SCM (Supply Chain Management): guia definitivo

O conceito de supply chain management não é novo dentro do setor de distribuição. No entanto, é fato que, cada vez mais, o SCM tem sido usado como fator de competitividade no mercado. Muitos negócios têm transformado as lojas físicas em centros de distribuição. Na prática, isso quer dizer que, em vez de investir em …

Equipe TOTVS | 28 dezembro, 2022

O conceito de supply chain management não é novo dentro do setor de distribuição. No entanto, é fato que, cada vez mais, o SCM tem sido usado como fator de competitividade no mercado. Muitos negócios têm transformado as lojas físicas em centros de distribuição.

Na prática, isso quer dizer que, em vez de investir em equipes de atendimento e vendas em unidades físicas, setores de distribuição e logística podem se fortalecer a partir da compreensão sobre SCM.

A ideia é oferecer produtos mais baratos, entregas mais rápidas e, assim, garantir maior competitividade no mercado.

Segundo pesquisa realizada pelo Portal da Indústria, em 2018, 73% das grandes empresas brasileiras vinham investindo em pelo menos uma tecnologia digital, com destaque para o ERP.

Entre os objetivos da investida, estava a automação digital com sensores para controle de processo.

Se, antes, a aposta tecnológica era exclusivamente característica do processo de produção, hoje, setores como desenvolvimento de produto e modelos de negócio usam a tecnologia para obter precisão de dados e apostam em sistemas de gestão para isso.

SCM (Supply Chain Management): o que é?

Supply Chain Management é uma rede coesa de pessoas, negócios, recursos, atividades, tecnologia e expertise que se destina a controlar o fluxo de produtos e serviços em uma organização.

O SCM inclui todos os processos que transformam matérias-primas em produtos finais.

Envolve o design, planejamento, execução, controle e monitoramento das atividades da cadeia de suprimentos.

O objetivo, com isso, é criar valor líquido, construir uma infraestrutura competitiva, alavancar a logística, sincronizar o fornecimento com a demanda e medir o desempenho globalmente.

Os três principais elementos do supply chain management são: demanda, materiais e capacidade de recursos.

O intuito é alinhar processos relativos a esses elementos, de modo a aumentar a velocidade do fluxo de caixa, giro e gestão de estoque, além de redução de custos, visando à otimização total.

SCM é o mesmo que logística?

Não, SCM não é a mesma coisa que logística — muito embora esta última faça parte do gerenciamento da cadeia de suprimentos.

Quando falamos do tema, falamos basicamente da administração de todos os processos relacionados à cadeia de suprimentos, como a compra de matérias-primas, a gestão do chão de fábrica e a entrega dos produtos depois de prontos.

O supply chain, por si só, é um conceito extremamente complexo, uma verdadeira “corrente” unida por vários processos e stakeholders.

Entre eles, a parte logística.

Nesse caso, a logística é um dos elementos mais específicos à distribuição e organização interna da empresa, do armazenamento de materiais, organização de estoque até o transporte dos produtos aos clientes.

Muitas fontes acreditam que o Supply Chain Management, na verdade, tem sua origem no conceito de Logística Integrada.

A lógica por trás desse pensamento faz sentido, pois considera a gestão da cadeia de suprimentos como uma disciplina mais ampla que a logística (que possui foco mais interno).

A origem do SCM

O SCM pode ser dividido em várias etapas, com sua consolidação em um modelo mais semelhante ao atual acontecendo por volta de 1980.

Para ter uma perspectiva mais abrangente, separamos a linha do tempo em alguns movimentos principais, como: criação, integração, globalização, fases de especialização (I e II) e o SCM 2.0.

Criação

Refere-se ao período do início do século 20, com a popularização da linha de montagem. O foco principal era na redução de custos e na otimização do chão de fábrica (downsizing).

Integração

Abrange desde a década de 1960 até os dias atuais, considerando avanços tecnológicos significativos para a gestão da cadeia de suprimentos.

