Mercado imobiliário: tendências, desafios e o impacto da tecnologia no setor

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Escrito por Equipe TOTVS
Última atualização em 28 maio, 2026

O mercado imobiliário brasileiro atravessa um período de transformação acelerada. Taxas de juros, mudanças no comportamento do consumidor, avanço das plataformas digitais e novas demandas urbanas criaram um cenário mais complexo para imobiliárias e incorporadoras. 

Ao mesmo tempo, surgem oportunidades importantes para empresas que conseguem interpretar os movimentos do setor com rapidez e inteligência operacional.

Nesse contexto, a tecnologia passou a integrar o núcleo estratégico das operações imobiliárias. Sistemas de gestão, automação comercial, análise preditiva e integração de dados ganharam espaço justamente porque o mercado ficou mais dinâmico e também mais exigente.

Ao longo deste conteúdo, você verá quais segmentos compõem o setor imobiliário, bem como tendências e desafios. 

O que é o mercado imobiliário e quais setores o compõem?

Pessoas negociando aquisição de imóvel

O mercado imobiliário reúne atividades ligadas à compra, venda, locação, incorporação, administração e financiamento de imóveis. Contudo, reduzir esse ecossistema apenas às negociações imobiliárias cria uma leitura limitada da cadeia.

Na prática, trata-se de um setor amplo, conectado diretamente ao crédito, à construção civil, ao planejamento urbano e à dinâmica econômica do país. 

Quando há crescimento da renda, maior oferta de crédito e estabilidade econômica, o setor costuma reagir rapidamente. Em momentos de retração, ocorre o efeito contrário.

Dentro desse ecossistema, alguns segmentos possuem papel central. Confira.

Incorporação imobiliária

As incorporadoras atuam desde a aquisição do terreno até o desenvolvimento do empreendimento. Isso envolve:

  • análise de viabilidade;
  • estudos de mercado;
  • aprovação regulatória; 
  • comercialização;
  • e relacionamento com investidores.

Nos últimos anos, o setor passou a trabalhar com modelos mais sofisticados de inteligência de mercado. A definição de produto exige leitura detalhada do comportamento regional, perfil demográfico e potencial de valorização urbana.

Um empreendimento residencial em uma capital possui dinâmica completamente diferente de um projeto de médio padrão em cidades do interior, por exemplo.

Imobiliárias

As imobiliárias fazem a ponte entre oferta e demanda. Porém, essa definição já não contempla toda a complexidade atual da operação.

Hoje, muitas empresas atuam com gestão de locação, CRM imobiliário, marketing digital, análise documental, atendimento omnichannel e acompanhamento de indicadores comerciais em tempo real.

O corretor também mudou de perfil. O mercado valoriza profissionais consultivos, capazes de interpretar necessidades e construir relacionamentos de longo prazo.

Construção civil

A construção civil influencia diretamente o ritmo do setor imobiliário. Custos de materiais, disponibilidade de mão de obra, inflação e cadeia logística impactam preços, margens e cronogramas.

Além disso, há uma pressão crescente por produtividade. O setor busca métodos construtivos mais industrializados, com maior previsibilidade operacional.

Como está o mercado imobiliário em 2026?

equipe estudando detalhes de construção de imóvel

O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com crescimento consistente em vendas e lançamentos. 

Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o setor registrou alta de 10,6% no volume de unidades lançadas em 12 meses, alcançando mais de 453 mil imóveis novos. O Valor Geral de Lançamentos (VGL) chegou a R$ 292,3 bilhões.

Os primeiros indicadores de 2026 reforçam a continuidade da expansão do setor. 

Dados da ABRAINC em parceria com a Fipe mostram que houve 4% de aumento de unidades vendidas de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026

O resultado evidencia a resiliência do mercado mesmo em um cenário macroeconômico mais pressionado e com crédito ainda caro.

Esse cenário revela um mercado imobiliário mais aquecido, competitivo e orientado por eficiência operacional. 

Para incorporadoras, o aumento dos lançamentos e a redução de estoques abrem espaço para expansão estratégica, sobretudo em regiões com forte demanda urbana e crescimento populacional. 

Já as imobiliárias convivem com um consumidor mais digital, que exige agilidade, transparência e jornadas comerciais integradas.

