De supermercado à loja de roupa: conheça o uso do Big Data nas empresas

De supermercado à loja de roupa: conheça o uso do big data nas empresas

Equipe TOTVS | GESTÃO VAREJISTA | 24 outubro, 2018

Dada a necessidade cada vez maior de se diferenciar no mercado e entregar produtos e serviços mais alinhados às necessidades do cliente, a utilização do Big Data nas empresas vem crescendo em ritmo acelerado nos últimos anos.

Atualmente, negócios dos mais variados segmentos têm apostado nessa tecnologia como uma fonte de insights para otimizar as suas atividades e atrair o público de maneira ainda mais precisa e produtiva.

Contudo, é no varejo que o movimento tem se destacado. O setor está se reinventando, aderindo à jornada digital a partir de conceitos como o Big Data.

Segundo dados de 2017 da consultoria Frost & Sullivan, o Brasil lidera o uso do Big Data na América Latina, com uma participação de 46,8% no mercado, sendo o varejo o segmento que mais se destaca nos investimentos e aproveitamento dessa poderosa ferramenta.

Para comprovar isso, preparamos este post mostrando como as empresas, sobretudo de varejo, estão se apoiando no uso do Big Data para melhorar as vendas, a relação com o cliente e consequentemente os resultados. Acompanhe!

Tecnologia no Varejo

Em tempos de jornada digital, os dados e as informações são vistas como combustíveis valiosos para manter o funcionamento das empresas em níveis competitivos.

Além disso, a utilização inteligente deles é uma das formas mais efetivas de se contornar os desafios encontrados no dia a dia empresarial, ao reforçar ações estratégicas como:

  • melhorar as taxas de conversão;
  • personalizar campanhas de marketing para aumentar a receita;
  • antecipar demandas;
  • prever e evitar o churn;
  • reduzir o custo de aquisição dos clientes.

Contudo, como se sabe, o consumidor moderno interage com as empresas por meio dos mais variados canais — redes sociais, sites, dispositivos móveis, lojas físicas, e-commerce etc.

Essa realidade, apesar de positiva sob certos aspectos, torna muito mais complexo o contato da empresa com o seu público, dada a diversidade de dados gerados nesses canais.

Ou seja, as empresas hoje necessitam de soluções especializadas para agregar e analisar diferentes fontes de dados e gerar insights personalizados para cada situação.

Esse é justamente o ponto em que, atualmente, mais se evidencia a presença da tecnologia no varejo.

Evidentemente, a tecnologia no varejo não se resume ao uso do Big Data e de ferramentas voltadas para esse contexto.

No entanto, esse conceito tem se destacado nos últimos anos, viabilizando a análise de um grande volume de informações advindas de diferentes fontes, mas que, ao final, se concentram em um único objetivo: melhorar os resultados.

No cenário atual, a inteligência dos dados tem se destacado bastante, dada a sua capacidade de auxiliar as empresas a responder perguntas estratégicas e que refletem diretamente na sua performance. Por exemplo:

  • quem são os meus clientes?
  • quais são os seus principais hábitos de compra?
  • o que os atrai?
  • como eles se comportam?
  • como motivá-los a tomar uma decisão de compra?

Ter essas respostas de forma precisa, ágil e confiável é, sem dúvida, um grande feito da tecnologia no varejo, do qual o Big Data tem contribuído muito, como veremos mais adiante.

Big Data nas empresas de varejo

Até aqui, nos referimos ao varejo de forma mais ampla. Porém, é fundamental destacar também, de forma mais específica, como o Big Data tem sido aplicado em diferentes segmentos do varejo, comprovando os diferenciais e a versatilidade desse conceito. Vejamos.

Supermercados

No contexto dos supermercados, em que se lida com um público bastante diversificado e com perfis bem distintos, o Big Data tem sido uma ferramenta de extrema valia.

Seguindo o exemplo das grandes redes do segmento, a análise de dados estruturados é empregada em ações de marketing, como a formulação de programas de fidelidade, cuja proposta é personalizar as ofertas com base no perfil de compra do consumidor.

Na prática, algoritmos de análises de dados interpretam o comportamento de consumo do usuário. Assim, por exemplo, se é verificado que um cliente fez uma compra de produtos pet, o sistema entende que esse usuário pode ter um animal em casa.

Com base nisso, passa-se a fazer ofertas relacionadas ao universo pet, aumentando a probabilidade de conversão, além de facilitar a vida do consumidor.

E-commerces

Atualmente, um dos principais desafios dos e-commerces é manter o relacionamento com o cliente e oferecer um atendimento de qualidade, visto que essa ação requer recursos humanos. Contudo, a tecnologia tem facilitado bastante a execução desse tipo de tarefa.

A partir do uso de Inteligência Artificial, Machine Learning e Big Data, lojas virtuais hoje já trabalham com o apoio de chatbots.

Os “robôs de atendimento” são capazes de interagir com o usuário utilizando uma linguagem natural, além de serem capazes também de responder a comandos como se fossem humanos, tudo por meio da análise de dados e algoritmos.

Segundo dados da 37ª Webshoppers, pesquisa desenvolvida pela Ebit, o varejo online faturou mais de R$ 47 bilhões em 2017.

Esse resultado positivo, em grande medida, se deve ao uso da tecnologia, que tem ajudado o setor a se reinventar e seguir em crescimento.

Lojas de departamentos

No segmento das lojas de departamento, o Big Data também encontra um terreno fértil para bons resultados. Para se ter ideia, muitas empresas do ramo utilizam dados coletados das suas interações e de interações externas para impulsionar as vendas.

Por exemplo, a partir da utilização de cookies de navegação do cliente, buscas e listas de desejos, é possível sugerir produtos aos clientes com mais precisão, baseando-se em ações anteriores e demandas já manifestadas em algum momento.

Nesse mesmo sentido, não só as lojas de departamento, mas também as de outros segmentos, utilizam os seus sistemas analíticos para implementar estratégias de preços dinâmicos, baseando-se em movimentos observados no mercado.

Na prática, sistemas nutridos pelo Big Data capturam dados de clientes que buscaram por itens nas lojas, usando tais informações para ajustar os preços de uma forma competitiva.

Por outro lado, nas lojas de departamento físicas, o Big Data também tem contribuído. A exemplo, dados como os seguintes são coletados e avaliados para embasar mudanças na formulação da loja, apresentação dos produtos e mensuração de demandas:

  • volume de visitantes em um determinado período;
  • quais áreas da loja essas pessoas passam mais tempo;
  • quais produtos são mais atrativos;
  • quais são as formas de pagamento mais utilizadas etc.

Além de outros aspectos, essas informações influenciam a tomada de decisões dos gestores, proporcionando subsídios detalhados e confiáveis para o desenvolvimento de estratégias pautadas na realidade da empresa.

Por fim, o Big Data nas empresas já é uma realidade. À medida que a tecnologia avança, os hábitos de consumo se modificam, a utilização estratégica dos dados se torna uma necessidade ainda mais forte no mercado empresarial, ao passo que também se torna mais proveitosa.

Seguir por esse caminho é certamente o mais indicado para as organizações que desejam manter-se competitivas e atrativas ao seu público.

Então, gostou de aprender um pouco mais sobre a aplicação do Big Data no varejo? Não pare por aqui. Fique sempre informado sobre tecnologia e ERPAssine a nossa newsletter e receba os melhores conteúdos!

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