A “integração” refere-se ao desenvolvimento de sistemas de troca de dados nos anos 1960 e, posteriormente, nos anos 1990, os ERPs e os sistemas baseados em nuvem no século 21.

Globalização

Refere-se a um período em que as cadeias de suprimentos se expandiram além das fronteiras nacionais para outros continentes, no final da década de 1980.

Especialização

Essa etapa é dividida em duas fases: a Fase I trata da década de 1990, quando as empresas começaram a se concentrar em suas competências essenciais e especializações, terceirizando operações não essenciais para outras empresas.

Isso ampliou a cadeia de suprimentos para incluir empresas terceirizadas e criou parcerias especializadas e de grande valor na cadeia de suprimentos.

Já a Fase II refere-se a um período em que o planejamento de suprimentos, colaboração, execução e gerenciamento de desempenho começaram a ser integrados ao gerenciamento da cadeia de suprimentos.

Os gerentes da cadeia de suprimentos precisavam de novas estratégias para lidar com mudanças rápidas e inesperadas na demanda, fornecedores gerais e fornecedores de logística.

A especialização da cadeia de suprimentos permite que as empresas melhorem suas competências, para que foquem em suas especialidades-chave e montem redes de parceiros especializados para melhorar o desempenho de toda a cadeia de suprimentos.

SCM 2.0

No fim, o que vivenciamos hoje é a era 2.0. Ou seja, sua segunda revolução, em que o foco é utilizar soluções que levam em consideração elementos como a volatilidade do mercado de atuação.

Nessa era, as empresas precisam ficar atentas à crescente complexidade da cadeia de suprimentos global, com especial foco na flutuação de preços, offshoring, alteração nos custos de transporte e mais.

Como funciona o SCM?

scm

O SCM visa centralizar o controle da produção, armazenamento e distribuição de um produto.

Ao gerenciar sua cadeia de suprimentos, as empresas podem cortar custos excessivos e entregar produtos ao consumidor mais rapidamente.

Desse modo, mantém-se um controle mais rígido dos estoques próprios, da produção, da distribuição, das vendas e dos estoques dos próprios fornecedores.

O seu papel é, portanto, coordenar o fluxo de materiais e recursos por meio de um processo rigoroso.

Ele baseia-se na ideia de que quase todo produto que chega ao mercado é resultado do esforço de diversas organizações que compõem uma cadeia de suprimentos — lembra do conceito de “corrente”? Ele se aplica aqui.

Em termos simples, o fluxo por trás do Supply Chain Management é dividido em três categorias: produto, informação e finanças.

Toda empresa que faz parte da cadeia de suprimentos trabalha em uma dessas categorias.

O fluxo de produtos inclui a fabricação, armazenamento, garantia de qualidade e entrega em tempo hábil ao longo da cadeia de suprimentos.

O fluxo de informações consiste em enviar e receber pedidos de vendas e compras, além de atualizar os status de entrega.

É essencial que esse fluxo funcione sem problemas, pois todos os outros fluxos de trabalho dependem da precisão das informações enviadas por toda a cadeia de suprimentos.

O fluxo financeiro lida com pagamentos, gerenciamento de estoque, cobrança, condições de crédito e outros fluxos de trabalho relacionados a finanças.

Por que é importante fazer uma boa gestão da cadeia de suprimentos?

É impossível limitar a importância de uma boa gestão da cadeia de suprimentos a um ou outro ponto dentro do supply chain da empresa.

Com a transformação digital, a experiência do cliente e as inovações da logística 4.0, o mercado e a exigência dos consumidores se tornaram fardos cada vez maiores para lidar.

E não falamos isso no teor negativo da palavra, mas enaltecendo a competitividade crescente.

Isso obriga as empresas a investirem em soluções que as tornem mais competentes no que diz respeito à capacidade produtiva e adoção de novas metodologias, como o Just-in-Time ou Lean Manufacturing.

Desse modo, é possível reduzir os custos de produção, garantindo que as fábricas de montagem recebam remessas pontuais de matérias-primas.

Dessa forma, as empresas podem evitar escassez de material e atrasos na produção.

