O que podemos esperar para o varejo do futuro?

Os consumidores podem até ignorar termos como “varejo do futuro”, mas eles ajudam a criá-lo a cada dia com as suas necessidades em constante mudança. Conveniência, produtos com valor agregado, marcas com propósito e compras com entretenimento e relevância social são apenas algumas das exigências, resumidas na expressão “experiência de consumo”.

O seu negócio, como um varejo do futuro, deve estar preparado para atender às necessidades de seus clientes, se quiser destacar-se em um mar de concorrência e itens de venda similares. Empreendimentos que não se adaptarem a essa nova realidade tendem a morrer, enquanto quem “surfar primeiro nessa onda” tende a prosperar. Para isso, investir na pesquisa e na implantação constante de inovações associadas a tecnologias é fundamental.

Mas como se dão, na prática, as novidades do varejo do futuro? E como a sua empresa pode se preparar para participar dele? Confira abaixo!

Quais são as principais tendências do varejo do futuro?

Personalização de consumo

Os consumidores esperam que as empresas varejistas usem os dados coletados de maneira inteligente, desde os seus históricos de buscas e de compras até geolocalizações e datas de aniversário. Não só a mineração dos dados no varejo do futuro será ainda mais profunda, pelo uso de tecnologias de reconhecimento de olhar e de expressões faciais, como também a personalização decorrente dessa coleta será maior.

Acostumados às recomendações de serviços como a plataforma de streaming Netflix e o e-commerce Amazon, agora os seus clientes esperam que o seu negócio também os conheça tanto quanto eles mesmos, ou ainda melhor.

Conforme pesquisa da TrendWatching, cerca de 71% dos consumidores ficam frustrados com experiências de compras impessoais e 54% esperam um desconto personalizado até 24 horas depois de se tornarem conhecidos pelas marcas. Dessa forma, melhores são os produtos oferecidos aos olhos dos compradores. A experiência de consumo deve ser customizada.

Já podemos ver o uso de tecnologias para personalização em lojas como as da varejista de roupas Amaro, que oferece produtos para as suas consumidoras inclusive com base no signo delas; as lojas da rede de cosméticos Sephora, nas quais clientes podem projetar as cores desejadas em seus lábios por meio de realidade aumentada; e nos supermercados Walmart, que já patentearam uma tecnologia que detecta o estado emocional de seus compradores.

Automação de compra

Apesar de quererem itens personalizados, os consumidores também desejam mais conveniência na hora de comprar produtos simples. Por isso, uma das tendências do varejo do futuro é a automação: deixar que algoritmos pesquisem o melhor preço, façam a compra e peçam a entrega do que for desejado pelo consumidor.

Essa realidade já é vista em lojas físicas nos Estados Unidos e na China, por exemplo. Na Amazon Go, uma tecnologia de reconhecimento facial associada à Inteligência Artificial permite que você saia da loja com os seus itens e seja cobrado apenas depois, sem a necessidade de enfrentar filas em caixas.

Uma apresentação da assistente virtual Google Duplex também mostrou já ser possível que algoritmos façam reservas em restaurantes sozinhos. Por fim, algumas lavadoras do grupo Whirpool já podem pedir automaticamente produtos, como o sabão líquido, após um certo número de lavagens.

Entregas (quase) instantâneas

A necessidade de compras mais convenientes também se reflete no tempo de entrega. A Amazon, por exemplo, já está testando entregas com drones e diretamente no porta-malas do carro ou na cozinha de seus clientes. A mesma Amazon inventou os “dash buttons”, botões conectados que permitem o pedido de itens específicos e recorrentes, desde água até ração para animais de estimação.

Essa tendência se integra com outra forma de delivery: a assinatura mensal, ou subscription. Negócios de streaming, como Netflix e Spotify, e clubes de assinatura, como Blue Apron e Wine, baseiam-se na comodidade que o débito automático traz aos seus consumidores e no recebimento de produtos ou de serviços sem a necessidade de locomoção ou de vários intermediários humanos.

Mobile como primeira parada

Usar os celulares inteligentes para comprar se tornou uma tarefa tão comum que ganhou a sua própria nomenclatura: o m-commerce. Criar lojas virtuais que se adaptem à tela dos smartphones é apenas o primeiro passo para um varejo do futuro.

O gestor deve pensar sempre em melhorar a experiência do usuário, cada vez mais imediatista quanto às suas necessidades de consumo. Isso se dá não só por uma boa experiência de procura e compra dos produtos no m-commerce, mas também pelo uso do mobile no próprio ambiente físico.

Tecnologias como realidade aumentada e pagamentos no ponto de venda pelo celular são alguns exemplos. A RA está presente em um aplicativo da rede de móveis Ikea para ver como produtos ficariam em suas casas. Já o pagamento mobile em lojas físicas é visto em varejistas brasileiras como a Amaro.

Lojas físicas x Lojas online: o que prevalecerá?

A palavra de ordem não é mais o canal, como uma loja física, e sim a criação da necessidade de consumo. Nesse sentido, apesar da preferência de alguns consumidores pela loja física e de outros pelas compras online, não pense que você deve apostar apenas em um ponto de venda. Não há um vencedor absoluto nessa batalha.

O consumidor espera poder comprar da forma que for mais conveniente no momento, seja por meio de um aplicativo ou de uma visita presencial. Sua jornada não é mais linear: o cliente pode conhecer um produto navegando nas redes, mas efetuar a compra na loja física. E a sua empresa deve registrar essa caminhada.

Fazer com que esses diversos canais de venda conversem entre si é uma tendência chamada omnichannel, que vem se estabelecendo há anos no varejo. Segundo o Top of Mind, 32% dos donos de negócios nas áreas de varejo e de produção de bens de consumo disseram que planejam transformar as operações de varejo de canal único ou multicanal em empresas omnibusiness (organizações integradas digitalmente). O e-commerce virou um ponto de compra conveniente, enquanto a loja física se tornou um espaço de experiências.

Foi o que notou a marca de tênis Adidas, que transformou o seu ponto de venda presencial em uma loja apenas com tênis brancos, para clientes testarem os materiais. Então, eles dirigem-se ao e-commerce para escolher cores e personalizar ainda mais os seus sapatos, com todo o conforto da compra online.

Outro exemplo de multicanalidade está em tecnologias como as de etiquetas RFID, que têm um chip instalado para contar a mercadoria de forma automatizada. Um exemplo de empresa que usa tal tecnologia é a varejista americana de roupas Macy’s, com um aumento de 20% na precisão do gerenciamento de inventário e até nove vezes mais vendas.

O que é preciso para se preparar para o varejo do futuro?

Seja qual for o canal de compra do seu cliente, é importante que ele tenha o mesmo padrão de atendimento, o que inclui ofertas momentâneas. Para isso, é importante que você invista em um sistema de gestão, também conhecido como ERP, que integre todos os seus pontos de venda em uma única plataforma de administração.

Não basta, porém, ter um bom sistema de backoffice sem descobrir quais métricas são importantes para o seu varejo. Quais dados você quer coletar do seu consumidor? Como vai comunicá-lo? Como protegerá tais informações e de que forma elas podem gerar insights? E, com tais conhecimentos, qual é o seu planejamento para transformá-los em atitudes que levem o seu negócio ao patamar de varejo do futuro? O mercado já está cheio de comércios que prometem ser revolucionários. Então, a sua empresa precisa agir, e cada vez mais rápido.

Quer aprender mais sobre como avanços inovadores podem posicionar a sua empresa como uma varejista do futuro? Confira as maiores tendências de tecnologia no varejo para os próximos anos!

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