Indústria 5.0: Quais são as novidades e impactos?

Equipe TOTVS | 16 julho, 2021

A Indústria 5.0 trata de adicionar o toque humano às inovações que a Indústria 4.0 trouxe à tona: automação e eficiência. Não se trata apenas de tecnologia, mas do trabalho em conjunto entre humanos e robôs.

Isso mesmo: a próxima revolução industrial já está em ação.

O que você sabe sobre a Indústria 5.0 e como ela pode afetar o seu negócio?

Você pode até estranhar. Afinal, realmente faz pouco tempo que começamos a conversar sobre a Indústria 4.0 e a descentralização tecnológica na gestão industrial.

No entanto, esse processo, de digitalização das atividades operacionais e produtivas, ainda está acontecendo.

Acontece que a Indústria 5.0 marca o próximo passo, a virada de página a seguir:

A integração entre humanos e robôs na gestão industrial, de modo que os sistemas inteligentes tenham aquele “toque humano” que sempre se fala — e se dá por falta, em muitos processos automatizados.

A combinação de humanos e máquinas mesclará a precisão da automação industrial total com as habilidades críticas e cognitivas dos principais líderes de negócios.

Interessado em aprender mais? Então confira nosso guia completo sobre Indústria 5.0 e entenda tudo sobre o assunto!

O que é indústria 5.0?

A indústria 5.0 é a reumanização da corrida pela automação total. É o reconhecimento de que os avanços robóticos, digitais e de automatização, bem como que o questionamento, os insights, a inovação e potencial criativo do ser humano são de igual valor no processo de fabricação.

Sim, faz pouco mais de dez anos que nós começamos a discutir os efeitos da Indústria 4.0. E hoje já falamos de uma nova mudança, a Indústria 5.0.

É que a Indústria 5.0 é a evolução natural da Indústria 4.0, que ainda domina o mundo das pequenas e médias empresas.

A nova era industrial origina-se do desenvolvimento de tecnologias 4.0, em particular nas áreas de ICT (Tecnologias da Informação e Comunicação), IA (Inteligência Artificial) e robótica.

Juntas, elas estão levando à criação e a consolidação do que chamamos de CPS (Cyber ​​Physical System ou sistemas ciberfísicos), bem como de dispositivos IoT cada vez mais poderosos.

A indústria 5.0 é caracterizada pela união das máquinas e seres humanos, com o objetivo final de dar valor agregado à produção, criando produtos personalizados e capazes de atender às necessidades específicas dos clientes.

Quando surgiu a era da indústria 5.0? 

Muito se fala sobre a Indústria 5.0 como a nova era dos processos de fabricação. No entanto, ainda existem àqueles que mencionam a Indústria 4.0 como algo atual, que está em desenvolvimento.

Afinal, em que pé estamos? Hoje já é possível dizer que estamos na era da Indústria 5.0? E, principalmente, quando essa virada começou a ser realidade?

Primeiro, vamos responder à primeira pergunta: onde estamos?

Veja bem: do mesmo jeito que as indústrias divergem entre si, também os movimentos de digitalização e adoção tecnológica.

É impossível não olhar para uma grande empresa da indústria, como a Tesla Motors, a Apple ou a Boeing, e não apontá-las como precursoras da Indústria 5.0.

São empresas que já começam a entrar de cabeça no mundo 5.0, com tecnologias avançadas que capacitam a interconexão do seu potencial robótico inteligente com o humano.

É o caso emblemático da Tesla, que possui na personalização de seus veículos elétricos um dos principais diferenciais perante o mercado.

Esse é um ponto que, por exemplo, micro, pequenas e médias empresas da indústria ainda não alcançaram.

Para elas — pensa na metalúrgica do seu bairro — o desafio ainda está na digitalização de seus processos.

Ou seja, a partir de um cenário onde todos os processos operacionais e estratégicos são puramente analógicos, fica mais fácil caminhar para a digitalização do chão de fábrica.

Naturalmente, para esses players, a curva de aprendizagem é maior. Por isso, para eles, a Indústria 4.0 ainda é uma realidade e um objetivo.

Agora, e quando a Indústria 5.0 surgiu?

Bom, podemos apontar alguns sinais, como a consolidação das redes 5G, a evolução da computação em nuvem (em especial com o edge computing), o avanço tecnológico operacional em várias frentes.

Porém, talvez o verdadeiro marco para o surgimento da Indústria 5.0 tenha sido o seguinte:

Sozinha, a tecnologia não funciona.

Claro, existe a automação, mas tudo isso depende de operadores (mesmo que em mínima quantidade), programadores e pessoal da manutenção.

