Otimize a produção industrial com estas 7 tendências da era 4.0

Otimize a produção industrial com estas 7 tendências da era 4.0

Equipe TOTVS | MANUFATURA | outubro 26, 2018

A otimização da produção industrial é uma necessidade inquestionável. Em um mundo competitivo, em que é necessário oferecer maior qualidade, reduzir custos e ainda acelerar os processos, trata-se de uma questão de sobrevivência. Desde o surgimento do lean manufacturing, as companhias têm avançado muito nessa direção. Atualmente, com o desenvolvimento da Indústria 4.0, isso pode se tornar ainda mais fácil.

Quer saber de que forma esse novo modelo pode auxiliar na otimização da produção industrial? Então, continue a leitura. Vamos explicar como 7 tendências atuais contribuem para alcançar esse objetivo. Confira!

1. Uso de robôs

O uso de robôs não é exatamente uma novidade na indústria. O Unimate, primeiro robô comercial de uso industrial, se tornou parte da linha de produção da General Motors no ano de 1961. Hoje em dia, 1.500 robôs são instalados no Brasil a cada ano — um número baixo quando comparado ao índice de países desenvolvidos. Menos automatizadas, as nossas fábricas perdem também a competitividade.

Porém, quando se fala em Indústria 4.0, não se trata apenas de ampliar a quantidade de robôs instalados. Nesse novo modelo, eles se tornam cada vez mais autônomos. A implantação de sensores e a conexão de sistemas ciber-físicos tornam a linha de produção autogerenciada. Ela depende cada vez menos da intervenção humana.

2. Layout de chão de fábrica inteligente

Além da automatização de processos, um dos aspectos que interfere no fluxo de produção é o layout do chão de fábrica. É impressionante como mudanças na disposição de equipamentos e na ordem das tarefas são capazes de acelerar a produção industrial na medida em que facilitam a circulação de pessoas e insumos. Em alguns casos, também é recomendável dividir tarefas complexas em pequenos passos.

Para estabelecer o melhor layout, o primeiro passo é segmentar a produção em pequenas operações ou etapas. Também é interessante identificar em que pontos existe uma incidência maior de erros ou atrasos.

Depois de toda essa análise, o layout do chão de fábrica deve ser redesenhado para permitir que os passos da fabricação sejam posicionados em uma ordem lógica, de acordo com a sequência de tarefas necessárias para a conclusão do produto.

3. Otimização de processos

Otimizar processos é promover mudanças que façam todas as partes envolvidas trabalharem em sincronia, evitando o desperdício de tempo e recursos e promovendo a qualidade. Em uma indústria, essa ação elimina os gargalos da produção, permitindo um fluxo contínuo das atividades, sem interrupções ou problemas.

Porém, a otimização não é uma ação pontual. É preciso rever os processos continuamente. Para isso, o gestor deve compreender como eles funcionam, analisar os dados, identificar os principais pontos que precisam de ajustes, propor mudanças, executá-las e mensurar os resultados. Dessa forma, ele consegue aperfeiçoar permanentemente a produção.

Portanto, os dados são muito importantes para a otimização. Relatórios completos, que facilitam a identificação dos gargalos e mostram nitidamente a comparação de resultados antes e depois de mudanças aplicadas, permitem visualizar o impacto de cada ação proposta. Nesse sentido, um software de planejamento empresarial (ERP) pode ajudar.

Esse tipo de sistema consegue reunir os dados de diversas áreas de uma indústria e fornecer relatórios para o gestor. Assim, ele consegue avaliar a efetividade das mudanças baseando as suas conclusões nessas informações, e não apenas em uma percepção subjetiva do andamento dos processos.

4. Treinamento de colaboradores

Mesmo em uma era de grande eficiência tecnológica, a qualidade do capital humano continua sendo uma grande vantagem competitiva para as organizações. Por essa razão, o investimento em sua capacitação e preparo para enfrentar os desafios de um mercado em ebulição continuam sendo essenciais.

5. Pensamento holístico

Nesse novo contexto, o papel dos colaboradores muda consideravelmente. Eles deixam de ser operadores de máquinas, já que elas conseguem interagir entre si, monitorar a própria performance e sinalizar quando precisam de intervenção.

O treinamento passa a ter o papel de desenvolver o pensamento holístico, ou seja, a capacidade de enxergarem os processos e o negócio como um todo de maneira mais estratégica. Essa habilidade é fundamental para que eles consigam visualizar oportunidades de melhorias que resultam em maior qualidade e produtividade.

6. Aplicação do think lean

Entende-se que o conceito lean pode ser aplicado também ao funcionamento das máquinas. O objetivo aqui é identificar e reduzir as fontes de perda que prejudicam a eficiência e a performance operacional: inflexibilidade, variabilidade e desperdício.

Para isso, é necessário analisar o impacto das perdas de cada máquina, de acordo com cada um de seus atributos.

Por exemplo, alguns equipamentos desligam-se automaticamente após o final da demanda. Outros, por sua vez, continuam ligados e consomem energia. Em alguns casos, a espera por suprimentos atrasa a produção em outro ponto. Existem várias situações que causam algum tipo de perda ou desperdício ao longo do processo. O objetivo do think lean é identificar esses pontos e minimizar — ou eliminar — essas perdas.

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7. Internet das Coisas

A IoT (Internet of Things) está alterando drasticamente a produção industrial. Em primeiro lugar, os sensores embutidos nos produtos e equipamentos permitem o recolhimento e a análise dos dados de forma muito detalhada. Assim, os gestores têm um mapeamento preciso da linha de produção e conseguem identificar fatores que entravam o fluxo de atividades de forma muito mais simples.

Porém, a sua importância não se restringe a esse mapeamento e análise. Com a IoT, as máquinas conseguem interagir entre si, sem a necessidade de intervenção humana. Em uma fábrica, a comunicação machine-to-machine permite possibilidades que até então eram impensáveis.

Um sensor pode, por exemplo, sinalizar que o suprimento de matéria prima para a fabricação de um determinado produto está chegando ao fim. Esse alerta desencadeia a ação de outra máquina, responsável pela reposição.

Em outros casos, a IoT possibilita a modularidade e a produção de itens diversos em sequência. Ela permitirá o acoplamento de módulos diferentes para alterar a produção sem que um responsável precise reconfigurar toda a linha a cada alteração solicitada.

Uma fábrica de automóveis, por exemplo, poderá produzir veículos de diferentes modelos com essas mudanças simples. Isso também viabilizará a customização de muitos itens.

Embora o ritmo dessas mudanças seja muito variável, o fato é que elas estão se tornando cada vez mais comuns. A maturidade dessas tecnologias — o ponto em que se tornam altamente eficientes e são oferecidas a um custo reduzido — proporcionará uma imensa possibilidade de otimização da produção industrial.

Enquanto isso, é importante acompanhar essas tendências, implantar alternativas para tornar a empresa mais competitiva e se preparar para aproveitar as oportunidades que a inovação oferece.

Gostou do nosso artigo? Quer outras dicas para tornar o seu negócio mais eficiente? Então, continue no blog e leia o nosso post sobre gestão de estoque automatizado. Confira!

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