IFRS S1 e IFRS S2: o novo padrão global de divulgação em sustentabilidade

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Escrito por Equipe TOTVS
Última atualização em 05 March, 2026

As normas IFRS S1 e S2 são normas desenvolvidas por entidades internacionais para monitorar a conformidade das empresas com a sustentabilidade.

Gestores corporativos comprometidos com a sustentabilidade e práticas de ESG (Environmental, Social, and Governance) precisam integrar essas normas a suas operações com eficiência.

Especialmente no Brasil, a aplicação dessas normas indica uma direção onde transparência e responsabilidade ambiental se tornam aspectos essenciais da gestão corporativa sustentável.

Para que as empresas possam se adaptar a essas práticas, é preciso planejamento e recursos para uma estruturação adequada da operação.

Entenda qual o papel da tecnologia nesse gestão e veja os principais aspectos dessas normas antes de aplicar na sua empresa.

O que são as normas IFRS S1 e S2?

Vamos entender as normas IFRS s1 e s2.

IFRS S1 – Requisitos de dados financeiros ligados à sustentabilidade

A IFRS S1 é uma norma internacional, criada para padronizar a divulgação de dados financeiros ligados à sustentabilidade. Isso facilita a análise e a comparação de informações. 

Desenvolvida pela ISSB (International Sustainability Standards Board) em 2023, a norma apresenta diretrizes para a comunicação de riscos e oportunidades ligados às pautas ESG (ambientais, sociais e de governança).

O Brasil foi o primeiro país a adotar esse relatório padrão de informações financeiras, que pode ser adotado pelas empresas do país desde 2024 — quando entrou em vigor a Resolução CVM nº 193.

O processo de adoção se tornou obrigatório para organizações abertas a partir de 2026.

IFRS S2 – Requisitos para divulgação de informações sobre o clima

Já a norma IFRS S2 representa um padrão internacional emitido pela International Financial Reporting Standards Foundation (IFRS), estabelecendo os requisitos para a divulgação de informações sobre riscos e oportunidades relacionadas ao clima.

O foco da norma se dá na materialidade financeira, exigindo das empresas que reportem como os fatores climáticos podem impactar o fluxo de caixa, custos de capital ou acesso a financiamentos.

Neste contexto, a norma se direciona à transparência na governança, estratégias do negócio, processos de gestão relacionados ao clima.

Assim, visa possibilitar que investidores internacionais avaliem a resiliência e o posicionamento climático das organizações de forma padronizada, comparável e consistente.

Por que essas regulamentações foram criadas?

As normas IFRS S1 e S2 surgiram como uma resposta à crescente demanda por transparência e responsabilidade corporativa em questões ambientais, sociais e de governança (ESG). 

Diante de desafios globais como as mudanças climáticas e a sustentabilidade, essas regulamentações foram criadas para estabelecer padrões de relatórios financeiros.

Os documentos devem incluir os impactos não financeiros relevantes para a tomada de decisão dos stakeholders. 

Ao padronizar a divulgação de informações relacionadas à sustentabilidade, as IFRS S1 e S2 visam melhorar a comparabilidade e a relevância das informações, incentivando assim as empresas a adotarem práticas mais sustentáveis.

Quais são os requisitos da IFRS S1?

Como a norma logo será obrigatória, é importante conhecer os requisitos responsáveis por garantir a clareza, a consistência e a comparabilidade das informações de sustentabilidade.

Vamos aos principais requisitos:

  • Governança: descrever os processos, controles e procedimentos adotados para monitorar e gerenciar riscos e oportunidades ligados à sustentabilidade;
  • Estratégia: explicar como as questões de sustentabilidade impactam o modelo de negócios, a estratégia, a tomada de decisões e o planejamento financeiro da empresa;
  • Gestão de riscos: especificar como a organização identifica, avalia e gerencia oportunidades e riscos relacionados à sustentabilidade;
  • Métricas e metas: divulgar os indicadores e as metas utilizados para mensurar e acompanhar o desempenho da empresa em temas de sustentabilidade.

Os relatórios elaborados com base nessa norma devem fornecer informações claras, atualizadas e consistentes, essenciais para a tomada de decisão dos stakeholders. 

Além disso, lembre-se de consultar todas as orientações da ISSB para desenvolver o relatório conforme o padrão vigente. 

Vale destacar que as informações relacionadas à sustentabilidade devem ser divulgadas anualmente, juntamente com as demonstrações financeiras.

Quais são os requisitos da norma IFRS S2?

De modo a aumentar a transparência e orientar a decisão de investidores, entres os principais requisitos, a IFRS determina a:

  • Divulgação de riscos físicos e de transição relacionados ao clima;
  • Identificação de oportunidades climáticas relevantes;
  • Informações sobre governança, estratégias e gestão de riscos climáticos;
  • Relato de metas, métricas e desempenho em relação ao clima;
  • Integração com demonstrações financeiras e consideração de impactos esperados a curto, médio e longo prazo.

