DRE: O que é, importância, como fazer e como analisar

Equipe TOTVS | GESTÃO DE NEGÓCIOS | 22 julho, 2021

Todo empreendedor ou gestor de um negócio vai ter que lidar com a DRE, o tal Demonstração do Resultado Financeiro.

Para alguns, é um documento simples. Para outros, uma burocracia um tanto complexa. Afinal, para que serve e qual a importância da DRE?

A verdade é que entender o que é a DRE, sua função e seu impacto nas decisões de um negócio ajuda na administração da empresa.

Aqui no blog, falamos muito sobre como os dados têm o poder de transformar sua empresa.

A DRE, neste caso, é como um instrumento que ajuda você a compilar os principais indicadores financeiros da organização e entender, de uma vez por todas, sua situação financeira!

O que é a DRE?

A DRE é a Demonstração do Resultado do Exercício, um documento com importância tanto contábil quanto gerencial.

Com a DRE, é possível ter uma visão sintetizada e estruturada dos principais indicadores financeiros do negócio, entendendo de maneira transparente os resultados: se houve lucro ou prejuízo e os seus porquês.

Ou seja, é possível encontrar os resultados líquidos da empresa durante um determinado período de tempo.

Esses resultados são conquistados a partir da confrontação de diversos dados financeiros do negócio, como receitas, custos e despesas, de acordo com o regime de competência.

O modelo que a DRE segue foi estabelecido pela Lei 6.404/1976, devendo ser seguida por todas as empresas.

Para que serve a DRE?

Mas afinal, se a DRE é um tipo de relatório, o que faz desse documento algo tão especial e necessário? Para o que serve a DRE?

Essa é uma dúvida interessante!

Sem a resposta mais adequada, é comum que os gestores não procurem saber mais sobre o demonstrativo contábil, o que pode trazer complicações no futuro.

De maneira prática, é possível apontar que a função mais pragmática da DRE é destrinchar o resultado líquido do negócio em um determinado exercício.

Sua utilidade aos gestores deve-se ao fato de ser um demonstrativo bastante simples de compreender.

Ou seja, todos os gestores podem entendê-lo e interpretar suas informações.

Assim, não é necessário se desdobrar para descobrir quais ações e períodos da empresa trouxeram melhores resultados, e quais acabaram por prejudicar o caixa de alguma forma.

Outro ponto importante da DRE tem relação com o governo.

Toda empresa deve compartilhar a DRE com a Receita Federal, que vai verificar se o cálculo dos impostos foi feito de maneira correta.

Ele também impacta na Declaração de IRPF dos sócios da organização, já que a Receita confronta os valores de lucros declarados nele com os valores informados na DRE.

Por fim, a DRE é um documento bastante popular em outras áreas do mercado.

Por isso, se você quiser abrir uma linha de crédito para empresas em um banco, é possível que a instituição solicite a DRE como um dos documentos de avaliação.

Qual é a importância do DRE para administração de um negócio

Algo que nem todos os gestores consideram ao analisar a DRE é a sua importância para a gestão de uma empresa

Afinal, o documento lhe dá acesso a um espectro detalhado da situação financeira do negócio.

Ou seja, quais são as principais despesas? E os custos mais elevados da sua operação? Falando em lucro: quais os períodos mais lucrativos para sua empresa?

Respostas para essas e outras perguntas do gênero você consegue apenas analisando a DRE.

Ao unir esses números com os que compõem o seu fluxo de caixa, por exemplo, você consegue entender perfeitamente seu ciclo financeiro.

Assim, pode preparar melhorias e adaptações ao planejamento empresarial, aproveitando as oportunidades do mercado que encontrar nos dados!

Qual é a diferença entre DRE e fluxo de caixa? 

Tanto o fluxo de caixa como a DRE permitem que o gestor realize o acompanhamento do desempenho financeiro da sua empresa.

Mas afinal, há alguma diferença entre ambos?

Bom, tratam-se sim de ferramentas diferentes e, veja bem, muito úteis!

A principal diferença entre o fluxo de caixa e a DRE é o tipo de indicadores que utiliza — o primeiro é elaborado de acordo com o regime de caixa, já o segundo de acordo com o regime de competência.

O fluxo de caixa facilita a visualização em curto prazo do capital em caixa do seu negócio. Ou seja, o dinheiro que você tem agora.

Já a DRE amplia essa perspectiva e oferece um panorama mais amplo do cenário financeiro do negócio.