Especificamente, estamos em ano de Copa do Mundo, o que também representa uma grande oportunidade para empresas do setor apostarem em marketing e em estratégias de aquisição

Segundo Renata Firpo, consultora imobiliária e colunista da Veja, a Copa é importante, pois:

“O evento, que concentra atenção global, transformou-se em uma poderosa plataforma de marketing para incorporadoras. Associar empreendimentos a grandes experiências deixou de ser apenas uma ação promocional e passou a fazer parte de estratégias comerciais voltadas não apenas para acelerar vendas ou fortalecer posicionamento de marca, mas também para engajar corretores”

Quais tendências estão moldando o mercado imobiliário?

O setor imobiliário entrou em uma fase de adaptação estrutural. Algumas mudanças surgiram como resposta ao comportamento do consumidor. Outras nasceram da necessidade de ganho operacional.

Em ambos os casos, o impacto já aparece na estratégia das empresas. Vamos explorar agora algumas das principais tendências que estão movimentando o setor. 

Digitalização das jornadas de compra e locação

O consumidor atual inicia praticamente toda jornada no ambiente digital. Pesquisa imóveis, compara preços, visita bairros virtualmente e avalia reputações antes mesmo do primeiro contato comercial.

Isso alterou o papel das imobiliárias e incorporadoras.

Sites institucionais deixaram de funcionar como vitrines estáticas. Agora, fazem parte da operação comercial. O mesmo vale para CRMs integrados, automação de marketing e funil digital.

Além disso, o tempo de resposta se tornou decisivo. Empresas que demoram no atendimento perdem oportunidades rapidamente.

Essa questão inclui até uso de Inteligência Artificial. Segundo estudo da Brain, 83% dos respondentes estão abertos a adquirir imóveis com auxílio de IA. 32% já utilizam para buscar e encontrar boas ofertas. 

Uso de inteligência de dados

A análise de dados ganhou relevância em praticamente todas as etapas do mercado imobiliário.

Incorporadoras utilizam dados para identificar regiões com potencial de valorização. Já imobiliárias acompanham:

  • indicadores de conversão;
  • vacância;
  • perfil de locatários;
  • e comportamento de busca.

Esse cenário reduz decisões baseadas exclusivamente em percepção subjetiva.

Em vez de depender apenas da experiência comercial, as empresas passaram a trabalhar com indicadores concretos. Isso traz mais previsibilidade financeira e reduz riscos operacionais.

Expansão dos imóveis compactos

Os imóveis compactos seguem em crescimento nas grandes cidades. Esse movimento está associado ao aumento do custo urbano, mudanças nos modelos familiares e à transformação dos hábitos de consumo.

Em muitos casos, a localização passou a ter peso maior do que metragem.

Além disso, cresce a demanda por empreendimentos com áreas compartilhadas, serviços integrados e maior flexibilidade de uso.

Quais são os principais desafios do mercado imobiliário?

Apesar das oportunidades, o setor enfrenta desafios estruturais relevantes. Alguns são históricos. Outros surgiram com a digitalização acelerada da economia.

Oscilação econômica e sensibilidade ao crédito

Poucos setores respondem tão rapidamente às mudanças econômicas quanto o mercado imobiliário.

Taxa Selic, inflação, renda familiar e desemprego afetam diretamente o volume de negociações. Uma pequena alteração no crédito imobiliário já interfere na capacidade de compra do consumidor.

Esse cenário exige planejamento financeiro rigoroso e capacidade de adaptação rápida.

Empresas com baixa maturidade de gestão costumam sofrer mais em ciclos de retração.

Custos operacionais elevados

Outro desafio recorrente envolve custos operacionais. Incorporadoras lidam com pressão sobre materiais, mão de obra e prazos de obra. Imobiliárias enfrentam despesas comerciais, custos administrativos e necessidade constante de aquisição de leads imobiliários.

Ao mesmo tempo, o consumidor ficou mais exigente. Hoje, ele espera uma experiência digital fluida. Isso aumenta a complexidade operacional das empresas.

Fragmentação de informações

Muitas empresas ainda operam com dados descentralizados. Informações comerciais ficam em um sistema. Contratos em outro. Financeiro separado. Atendimento distribuído em múltiplos canais.

O resultado aparece rapidamente: perda de produtividade e dificuldade de análise estratégica.

Além disso, gestores passam a tomar decisões com base em informações incompletas.

