Para quem lidera negócios, entender as tendências para o mercado de trabalho é uma das bases para tomar decisões mais inteligentes sobre contratação, capacitação, cultura organizacional e inovação.
Você já deve ter notado que o mercado está se remodelando de forma cada vez mais dinâmica, e os impactos desses movimentos são sentidos diariamente nas operações.
Esse processo é impulsionado por forças globais como mudanças tecnológicas, fragmentação geoeconômica, incertezas econômicas, transformações demográficas e a transição para uma economia mais verde, como mostra uma pesquisa do Fórum Econômico Global.
Segundo os dados do estudo, esses fatores devem moldar o trabalho até 2030 e criar cerca de 170 milhões de novos empregos ainda nesta década, mas também eliminar 92 milhões de vagas.
Ou seja: ao mesmo tempo que criam novas oportunidades, as tendências também exigem adaptações.
Este conteúdo foi feito para ajudar você a acompanhar todos esses movimentos. Aqui, você vai conhecer as principais tendências que devem impactar o mercado de trabalho nos próximos anos e descobrir como preparar o seu negócio para elas. Vamos começar?
Quais são as principais tendências do mercado de trabalho?
As tendências para o mercado de trabalho em 2026 são marcadas por novas habilidades, tecnologia, remodelação dos modelos de trabalho, foco em cultura organizacional e novos formatos de carreira.
Com esses pilares impulsionando o mercado, a capacidade de aprender, se reinventar e usar a tecnologia de forma estratégica se tornam grandes diferenciais competitivos.
Para saber como se preparar, confira as tendências que devem moldar os próximos anos no mercado de trabalho.

1. Fluência digital como habilidade básica
Com o processo de digitalização e o avanço de tecnologias como a inteligência artificial (IA), a fluência digital se tornou um pré-requisito em praticamente todas as áreas.
Hoje, espera-se que profissionais dominem ferramentas colaborativas, plataformas digitais, automação, análise de dados e sistemas integrados, mesmo fora de cargos técnicos.
A pesquisa realizada pelo Fórum Econômico, destacada logo no início deste conteúdo, reforça essa tendência ao apontar as habilidades que mais devem crescer até 2030.
O top 3 é marcado justamente por competências ligadas à tecnologia e à fluência digital:
- Inteligência artificial e big data;
- Redes e cibersegurança;
- Alfabetização tecnológica.
Na prática, para empresas, isso significa que quem investir em capacitação digital estará mais preparado para inovar, crescer e se manter competitivo.
2. Soft skills cada vez mais valorizadas
Com a IA automatizando cada vez mais tarefas técnicas e operacionais, cresce o valor do que é essencialmente humano.
Neste cenário, habilidades comportamentais (as chamadas soft skills) tornam-se cada vez mais estratégicas para empresas.
Segundo o Fórum Econômico Mundial, empregadores esperam que 39% das habilidades exigidas no mercado de trabalho atual mudem até 2030.
O estudo destaca as seguintes core skills entre as mais valorizadas pelas empresas:
- Pensamento analítico (69%);
- Resiliência, flexibilidade e agilidade (67%);
- Liderança e influência social (61%);
- Pensamento criativo (57%);
- Motivação e autoconhecimento (52%).
Esses dados mostram que, além de investir em tecnologia, organizações precisam desenvolver pessoas capazes de lidar com mudanças, resolver problemas complexos e liderar com inteligência emocional.
3. Conhecimento em inteligência artificial
A inteligência artificial no mercado de trabalho se tornou uma ferramenta de produtividade transversal, com impacto direto em diferentes áreas, desde o marketing até o setor financeiro.
Por isso, cada vez mais o mercado valoriza profissionais AI-literate, ou seja, capazes de entender, utilizar e aplicar IA de forma estratégica em suas rotinas.
Não se trata apenas de saber programar, mas sim de compreender como a tecnologia pode apoiar a tomada de decisão, a criatividade e a inovação no dia a dia de trabalho.
Esse movimento também se reflete nas demandas do mercado.
Uma pesquisa realizada pelo LinkedIn, divulgada pelo G1, apresenta o ranking de profissões que mais devem crescer em 2026 e, no topo da lista, temos um cargo diretamente ligado à IA: engenheiro de inteligência artificial.
Essa necessidade é sentida pelas empresas: a pesquisa do Fórum Econômico Mundial mostra que 86% dos empregadores esperam que a IA e as tecnologias de processamento de informações transformem seus negócios até 2030.
