8 fatos sobre Inteligência Artificial que todo gestor deve conhecer

Costuma-se dizer que a Inteligência Artificial vai revolucionar a maneira como fazemos negócios — e não é à toa. Uma pesquisa do McKinsey Global Institute revela uma tendência de crescimento acelerado nos investimentos em IA. E esse investimento já se mostrava tão volumoso quanto variado: desde governos até empresas de capital de risco estão apostando nessa tecnologia para construir o futuro.

Seria de se esperar que um ramo que atraísse tanto investimento oferecesse respostas claras e soluções consolidadas para os negócios. Mas a verdade é justamente o oposto: apesar do potencial disruptivo da Inteligência Artificial para os negócios, a informação sobre o que é e como pode ser aplicada continua surpreendentemente escassa.

Diante dessa perspectiva, cabe listar alguns fatos sobre Inteligência Artificial que todo gestor deve ter em mente. Como toda nova tecnologia, ela traz consigo riscos e oportunidades. Mais cedo ou mais tarde, a IA vai impactar a maneira como você trabalha — e quando isso acontecer, é preciso estar preparado. Confira!

1. É um campo inteiro, e não um tópico único

Quando falamos em Inteligência Artificial, estamos falando de todo um campo de pesquisa em ciência da computação, e de um conjunto de recursos e aplicações para diferentes casos. Aprendizagem de máquina, deep learning, redes neurais, GANs (redes gerativas adversariais), visão computacional e processamento de linguagem natural são apenas algumas dentre as diversas ferramentas contidas na “caixa” de IA.

Portanto, é importante pesquisar um pouco sobre a área para entender melhor tudo que pode oferecer e quais recursos podem responder melhor à sua pergunta. Imaginar que IA é um tópico pequeno e bem definido é mais ou menos como imaginar que todo mundo que trabalha em TI faz a mesma coisa.

2. É uma ferramenta, não uma solução pronta

Os recursos que existem dentro do campo de IA precisam ser bem conhecidos para que possam ser adequadamente aplicados ao problema que você pretende solucionar.

Por esse motivo, é provável que o desenvolvimento de uma solução de IA que sirva bem às suas necessidades exija tempo e investimento. Isso não deve ser visto como um problema. No final, o seu trabalho será bem mais fácil e terá um resultado muito melhor. E você ainda poderá contar com uma nova ferramenta daí para frente.

3. A IA depende de dados

Os dados são o alimento da Inteligência Artificial. Quanto maior o volume de dados do qual você dispuser, melhor será a solução de IA que você poderá criar com eles. Normalmente, isso requer uma fase de treinamento, na qual é usado um conjunto de dados já consolidado para entender como tomar decisões daí em diante. É fácil perceber, portanto, que a qualidade desse conjunto de dados inicial é determinante para a qualidade da solução.

Isso significa que, antes de pensar em IA, talvez seja interessante (ou mesmo necessário) verificar como a sua empresa trata os seus dados. Não apenas por causa desse conjunto inicial — afinal, existem datasets abertos que podem ser usados em várias aplicações —, mas também porque os dados que você gerar podem continuar alimentando essa solução para que ela se torne cada vez melhor.

Um exemplo disso é o uso de sistemas de gestão integrada, que permite acesso direto e confiável aos dados mais cruciais da empresa. Esse tipo de software é flexível e possibilita o controle total de todas as atividades desempenhadas na organização.

4. Ela não se limita a números

Quando falamos que a Inteligência Artificial depende de “dados”, não estamos falando apenas de números ou tabelas. Cada vez mais, as aplicações de IA estão se tornando capazes de interpretar os chamados “dados não estruturados”: imagens, gravações em áudio, textos em imagens, vídeos e inclusive as falas que ocorrem durante vídeos.

Por mais que seja contraintuitivo, é interessante pensar em como a IA pode resolver problemas que envolvam dados desse tipo. O Nubank, por exemplo, usa recursos de IA e ciência de dados tanto com números (para ajudar a determinar quais clientes podem ter um aumento de limite) quanto com imagens (para identificar quando alguém tenta criar um cartão com um documento adulterado).

5. Talvez não automatize o que você espera — e talvez automatize o que você não espera

Desde o século passado, tarefas mecânicas repetitivas podem ser automatizadas por robôs. A Inteligência Artificial, por sua vez, poderá automatizar tarefas repetitivas de natureza menos mecânica, como o preenchimento de relatórios. Até mesmo processos como coordenar e organizar agendas podem ser mais bem gerenciados por sistemas de IA.

Nesse sentido, é muito reveladora a pesquisa realizada pela Accenture com 1.770 gerentes de 14 países sobre como gerenciar negócios na era da IA. Espera-se que seja possível automatizar muitas tarefas consideradas “administrativas”, como revisar projetos ou organizar agendas. Por outro lado, tarefas que envolvem julgamento e decisões (que muitos gerentes gostariam de poder automatizar) continuam sendo dependentes de ações humanas.

6. Aplicá-la de maneira otimizada exige profissionais de diversas áreas

Incorporar Inteligência Artificial à maneira como a sua empresa resolve problemas é uma tarefa multidisciplinar. Por mais que a equipe de TI tenha um papel central nesse processo, ela sozinha não consegue tocar o processo inteiro. É preciso o apoio e o conhecimento especializado dos profissionais que usarão aquela ferramenta — bem como de outros envolvidos no processo de coleta e gerenciamento de dados.

Assim, é importante garantir que esse processo conte com o máximo possível de contribuição de todas as áreas envolvidas. As lideranças dos setores que contribuirão com dados são importantes, mas não se pode abrir mão de ter o feedback das pessoas que serão responsáveis por usar (ou abastecer de dados) a ferramenta no dia a dia.

7. Ela gera demanda por habilidades diferentes

Em uma empresa que tem soluções de Inteligência Artificial bem implantadas, os funcionários conseguem perder menos tempo em tarefas repetitivas e de menos significância. Uma parcela maior do tempo deles pode ser voltada para analisar situações e tomar decisões. Isso significa que o perfil de profissional que essas empresas demandam é diferente do tradicional.

Via de regra, esses profissionais dependem muito mais de habilidades sociais do que em outros contextos. Como a Harvard Business Review aponta, as capacidades de trabalhar em equipe, inspirar, liderar, oferecer e receber feedback e criar redes de trabalho passarão a ser mais valorizadas conforme a implantação de sistemas de IA avança.

Os profissionais do futuro precisarão trabalhar cada vez mais com os seus colegas e cada vez menos com as suas ferramentas.

8. A experiência levará à perfeição

A aplicação de Inteligência Artificial em soluções de negócios ainda é relativamente nova. Mais do que isso, o próprio campo de pesquisa em torno de IA é extremamente dinâmico, e se revoluciona com frequência impressionante. As empresas estão aprendendo a usar a seu favor essa ferramenta em eterna metamorfose.

Nesse cenário, o mais importante é dar os primeiros passos. Ainda não há caminhos claros sobre como a IA pode ajudar cada negócio específico. Mas a melhor maneira de se chegar a soluções inovadoras (e potencialmente disruptivas) de aplicação dessa tecnologia é começando a usá-la. Quaisquer problemas que surjam desses primeiros passos devem ser vistos como blocos de construção para um sucesso futuro.

Se você se interessou por esses fatos sobre Inteligência Artificial que apresentamos e quer saber mais sobre como a IA vai mudar os negócios no futuro, continue no nosso blog. Veja algumas aplicações de Inteligência Artificial!

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