Recommerce é o modelo de negócio baseado na revenda de produtos usados, seminovos, recondicionados ou devolvidos ao varejo. A ideia é permitir que itens em bom estado retornem ao mercado, ganhem um novo ciclo de uso e sejam comercializados novamente, geralmente por meio de canais digitais.
Esse conceito ganhou força com o avanço da economia circular e com a mudança no comportamento dos consumidores. Hoje, muitas pessoas buscam alternativas de compra mais acessíveis, sustentáveis e alinhadas ao consumo consciente, sem necessariamente abrir mão de qualidade, conveniência e segurança.
Para as empresas, o recommerce representa uma oportunidade de ampliar receitas, reduzir desperdícios e se aproximar de públicos que valorizam modelos de consumo mais responsáveis. Setores como moda, eletrônicos, móveis, livros e artigos esportivos já exploram esse mercado com diferentes formatos de operação.
Neste artigo, você vai entender o que é recommerce, como esse modelo funciona e quais vantagens ele pode oferecer para empresas que desejam inovar e acompanhar as novas tendências do varejo.
O que é recommerce?
O recommerce faz parte de um modelo de consumo que busca prolongar a vida útil dos produtos por meio da revenda de itens usados, seminovos, recondicionados ou devolvidos pelos consumidores.
Em vez de serem descartadas após o primeiro uso, essas mercadorias retornam ao mercado e passam por um novo ciclo de comercialização.
Essa estratégia está diretamente relacionada aos princípios da economia circular, que incentiva o reaproveitamento de recursos, a redução de desperdícios e a criação de operações mais sustentáveis.
Embora seja bastante conhecida nos segmentos de moda e eletrônicos, a revenda também vem crescendo em categorias como móveis, livros, artigos esportivos e eletrodomésticos.
Esse crescimento acompanha uma mudança no comportamento dos consumidores. O mercado global de roupas de segunda mão cresceu 15% em 2024 e deve atingir US$ 367 bilhões até 2029, crescendo 2,7 vezes mais rápido do que o mercado tradicional de vestuário. Já o mercado de revenda online deve quase dobrar nos próximos cinco anos, alcançando US$ 40 bilhões.
Esses números mostram que o recommerce deixou de ser uma tendência de nicho para se tornar uma oportunidade relevante para empresas e varejistas.
Quais são as vantagens do recommerce para as empresas?
Quando estruturado corretamente, o recommerce pode gerar novas oportunidades de crescimento para o negócio.
Novas fontes de receita
Uma das principais vantagens está na criação de novas oportunidades de vendas.
Produtos devolvidos, seminovos ou recondicionados podem voltar ao mercado e gerar receita adicional para a empresa. Isso permite ampliar o aproveitamento dos ativos e reduzir perdas associadas a itens que deixariam de ser comercializados.
Além disso, o recommerce pode funcionar como uma nova unidade de negócio dentro da própria operação varejista.
Acesso a novos públicos
Nem todos os consumidores estão dispostos ou podem investir em produtos novos.
Ao oferecer opções usadas ou recondicionadas, a empresa passa a atender um público que busca economia sem abrir mão de qualidade e segurança.
Essa estratégia ajuda a ampliar a base de clientes e pode criar novas oportunidades de relacionamento com consumidores que talvez não comprassem da marca em outras circunstâncias.
Fortalecimento da imagem da marca
A sustentabilidade é fator relevante na decisão de compra. Empresas que investem em iniciativas alinhadas à economia circular tendem a fortalecer sua reputação e demonstrar compromisso com práticas mais responsáveis.
O recommerce permite que a marca participe ativamente desse movimento, gerando valor tanto para o negócio quanto para os consumidores.
Melhor aproveitamento de estoque
Em alguns segmentos, produtos devolvidos ou itens com pequenas avarias podem perder valor rapidamente.
Com uma estratégia estruturada de recommerce, esses produtos podem ser recondicionados e reinseridos no mercado, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência operacional.
Expansão digital do negócio
Grande parte das operações de recommerce acontece em canais digitais, o que amplia o alcance da empresa e permite atender consumidores em diferentes regiões.
Ao integrar esse modelo à estratégia de comércio eletrônico, o varejista ganha novas possibilidades de crescimento sem depender exclusivamente da expansão física da operação.

Como implementar uma estratégia de recommerce?
Para que o recommerce gere resultados consistentes, é importante estruturar processos que garantam eficiência operacional e uma boa experiência para o consumidor. Entre os principais pontos de atenção estão:
- Definir as categorias de produtos com maior potencial para revenda;
- Criar critérios de avaliação e classificação para determinar as condições de cada item;
- Estabelecer processos de recondicionamento, quando necessário, para garantir qualidade e segurança;
- Desenvolver uma política de precificação compatível com o estado de conservação dos produtos e com as expectativas do mercado;
- Organizar a gestão de estoque para acompanhar a entrada, saída e disponibilidade dos itens;
- Integrar os canais de venda para oferecer uma experiência consistente ao consumidor;
- Monitorar indicadores de desempenho para acompanhar vendas, margens e rentabilidade da operação.
- Investir em tecnologia especializada para automatizar processos e garantir escalabilidade ao negócio.
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O crescimento de modelos como o recommerce exige integração entre estoque, pedidos, logística e diferentes pontos de contato com o consumidor para garantir uma operação eficiente e uma experiência consistente em toda a jornada de compra.
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Conclusão
O recommerce vem ganhando espaço no varejo à medida que consumidores e empresas buscam alternativas mais alinhadas à economia circular, ao consumo consciente e à otimização de recursos.
Ao permitir que produtos usados, seminovos ou recondicionados retornem ao mercado, esse modelo cria novas oportunidades de receita e amplia o ciclo de vida das mercadorias.
Além dos benefícios financeiros, a estratégia contribui para fortalecer a imagem da marca, atrair novos públicos e reduzir desperdícios.
Com processos bem estruturados e o apoio da tecnologia, o recommerce pode se tornar um diferencial competitivo importante para empresas de diferentes segmentos.
Para continuar acompanhando as transformações do setor, confira também nosso artigo sobre tendências para o varejo e descubra quais movimentos estão moldando o futuro das vendas e do relacionamento com os consumidores.
FAQ
O que é recommerce?
Recommerce é a revenda de produtos usados, seminovos, recondicionados ou devolvidos, geralmente por meio de canais digitais, marketplaces ou lojas virtuais.
Qual a diferença entre recommerce e e-commerce?
O e-commerce envolve a venda de produtos online, enquanto o recommerce é um modelo específico focado na revenda de itens que já tiveram um ciclo de uso anterior.
Quais produtos podem ser vendidos no recommerce?
Os segmentos mais comuns incluem moda, eletrônicos, móveis, livros, artigos esportivos e eletrodomésticos, entre outros produtos em boas condições de uso.
Quais são os benefícios do recommerce para as empresas?
Entre os principais benefícios estão a geração de novas receitas, a redução de desperdícios, o fortalecimento das iniciativas de sustentabilidade e a conquista de novos públicos consumidores.
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