O que acontece com o plástico depois que ele sai da sua operação? Durante muito tempo, essa pergunta não foi uma prioridade para as empresas, mas isso mudou. Com a busca por sustentabilidade, ações como a logística reversa do plástico pedem ajustes.
A chegada do Decreto 12.688/2025, que estabelece regras mais claras para o destino das embalagens pós-consumo, traz essa pergunta para o centro das operações.
A partir de agora, não se trata apenas de reduzir impactos ambientais, mas de atender a uma obrigação regulatória que influencia competitividade, reputação e continuidade dos negócios.
Continue a leitura para entender como funciona a logística reversa de embalagens plásticas, o que diz o novo decreto e como se preparar para cumprir as exigências legais.
O que é logística reversa do plástico?
A logística reversa do plástico é o conjunto de processos que viabiliza o retorno das embalagens plásticas ao ciclo produtivo após o uso, evitando o descarte inadequado do material.
O fluxo da logística reversa começa logo depois da utilização do produto, quando as embalagens são coletadas por sistemas de coleta seletiva, pontos de entrega voluntária ou operadores especializados.
Uma vez coletado, o plástico passa por um processo de triagem para então ser transformado em matéria-prima e reinserido na indústria.

Este ciclo tornou-se ainda mais relevante com o decreto 12.688/2025, publicado em outubro de 2025, que estabelece algumas regras e metas obrigatórias para empresas brasileiras na operação de logística reversa.
O que diz o decreto do plástico?
O decreto 12.688/2025, popularmente conhecido como decreto do plástico ou lei de logística reversa, cria o sistema de logística reversa de embalagens de plástico. O objetivo é evitar que embalagens plásticas se tornem resíduos descartados de forma inadequada.
De forma direta, o decreto determina que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes assumam responsabilidades pelo ciclo de vida das embalagens que colocam no mercado.
Um dos principais pontos é a definição de metas progressivas para reutilização e reinserção dos materiais.
As metas começam em 32% já em 2026, aumentando anualmente até chegar a taxa de 50% em 2040.
O sistema de logística reversa de embalagens de plástico também incentiva a estruturação de sistemas de coleta, reaproveitamento e reciclagem, além de reforçar a necessidade de comprovar as ações de logística reversa.
Outro ponto importante é a priorização de cooperativas e associações de catadores, bem como a conscientização de consumidores sobre logística reversa e reciclagem para descarte correto das embalagens.
Por que a logística reversa é importante?
A logística reversa do plástico é importante porque reduz impactos ambientais, fortalece a economia circular e atende exigências regulatórias alinhadas às pautas da agenda ESG (Ambiental, Social e Governança).
Trata-se de uma obrigação legal, mas sua importância vai muito além da conformidade: é uma estratégia essencial para empresas que buscam sustentabilidade, eficiência operacional e competitividade no longo prazo.
A operação que implementa um bom sistema de logística reversa pode observar benefícios como:
- Redução da poluição ambiental: diminui o descarte de plásticos em aterros, rios e oceanos, contribuindo para a preservação dos ecossistemas;
- Aproveitamento de recursos: permite que o plástico retorne como matéria-prima, o que ajuda a reduzir o uso de recursos naturais;
- Fortalecimento da economia circular: estimula cadeias produtivas mais sustentáveis e integradas;
- Reputação e valor de marca: reforça o compromisso ambiental perante consumidores e parceiros;
- Conformidade legal: ajuda a atender às normas ambientais e evitar penalidades.
Qual o impacto da logística reversa do plástico na sustentabilidade?
A logística reversa do plástico tem impacto direto e positivo na sustentabilidade ambiental, social e econômica.
De acordo com dados divulgados pela Oceana, fundação focada na preservação marítima, o Brasil está entre os 10 principais poluidores por plástico no mundo: o país descarta cerca de 1,3 toneladas do material nos oceanos anualmente.
Ao garantir que as embalagens retornem ao ciclo produtivo após o uso, a logística reversa combate esse número a partir do fortalecimento de cadeias produtivas mais responsáveis e da redução dos danos ambientais.
Em divulgação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o secretário Adalberto Maluf, reforça que os impactos vão além da preservação ambiental.
“O decreto estimula o retorno das embalagens plásticas ao ciclo produtivo, gerando empregos verdes, inclusão socioprodutiva de catadoras e catadores de materiais recicláveis, preservação dos recursos naturais e redução descarte do inadequado, reduzindo a poluição do solo, das águas e os impactos na biodiversidade marinha”, destaca.
Para empresas, fabricantes e importadores, a legislação traz a obrigatoriedade de cumprir as metas estabelecidas de reuso, garantindo o reaproveitamento dos materiais ou o descarte correto quando não for possível reinseri-las no ciclo produtivo.
Isso exige adaptações na operação logística para garantir a coleta, o transporte, o reaproveitamento e a divulgação correta de dados ligados ao processo.