Além disso, para muitas dessas tarefas, não existe a possibilidade de automação.

Nova call to action

Qual é o objetivo da indústria 5.0? 

O objetivo principal da Indústria 5.0 é de criar valor para além dos resultados financeiros. Trata-se da transformação da indústria em um vetor de qualidade de vida e sustentabilidade.

E isso é aplicado para toda sociedade, não apenas para quem está envolvido no processo de fabricação.

A Indústria 5.0 busca colocar as pessoas no centro dos processos, aprimorando os seguintes aspectos da vida:

  • Inclusão
  • Sustentabilidade
  • Qualidade de vida

É por isso que vemos tanto iniciativas 4.0 como 5.0 acontecendo ao mesmo tempo.

Conceitualmente, não são conteúdos opostos ou com características geracionais (onde um acaba, o outro começa).

Na verdade, trata-se de uma imersão entre ambos, capaz de transformar a sociedade aos poucos, em um movimento que tem início em um de seus pilares: a indústria.

Foi algo que um estudo, comissionado pela European Comission, identificou:

De acordo com o estudo, a indústria tem potencial “para atingir objetivos sociais além de empregos e crescimento para se tornar um provedor resiliente de prosperidade, fazendo com que a produção respeite os limites de nosso planeta e colocando o bem-estar do trabalhador industrial no centro do processo de produção“.

Quais são as características da indústria 5.0? 

As principais características da Indústria 5.0 são o seu potencial de otimizar a eficiência humana e a possibilidade de promover a hiper-customização nos processos fabris.

Pode parecer um tanto básico apontar esses dois pontos, mas saiba que eles não vão ser alcançados do nada.

Há um processo que leva às indústrias a experimentarem todo potencial humano de seu time, bem como de prover a hiper-customização de seus produtos.

A jornada passa pelas seguintes etapas:

Empoderamento da Interconexão

Uma das formas de gerar valor na Indústria 5.0 é através da colaboração entre o homem e a máquina.

Os robôs industriais (bem como os cobots, que explicaremos a seguir) serão um componente crítico dessa jornada.

A alta capacidade de customização da Indústria 5.0 só será possível por conta da utilização desses robôs avançados, que podem fechar o gap de design atual — e que impede as empresas de proverem um serviço massificado e customizado.

Porém, isso não quer dizer que os robôs estarão no fronte dessa vez…

O suporte cognitivo

Na verdade, a Indústria 5.0 será um palco para a inteligência humana colocar-se à frente dos processos.

Sua habilidade de tomar decisões, personalizar e customizar produtos será o motor para capacitar os processos automatizados.

Isso também quer dizer que na Indústria 5.0 não existe a ameaça ou risco de eliminar trabalhos humanos.

Pelo contrário, falamos de uma realidade onde os profissionais estarão agindo em conexão com robôs, recebendo auxílio dos mesmos nas tarefas industriais.

Por sua vez, os trabalhadores vão prestar todo suporte cognitivo para maior eficiência na tomada de decisão.

Um casamento entre o viés da automação e o viés cognitivo

Sim, dados são o presente e certamente serão ainda mais valiosos no futuro.

Porém, no mundo dos negócios, aprendeu-se que um certo nível de julgamento humano pode ser decisivo para evitar que a empresa se deixe levar por vieses errados ou inadequados.

Ou seja, precisamos tanto da computação e automação, como também da capacidade cognitiva, para encontrar o significado por trás dos dados.

A busca é simples: encontrar o balanço perfeito entre eficiência e produtividade.

Quais são as tecnologias envolvidas no processo da indústria 5.0?  

Apesar da linha tênue entre o potencial cognitivo e o tecnológico, a Indústria 5.0 com certeza depende de uma série de inovações e tecnologias para que dê certo.

Afinal, seus avanços miram o estabelecimento de uma base para que o viés cognitivo humano tenha maiores chances de brilhar.

Para isso, uma série de tecnologias foram criadas ou estão em pleno desenvolvimento, mirando justamente a evolução dos processos operacionais e também estratégicos.

A lista é longa, mas citamos os principais:

Quais são os impactos da indústria 5.0 para a sociedade? 

A Indústria 5.0 tem um enorme potencial de transformação para o mundo. Ele tende a tornar os processos de fabricação mais sustentáveis, inclusivos e, assim, melhorar a qualidade de vida de todos.

Primeiro, no quesito operacional, há a ação da Inteligência Artificial tornando os trabalhos mais fáceis.

Nesse cenário, o que se espera é uma redefinição das responsabilidades e atividades humanas — especialmente em contexto com a integração entre humanos e robôs.