Uma estratégia adequada de SCM ajuda a evitar a necessidade de manter um depósito caro, garantindo a entrega rápida dos produtos do fabricante ao ponto de venda ou ao cliente final.

Com o tempo, uma estratégia eficaz permitirá que as empresas possam prever a escassez de estoque antes que ela ocorra.

Ao usar dados avançados como frequência de pedidos, quantidade de pedidos em estoque e número de pedidos recebidos, é possível evitar a perda de vendas potenciais no futuro.

O supply chain management também garante que os clientes recebam o número certo de produtos — nos locais certos e no momento certo.

Quais são os três objetivos principais do SCM?

O principal objetivo do SCM é garantir que o fluxo dos produtos ao longo da cadeia de suprimentos seja eficiente e flexível.

Embora o uso do gerenciamento da cadeia de suprimentos seja bom para toda a cadeia de suprimentos, também tem um impacto benéfico em alguns aspectos do negócio principal, como citamos acima.

Seu objetivo é supervisionar todos os pontos de contato de um produto ou serviço de uma empresa — da concepção do mesmo até a venda final.

Assim, é possível mapear os pontos ao longo da cadeia de suprimentos que podem agregar valor por meio de melhorias ou pontos que podem ter custos reduzidos.

Desse modo, ele pode aumentar as receitas, diminuir os custos e impactar positivamente nos resultados de uma empresa.

Quais as vantagens do SCM?

Existem várias vantagens relativas à implementação do SCM na sua empresa, como um fluxo de bens e serviços mais otimizado e um melhor nível de satisfação do cliente.

Aqui, vale ressaltar, falamos da importância do gerenciamento da cadeia de suprimentos baseado na tecnologia.

Com o SCM data-driven, é possível aumentar a visibilidade de ponta a ponta no fluxo de informações — das operações de compras, até a fabricação e entrega ao consumidor final.

Mas há muitos outros pontos a se destacar aqui, como melhores relações com fornecedores, controle de custos eficaz e a criação de uma cultura de inovação de impacto.

Na prática, falamos de benefícios como:

Reduz custos

Uma cadeia de suprimentos eficiente pode reduzir a necessidade de manter o estoque por longos períodos de tempo, reduzindo os custos indiretos associados ao armazenamento e à segurança.

Mas lembre-se, um estoque enxuto aumenta a pressão para o setor de vendas e os setores de distribuição. Assim, reduz-se a resiliência a choques na cadeia de suprimentos — ou seja, oscilações na demanda podem ser sentidas rapidamente.

Portanto, é importante identificar seu nível de estoque ideal e a metodologia a seguir — algo que o SCM faz de modo diário.

Garante eficiência operacional

Com dados atualizados em tempo real sobre a disponibilidade de matérias-primas, as empresas podem implementar planos de backup (como uma lista de fornecedores como plano B), evitando eventuais atrasos.

Sem dados em tempo real, as empresas muitas vezes não têm tempo para iniciar o plano B, resultando em problemas como estoque esgotado ou envios em atraso para consumidores finais.

O SCM se baseia na ideia de utilizar a tecnologia para otimizar os processos logísticos e relacionados.

Assim, investir nas soluções de automação certas e aproveitar os dados para minimizar os atrasos contribui para uma experiência positiva do cliente e aumenta a reputação da sua empresa.

Aumenta a fidelização dos clientes

Um bom SCM pode ser determinante para potencializar a fidelização dos clientes.

A lógica é simples de entender: de acordo com o estudo Retail Big Show, se um cliente está satisfeito com o processo de devolução de um produto, ele tem 71% mais chances de se tornar um cliente recorrente.

E por que a devolução é tão importante? É que um processo de devolução suave significa uma cadeia de suprimentos eficaz, bem conectada e que envolve comunicação ao longo da cadeia.

Ou seja, tanto nos processo de devolução e na logística reversa, como também no fluxo de produção normal.

Assim, quando a cadeia de suprimentos atende ou supera as expectativas do cliente, é por que ela é eficiente.