Isso porque o documento não conta apenas entradas e saídas, mas todos os custos e despesas.

Além disso, a DRE possui uma cadência de emissão que, normalmente, é anual.

Porém, para melhor gerenciar as empresas, alguns empreendedores solicitam à sua contabilidade a emissão mensal ou trimestral da DRE.

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Quem precisa fazer a DRE?

Já ficou claro que a DRE é um documento contábil de enorme importância para sua gestão fiscal. Portanto, quem deve fazê-lo?

Primeiro, vamos falar das empresas que são obrigadas a desenvolver e também divulgar a DRE, que são as empresas de capital aberto.

Uma empresa com ações negociadas na bolsa devem, de acordo com a lei, elaborar e divulgar a Demonstração de Resultados do Exercício a cada 6 meses (ou a cada período fiscal).

Essa publicação deve ser feita no diário oficial da empresa, bem como em veículos de comunicação.

O objetivo é informar investidores e todo mercado de ações quanto ao desempenho da empresa.

Temos ainda as Sociedades Limitadas (LTDA), que devem elaborar a DRE, mas não são obrigadas a publicá-las.

No entanto, devem se responsabilizar por armazenar o demonstrativo em formato impresso e encadernado. Assim, caso o Fisco audite a empresa, a DRE deve ser entregue.

As outras empresas não precisam elaborar a DRE, mas a nossa recomendação é que o façam mesmo assim!

Veja bem: a DRE é um instrumento riquíssimo para sua análise financeira, que pode ajudar você a melhorar sua tomada de decisão!

O que compõe a DRE?

Já discutimos bastante sobre a DRE em um quesito mais conceitual. Agora, o que de fato compõem esse documento?

Apesar da lei sintetizar o que deve compor a Demonstração de Resultado do Exercício, nem todas as empresas apresentam o mesmo relatório.

Normalmente, essas questões mudam conforme seu porte e atividade, pois há variações nos tipos de despesas ou receitas, por exemplo.

A seguir, preparamos uma lista com as principais e mais importantes informações que devem compor a DRE, confira!

Receita bruta

Primeiro de tudo, adicione a sua receita bruta.

Ou seja, todo o dinheiro que entrou no caixa durante o período considerado.

Falamos de vendas, prestações de serviços, recebimento de juros, rendimentos sobre investimentos, aluguéis, etc.

Deduções e abatimentos

Também deve-se descontar as deduções sobre as vendas, como os impostos (ICMS ou ISS). Descontos, devoluções e abatimentos também devem ser considerados no cálculo.

Receita líquida

Após descontar todos os impostos e deduções de vendas (devoluções, descontos, abatimentos, etc), você terá em mãos a sua receita líquida.

Custos produtos e serviços

Agora, deve-se abater os custos de produtos, serviços e de vendas.

Esses gastos estão atrelados à operação e mantêm o funcionamento da empresa, possibilitando que produza ou preste serviços.

Aqui, nos referimos aos custos de logística, aos gastos com matéria-prima ou embalagens.

Ou seja, quanto maior a produtividade, maior os custos de vendas.

Lucro bruto

Para obter o lucro bruto, basta subtrair os custos de vendas do valor da receita líquida.

Despesas administrativas, financeiras e de vendas

Considere subtrair as despesas gerais da empresa, chamadas de fixas (e que, por isso, independem da operação da empresa).

É o caso dos salários, aluguel do espaço físico, contas de energia elétrica, água, internet e telefone.

Outro ponto de atenção é referente às despesas financeiras, como variações cambiais registradas no período, juros, multas, etc.

Despesas de vendas, como as comissões ou contas consideradas como pós-vendas, também devem ser consideradas.

Lucro/Prejuízo operacional

Após descontar todas as despesas acima do lucro bruto, você tem o resultado operacional da empresa.

É conhecido como “lucro operacional” ou “prejuízo operacional”.

Impostos

Por fim, é preciso deduzir o valor dos impostos pagos, como IRPJ e CSLL.

Resultado líquido do exercício

Após abater todos os custos e despesas do lucro bruto, você alcança o valor conhecido como resultado líquido do exercício.

Como fazer uma DRE?

E agora que você sabe tudo sobre a DRE, basta sentar e dedicar algumas horas para fazer a sua… Certo?

Bom, você pode fazer a DRE de forma autônoma, mas temos algumas dicas para facilitar a tarefa:

A prática mais comum entre empresas é contratar um contador para realizar a tarefa.