Isso indica que, tanto para empresas quanto para profissionais, investir em capacitação em inteligência artificial é uma estratégia essencial para manter a relevância e a competitividade no mercado de trabalho.
4. Planos de carreiras flexíveis
O modelo tradicional de carreira, baseado em uma progressão vertical, mais padronizada e previsível, está dando lugar a trajetórias muito mais dinâmicas e personalizadas.
Em vez de subir apenas “de cargo em cargo”, profissionais passam a construir carreiras em ciclos, com movimentos laterais, transições de área e mudanças de especialidade ao longo da vida profissional.
Esse comportamento já aparece nos dados: mais de 60% dos profissionais brasileiros querem um novo emprego em 2026, segundo levantamento da Robert Half.
Entre eles, 28% consideram fazer uma transição de carreira para outra área de atuação, o que reforça a busca por novos desafios, aprendizados e maior alinhamento com propósito e qualidade de vida.
Com isso, abordagens como o plano de carreira em Y, o investimento em desenvolvimento e requalificação profissional ganham destaque entre as estratégias de gestão de pessoas nas empresas.
5. Aprendizado contínuo
Com profissões mudando mais rápido, novas tecnologias surgindo e modelos de negócio se transformando, o conceito de lifelong learning (aprendizado ao longo da vida ou aprendizado contínuo) se fortalece como uma das tendências para o mercado de trabalho.

Esse tem se tornado um pilar importante não apenas para empresas, que buscam talentos com vontade de aprender e se renovar constantemente, mas também para os profissionais, que tem priorizado empregadores que oferecem um ambiente de aprendizagem contínua.
Não por acaso, uma pesquisa do LinkedIn revelou que 88% das organizações estão preocupadas com a retenção de funcionários, e oferecer oportunidades de aprendizado é a principal estratégia de retenção apontada pelos entrevistados.
A partir disso, algumas estratégias surgem como grandes aliadas. É o caso do reskilling (requalificação para novas funções) e do upskilling (aprimoramento de competências existentes).
Ações como essas devem se tornar cada vez mais comuns não apenas para desenvolvimento, mas para engajar talentos e fortalecer a cultura de inovação.
6. Modelo híbrido x presencial
Após o pico do trabalho remoto, o mercado entra em uma fase de busca pelo equilíbrio: o debate agora não é mais “remoto versus presencial”, mas sim como equilibrar produtividade, cultura organizacional, colaboração e bem-estar.
É assim que o modelo híbrido tem se consolidado em diversos setores.
Ele é uma solução intermediária, que une o melhor dos dois mundos: combina a presença estratégica do modelo tradicional com a autonomia e qualidade de vida do remoto.
A previsão é que 85% das empresas brasileiras adotem algum modelo de trabalho híbrido até 2027, de acordo com levantamento da McKinsey.
O levantamento cita o caso da Petrobras, que reduziu seu espaço imobiliário em 47% e, com isso, registrou economia anual de R$89 milhões e aumento de 41% nas equipes de engenharia.
7. Geração Z ganhando protagonismo no mercado
Com a Geração Z passando a ocupar uma parcela cada vez maior da força de trabalho, o mercado enfrenta uma transformação profunda nas expectativas profissionais.
Propósito, flexibilidade, diversidade, inclusão, saúde mental e equilíbrio entre vida pessoal e profissional passam a ser fatores decisivos na escolha pelo local de trabalho ideal.
Isso tem um impacto direto na cultura organizacional, nos modelos de liderança e nas estratégias de atração e retenção de talentos.
Na prática, liderar novas gerações exige mais escuta, transparência, empatia e coerência entre discurso e prática.
Essa visão é reforçada por Juliana Furtado Hadad, sócia do Stark Bank, em episódio do podcast Antes Tech do que Nunca sobre a Geração Z no trabalho.
“Acho que reter talento é uma questão de propósito. Se temos um propósito muito bem alinhado ao daquela pessoa, é muito mais fácil ela ficar.”, argumenta Juliana.
8. Polywork em destaque entre os profissionais
O polywork, modelo em que profissionais atuam em mais de uma frente de trabalho ao mesmo tempo, também aparece entre as tendências para o mercado de trabalho.
A combinação de emprego formal com freelancing, consultorias paralelas, projetos autorais e outras frentes de atuação já é realidade para muitos profissionais, especialmente os mais jovens.
Segundo dados da Owl Labs, 46% das pessoas entrevistadas possuem um trabalho adicional ou atuam como freelancers e 36% pretendem começar uma nova ocupação adicional no futuro.
