Humanização na saúde: entenda como implementar e quais os ganhos

Cada vez mais a humanização na saúde é um assunto recorrente entre médicos, enfermeiros e pacientes. Isso porque o paciente deve ser o centro da atenção, em um ambiente com infraestrutura segura e confortável, equipamentos especializados e facilidade no acesso de informações.

Nesse cenário de humanização em saúde, o diagnóstico é facilitado e o médico responsável pode dar atenção ao histórico do paciente, em vez de analisar resultados apenas no momento do atendimento.

Com essas informações centralizadas, questões como marcar consultas e exames, má gestão de recursos e diagnósticos precipitados são diminuídas drasticamente.

A proposta de humanizar a saúde e o atendimento é modificar a frente de atuação da medicina – que se limita ora à cura ora à manutenção pela vida – e, também, atuar na prevenção e conscientização em prol de uma rotina mais saudável, plena e feliz.

Assim, centros clínicos, consultórios médicos, cooperativas médicas, hospitais e operadoras de planos de saúde podem seguir determinadas diretrizes e transformar seu atendimento.

1. Trabalhar com dados

Imagine a presença de um paciente no consultório que possui um quadro clínico de difícil avaliação. Em grande parte das vezes, o diagnóstico seria mais ágil se fosse possível acessar o histórico de saúde, exames feitos anteriormente e queixas recorrentes.

Outro ponto que requer atenção são informações sobre alergias, hipersensibilidades, doenças genéticas ou crônicas. O ideal é a construção de um banco de dados, onde médicos possam aplicar sua expertise com precisão e proporcionar maior humanização no atendimento à saúde.

Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) x Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP)

Entre essas iniciativas, o prontuário eletrônico pode ser adotado em dois modelos: Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) e Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP).

O primeiro é implementado em toda a rede pública de saúde, as chamadas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), enquanto o segundo pode ser usado no atendimento público ou privado e oferecer maior humanização dos profissionais de saúde no atendimento.

A digitalização de prontuários é uma iniciativa fundamental no caminho da humanização da saúde. O PEC fornece informações mais básicas, mas primordiais. Já o PEP possui mais funcionalidades. Ambos possibilitam que o atendimento seja personalizado e empático.

Informações presentes no PEC

  • Diagnósticos;
  • Atendimentos;
  • Exames;
  • Medicações passadas,
  • Disponibilidade de medicamento na farmácia popular do município.

Informações presentes no PEP

Além das presentes no PEC, que reforçam valores da humanização na área da saúde, vale citar:

  • Personalização na coleta de dados durante a consulta médica;
  • Prescrição e visualização de exames;
  • Histórico de atendimentos nos demais serviços de saúde;
  • Encaminhamentos para outras especialidades,
  • Categorização do grau de urgência do quadro clínico.

É importante pontuar que os tipos de prontuários podem ser integrados, isto é, ao optar por um sistema híbrido na rede privada, por exemplo, é possível aproveitar os dados fornecidos na rede pública. Caso o município já possua prontuário eletrônico próprio, não é necessária a migração para a plataforma do SUS, apenas essa integração.

O modelo do PEP realiza o armazenamento e captura de todos os dados exigidos pelo Ministério da Saúde, criando arquivos padronizados conforme diretrizes do Datasus, sem precisar de outro sistema.

Vantagens de cada plataforma

O objetivo de digitalizar dados no SUS vai ao encontro da busca pela visualização intuitiva dos repasses públicos e dos locais de aplicação, também como mensurar o atendimento realizado em cada UBS quanto à efetividade.

Para os cidadãos, o avanço impede que exames se percam e otimiza o tempo em refazer procedimentos que não resultaram em soluções. Assim, obtem-se benefícios do ponto de vista da humanização e acolhimento.

2. Segurança dos dados

A partir do momento que se coleta dados, é preciso estar atento às normas sobre como tratar essas informações e garantir a segurança do usuário. A nova Lei de Proteção de Dados vai alterar o dia a dia de profissionais de saúde.

Aprovada no final de 2018, com posterior acréscimo da Lei sobre digitalização e a utilização de sistemas informatizados para a guarda, o armazenamento e o manuseio de prontuário de paciente (Lei nº 13.787/2018), a privacidade é o ponto-chave da regulamentação.

Entre os dados que devem estar presentes, de acordo com informações do Conselho Federal de Medicina (CFM), estão:

  • Histórico familiar;
  • Anamnese;
  • Descrição e evolução de sintomas e exames,
  • Indicações e tratamentos e prescrições.

O órgão responsável pela fiscalização e devida penalidade de vazamento é a Autoridade Nacional de Proteção de Dados. A punição é rigorosa, uma vez que se trata de dados super sensíveis. Logo, recomenda-se um sistema de gestão que esteja em dia com as normas legais, seja confiável e reconhecido no mercado.

3. Controle de custos

Quando se fala em controle de custos, não quer dizer diminuir recursos. Pelo contrário, a proposta é focada em automatizar procedimentos que não sejam o core do negócio.

Assim, fica mais fácil ter controle sobre o custo das operações internas, custo por área e por equipe médica a fim de destinar investimentos de forma estratégica. Essa gestão pode ser feita por meio de softwares destinados ao setor de saúde.

Dessa forma, áreas como Financeiro, Assistencial, e Materiais e Medicamentos ganham produtividade e diminuem danos.

4. Padronização no atendimento

Padronizar o atendimento visa oferecer o mesmo cuidado com o paciente desde o atendimento até a cobrança. Busque fornecer recursos e treinamento de equipe para cada uma das etapas:

  • Atendimento, com agendamento, recepção, classificação de riscos e painel de chamada;
  • Registro prontuário, com gestão de leitos, transporte, consultorias e SADT;
  • Dispensação, com mapa de dispensação, bloco cirúrgico e CME: higienização e esterilização,
  • Pagamento.

5. Maior contato com beneficiário

Quem não gostaria de conseguir se comunicar com seu plano de saúde por um toque? A proposta de aplicativos é uma ótima forma de cooperativas se aproximarem de beneficiários e de obter fidelização de clientes, afinal, proporcionar praticidade no dia a dia é um diferencial.

A TOTVS possui o Guia saúde, uma plataforma que disponibiliza serviços com maior valor agregado e, de quebra, oferece maior economia para a operadora.

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