Ataque cibernético: o que é, principais tipos e como proteger sua empresa

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Escrito por Equipe TOTVS
Última atualização em 03 junho, 2026

Um ataque cibernético pode paralisar operações, comprometer dados estratégicos e gerar prejuízos financeiros e reputacionais em questão de horas. 

Com o avanço da transformação digital, empresas de todos os portes passaram a depender cada vez mais de sistemas conectados e fluxos digitais. Isso é uma base importante para otimizar processos internos e tornar a operação muito mais prática, mas também amplia a superfície de exposição a ameaças virtuais. 

O Brasil é o segundo país com mais ciberataques do mundo, segundo dados do Panorama de Ameaças para a América Latina 2024, o que torna o cenário ainda mais preocupante.

Diante desse contexto, entender quais são os ataques mais comuns, impactos que eles podem causar e, principalmente, como preveni-los é uma necessidade para negócios de todos os portes.

Neste conteúdo, você vai entender como essas ameaças funcionam e conhecer as melhores práticas para fortalecer a segurança da infraestrutura da sua empresa. 

O que é um ataque cibernético?

Ataque cibernético é toda tentativa maliciosa de invadir, comprometer, interromper ou obter acesso não autorizado a sistemas, redes, dispositivos ou dados digitais. 

Eles acontecem quando criminosos exploram vulnerabilidades tecnológicas ou falhas humanas para acessar ambientes corporativos. 

O objetivo desses ataques pode variar: roubo de informações, sequestro de dados, espionagem corporativa, fraude financeira ou até mesmo a paralisação operacional. 

Uma vez dentro da infraestrutura, os invasores podem se movimentar pela rede, capturar informações sensíveis e comprometer operações críticas da empresa. 

Quais são os principais tipos de ataques cibernéticos?

As ameaças digitais evoluem constantemente, acompanhando o avanço das tecnologias e a crescente digitalização das operações empresariais. 

Hoje, os cibercriminosos utilizam desde as técnicas mais simples de manipulação até ataques altamente sofisticados para explorar vulnerabilidades, acessar sistemas e comprometer dados corporativos.

Conhecer os principais tipos de ataque cibernético é o primeiro passo para identificar riscos e adotar medidas preventivas mais eficazes na gestão de vulnerabilidades

A seguir, conheça as ameaças mais comuns enfrentadas pelas empresas.

Infográfico explicativo sobre os principais tipos de ataque cibernético, destacando phishing, ransomware, malware, ataques DDoS, engenharia social e força bruta.

Phishing

O phishing consiste no envio de mensagens fraudulentas que simulam comunicações legítimas para induzir a vítima a fornecer informações confidenciais, como senhas, dados bancários ou credenciais corporativas.

Essas tentativas geralmente chegam por e-mail, SMS, aplicativos de mensagens ou até redes sociais. 

Um exemplo bastante comum é o envio de um falso comunicado do banco solicitando atualização cadastral por meio de um link malicioso. 

Ao clicar e preencher os dados, a vítima entrega suas informações diretamente ao criminoso, que pode utilizá-las para acessar sistemas corporativos ou aplicar golpes. 

Ransomware

O ransomware é um tipo de ataque em que criminosos sequestram dados da empresa por meio de criptografia, tornando arquivos, sistemas e aplicações inacessíveis. 

Após a invasão, os atacantes exigem o pagamento de um resgate para liberar o acesso às informações. Mesmo quando o valor é pago, não há garantia de recuperação dos dados.

Esse tipo de ataque pode interromper completamente as operações da empresa e, em muitos casos, o prejuízo causado pela paralisação supera o valor exigido pelos criminosos. 

Malware

Malware é um termo genérico que engloba diferentes tipos de softwares maliciosos desenvolvidos para invadir, danificar ou explorar sistemas.

Entre os exemplos mais comuns estão:

  • Vírus, que se replicam e contaminam arquivos;
  • Trojans, que se disfarçam como programas legítimos;
  • Worms, que se espalham automaticamente pela rede;
  • Spyware, voltado à espionagem e coleta de informações.

Um malware pode ser instalado por meio de downloads inseguros, anexos contaminados ou exploração de falhas em softwares desatualizados. 

Dependendo da sua finalidade, ele pode roubar dados, comprometer equipamentos ou abrir portas para ataques mais complexos. 

Ataques de negação de serviço (DDoS)

Os ataques DDoS (Distributed Denial of Service) têm como objetivo sobrecarregar servidores, aplicações ou redes com um volume massivo de acessos simultâneos.

Esse excesso de requisições torna o ambiente indisponível para usuários legítimos, causando lentidão, falhas ou interrupção total do serviço.

Plataformas de e-commerce, bancos digitais e portais corporativos estão entre os alvos mais frequentes, especialmente em períodos estratégicos, como grandes campanhas promocionais ou lançamentos.

Além do impacto operacional, a indisponibilidade pode comprometer a experiência do cliente e gerar perdas financeiras significativas.

Engenharia social

A engenharia social explora o fator humano como principal vulnerabilidade de segurança.

