Profissionalizar empresa familiar: 3 dicas práticas para conseguir sucesso

Profissionalizar empresa familiar: 3 dicas práticas para conseguir sucesso

Equipe TOTVS | GESTÃO DE NEGÓCIOS | 29 outubro, 2018

Em razão dos níveis de competitividade cada dia mais acentuados no mercado empresarial, a performance operacional tem sido uma das grandes preocupações das organizações.

Nesse contexto, implementar rotinas eficientes, trabalhar com base em processos íntegros, organizados e econômicos e tomar decisões respaldadas em análises profundas do cenário interno e externo estão entre as ações mais importantes para o alcance dos resultados.

Contudo, quando se fala em empresas familiares, todo esse profissionalismo na condução do negócio nem sempre está presente.

Nesse modelo empresarial, na maioria das vezes, há uma certa resistência a mudanças, sobretudo quando implicam alterações significativas na estrutura e gestão da companhia.

Essa realidade acaba por atrasar o crescimento da empresa, pelo pretexto de mantê-la com os contornos herdados dos fundadores, por exemplo, ou da cultura de legado que, comumente, vai de encontro à inovação.

Sabendo da importância desse tema, preparamos este post trazendo 3 dicas práticas que contribuirão para profissionalizar uma empresa familiar, deixando-a com uma roupagem mais alinhada e preparada para funcionar no mercado atual. Continue a leitura e confira!

Empresas familiares pelo mundo

A partir dos dados da pesquisa sobre empresas familiares da PwC, referentes ao ano de 2016, realizada em 50 países e que coletou informações de líderes e executivos de companhias de diferentes portes, é possível perceber que as empresas familiares ainda têm diferenças sensíveis quando comparadas a outros modelos de negócios mais profissionalizados e focados exclusivamente em resultados.

A título de exemplo, 43% das empresas familiares no mundo não têm um plano de sucessão e apenas 12% delas chegam a terceira geração.

Tal dado é um indicativo de que a falta de projeção de cenários futuros acaba afetando a longevidade desse tipo de negócio.

Confirmando o que foi dito, a pesquisa também indica que 55% das empresas familiares globais tomam decisões com base em uma abordagem de longo prazo. Trazendo para a realidade brasileira, a média é ainda menor, ficando em 28%.

Apesar do cenário econômico desfavorável nos últimos anos e das fragilidades culturais apontadas pelos dados, 79% das empresas brasileiras preveem algum crescimento nos próximos cinco anos, o que demonstra que o setor tem muito a contribuir para a economia.

Desafios das empresas familiares

Como ocorre com qualquer modelo de negócio, a empresa familiar também sofre com uma série de desafios que interferem na profissionalização das suas atividades e também da gestão. Em razão disso, prejudica-se bastante os resultados.

A seguir, listamos alguns dos principais entraves vivenciados no dia a dia desse tipo de empresa. Confira!

Sucessão

Esse é, talvez, o calcanhar de Aquiles das empresas familiares. Muitas das dificuldades e resistência a aderir à inovação — em sentido amplo — são oriundas de falta de um planejamento sucessório da empresa, que privilegia a continuidade das atividades sem nenhum tipo de choque de geração ou conflito de visão.

Como dito, apenas 55% das empresas familiares globais e 28% das empresas brasileiras têm um plano de sucessão. Isso significa que há grandes chances desses negócios sofrerem com a transição de comando, em razão da ausência de uma estratégia para esse momento.

O que se observa comumente são herdeiros assumindo novas posições em empresas familiares que foram conduzidas ao longo de muitos anos por pessoas com pensamentos e ideologias bem diferentes.

Nesse tipo de situação, nem sempre é fácil trazer a empresa para a realidade de um gestor mais novo, por exemplo. Daí a importância do planejamento.

Nepotismo

Outro grande entrave na gestão de uma empresa familiar está relacionado ao nepotismo. Como estamos falando de um modelo de negócio em que os laços afetivos, familiares e profissionais muitas vezes se confundem, é muito comum haver a admissão de cargos em razão do parentesco.

Em outras palavras, as funções de direção e chefia em empresas familiares, muitas das vezes, têm como único critério o parentesco.

Ou seja, critérios técnicos podem ser deixados em segundo plano na hora de definir quem assumirá um determinado cargo.