Diminui falhas

Graças a práticas como o data analytics, é possível descobrir riscos potenciais referentes ao supply chain, permitindo que as empresas implementem planos para responder prontamente aos problemas.

Ao tomar medidas proativas, em vez de reagir a interrupções na cadeia de suprimentos (como problemas de controle de qualidade), as empresas podem evitar impactos negativos, reduzindo as falhas nos processos.

Melhora a comunicação interna

O fluxo de informações é um desafio constante das empresas.

Para se ter noção, de acordo com a Oracle, 76% das empresas não possuem um fluxo automatizado de informações em toda a cadeia de suprimentos — e metade delas afirma que informações fragmentadas resultam em perda de oportunidades de vendas.

Com um Supply Chain Management de ponta, é possível mitigar gargalos e capacitar o compartilhamento contínuo de informações e dados, fornecendo uma visão geral da cadeia de suprimentos de ponta a ponta.

Graças ao melhor acesso aos dados, os líderes da cadeia de suprimentos têm as informações de que precisam, no contexto certo, para tomar decisões mais informadas.

Quais áreas compõem o SCM?

Bom, mas o que compõe o SCM (supply chain management)? É difícil para um novato no conceito materializar quais áreas constituem esse setor.

Basicamente, todos os envolvidos na cadeia produtiva de um produto ou serviço, do seu ponto mais embrionário até o fim do ciclo.

Planejamento

Sem planejamento, é impossível mover qualquer estratégia adiante. O supply chain não foge à regra, são vários processos relacionados, diferentes setores e empresas.

Como sintonizar tudo isso? Com planejamento eficiente, que leve em conta os canais e processos de distribuição de modo a evitar atrasos.

Além disso, deve-se pensar nas metodologias produtivas, conciliando a projeção de demandas e de vendas, de modo a sincronizar todos os processos dos seus fornecedores.

Compras 

O setor de compras é um dos pilares estratégicos do Supply Chain Management. Trata-se, basicamente, do processo de obtenção dos bens e/ou serviços.

Envolve várias ações, como a busca por fornecedores, a negociação de preços, a compra de mercadorias e a gestão de estoques, entre outros.

Produção

A produção, como o nome dá a entender, é o setor que transforma a matéria-prima em um bem ou serviço a ser entregue ao consumidor.

É para onde a maior parte das ações se destinam, de modo a encontrar a melhor estratégia de produção em relação ao nível de demanda e presença de mercado.

Distribuição

Uma estratégia eficaz de gerenciamento da cadeia de suprimentos deve levar em conta as complexidades da distribuição.

Qualquer paralisação ao longo da cadeia de suprimentos pode ser extremamente cara.

Os fabricantes devem manter parceiros de transporte e logística fluidos o suficiente para responder a mudanças repentinas na demanda em um mercado global frequentemente volátil.

Isso inclui também a embalagem, documentação, seguro, armazenamento e mitigação de riscos e despesas.

Exemplos de empresas que utilizam Supply Chain Management

Afinal, quais empresas se inspirar quando o assunto é supply chain management?

É possível dizer que toda grande operação é, por si só, um case na gestão da cadeia de suprimentos. No entanto, existem operações que se destacam.

Anualmente, a Gartner divulga seu estudo de Supply Chain Top 25, um ranking que diz respeito às principais empresas globais no tema, consideradas excelentes na gestão da cadeia de suprimentos.

No levantamento de 2022, o top 3 ficou assim:

  • 1. Cisco
  • 2. Schneider Electric
  • 3. Colgate-Palmolive

Uma das empresas que mais se destacam no mercado internacional, entretanto, é a American Eagle, marca de roupas e acessórios americana.

Por exemplo, a organização não enfrentou grandes problemas de logística ao longo da pandemia, já que alguns anos antes desenvolveu um modelo de suprimentos revolucionário e aberto.

Assim, eles criaram um modelo descentralizado, que possibilita compartilhar informações de maneira mais aberta.

