Autoavaliação de desempenho: o que é, como fazer e exemplos práticos

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Escrito por Equipe TOTVS
Última atualização em 26 November, 2025

A autoavaliação de desempenho vem ganhando espaço nas estratégias de gestão de pessoas. Embora a avaliação conduzida apenas pelo gestor ainda seja mais conhecida, muitas empresas já perceberam que convidar o colaborador a refletir sobre sua própria performance amplia a maturidade profissional, fortalece o diálogo e melhora a qualidade das decisões de desenvolvimento.

Essa abordagem ajuda o profissional a olhar para sua trajetória com mais consciência, reconhecendo avanços, mapeando desafios e identificando oportunidades reais de crescimento. 

Além disso, a técnica prepara o colaborador para conversas mais produtivas com a liderança e favorece ciclos de avaliação mais transparentes.

Para as organizações, a autoavaliação de desempenho também se torna uma ferramenta estratégica. Ela complementa o olhar da liderança, ajuda a identificar desalinhamentos de percepção e contribui para que os PDIs sejam construídos com dados mais completos.

A seguir, você confere como esse processo funciona, como implementá-lo e quais perguntas usar para tornar sua aplicação ainda mais eficiente. Boa leitura!

O que é a autoavaliação de desempenho

A autoavaliação de desempenho é um processo em que o colaborador analisa a própria performance, considerando pontos como comportamento, entrega, cumprimento de metas, colaboração, organização e competências técnicas ou comportamentais.

Apesar de parecer simples, o método tem uma intenção clara: promover autorreflexão estruturada. Ele ajuda o profissional a reconhecer padrões, entender seus pontos fortes e identificar aspectos que precisam de desenvolvimento.

Essa prática reforça o objetivo maior da avaliação de desempenho: acompanhar a evolução do time de maneira contínua e estratégica.

Como fazer uma autoavaliação de desempenho

A autoavaliação de desempenho funciona como complemento da avaliação feita pelo gestor. Na prática, ambos preenchem formulários que abordam temas semelhantes e, depois, comparam suas percepções.

O resultado desse cruzamento gera insumos valiosos para a construção do Plano de Desenvolvimento Individual (PDI). Liderança e colaborador definem metas e ações de curto e médio prazo, tornando o desenvolvimento mais claro e alinhado.

Mais do que uma etapa operacional, a autoavaliação de desempenho estimula o profissional a participar ativamente da construção da sua carreira, o que fortalece o protagonismo e o engajamento.

15 exemplos de perguntas para uma autoavaliação de desempenho completa

Antes de apresentar a lista, vale destacar que boas perguntas influenciam diretamente a qualidade das respostas. Quanto mais claras, diretas e abertas, melhores serão os insights gerados.

A seguir, veja sugestões que podem compor o formulário:

  1. Quais são os meus principais pontos fortes?
  2. Por que considero esses pontos fortes relevantes? Há exemplos concretos que comprovem isso?
  3. Como utilizo meus pontos fortes na rotina da empresa?
  4. Quais são meus pontos de melhoria e por quais motivos?
  5. Esses pontos interferem no meu desempenho diário? Como?
  6. Em quais situações eu teria resultados melhores se evoluísse esses pontos?
  7. Onde quero estar profissionalmente em 1 ano? E em 5 anos?
  8. Quais foram minhas maiores realizações no último período?
  9. Quais metas atingi e de que forma contribuí para o resultado da equipe ou da empresa?
  10. Quais desafios enfrentei e como lidei com eles?
  11. Como avalio minha capacidade de resolver problemas e tomar decisões?
  12. Quais competências desenvolvi nos últimos meses?
  13. Como mantive minha motivação e engajamento durante o ciclo?
  14. Quais ideias ou sugestões apresentei para melhorar processos?
  15. Quais são minhas metas pessoais para o próximo período e qual é meu plano para atingi-las?

Essas perguntas ajudam o colaborador a olhar para sua atuação de forma estratégica e fortalecem a construção conjunta de PDIs mais realistas.

Como preencher uma autoavaliação de desempenho

Responder uma autoavaliação de desempenho nem sempre é simples. Muitos profissionais ficam na dúvida sobre o que incluir, como justificar suas respostas ou até onde devem detalhar suas entregas. 

Por isso, é importante que o RH ofereça orientações claras, garantindo que o colaborador encare esse momento como uma oportunidade real de reflexão e desenvolvimento.

A autoavaliação exige equilíbrio entre autocrítica, objetividade e demonstração de resultados. O colaborador deve analisar o que conquistou, como evoluiu no período e quais foram os principais desafios enfrentados. Exemplos concretos e dados quantitativos tornam essa análise muito mais rica e ajudam a construir um retrato fiel da performance.

Além disso, é essencial que o profissional conecte suas entregas aos objetivos da área e da organização. Esse alinhamento mostra maturidade e reforça a importância do seu papel dentro do time. Por fim, reconhecer oportunidades de melhoria e propor metas futuras contribui para um PDI mais consistente e estratégico.

