Planejamento sucessório sem mitos! Entenda o processo e aplique na sua empresa

Planejamento sucessório sem mitos! Entenda o processo e aplique na sua empresa

Equipe TOTVS | GESTÃO DE NEGÓCIOS | 19 novembro, 2018

A história e os dados provam que o planejamento sucessório é crucial para o crescimento sólido de um negócio. Nos fundamentos da pesquisa do Sebrae “Influência das empresas familiares na realidade de negócios do país” está um dado interessante: 70% das organizações erguidas nessa modalidade não resistem ao falecimento de seu fundador.

Resultado semelhante é confirmado pelo estudo “Retratos de família” realizado pela KPMG. Ele mostra que apenas 1% das empresas chegou à quarta e outro 1% à quinta geração familiar.

Em contrapartida, exemplos conhecidos mostram que, com uma boa organização do processo de sucessão, as organizações podem perdurar e dominar fortemente seus mercados. É o caso da Gerdau, que já completou mais de 100 anos de vida e é administrada por sua quinta geração da família de mesmo sobrenome.

Quer garantir um bom futuro para a sua empresa familiar? Neste post, trazemos algumas informações e dicas para fazer o planejamento sucessório sem mistérios. Confira.

Motivos para realizar o planejamento sucessório

Empresas familiares têm um cenário particularmente diferente, pois misturam duas prioridades de seus gestores: seus entes queridos e sua fonte de receita, os quais, por vezes, parecem entrar em conflito.

Para ficar claro, não existe uma definição a ser seguida que oriente a classificação das companhias. Alguns consideram organizações familiares aquelas que têm dois ou mais parentes em sua formação. Outros determinam que as empresas somente podem ser classificadas assim depois que a segunda geração do fundador passa a integrar o quadro de funcionários.

O fato é que, considerando a preocupação com o bem-estar de entes queridos e as receitas da companhia, determinar aqueles que estejam mais bem preparados para dar prosseguimento ao negócio evita conflitos posteriores e, claro, garante que a continuidade da empresa não será delegada a uma pessoa menos preparada para tal.

O planejamento também permite identificar quais fatores levariam a empresa à falência ou a um conflito interno, como:

  • fragmentação familiar, desavenças, quando o número de parentes envolvidos no negócio é maior que a sua receita;
  • falta de preparo dos sucessores ou o fato de não demonstrarem interesse pelo negócio;
  • gestão centralizadora de seus fundadores, que pode impedir que a próxima geração se inteire sobre a realidade do negócio.

Esses fatores são citados pelo autor John Ward em seu livro Strategic Planning for the Family Business como influenciadores do futuro do negócio, mas outros também podem ser apresentados. A partir desses apontamentos, a estratégia para conduzir o planejamento deve considerar formas de contorná-los.

Estratégias para conduzi-lo de maneira eficiente

Com tais situações identificadas, algumas estratégias podem ajudar em seu processo. Veja a seguir!

Escolha a pessoa mais adequada para assumir o cargo

A regra para a escolha da pessoa mais adequada para assumir o cargo não deve considerar posições familiares, e sim habilidades, características e aptidões para a gestão da empresa. Assim, é preciso estar atento a todos os possíveis candidatos e avaliá-los conforme os seus interesses e as suas capacidades profissionais.

Busque maneiras para manter a identidade da marca

É preciso que o sucessor mantenha a identidade da marca, uma vez que ela é um dos diferenciais e ativos da empresa.

Dessa forma, a conscientização sobre o valor da marca — o que ele representa para o negócio e os seus clientes — deve fazer parte da estratégia. Isso é fundamental, pois, muitas vezes, o conhecimento técnico do sucessor se sobressairá inicialmente e, somente após um trabalho de aprendizagem, será possível incorporar tais informações.

Controle os ânimos e as preocupações de investidores, parceiros e fornecedores

A indicação do sucessor, mesmo que pautada em considerações técnicas e isentas de emoções, pode causar questionamentos e instabilidade nas relações comerciais.

Nesse ponto, fica claro que o planejamento feito permite que o fundador trabalhe a imagem de seu indicado com os demais profissionais e parceiros relacionados da empresa. Assim, nas etapas de sua sucessão, é fundamental garantir a autoridade e a credibilidade do futuro gestor perante o time, os parceiros e os fornecedores do negócio.

Etapas para realizar esse planejamento

Chegado às etapas do planejamento, algumas medidas devem ser tomadas, tais como:

Alinhe metas do negócio

Com um sistema de gestão integrado ERP, as metas e os objetivos do negócio no curto, médio e longo prazo são trabalhadas em conjunto. No planejamento sucessório, tais elementos devem ser apresentados para os envolvidos.

Aliás, essa é uma das formas para que a transição transcorra com pontos e referências claras para o futuro gestor que, mesmo acompanhando o andamento da empresa, não terá a mesma experiência de seus fundadores.

Assegure a transparência no processo

Todos os envolvidos na transição devem tomar conhecimento de suas etapas, de quem serão os responsáveis e de quais são as próximas diretrizes para o negócio. É preciso lembrar que a sucessão pode ocorrer em diversas situações, e não somente no caso de morte.

Avalie todos os talentos disponíveis

A escolha do sucessor também faz parte da transparência do processo. Com um número de interessados maior, a análise de seus talentos e a forma como serão aproveitados na futura gestão impede que conflitos e contestações atrapalhem o andamento do negócio.

Realize mentoring

Como já mencionado, por mais que um sucessor esteja acompanhando e atuando ativamente na gestão do negócio, a sua experiência será muito menor de que seus fundadores. Ele pode não saber o que é um ERP e a importância dele para a empresa, por exemplo.

Um acompanhamento nos moldes da mentoria permite que habilidades, conhecimentos e técnicas sejam transferidos para o futuro gestor, seja em estudos de casos, seja na atividade real do negócio.

Para a eficácia de um planejamento sucessório, é preciso considerar o desenvolvimento do próximo gestor e o entendimento da dinâmica atual, com o intuito de que diretrizes possam ser traçadas para o futuro.

Além disso, pontos críticos que normalmente levam uma empresa à falência devem ser monitorados constantemente, como a má gestão das finanças, conflitos no relacionamento entre funcionários, pouco preparo dos gestores ou falta de interesse pelo negócio.

Esses alertas fazem sentido para a sua companhia? Vai começar a fazer o seu planejamento sucessório? Então, não deixe de assegurar os resultados da sua empresa. Assine agora mesmo a nossa newsletter e receba mais conteúdos incríveis!

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