Hoje, de acordo com entrevista para a Fast Company, mais de 50 empresas têm acesso a essa plataforma, que ajuda a melhorar a segurança de armazenamento, otimizar a eficiência e agilizar entregas.

O esforço e os investimentos valeram a pena.

A empresa reduziu as distâncias das encomendas (em cerca de 2 bilhões de milhas), o tempo de entrega nas lojas em 80%, os dias de trânsito até o consumidor em 35% e o custo por pacote em US$1,50.

Com isso, a lucratividade dobrou devido, em parte, à economia de US$360 milhões em frete, bem como viu um salto de 18% na produtividade.

Como implementar o SCM de forma eficaz em sua empresa?

A melhor maneira de construir e manter um bom SCM na sua empresa é por meio dos seguintes passos:

Conte com bons fornecedores 

Refine sua carteira de parceiros comerciais. De nada adianta assinar contratos de fornecimento por conta de motivos superficiais, como o preço cobrado.

É preciso ir além, respeitando uma política robusta de fornecimento — algo que não apenas sua empresa deve ter, mas que seus clientes esperam de você.

Integre as equipes

Evite a criação de silos de comunicação e informação. Ao longo do conteúdo, muito falamos sobre a importância de integrar setores e stakeholders de modo a modernizar o fluxo de informações.

Sistemas de gestão e recursos de automação podem ajudar nessa tarefa.

Preveja as demandas

Agora, procure antever as demandas e necessidades dos clientes.

Seja proativo e esteja atualizado com as últimas tendências do setor. Ter uma ótima abordagem de atendimento ao cliente não é suficiente. É importante saber o que seu cliente quer antes mesmo de pedir por isso.

Conte com uma linha de produção ágil

Na era digital, a velocidade é essencial. Confiar em uma linha de produção ágil e responsiva pode ajudar você a atender às demandas dos clientes de forma rápida e eficiente.

Para isso, recomendamos que você se atente aos frameworks e metodologias já consolidadas no mercado, como é o caso do lean manufacturing ou o just-in-time.

O indicado é entender o que cada uma dessas práticas significa e adaptá-las para o seu negócio.

A produção ágil começa não apenas no chão de fábrica, mas na forma que o setor comercial recebe os pedidos e como toda estratégia por trás da produção se dá.

Faça o monitoramento das métricas de transporte

Um bom SCM acontece pela gestão de indicadores, que deve ser precisa e antenada às atualizações em tempo real.

É por isso que os indicadores logísticos devem estar mapeados e sempre à mão, de modo que seja possível tomar decisões importantes de maneira instantânea.

Conte com soluções tecnológicas

E claro, não se esqueça do potencial da tecnologia. Sistemas de gestão de armazéns, TMS, YMS, entre outras tecnologias podem fazer toda diferença na criação de um SCM realmente eficaz.

Processo do SCM: claro, intuitivo e ágil

Se você ainda não segue os princípios básicos de uma distribuição eficiente, saiba que a integração com o controle de armazém e a logística deve ser primordial. Assim, como pilares, vale mencionar:

  • Exatidão do estoque;
  • Menor deslocamento de produtos;
  • Uso racional de unidades físicas,
  • Acompanhamento dos processos.

Tipos de distribuição

É importante compreender em qual dos tipos de distribuição o seu negócio se encaixa e qual a tendência de inovação em cada frente.

Distribuição seletiva

A distribuição seletiva foca em apenas alguns intermediários na comercialização dos produtos. A ideia é fortalecer o relacionamento entre o agente e o revendedor. Como objetivo, estão a padronização dos preços em produtos com alto valor agregado ou importados.

Distribuição exclusiva

Já do outro lado, temos a distribuição exclusiva, em que o fabricante determina um representante comercial ou vendedor exclusivo para oferecerem o seu produto.

Esse tipo de acordo é comum no setor de varejo. Outro ponto em que este modelo é usado é para a importação. Um negócio traz para o país produtos feitos externamente, se tornando exclusivo sobre a marca dentro do país.

