organizações exponenciais:Entenda, definitivamente, como funcionam as organizações exponenciais

Entenda, definitivamente, como funcionam as organizações exponenciais

Equipe TOTVS | GESTÃO DE NEGÓCIOS | 08 outubro, 2018

Já imaginou empresas que crescem dez vezes mais rápido que seus concorrentes diretos? Elas existem, estão presentes no nosso dia a dia e têm até um nome: organizações exponenciais ou ExOs (sigla para Exponential Organizations). A boa notícia é que sua empresa pode ser uma delas, desde que você consiga entender o fenômeno e se adaptar a uma nova realidade competitiva.

No artigo de hoje, vamos mostrar por que startups como Waze e Youtube ajudaram a inspirar o termo, o que ele significa e as vantagens em ser uma organização exponencial. Também vamos mostrar qual é o perfil das empresas que querem crescer rapidamente. Acompanhe!

O que são organizações exponenciais?

O conceito surgiu em 2009 na Singularity University, uma escola focada em inovação no Vale do Silício. Ele é fruto direto de uma pesquisa de 2 anos realizada pela Fortune 200 com a alta liderança de mais de 100 startups da região que apresentavam um crescimento muito acelerado.

Os pesquisadores Salim Ismail, Yuri Van Geest e Michael Malone colocaram as ideias surgidas na universidade no livro “Organizações Exponenciais: por que elas são 10 vezes melhores, mais rápidas e mais baratas que a sua (e o que fazer a respeito)”. Na obra, eles analisam o desempenho de ExOs como Waze, Youtube, Uber e Netflix e mostram por que elas são tão bem-sucedidas.

De acordo com os autores, portanto, as organizações exponenciais são aquelas que utilizam novas técnicas e tecnologias organizacionais para serem mais leves e terem um crescimento mais agressivo que as chamadas empresas clássicas ou lineares.

Quais são as diferenças entre ExOs e empresas lineares?

Para entendermos melhor as organizações exponenciais, vale a pena compará-las com as empresas lineares, também chamadas de clássicas.

Caraterísticas de empresas lineares

As empresas clássicas são as que seguem um modelo de negócio vencedor no século XXI, como as montadoras tradicionais de veículos, como a Ford, ou grandes varejistas como o Walmart. As principais características são:

  • forte estrutura hierárquica: a cadeia de comando é clara, os cargos sãos verticais e as lideranças concentram todo poder de decisão;
  • investimento em estrutura física: a ideia é acumular ativos em toda cadeia de produção, ou seja, desde fábricas até lojas, passando por redes de distribuição;
  • metas conservadoras: a empresa se apoia em resultados passados para projetar novos objetivos;
  • aversão a riscos: a inovação só é estimulada caso a possibilidade de falha seja praticamente nula.

Características em organizações exponenciais

O modelo linear é considerado ultrapassado, já que a realidade do Século XXI — com cada vez mais pessoas conectadas via internet e a informação sendo o produto mais valioso — exige um modelo menos rígido e mais dinâmico. Por isso, as organizações exponenciais seguem 5 atributos internos chamados de SCALE. São eles:

  • equipes enxutas (staff on demand): empresas são compostas por equipes fixas pequenas, melhorando a flexibilidade do negócio e diminuindo custos. O Instagram tinha apenas 13 funcionários quando foi comprado pelo Facebook por cerca de US$ 1 milhão;
  • comunidade (community and crowd): são parceiros e desenvolvedores independentes que comungam da missão da empresa. Eles propõem soluções e são divulgadores da sua marca;
  • algoritmo (algorithms): desenvolver algoritmos únicos é a principal força das organizações exponenciais, já que são eles que transformam linhas de código em soluções práticas;
  • ativos alavancados (leveraged assets): a opção é sempre por economia compartilhada ou ativos que possam ser capitalizados. O AirBnB, por exemplo, não compra imóveis, assim como o Uber não compra carros;
  • estratégias de engajamento (engagement): organizações exponenciais atuam para que o público seja ativo no desenvolvimento e na divulgação da empresa. São os dados dos usuários e as informações disponibilizadas por eles que são o diferencial do Waze, por exemplo.