Métricas exigidas pelas normas IFRS sX

As métricas exigidas pelas normas S1 e S2 dizem respeito à mensuração de riscos, oportunidades e desempenho relacionados à sustentabilidade.

Norma S11. Métricas relacionadas à governança, estratégias e riscos ESG.2. Integração com demonstrações financeiras.3. Uso de frameworks como SASB e GHG Protocol.
Norma S21. Emissões de gases de efeito estufa (GEE).2. Metas climáticas e desempenho.3. Impacto financeiro de riscos e oportunidades climáticas.

Como deve ser feita a governança das IFRS sX?

A governança de dados é um dos pilares para garantir a credibilidade do relatório padrão, essencial para fortalecer a transparência e aumentar a confiança dos stakeholders. 

Temos algumas dicas que podem ajudar na estruturação da governança e, consequentemente, na apresentação dos dados:

  • Estruture uma matriz de materialidade ESG para definir os temas socioambientais mais relevantes;
  • Defina claramente os papéis e as responsabilidades de cada um na empresa;
  • Escolha indicadores mensuráveis e alinhados aos objetivos do seu negócio;
  • Mapeie riscos e oportunidades em sua operação.

As diretrizes da IFRS S1 e da IFRS S2 (que foca em informações ligadas às questões climáticas) ajudam a direcionar a elaboração do relatório.

Neste contexto, é essencial a implementação de plataformas e softwares especializados, de modo a automatizar a coleta de dados e padronização dos indicadores ESG, facilitando também o controle e a transparência exigidos pela norma.

Ao conectar-se diretamente aos sistemas corporativos, estes sistemas asseguram dados consistentes e acessíveis, promovendo uma governança climática eficaz, ágil e alinhada às exigências normativas.

Comparação entre IFRS S1/S2 e outras normas de sustentabilidade

Como vimos, a IFRS S1 estabelece os requisitos gerais para a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade. Já a IFRS S2 complementa a S1 ao se concentrar especificamente em riscos e oportunidades relacionados ao clima.

Comparando-as com outras normas internacionais, como o GRI (Global Reporting Initiative) e o TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures), as IFRS S1/S2 diferenciam-se pelo:

  • Alinhamento explícito à mensuração de impactos financeiros;
  • Pela integração com relatórios financeiros tradicionais.

Enquanto o GRI enfatiza impactos socioambientais para uma gama ampla de stakeholders, as normas da ISSB (International Sustainability Standards Board) focam nos riscos e oportunidades financeiras. O TCFD, por sua vez, é diretamente incorporado à IFRS S2, sendo sua principal referência conceitual.

AspectoIFRS S1IFRS S2GRITCFD
Foco principalSustentabilidade geral com impacto financeiroRiscos e oportunidades climáticos com impacto financeiroImpacto socioambiental amploRiscos financeiros relacionados ao clima
Usuário-alvoInvestidores e credoresInvestidores e credoresStakeholders diversosInvestidores e reguladores
AbordagemFinanceira (materialidade financeira)Financeira e climáticaTriple bottom line (econômico, social, ambiental)Financeira (materialidade financeira)
Integração com relatórios financeirosSimSimNãoRecomendado, mas não mandatado
Caráter normativoNormas obrigatórias (quando adotadas)Normas obrigatórias (quando adotadas)Voluntário, orientaçãoVoluntário, mas amplamente adotado
Base conceitualIASB / ISSBTCFD + ISSBPadrões GRIRecomendação do FSB

Facilite o gerenciamento com o sistema Gestão ESG by DEEP

Depois de conhecer todos os requisitos da norma, estruturar o relatório pode parecer uma tarefa burocrática que toma tempo e exige muita atenção aos detalhes — e é mesmo, mas isso não significa que ela precisa ser complexa ou ocupar semanas da sua equipe.

Para apoiar empresas na coleta, análise e monitoramento contínuo de indicadores ESG, a TOTVS se uniu a DEEP e criou um sistema completo: o Gestão ESG by DEEP.

Com ele, você centraliza dados ESG, gera relatórios padronizados e acompanha metas em tempo real — facilitando a adaptação às normas IFRS S1 e S2. 

Além disso, a solução permite integrar áreas estratégicas do seu negócio, contribuindo para a tomada de decisões e otimizando a gestão. 

Quer acesso a dados padronizados, confiáveis e atualizados? Então conheça o Gestão ESG by DEEP e automatize os indicadores sustentáveis do seu negócio!

Conclusão

A implementação das normas IFRS S1 e S2 sinaliza uma nova etapa na comunicação corporativa sobre sustentabilidade e clima. Ao exigir que as empresas divulguem informações claras, consistentes e materialmente relevantes, esses padrões criam um ambiente de maior transparência e comparabilidade entre organizações de diferentes setores.

E se quiser evoluir ainda mais a gestão de dados, confira nosso conteúdo sobre data analytics e descubra como fortalecer suas análises estratégicas. 

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