Nesse tipo de ataque, o criminoso manipula colaboradores para obter informações sensíveis ou induzi-los a realizar ações que comprometam a segurança da empresa.

Isso pode acontecer por meio de ligações falsas, e-mails urgentes, solicitações aparentemente legítimas ou abordagens que simulam autoridade.

Ataques de força bruta

Os ataques de força bruta consistem em tentativas automatizadas de descobrir senhas por meio da combinação repetitiva de caracteres até encontrar a sequência correta.

Criminosos utilizam softwares que testam milhares de combinações em pouco tempo, especialmente contra sistemas sem limitação de tentativas ou proteção adicional. 

Uma vez que o acesso é obtido, o invasor pode comprometer sistemas, roubar dados e expandir o ataque para outros ambientes conectados.

Veja um resumo sobre cada tipo de ciberataque:

Tipo de ataqueComo funcionaImpactos
PhishingEngana usuários para roubar credenciais e dadosVazamento de informações e acessos indevidos
RansomwareCriptografa dados e exige resgate financeiroParalisação operacional e perdas financeiras
MalwareInstala softwares maliciosos no sistemaRoubo de dados e comprometimento da infraestrutura
DDoSSobrecarrega servidores com acessos simultâneosIndisponibilidade de sistemas e serviços
Engenharia socialManipula pessoas para obter acesso ou dadosComprometimento interno e fraudes
Força brutaTesta combinações automáticas de senhaInvasão de contas e sistemas corporativos

O que um ataque cibernético pode causar?

Tela com códigos em vermelho sendo manipulados em notebook, ilustrando os impactos e riscos de um ataque cibernético em sistemas corporativos.

Dependendo da gravidade da invasão, as consequências podem comprometer a continuidade das operações, gerar perdas financeiras e afetar diretamente a credibilidade da empresa no mercado. 

Os dados do Panorama de Ameaças para a América Latina 2024 mencionados no início deste conteúdo, divulgados pela CNN Brasil, mostram números alarmantes: foram registrados mais de 1.300 ataques por minuto no Brasil em um período de 12 meses.

Esse cenário evidencia como organizações de todos os portes estão expostas a riscos que podem gerar impactos imediatos e duradouros.

Entre as principais consequências de um ataque cibernético estão:

  • Penalidades regulatórias: quando há comprometimento de dados pessoais, a organização pode sofrer sanções previstas em legislações como a LGPD;
  • Interrupção das operações: ataques como ransomware e DDoS podem paralisar sistemas críticos, tornando plataformas, servidores e aplicações indisponíveis. Isso compromete atividades essenciais e pode gerar atrasos e queda na produtividade;
  • Danos reputacionais: a confiança de clientes, parceiros e investidores pode ser abalada. Dependendo da gravidade do caso e da exposição pública, relacionamentos comerciais e a percepção de mercado podem ter impactos no longo prazo;
  • Prejuízos financeiros: os ataques geram despesas como contenção da ameaça, recuperação de sistemas, investigação técnica, reforço de segurança e, em alguns casos, pagamento de resgates. Também podem ocorrer perdas relacionadas à paralisação das atividades;
  • Violação de dados sensíveis: informações estratégicas, dados financeiros, propriedade intelectual e registros de clientes podem ser acessados ou expostos indevidamente. Além de comprometer a segurança da informação, isso abre espaço para fraudes, extorsão e uso indevido de dados.

Como proteger a empresa contra ataques cibernéticos?

Diante do crescimento das ameaças digitais, é importante adotar uma postura preventiva para atuar antes mesmo que os ataques aconteçam, evitando casos mais graves e complexos de lidar.

Estruturar camadas de proteção capazes de reduzir vulnerabilidades e responder rapidamente diante de qualquer ameaça são passos essenciais, mas existem outras ações que ampliam a proteção da sua empresa.

Listamos algumas boas práticas a seguir. 

1. Invista em infraestrutura segura e monitoramento contínuo 

A base da proteção digital está na adoção de uma infraestrutura preparada para identificar comportamentos suspeitos em tempo real.

Isso inclui o uso de firewalls avançados, sistemas de detecção e prevenção de invasões, antivírus corporativos, criptografia e ferramentas de monitoramento contínuo que permitam identificar anomalias antes que elas causem danos relevantes.

O monitoramento ativo também contribui para respostas mais rápidas, o que ajuda a reduzir o tempo de exposição e o impacto de possíveis incidentes.

2. Mantenha sistemas e aplicações sempre atualizados 

Muitas invasões exploram falhas conhecidas em sistemas desatualizados. Por isso, manter softwares, aplicações, sistemas operacionais e dispositivos sempre atualizados é uma das práticas indispensáveis para reduzir vulnerabilidades.

A aplicação periódica de patches de segurança corrige brechas identificadas pelos fornecedores e impede que essas falhas sejam exploradas por agentes maliciosos.

Sempre que possível, a dica é automatizar atualizações críticas. Isso ajuda a minimizar riscos e garantir maior consistência na segurança de dados.

3. Implemente políticas de proteção de dados e controle de acesso 

Definir regras claras sobre acesso, armazenamento e compartilhamento de informações é essencial para reduzir riscos internos e externos.