A seguir, reunimos as principais recomendações para orientar os colaboradores na hora de preencher sua autoavaliação de desempenho:

  • Revise suas metas e resultados: reflita sobre os objetivos definidos no início do ciclo e descreva de forma clara como você os atingiu, superou ou lidou com eventuais obstáculos;
  • Destaque suas principais realizações: mencione projetos, entregas e contribuições que tenham gerado impacto, indicando dados, resultados mensuráveis e o papel que você desempenhou em cada iniciativa;
  • Reconheça áreas de melhoria: identifique pontos que precisam de atenção, mostrando consciência profissional e sugerindo ações práticas para evoluir;
  • Peça feedbacks ao longo do processo: considere percepções recebidas de colegas e lideranças para enriquecer sua autoavaliação e demonstrar abertura ao aprendizado;
  • Defina metas futuras: estabeleça objetivos realistas, conectados ao que você deseja desenvolver e ao que a área espera para o próximo ciclo;
  • Relacione suas entregas ao negócio: mostre como suas contribuições ajudam a impulsionar metas maiores da empresa, reforçando seu alinhamento com a estratégia organizacional.

Passo a passo para aplicar a autoavaliação de desempenho nas empresas

A área de RH tem papel central na implementação de um processo de autoavaliação de desempenho eficiente. Veja, a seguir, algumas orientações práticas que ajudam na construção de formulários claros e bem estruturados.

Incentive o uso de dados

Estimular o colaborador a responder com base em dados torna a autoavaliação muito mais objetiva e confiável. 

Perguntas que direcionam para números, indicadores e exemplos concretos ajudam a reduzir percepções subjetivas e permitem que líderes e RH compreendam com mais precisão o impacto das entregas realizadas no período.

Personalize o questionário conforme o cargo

Mesmo seguindo um padrão geral, é importante adaptar parte das perguntas ao contexto e às responsabilidades de cada função

Essa personalização ajuda a capturar informações realmente relevantes sobre o desempenho do colaborador, permitindo uma análise mais alinhada à realidade do dia a dia e às expectativas da área.

Utilize perguntas abertas

Perguntas abertas incentivam o colaborador a refletir e se expressar com mais profundidade, oferecendo espaço para comentários e explicações mais ricas.

Esse formato complementa perguntas objetivas e traz uma visão mais ampla sobre comportamentos, percepções e aprendizados ao longo do ciclo.

Inclua um espaço dedicado ao planejamento futuro

A autoavaliação deve olhar para o passado, mas também precisa preparar o colaborador para os próximos passos. 

Por isso, inclua um campo específico para metas futuras, competências a desenvolver e ações concretas que o profissional pretende executar, fortalecendo o vínculo entre avaliação e desenvolvimento.

Explique claramente o objetivo da autoavaliação

Transparência é fundamental para garantir a adesão e a qualidade das respostas. O colaborador precisa entender que a autoavaliação não é uma ferramenta punitiva, mas um recurso de desenvolvimento. 

Detalhar como as informações serão utilizadas e armazenadas gera confiança e engajamento no processo.

Defina prazos adequados

Prazos realistas permitem que o colaborador responda a autoavaliação com calma, reflexão e organização. Quando o tempo é curto demais, respostas podem ser superficiais ou incompletas, prejudicando a qualidade do processo e a construção de PDIs alinhados com a realidade.

Envolva as lideranças

As lideranças precisam participar ativamente da avaliação, comparando percepções, contribuindo com feedbacks e participando da construção dos PDIs. 

O envolvimento do gestor fortalece o diálogo e aumenta a consistência das decisões sobre desenvolvimento, prioridades e alocação de recursos.

Aproveite o apoio da tecnologia

Ferramentas digitais simplificam o processo, automatizam etapas e permitem acompanhar a evolução das avaliações ao longo dos ciclos. Além disso, facilitam o acesso a dados consolidados, reduzem retrabalhos e tornam o processo mais estratégico e eficiente para toda a organização.

Conheça as soluções da TOTVS para o RH

A autoavaliação de desempenho é apenas uma das muitas práticas que fortalecem a gestão de pessoas. 

Para apoiar empresas em processos ainda mais completos, os sistemas TOTVS oferecem recursos integrados para avaliação, desenvolvimento, comunicação interna, engajamento e muito mais.

As soluções da TOTVS para o RH reúnem tecnologia especializada, relatórios avançados e automações que facilitam a rotina do RH e das lideranças. Com ferramentas robustas e atualizadas conforme as melhores práticas de mercado, sua empresa ganha agilidade, segurança e inteligência para tomar decisões mais estratégicas.

Conclusão

A autoavaliação de desempenho é uma ferramenta que ajuda a fortalecer a consciência profissional e tornar os ciclos de avaliação mais completos e construtivos. Quando os colaboradores refletem sobre suas entregas, desafios e competências, eles contribuem para um processo muito mais transparente e alinhado às necessidades da empresa. Essa reflexão estruturada melhora a qualidade das conversas com a liderança e torna o desenvolvimento individual mais consistente.

Ao integrar a autoavaliação de desempenho com a avaliação conduzida pelos gestores, as organizações obtêm uma visão mais ampla e precisa das competências e lacunas do time. 

Essa combinação favorece a construção de PDIs realistas, orientados por dados e alinhados às expectativas estratégicas da empresa. Para isso, é fundamental contar com perguntas bem formuladas, prazos adequados e liderança engajada no processo.

Se você deseja continuar aprofundando o tema, vale conferir o artigo “Avaliação de desempenho: como fazer e 12 modelos”.

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