relatórios que apoiam a tomada de decisão. Se você quer abrir um posto ou precisa tornar sua operação mais rentável, saiba mais sobre o TOTVS Varejo Postos de Combustíveis!

Resumo final: o que considerar antes de investir

Agora que você já sabe quanto custa abrir um posto de gasolina, viu que o investimento é alto, mas o retorno é atraente para quem se prepara com estratégia. 

Neste artigo, mostramos que os custos podem variar de R$ 600 mil a mais de R$ 3 milhões, dependendo do modelo escolhido e da infraestrutura necessária. 

Com a decisão entre abrir um posto de bandeira branca ou vinculado a uma rede, o futuro do seu negócio começa a ser traçado desde os primeiros passos. Cada modelo tem suas vantagens — seja a autonomia e flexibilidade do posto independente ou o suporte estruturado das grandes distribuidoras.

Mais do que uma escolha operacional, essa decisão impacta diretamente na estratégia, nos custos e no potencial de crescimento da empresa. Por isso, avaliar com profundidade essas alternativas é essencial para transformar o investimento em um posto de gasolina em um negócio realmente lucrativo e sustentável. 

Gostou do artigo e quer começar a tirar esse plano do papel? Saiba como fazer um planejamento de negócio!

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