Isso impulsiona outras tendências, como o mercado open talent, que conecta empresas a profissionais especializados contratados sob demanda.
Para as empresas, esse cenário traz novos desafios e oportunidades: é preciso repensar modelos de contratação, engajamento e gestão de talentos para criar relações mais flexíveis, orientadas a entregas, resultados e colaboração contínua.
9. Benefícios focados em bem-estar e saúde mental

O bem-estar é um fator estratégico de retenção, engajamento e produtividade: talentos priorizam empresas que oferecem flexibilidade e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Isso se reflete na priorização das empresas por políticas voltadas à saúde mental e qualidade de vida, movimento impulsionado também pela NR-1
De acordo com o Anuário Saúde Mental nas Empresas 2025, elaborado pelo Instituto Philos Org, as companhias brasileiras registraram um salto expressivo no índice de maturidade da gestão em saúde mental, com avanço de quase 62% de 2024 para 2025.
Isso se traduz em benefícios mais flexíveis, programas de apoio psicológico, iniciativas de prevenção ao burnout e políticas de jornada mais equilibradas.
10. Crescimento de setores estratégicos
Alguns setores devem ganhar ainda mais protagonismo nos próximos anos, impulsionados pelas principais tendências para o mercado de trabalho, como inovação tecnológica, mudanças sociais e novas demandas econômicas.
Entre os principais destaques estão:
- Saúde e biotecnologia, impulsionadas pelo envelhecimento da população, inovação médica e soluções digitais para o setor;
- Tecnologia e dados, com alta demanda por profissionais em inteligência artificial, engenharia de software, cibersegurança e análise de dados;
- Sustentabilidade e ESG, com crescimento de carreiras ligadas a impacto ambiental, responsabilidade social e governança corporativa;
- Energia e economia verde, incluindo profissionais especializados em energias renováveis, eficiência energética e transição para modelos produtivos mais sustentáveis.
Como as empresas podem se adaptar às tendências do mercado de trabalho?
Para acompanhar as tendências do mercado de trabalho, é preciso agir de forma estratégica: investir em pessoas, tecnologia e modelos organizacionais mais flexíveis são pilares essenciais diante do contexto atual.
Adaptar-se não é apenas reagir às mudanças, mas antecipá-las para ganhar competitividade, atrair talentos e sustentar o crescimento.
Pensando nisso, separamos algumas dicas que vão ajudar você a adaptar o seu negócio aos principais movimentos do mercado:
- Priorize a experiência do colaborador: benefícios flexíveis, apoio à saúde mental e uma cultura humanizada fortalecem retenção, produtividade e employer branding;
- Adote flexibilidade organizacional: estruturas menos hierárquicas, times multidisciplinares e modelos híbridos aumentam agilidade, colaboração e engajamento;
- Invista em capacitação interna: estimule o desenvolvimento profissional e pessoal por meio de programas de reskilling e upskilling, trilhas de carreira e incentivo ao lifelong learning;
- Fortaleça a cultura de inovação: crie um ambiente que estimule experimentação, troca de ideias e melhoria contínua, com abertura para novas tecnologias, projetos e modelos de trabalho;
- Use tecnologia para gestão de pessoas e processos: ferramentas digitais e ERPs permitem automatizar rotinas, analisar dados, melhorar performance e apoiar decisões estratégicas.
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A tecnologia é um dos principais pilares para ganhar eficiência, competitividade e visão estratégica em um mercado em constante transformação.
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Além de otimizar operações, um bom ERP cria uma base sólida para o crescimento sustentável do negócio.
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Conclusão
O mercado de trabalho está mudando em um ritmo acelerado e quem se antecipa às tendências sai na frente.
Inteligência artificial, flexibilidade no trabalho, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, e aprendizado contínuo são alguns dos pilares que marcam o mercado e impulsionam transformações importantes.
Além de falar sobre as tendências para o mercado de trabalho neste conteúdo, apresentamos dicas para ajudar o seu negócio a acompanhar essas movimentações.
Como vimos, o momento exige visão de futuro, adaptação constante e protagonismo na construção de novas formas de trabalhar e aprender.
Para se aprofundar neste tema, vale a pena conferir o episódio do podcast Antes Tech do que Nunca sobre lifelong learning.
Nele, você vai entender como as mudanças rápidas do mercado e o avanço das tecnologias estão impulsionando novas formas de aprendizado e desenvolvimento de habilidades.
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