Desse modo, a produção terá capacidade de ser mais performática e leve para os trabalhadores, que não estarão envolvidos diretamente em toda jornada industrial.

Em geral, a Indústria 5.0 promete ser uma virada de mesa, com diferentes benefícios independente do ponto de vista.

Iniciativa pública

  • Maiores investimentos em educação para qualificar a população trabalhadora.

Empresas

  • Redução de custos;
  • Redução do desperdício;
  • Maior velocidade nos processos de fabricação.

Consumidores

  • Produção mais rápida e mais barata;
  • Maior nível de qualidade dos produtos;
  • Maior rapidez por parte das empresas na assimilação de suas necessidades específicas.

Quais são as outras eras da indústria? 

Chegamos à era da Indústria 5.0 graças às evoluções tecnológicas dos últimos 300 anos.

A tendência, conforme a transformação tecnológica se acentua cada vez mais, é experimentarmos outras revoluções dentro de poucos anos.

Porém, olhando para trás, é importante entender o contexto histórico do momento atual. Afinal, como chegamos até aqui? Através das outras 4 revoluções industriais:

Indústria 1.0 

Criação do motor à vapor e dos primeiros teares mecânicos. Os primeiros sinais são do século XVIII, momento em que a manufatura começou a crescer nas grandes cidades.

Indústria 2.0

Um marco importante do avanço tecnológico que veio com a invenção da eletricidade, em meados do século XIX até o início do século XX.

Assim, foi possível criar novos motores e equipamentos mecânicos, que forneceram a base para o surgimento de grandes indústrias e novos produtos, como carros, telefones, rádios e aviões.

Indústria 3.0

Quando falamos da terceira Revolução Industrial, nos referimos ao período pós-Segunda Guerra Mundial.

Muito além de transformações industriais, falamos do avanço acentuado da computadorização, que acabou se conectando aos processos industriais.

É conhecido como a era tecnocientífica, já que houve a integração entre ciência e produção.

Indústria 4.0

Já a Indústria 4.0 trata sobre a digitalização da manufatura, algo possível por conta da evolução das tecnologias digitais.

Desse modo, foi (e continua sendo) possível revolucionar a produção industrial, de modo a lidar com a crescente demanda, automatizar a maior parte do chão de fábrica e criar uma indústria cada vez mais inteligente e data-driven.

Quais as diferenças entre a indústria 5.0 e 4.0?

Como falamos, a Indústria 5.0 não veio para substituir a 4.0, mas para ser uma evolução natural. Ainda assim, e por esse motivo, existem diferenças essenciais entre ambos os movimentos.

A Indústria 4.0 chegou com a proposta de ser a revolução da conectividade, interconectando todo chão de fábrica com o escritório.

Assim, o que se viu foi a criação de tecnologias “smart” em massa, criando fluxos de informações e dados.

Essas informações serviram de insumo para que máquinas inteligentes e outros equipamentos tecnológicos fizessem grande parte do trabalho nas fábricas.

Vê como é focado inteiramente no processo?

É claro, muitas empresas evoluíram na Indústria 4.0 com a experiência do cliente em mente.

É outra porta para que os dados sejam utilizados — a personalização em massa.

Porém, a conectividade dos equipamentos sempre foi o maior objetivo.

Uma prova é o que identificou o MPI Group em levantamento: cerca de um terço (31%) dos processos produtivos hoje já incorpora algum dispositivo inteligente ou possui um sistema inteligente nativo.

No entanto, a Indústria 5.0 busca algo um tanto diferente e mais fundamental.

A ideia principal da Indústria 5.0 é usar a tecnologia desenvolvida na Indústria 4.0, trazendo mais benefícios para o ser humano.

Na Indústria 5.0, o foco sai de dentro do chão de fábrica e temos características como:

  • Produtos Interativos;
  • Hiper-Customização;
  • Foco na Experiência do Cliente;
  • Supply Chain Responsivo e Distribuído.

Além disso, um dos grandes riscos que a Indústria 4.0 apresentava para a sociedade em geral era a substituição da força de trabalho.

Afinal, as máquinas tomariam os empregos dos humanos?

A Indústria 5.0 elimina essa teoria. O que vai acontecer é o desenvolvimento da chamada “Super Smart Society“.

Nesse cenário, a cooperação entre humanos e máquinas precisa ser total.

Os protagonistas desses movimentos você já leu um pouco acima: os cobots, robôs colaborativos.

Eles são programados para interagir com humanos em locais de trabalho compartilhados, ajudando na missão de personalizar as entregas.

Assim, o objetivo da Indústria 5.0 é utilizar a alta capacidade das máquinas para manter elevados volumes de produção, porém com uma qualidade superior, justamente por causa dessa colaboração.