Essa realidade é extremamente prejudicial aos negócios, visto que nem sempre é a pessoa mais preparada quem toma as decisões ou gerencia as atividades.

A título comparativo, isso jamais aconteceria em organizações profissionalizadas, nas quais os resultados e dados técnicos estão acima de qualquer vínculo afetivo.

Comunicação

Apesar de ser um elemento necessário para o sucesso de todo e qualquer negócio, a comunicação pode surgir como uma fragilidade dentro de empresas familiares.

Atritos particulares, e que nada tem a ver com a empresa, comumente acabam refletindo na relação dos sócios, gerando rupturas graves nos diálogos internos.

A falta de alinhamento entre os componentes da empresa, ocasionada pela divergência de opiniões, por exemplo, é também causa de ruídos na comunicação e podem prejudicar a condução da companhia.

Como profissionalizar a gestão

Feito esse apanhado sobre o cenário e os desafios das empresas familiares, podemos agora passar para a parte prática, mostrando quais medidas podem ser adotadas para profissionalizar empresa familiar. A seguir, listamos 3 delas para que você saiba por onde começar. Confira!

1. Trabalhar com o apoio de ferramentas profissionais

O ponto de partida para a profissionalização de uma empresa familiar é, sem dúvida, a utilização de ferramentas que reforcem essa característica.

Não importa se a necessidade é profissionalizar a gestão, a produção, as finanças ou a cultura organizacional. A verdade é que, hoje, a tecnologia já oferece soluções para as mais diversas demandas empresariais, independentemente do porte ou ramo de atuação.

Por exemplo, as tradicionais metodologias de gestão baseadas no uso de papel, fichas e cadastros manuais não condizem mais com a realidade.

Atualmente, desde pequenos negócios até as grandes organizações utilizam os conhecidos ERP.

Esses sistemas garantem a documentação, a visibilidade e o controle de tudo que acontece na companhia. Por meio de módulos específicos, por exemplo, é possível gerenciar o financeiro, comercial, estoque, entre outros setores, garantindo a integração necessária para uma tomada de decisão profissional.

Além disso, o software automatiza processos manuais e burocráticos, reduz custos com retrabalho, erros e perda de oportunidades. Ou seja, é uma ferramenta profissional e que tem muito a agregar às empresas familiares.

2. Propor mudanças culturais

Quando se trata de empresas familiares, é comum que o seu funcionamento seja reflexo da posição e postura das lideranças. Contudo, tais atributos nem sempre estão alinhados com as necessidades da empresa e nem com o mercado em que se insere.

Por isso, é essencial também propor mudanças culturais na gestão do negócio. Assim, por exemplo, evita-se que o tradicionalismo e a cultura de legado interfiram exageradamente na evolução da empresa, impedindo investimentos em inovação, aderência à tecnologia e tantas outras características típicas de empresas profissionais e modernas.

3. Formalizar a distribuição de lucros e outros

Um dos pontos que merece atenção máxima em empresas familiares é a gestão financeira. Isso porque é justamente nesse atributo em que mais se percebe a falta de profissionalismo na condução do negócio.

É comum a empresa ser vista como uma extensão do patrimônio dos seus sócios e fundadores, de modo que retiradas do caixa são eventos comuns. Porém, isso é um erro grave.

A organização precisa ser vista como uma entidade autônoma, em que existe a necessidade de recursos para se manter em funcionamento.

Logo, é vital separar o seu patrimônio do patrimônio dos sócios. Nesse sentido, o ideal é formalizar um plano de distribuição de lucros e outras rendas, para que se tenha controle sobre as saídas de capital e se garanta a continuidade da empresa.

Por fim, apesar dos desafios existentes, profissionalizar empresa familiar não só é um movimento possível, mas é também uma necessidade para aqueles negócios que desejam atuar em níveis competitivos e de forma duradoura.

As dicas trazidas neste artigo, apesar de simples, podem ser o pontapé inicial para uma mudança mais profunda na cultura da sua organização.

Então, gostou deste artigo? Quer seguir aprendendo mais sobre como profissionalizar a sua empresa? Confira também o nosso artigo sobre as vantagens de um ERP e entenda como essa solução pode ajudar nesse processo!

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