Sua gestão financeira ficará mais eficiente se você seguir estes 6 passos

Contar com uma boa gestão financeira é requisito para ter vantagem competitiva e um controle de recursos eficiente desde a abertura da empresa. Aliás, segundo a pesquisa “Causa Mortis: o sucesso e o fracasso das empresas nos primeiros 5 anos”, do Sebrae, 39% dos empreendedores de empresas que fecharam não sabiam qual era o capital de giro necessário para abrir os seus negócios.

Além disso, 50% não estipularam o montante do lucro pretendido e 42% não calcularam a quantidade de vendas necessária para cobrir custos da empresa e proporcionar o lucro pretendido.

Outro dado importante é que 50% não estabeleceram uma estratégia para impedir desperdícios.

Esses fatores fazem parte de uma gestão financeira eficiente, devendo ser inclusos no planejamento econômico da organização.

Também existem outras práticas que otimizam o controle das finanças do negócio, sendo que, adiante, separamos 6 delas. Quer saber quais são? Acompanhe!

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1. Tornar a gestão financeira parte da cultura da empresa

A gestão financeira deve deixar de ser apenas um processo para se tornar parte da cultura da organização, de modo que haja uma boa disciplina financeira e de fluxo de caixa em momentos favoráveis e em épocas mais difíceis. Para manter essa disciplina econômica, é possível adotar iniciativas, como:

  • implantar critérios de investimento mais prudentes e com um bom planejamento prévio;
  • implementar uma estrutura de custos mais enxuta;
  • manter uma previsão integrada de caixa e de fluxo financeiro;
  • estabelecer indicadores para acompanhar os resultados econômicos constantemente.

A ênfase na organização financeira possibilita que a companhia fortaleça o seu balanço patrimonial, de modo a otimizar a estabilidade econômica e a conduzir a uma maior lucratividade.

Contudo, para conseguir incorporar uma cultura de gestão de caixa e de controle financeiro, é preciso comprometimento de seus líderes e planejamento prévio dos objetivos desejados.

Também é necessário atribuir responsabilidades aos colaboradores e manter um monitoramento constante do fluxo de caixa. Todo setor deve passar a acompanhar, por meio de indicadores, as suas movimentações financeiras.

Deve-se desenvolver e padronizar políticas de gerenciamento econômico, disseminando-as no negócio. Elas precisam se concentrar na previsão, no orçamento e no financiamento do caixa, apontando como é preciso lidar com os procedimentos diários da área em cada setor. Entre eles, podemos destacar pagamentos, cobranças e aquisições/pedidos comuns a todo departamento.

O gerenciamento do fluxo de caixa não envolve somente o aspecto financeiro, pois há também fatores operacionais nele que impactam nos resultados monetários, como vendas de produtos, excesso de desperdícios, corte de custos com itens supérfluos etc.

Todos os setores precisam almejar a melhora em seus fluxos econômicos. Aliás, muitas companhias atrelam bonificações e remunerações extras a colaboradores de acordo com objetivos alcançados em seus fluxos de caixa.

2. Criar metas para o setor

O setor financeiro não deve servir apenas para registrar as movimentações de entrada e saída de recursos monetários na companhia. Ele precisa ter metas claras que ajudem a otimizar a área e, consequentemente, os resultados do negócio. Entre elas, podemos destacar:

  • a redução, em determinado percentual, dos custos e desperdícios do departamento;
  • o aumento de conformidade entre os orçamentos planejados e os gastos reais;
  • a obtenção de melhor estrutura financeira para a empresa, permitindo maior flexibilidade para o fluxo de caixa;
  • o aumento de disponibilidades monetárias no caixa para eventuais urgências ou oportunidades passageiras etc.

3. Analisar com frequência os números

Para saber se realmente há avanços na gestão financeira, deve-se utilizar indicadores econômicos para acompanhar os seus resultados.

Isso deve ser feito com frequência, para que os gestores possam tomar decisões mais rápidas caso ocorra algum imprevisto ou para evitar a perda de dinheiro em situações de risco. Veja alguns exemplos de métricas:

  • previsão de lucratividade;
  • ponto de equilíbrio (o momento em que as vendas compensam os gastos da empresa, não havendo sobras);
  • a margem de contribuição dos produtos, ou seja, o quanto do lucro de cada item contribui para quitar custos e despesas fixas do negócio;
  • Retorno Sobre o Investimento (ROI) — o quanto de retorno há para cada real investido na empresa.

4. Contar com um software de gestão integrada

É importante buscar um sistema Enterprise Resource Planning (ERP) que tenha um bom módulo financeiro para automatizar processos do setor e melhorar a sua gestão.

Com esse tipo de solução, é possível agilizar a troca de informações entre departamentos diferentes e manter um acompanhamento em tempo real das entradas e saídas econômicas da empresa. O próprio controle do caixa é beneficiado, melhorando o trabalho do gestor financeiro.

5. Negociar periodicamente com fornecedores

Muitas empresas perdem dinheiro por não negociarem periodicamente com fornecedores. Isso ocorre por diversos motivos, como em um negócio que tem uma parceria longa com um fornecedor e, por esse motivo, aceita passivamente aumentos periódicos devido à duração e comodidade da relação.

No entanto, mesmo em relacionamentos longos, é fundamental realizar estudos sobre o valor dos insumos adquiridos para tentar pagar o menos possível.

Isso desde que não prejudique a qualidade das matérias-primas e não pressione demais a estrutura de custos do fornecedor.

É preciso ficar atento aos preços que o seu parceiro faz para concorrentes ou empresas de outras áreas que adquirem os mesmos insumos, para checar se não está pagando mais que elas.

Além do mais, em momentos de crise, é fundamental conversar com o parceiro para tentar condições melhores, sob pena de “estrangular” o seu caixa.

Nesses momentos, contar com um fornecedor compreensível é essencial, servindo, inclusive, de critério para acordos futuros.

Sua equipe responsável pela gestão de compras precisa estar alinhada ao gerenciamento financeiro para fornecer apoio nesse tipo de negociação.

6. Deixar o fluxo de caixa o mais completo possível

Lembre-se de incluir o maior número possível de informações que possam tornar o seu fluxo de caixa mais completo, como previsões de capital de giro e estimativas.

É recomendado ir além do simples registro de entradas e saídas, do saldo existente no caixa e dos valores constantes em contas bancárias.

Adicione indicadores a esse instrumento e também busque comparar o que foi previsto com o realizado para ter parâmetros do que melhorar em sua gestão financeira.

Por fim, não se esqueça de delegar responsabilidades claras para os colaboradores do setor de finanças, especialmente para os que auxiliarão no gerenciamento do fluxo de caixa e dos demais instrumentos de controle econômico. Dessa forma, poderão colaborar no aperfeiçoamento de sua gestão financeira.

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Comentários

  1. Gestão financeira
    Gostaria de saber, se vocês têm esse curso gratuito. Sei que existe uma associação que faz isso.

    1. Olá Rogério, ainda não temos esse curso disponível mas adoramos a sugestão. 😉

  2. Gostei…. Ótimas idéias, com uma perspectiva diferente.

    1. Muito obrigado Felipe! Ficamos felizes em saber que gostou.

  3. Perfeito o texto. Vale lembrar que a cada ciclo a empresa precisa avaliar os resultados e identificar as melhorias necessárias, treinamentos a realizar e conhecimento, para desta forma manter o sistema sempre em equilíbrio, reduzindo gaps.

    1. Com certeza Ugues, para manter o sistema e o negócio sempre em equilíbrio. 🙂

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