Boas práticas incluem:

  • Concessão de acessos conforme a necessidade de cada função;
  • Revisão periódica de permissões;
  • Classificação de dados sensíveis;
  • Adoção de mecanismos como autenticação multifator, que adiciona uma camada extra de verificação e dificulta acessos não autorizados.

Além disso, políticas bem estruturadas fortalecem a governança da informação e ajudam a garantir conformidade regulatória.

Para aprofundar esse tema, vale conferir esse vídeo sobre a importância de garantir a segurança dos dados de clientes:

4. Capacite colaboradores contra engenharia social 

Grande parte dos ataques cibernéticos explora falhas humanas, e não apenas vulnerabilidades técnicas.

Treinamentos frequentes ajudam colaboradores a reconhecer tentativas de phishing, abordagens suspeitas, links maliciosos e outras práticas comuns de engenharia social.

Criar uma cultura organizacional voltada à segurança digital torna a empresa menos vulnerável e transforma os próprios profissionais em uma importante camada de defesa.

5. Tenha backup e plano de resposta a incidentes 

Mesmo com medidas preventivas, nenhuma empresa está totalmente imune a incidentes. Por isso, manter backups atualizados e bem protegidos é indispensável para garantir a continuidade operacional.

Além disso, um plano de resposta define protocolos claros para contenção, investigação, comunicação e recuperação em caso de ataque.

Essas práticas fortalecem a estratégia de cibersegurança, reduzem o tempo de recuperação e minimizam prejuízos operacionais e financeiros.

Como a infraestrutura em nuvem fortalece a proteção contra ataques cibernéticos? 

A computação em nuvem se destaca por oferecer recursos avançados de proteção, escalabilidade e monitoramento contínuo, elementos importantes para fortalecer sua a segurança da empresa. 

De acordo com o Panorama Cloud nas empresas brasileiras, da TOTVS, 77% das organizações já utilizam serviços em nuvem no país. Para 54% deles, o principal objetivo para adotar essa infraestrutura é segurança e compliance.

Isso acontece porque ambientes em nuvem contam com mecanismos que ampliam a capacidade de prevenção e resposta a incidentes, como o controle avançado de acessos.

Além dele, a infraestrutura passa por atualização contínua e conta com monitoramento automatizado.

A infraestrutura cloud reduz a dependência de estruturas locais, que costumam ser mais vulneráveis a falhas físicas, com limitações operacionais e brechas decorrentes de manutenção inadequada. 

Com essas funcionalidades, a nuvem oferece mais visibilidade sobre riscos, maior capacidade de recuperação e uma base tecnológica preparada para sustentar estratégias modernas de cibersegurança. 

Como o TOTVS Cloud PaaS ajuda a mitigar riscos cibernéticos?

O TOTVS Cloud PaaS traz as vantagens da nuvem em uma plataforma desenvolvida por quem conhece as necessidades do mercado brasileiro e é referência em tecnologia no país.

Com o modelo PaaS, o seu negócio ganha escala, segurança e eficiência para gerenciar a operação. Tudo isso com integração dos sistemas para garantir processos mais centralizados.

Assim, o sistema contribui para que a sua empresa fortaleça a resiliência digital e adote uma postura preventiva diante dos riscos cibernéticos. 

Conheça o TOTVS Cloud PaaS e fortaleça a segurança da infraestrutura digital da sua empresa com uma plataforma preparada para enfrentar os desafios atuais da cibersegurança. 

Conclusão

Os ataques cibernéticos representam um desafio crescente para empresas de todos os portes e, como vimos neste conteúdo, a prevenção é a melhor forma de combatê-los. 

Investir em tecnologia, capacitação e infraestrutura segura é essencial para reduzir vulnerabilidades e garantir a continuidade das operações. 

Sem isso, um ataque cibernético pode comprometer não apenas dados, mas também a reputação e até mesmo a saúde financeira do negócio. 

Para aprofundar sua estratégia de proteção digital, vale conferir também o nosso conteúdo sobre cibersegurança e inteligência artificial e entender como essa combinação pode fortalecer a defesa da sua empresa diante das ameaças atuais.  

FAQ

O que causa a maioria dos ataques cibernéticos?

A maioria dos ataques cibernéticos acontece devido a falhas humanas, senhas frágeis, sistemas desatualizados, vulnerabilidades não corrigidas e golpes de engenharia social, como phishing. 

A ausência de políticas de segurança e de monitoramento contínuo também aumenta os riscos e pode deixar brechas para os ataques. 

Como posso proteger minha empresa contra um ataque cibernético?

É essencial criar uma infraestrutura segura, com atualização constante de sistemas, controle de acessos, backups regulares e monitoramento contínuo. 

Além disso, o treinamento de colaboradores e o apoio de soluções tecnológicas ajudam a fortalecer a proteção contra ciberataques. 

Qual é o ataque cibernético mais comum nas empresas? 

O phishing está entre os ataques mais comuns, pois explora a engenharia social para enganar colaboradores e obter credenciais ou instalar softwares maliciosos. Também são recorrentes ataques de ransomware, malware e tentativas de invasão por força bruta. 

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