Contar com a ajuda de um profissional habilitado vai garantir maior segurança e conformidade na elaboração do documento.

Lembre-se: a DRE necessita de precisão dos dados para que os resultados sejam o mais assertivos o possível.

Porém, há uma outra forma de fazer a DRE — mais fácil, barata e que necessita apenas de alguns cliques.

Logo mais a gente te explica, continue a leitura!

Como analisar a DRE?

Existem algumas formas já aplicadas de análise da DRE, conhecidas como análise vertical e análise horizontal.

Na análise vertical, você pode ter um olhar mais específico, entendendo o percentual de cada despesa, custo ou receita em relação ao faturamento bruto.

Ou seja, com isso, você pode identificar quais receitas mais contribuíram para o caixa da empresa e quais despesas mais o afetam, por exemplo.

Já a análise horizontal, busca selecionar uma despesa, custo ou receita específica para entender sua evolução ou redução com o passar dos meses.

Como um software adequado pode ajudar na elaboração da DRE?

Agora, lembra que comentamos acima que há uma outra forma de elaborar a DRE? É o caso de um software de gestão financeira!

Algumas empresas, até mesmo de menor porte, possuem várias receitas e despesas diferentes.

É um volume de dados muito grande a ser considerado — isso sem falar nos impostos e demais deduções que enchem as planilhas.

Sem automação, é quase impossível garantir assertividade nos dados, concorda?

Neste ponto, o uso de um software de gestão financeira pode ser determinante, facilitando a elaboração da DRE — com poucos cliques, você tem o documento em mãos!

DRE: Vantagens de investir em um software de gestão financeira

Um sistema de gestão financeira traz incontáveis benefícios a um negócio, mas a automatização de processos talvez seja sua maior contribuição.

Isto porque é algo que vai além da operacionalização em si.

Por exemplo, para que tarefas sejam automatizadas, é preciso contar com uma eficiente integração de dados.

Você sabe como é: sem um controle eficiente, pode acontecer de uma compra ou outra serem feitas sem solicitar nota fiscal.

Isso é apenas uma das ações que podem gerar uma bola de neve e prejudicar o demonstrativo financeiro do negócio.

Ou seja, você e seu time se sabotam e impedem a visualização ampla e transparente dos resultados.

O software de gestão financeira resolve isso. Cada compra, venda, pagamento e movimentação em geral fica armazenada em seu banco de dados.

Lançamentos? São automáticos. Definição da categoria de cada despesa? Tudo automático.

Assim, você e seu time podem focar no negócio e nas dores dos clientes, enquanto a tecnologia se encarrega da parte burocrática — que, apesar de tudo, é ainda essencial.

TOTVS Backoffice

A ferramenta que contribui para apoiar a administração de contas e demais  necessidades do seu negócio tem nome: TOTVS Backoffice!

O sistema desenvolvido pela TOTVS é a escolha número 1 do mercado brasileiro — e não à toa, já que oferece a oportunidade de automatizar todo seu backoffice!

Ou seja, um ERP que vai muito além e entrega recursos, funcionalidades e diferenciais incríveis para melhorar de vez a gestão do seu negócio, potencializando seu crescimento.

Isso inclui, é claro, a possibilidade de automatizar tarefas financeiras e ter uma visão gerencial completa dos números da operação através da dashboards intuitivos com dados em tempo real da situação da sua empresa.

Ou seja, com alguns cliques, você acessa sua DRE do período, bem como seu fluxo de caixa, e pode potencializar a tomada de decisões.

Coloque sua empresa no topo com o TOTVS Backoffice!

Nova call to action

Conclusão 

A DRE é um documento com alto valor gerencial e contábil, que pode servir de insumo para uma análise aprofundada do seu negócio.

No fundo, esse demonstrativo é uma verdadeira ferramenta para que um gestor tenha acesso a informações valiosas por trás dos resultados da empresa.

Além disso, a DRE mostra caminhos que podem levar a tendências de mercado — oportunidades muitas vezes escondidas nos dados.

Neste blogpost, você pôde entender tudo isso e como a DRE pode contribuir para sua gestão.

No entanto, lembre-se também que sua elaboração é complexa. Por isso, contar com o auxílio da tecnologia é essencial!

Gostou do que leu? Então fique por aqui e leia mais conteúdos que vão enriquecer seus conhecimentos gerenciais e contábeis!

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