Como adaptar seu negócio à logística reversa do plástico?

Para adaptar sua operação à logística reversa, é necessário compreender as exigências legais, rever práticas e identificar maneiras de integrar a sustentabilidade ao dia a dia do negócio.
A seguir, veja os principais passos para preparar sua empresa para esse cenário.
Entenda suas obrigações legais
O primeiro passo é compreender o que as normas vigentes exigem da sua empresa.
Neste conteúdo, destacamos os principais pontos do decreto, mas vale a pena conferir o texto completo com atenção para entender os detalhes da legislação.
Além das responsabilidades, atente-se às metas e formas de comprovação das ações de logística reversa.
Mapeie os tipos de embalagens utilizadas na operação
Depois de entender as suas obrigações, é hora de identificar o que precisa ser ajustado na empresa.
Para começar, verifique quais embalagens plásticas fazem parte da sua cadeia produtiva, seus volumes e características.
Esse mapeamento é essencial para definir estratégias de coleta, reaproveitamento ou reciclagem compatíveis com cada tipo de material.
Estruture parcerias
A logística reversa do plástico depende de uma cadeia de suprimentos integrada.
Parcerias com cooperativas, operadores logísticos, recicladores ou sistemas coletivos ajudam a viabilizar o retorno das embalagens ao ciclo produtivo de forma eficiente e escalável.
Comunique ações de forma transparente
Além de ser uma obrigatoriedade prevista no decreto 12.688/2025, divulgar as iniciativas de logística reversa adotadas fortalece a credibilidade da empresa.
A transparência na comunicação reforça o compromisso com a sustentabilidade, apoia estratégias ESG e contribui para a confiança de clientes, parceiros e órgãos reguladores.
Para fazer a divulgação correta, defina indicadores ESG ligados às ações de logística reversa para monitorar. Eles facilitam a mensuração dos resultados e contribuem para a elaboração de relatórios mais completos.
Como a tecnologia otimiza o processo da logística reversa do plástico?
A tecnologia é uma aliada fundamental para tornar a logística reversa do plástico mais eficiente. Além de ajudar a manter a conformidade, a solução certa garante rastreabilidade das ações e automação de diferentes processos.
Com sistemas integrados, você consegue mapear fluxos, acompanhar volumes coletados, controlar parceiros e gerar relatórios que comprovam o cumprimento das metas estabelecidas pela legislação brasileira.
Além disso, soluções tecnológicas facilitam a integração entre áreas, reduzem falhas operacionais e apoiam decisões baseadas em dados.
A suíte logística da TOTVS contribui para esse cenário ao oferecer mais visibilidade e controle sobre processos logísticos, apoiando iniciativas sustentáveis de forma estruturada.
Conheça a suíte logística da TOTVS e descubra como as tecnologias podem impulsionar sua estratégia de logística reversa.
Conclusão
Ao longo deste conteúdo, entendemos como a logística reversa do plástico ganhou protagonismo com o novo decreto, tornando-se uma estratégia essencial para garantir conformidade legal, sustentabilidade e eficiência operacional.
Mais do que exigências regulatórias, o decreto 12.688/2025 traz uma oportunidade de inovar, fortalecer a reputação da marca e aumentar a competitividade no mercado.
Com planejamento, parcerias e apoio da tecnologia, a logística reversa de embalagens plásticas pode gerar valor ambiental, social e econômico para sua empresa.
Para avançar ainda mais nesse tema, vale conferir o conteúdo sobre plano de logística sustentável e entender como estruturar iniciativas alinhadas ao futuro dos negócios.
FAQ: Perguntas frequentes sobre logística reversa do plástico
Como as empresas brasileiras estão reduzindo o impacto ambiental com logística reversa do plástico?
Implantação de sistemas de coleta pós-consumo, parcerias com cooperativas de reciclagem, investimentos em embalagens sustentáveis e no uso de matéria-prima reciclada são algumas ações adotadas para reduzir o impacto ambiental.
Quais são os benefícios comerciais de implementar logística reversa do plástico?
Empresas que implementam uma logística reversa eficiente para embalagens plásticas ganham eficiência no uso de recursos, reduzem custos com matéria-prima ao reaproveitar materiais e fortalecem a reputação da marca.
Além disso, práticas sustentáveis aumentam a confiança de consumidores e parceiros, apoiam estratégias ESG e podem gerar vantagem competitiva em mercados cada vez mais atentos à responsabilidade ambiental.
Quais são os desafios comuns enfrentados por empresas brasileiras na logística reversa do plástico?
Entre os principais desafios estão a estruturação da cadeia de coleta, a falta de padronização dos processos e a dificuldade de rastrear volumes e resultados.
Custos iniciais e integração aos parceiros também podem ser obstáculos quando falta apoio tecnológico e planejamento.
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