Como se tornar a próxima organização exponencial?

No último tópico, mostramos como as empresas exponenciais são muito mais horizontais, leves e flexíveis do que as empresas clássicas e lineares.

Com isso, elas conseguem se adaptar mais rapidamente às mudanças de mercados, cada vez mais constantes graças aos avanços tecnológicos.

Dessa maneira, para não ficar para trás, vale a pena seguir alguns princípios das ExOs. Nós já falamos sobre algumas características que podem ser um bom exemplo, como o uso de equipes enxutas ou ativos alavancados.

Mas também existem 5 princípios internos, conhecidos como IDEAS, que podem ser replicados em quase qualquer empresa. São eles:

Interface

De certa forma, é uma “ponte” entre dois pontos que não podem se comunicar de forma direta. Um software pode ser a interface entre o usuário e o computador, por exemplo. Mas as ExOs levam o conceito um pouco adiante, já que podem ser consideradas criadoras de interfaces.

O aplicativo do Uber, por exemplo, é uma interface entre passageiros e motoristas, o Youtube, entre audiência e produtores audiovisuais, o Spotify, entre músicos e ouvintes etc.

Dashboard

Uma tradução livre para dashboard é painel de controle. São ferramentas de controle e gestão capazes de exibir dados e relatórios de forma automática.

Com eles, as equipes de organizações exponenciais conseguem medir resultados em tempo real e em qualquer lugar, já que essas soluções costumam ser ancoradas na nuvem e podem ser acessadas por qualquer aparelho ligado à internet, inclusive celulares.

Experimentação

Para organizações exponenciais, riscos fazem parte do negócio e são naturais em um ambiente de inovação constante. Por isso, elas investem em desenvolvimento rápido de novos serviços e produtos, mesmo que isso resulte em falhas eventuais. Elas devem servir de base para correções e aprimoramentos também constantes.

Autonomia

Empresas com equipes fixas enxutas e que contam com o envolvimento da comunidade não podem ter hierarquias muito rígidas ou processos de trabalho burocráticos. As equipes, embora reduzidas, precisam ser multitarefas e capazes de se organizarem de forma autônoma.

Social

Trata-se do uso de ferramentas sociais para melhorar a colaboração entre as equipes que, como falamos, são unidades auto-organizadas que podem estar dispersas pelo mundo — ou seja, uma empresa pode ter colaboradores no Brasil, Estados Unidos e Japão trabalhando no mesmo projeto. P

or isso, são utilizadas ferramentas de compartilhamento de arquivos e comunicação direta e transparente, para garantir fluxos de informações ininterruptos.

O que move uma organização exponencial?

Uma sigla de três letras é o verdadeiro segredo por trás das organizações exponenciais: PTM. Trata-se da versão reduzida de Propósito Transformador Massivo e indica o principal norte da empresa, ou seja, o que ela pretende transformar não só na vida de funcionários e clientes, mas também no mundo.

O PTM, portanto, precisa ser capaz de inspirar pessoas a se engajarem no projeto da companhia. Assim, ele consegue ser um chamariz para atrair talentos e parceiros, bem como a base da imagem e reputação da empresa junto a clientes e fornecedores. Ou seja, o valor da empresa não está nos seus objetivos internos, mas no seu impacto no mundo.

A Singularity University, que citamos no início do artigo, tem como PTM “ter impacto positivo na vida de 1 Bilhão de Pessoas”, o do Google é “organizar toda a informação do mundo”. E a sua empresa, já pensou sobre qual o propósito dela?

Você ficou com alguma dúvida sobre organizações exponenciais? Envie a sua pergunta na nossa caixa de comentários: ela pode ser tema do nosso próximo post!

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