Principais benefícios da indústria 5.0  

Neste ponto, você já descobriu tudo sobre o conceito e a parte prática da Indústria 5.0. Ainda assim, talvez esteja se perguntando: “quais os benefícios reais para o meu negócio?”.

Afinal, falamos muito dos objetivos gerais da Indústria 5.0, mas ainda tocamos no ponto central: como ela ajuda sua empresa?

Destacamos 3 vantagens dessa transformação que podem esclarecer sua importância, veja só:

Otimização de custos  

No longo prazo, a Indústria 5.0 vai permitir que seu processo produtivo seja conduzido de maneira mais econômica, assertiva e lucrativa.

Um avanço para seus processos de gestão de custos.

Com tamanho potencial reunido (homem-máquina), será possível entregar produtos exatamente do jeito que seu cliente quer — atendendo todas as suas necessidades e ampliando seu alcance entre os públicos-alvo.

Participação humana

A Indústria 5.0 vira seus holofotes para o capital humano da empresa.

Isso quer dizer que a automação se torna uma ferramenta para que todo potencial humano de seu time seja colocado à prova, tornando-os peças mais estratégicas dentro da estrutura organizacional do negócio.

Será uma época de profunda integração entre colaboradores e seus sistemas tecnológicos e inteligentes.

Nesse cenário, soft skills serão mais do que essenciais para que os funcionários cresçam dentro do ambiente de trabalho, que tende a ser mais competitivo — e, por isso, capaz de entregar melhor qualidade.

Automatização 

Por fim, mesmo que a automatização não seja o grande foco conceitual da Indústria 5.0, na prática ele terá um importante papel no desenvolvimento dos processos fabris.

Na verdade, será essencial — bem como sua evolução — para que o nível de entrega melhore de maneira exponencial.

Afinal, na Indústria 5.0, os humanos são o centro das coisas, mas a automatização é o que os rodeia e torna suas demandas possíveis.

Como implementar a indústria 5.0?  

A implementação da Indústria 5.0 requer paciência, visto que trata-se de uma mudança jamais vista: a cooperação total entre humanos e máquinas.

Por isso, essa jornada apresentará alguns desafios bastante específicos:

  • Força de trabalho: seus funcionários terão que desenvolver novos conjuntos de habilidades, entendendo ainda como cooperar com robôs e máquinas em um chão de fábrica quase “híbrido”. Falamos de soft skills, habilidades técnicas e programáticas.
  • Adoção de novas tecnologias: a Indústria 5.0 apenas funcionará com a adoção de novas tecnologias. E você sabe: esse é um processo que pode demandar esforço e tempo.
  • Necessidade de investimentos: e claro, falamos também do fator dinheiro. Um cobot não é algo totalmente acessível a todas as empresas. Melhorar suas linhas de produção pode levar certo tempo e demandar maiores investimentos.

TOTVS Manufatura

O caminho para a Indústria 5.0 é complexo, mas começa com a digitalização constante da sua indústria. Para dar o pontapé inicial, sua empresa pode contar com o  TOTVS Manufatura, o melhor ERP industrial do mercado.

Com ele em sua empresa, você avança significativamente em busca da integração total entre homem e máquina no ambiente operacional.

Afinal, é um sistema integrado de ponta a ponta, que proporciona recursos de automação total para sua empresa.

Falamos desde processos como Pesquisa e Desenvolvimento até Logística.

O TOTVS Manufatura é um sistema inovador e flexível utilizado  em todos os tipos de indústrias, oferecendo praticidade e processos mais produtivos. 

Com o TOTVS Manufatura, sua empresa otimiza processos, automatiza as linhas de produção, personaliza suas entregas e analisa dados sobre todas as ações operacionais do negócio.

Assim, pode fazer uma gestão de indicadores completa, gerando inteligência para seu negócio.

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Conclusão 

A Indústria 5.0 é inevitável, um movimento em direção a um ambiente industrial mais sustentável, porém também mais inclusivo, que leva em conta as necessidades específicas de cada consumidor.

Afinal, o seu foco é suprir todas as necessidades do indivíduo.

Isso, é claro, contribui para a qualidade de vida — não apenas dos trabalhadores, que passam a atuar de maneira mais “leve” no chão de fábrica, mas da sociedade como um todo.

Neste conteúdo, te explicamos tudo sobre a Indústria 5.0, sua importância, benefícios, características e desafios de sua implementação.

Gostou do que leu? Esperamos que sim!

Para continuar nessa jornada de conhecimento sobre gestão industrial, bem como dicas e tendências do setor, siga lendo o nosso blog!

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