Esse é um ponto crítico. Principalmente em um setor que trabalha com ciclos financeiros longos e alto volume de documentação.

Como a tecnologia impacta o mercado imobiliário?

profissional entregando chave a pessoa que comprou imóvel

A transformação digital alterou profundamente o funcionamento do setor imobiliário. E esse movimento vai muito além da digitalização de contratos.

A tecnologia passou a atuar como elemento estruturante da gestão.

Automação operacional e produtividade

Processos manuais ainda consomem tempo relevante em muitas operações imobiliárias. Cadastro de imóveis e emissão de contratos, por exemplo, costumam gerar gargalos importantes.

Com automação, boa parte dessas tarefas ganha velocidade e padronização. Isso reduz falhas operacionais e melhora o fluxo de trabalho interno. Além disso, equipes comerciais passam a dedicar mais tempo às negociações e ao relacionamento com clientes.

Em empresas com grande volume de imóveis, o impacto se torna ainda mais perceptível.

Gestão integrada de dados

A integração de informações se tornou uma necessidade estratégica.

Quando comercial, financeiro, jurídico e atendimento trabalham de forma conectada, a operação ganha visibilidade ampla. Gestores acompanham indicadores em tempo real e conseguem identificar gargalos com mais rapidez.

Essa integração também fortalece o planejamento. Uma incorporadora, por exemplo, pode cruzar dados de vendas, inadimplência, estoque e performance regional para ajustar estratégias comerciais com mais precisão.

Inteligência artificial e análise preditiva

A inteligência artificial começou a ocupar espaço relevante no setor imobiliário. Principalmente na análise de comportamento e previsibilidade de mercado.

Sistemas conseguem identificar tendências de procura, estimar potencial de valorização e analisar padrões de consumo imobiliário.

Além disso, algoritmos ajudam na qualificação de leads e na personalização de atendimento.

Isso muda a dinâmica competitiva do setor. Empresas que utilizam tecnologia analítica conseguem responder mais rapidamente às mudanças do mercado.

Como a TOTVS contribui para a transformação do mercado imobiliário?

Em um setor cada vez mais orientado por dados, eficiência operacional e velocidade comercial, a tecnologia passou a ocupar posição estratégica na rotina de incorporadoras e imobiliárias. 

É nesse contexto que a TOTVS atua com soluções especializadas para o mercado imobiliário e construção civil.

O TOTVS Construção Gestão de Imóveis reúne ferramentas para administração de vendas, locação, gestão de condomínios, cobrança, contratos e controle financeiro em um ambiente integrado. 

A solução também conecta processos comerciais, funil de vendas, gestão de leads e automação de atendimento, criando uma operação mais centralizada e com maior visibilidade gerencial.

Dessa forma, dá para gerenciar os imóveis em todas as etapas, de maneira inteligente e devidamente integrada. 

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Conclusão

O mercado imobiliário brasileiro atravessa um ciclo de transformação relevante. O crescimento dos lançamentos, a valorização regional dos imóveis e a digitalização da jornada de compra apontam para um setor mais dinâmico e competitivo. 

Ao mesmo tempo, incorporadoras e imobiliárias enfrentam desafios ligados à gestão da produtividade e à velocidade de decisão.

Nesse cenário, tecnologia e inteligência de dados passaram a influenciar diretamente a capacidade de crescimento das empresas. 

Operações mais integradas, automatizadas e orientadas por indicadores tendem a responder melhor às mudanças econômicas e ao novo comportamento do consumidor imobiliário.

Conheça as principais tendências do setor em 2026 e continue aprofundando!

FAQ

Como está o mercado imobiliário em 2026?

O mercado imobiliário segue aquecido em 2026, com crescimento nos lançamentos e valorização em diversas regiões do país.

Quais são as tendências do mercado imobiliário?

Entre as principais tendências estão: digitalização das vendas, imóveis compactos, uso de inteligência de dados, automação de processos e foco em empreendimentos sustentáveis.

O que influencia o mercado imobiliário?

Taxa de juros, oferta de crédito, renda da população, inflação, crescimento urbano e comportamento do consumidor impactam diretamente o setor.

Qual a importância da tecnologia no mercado imobiliário?

A tecnologia melhora a gestão operacional, integra dados, automatiza processos comerciais e oferece mais agilidade na tomada de decisão.

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