Distribuição intensiva

Se determinados modelos de distribuição focam em pontos de venda estratégicos, outros objetivam o maior número de distribuidores possíveis. Aqui, o foco é distribuir o produto em variados pontos de venda.

Esse sistema é adotado com mercadorias de menor valor ou que são fabricados em grande volume, como alimentos, bebidas e itens de consumo diário, como higiene pessoal.

Novas infraestruturas com SCM

Uma tendência cada vez mais marcante é a integração da distribuição com os demais segmentos dentro de moldes de sistema ERP. Assim, pensar em uma dinâmica que esteja associada aos negócios de manufatura, agronegócio, transporte, armazenagem e logística é uma forma de se destacar e obter canais para compra e venda.

Além disso, o transporte compartilhado, adotado por muitos moradores de metrópoles, passa a fazer sentido no meio logístico. Suponhamos uma situação em

que caminhões, após entregarem cargas no destino programado, retornem vazios para o local de origem.

A proposta é que seja possível retornar com uma carga diferente e otimizar os recursos, diminuir custos, tornar entregas mais ágeis e eficientes.

Assim, pode-se associar negócios que possuem, por exemplo, um armazém deficitário, com uma boa frota de veículos, aos de outra empresa que se destaque como polo distribuidor, mas não possua infraestrutura logística.

Pacote de incentivos para o SCM

De olho nesse mercado, governos estaduais e federais têm investido em espaços focados na indústria 4.0, favorecendo investimentos nessa área. Para saber das novidades, vale acompanhar o Fórum Econômico Mundial.

Em 2020, São Paulo recebeu um centro de inovação que conectou diferentes colaboradores: órgãos públicos, entidades, empresas, startups, organizações internacionais e sociedade civil.

Como será a cadeia de suprimentos do futuro?

Finalmente, é importante pensar sobre o futuro.

A cadeia de fornecimento do futuro será mais ágil e digital do que nunca. As empresas devem começar a se preparar agora a fim de ter certeza de que estão prontas para esta nova era de Supply Chain Management.

Tecnologias como a blockchain, IA, automação de processos robóticos (RPA) e data analytics são algumas das mais importantes para o gerenciamento da cadeia de suprimentos.

Conforme evoluem, seu impacto no SCM se tornará mais claro, e cabe a nós estarmos preparados para elas.

Em conclusão, criar um efetivo gerenciamento da cadeia de suprimentos em sua empresa requer uma abordagem holística que considere todos os aspectos do processo, incluindo fornecedores, equipes, clientes e tecnologias inovadoras.

Tecnologias TOTVS para indústrias

Já imaginou gerenciar um ambiente organizacional em que as informações transitam livremente em toda cadeia produtiva? Isso é possível com as tecnologias TOTVS para indústrias.

Assim, a tomada de decisão é feita de forma estratégica, já que nossas soluções ajudam a tornar a operação mais clara e oferecem dados sobre os processos produtivos e estratégicos em tempo real.

Além de mais eficiência, você ainda garante redução de custos com as nossas tecnologias para otimizar sua rotina de fabricação, sem contar na automatização de todo backoffice!

Que tal conhecer mais e entender os diferenciais das tecnologias TOTVS para indústrias?

Conclusão

Gostou de aprender tudo sobre SCM (supply chain management)? Neste guia completo, mergulhamos no conceito para explicar a importância, como funciona, os objetivos e vantagens da gestão da cadeia de suprimentos.

Para que sua empresa possa realmente sair na frente da concorrência, a qualidade deve ir além dos processos produtivos e focar no que antecede e precede a cadeia de produção, como o planejamento e a entrega.

Mas, lembre-se, é essencial contar com a tecnologia para que isso aconteça. 

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Comentários deste post

  1. nestor diz:

    intereza informarme mais

  2. Alan Amorim diz:

    Olá, Nestor. Temos mais informações sobre o setor em https://www.totvs.com/blog/atacadista-distribuidor/ O convido a acompanhar o blog, todos os dias da semana tem conteúdo novo dos mais diversos segmentos.

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