Gerenciamento de riscos se torna mais eficaz com uso de tecnologia

Empreender é gerenciar riscos. Ou, como disse Henry Ford, “quando tudo parecer estar contra você, lembre-se de que o avião decola contra o vento, não com a ajuda dele”.

Mas isso não significa que se enveredar pelo mundo dos negócios é “se jogar do precipício”, sem medir perigos.

Afinal, pensando ainda no avião, para que a decolagem aconteça, são analisados diversos fatores, o que faz com que a chance de ocorrer um acidente fatal aéreo seja 29 vezes menor que de um acidente de carro — de acordo com dados da Organização Internacional de Aviação Civil.

Agora, reflita: em qual dessas situações os riscos são mensurados com mais frequência? A resposta é óbvia.

E o que essa analogia de um simples voo de avião ensina para um empresário do setor de serviços?

Com planejamento e visão estratégica do seu negócio, é possível fazer com que as suas ideias decolem e voem, com tranquilidade. Tal processo inclui conhecer os fatores que podem ameaçar uma organização.

Muitas coisas podem estar contra você, o que não é preocupante quando é realizada uma análise eficiente e constante dos riscos inerentes ao bom funcionamento de sua empresa.

Isso faz com que seja possível proteger o seu negócio e garantir a sua sustentabilidade.

Entenda neste post como o gerenciamento de riscos pode preservar e melhorar o funcionamento da sua instituição.

Qual é a prioridade na sua empresa?

O gerenciamento de riscos como ferramenta para gestão empresarial não é apenas uma tendência: é uma realidade.

Ainda assim, uma pesquisa realizada pela KPMG em parceria com a Forbes indica que muitas organizações investem em processos de modernização para impulsionar os seus negócios, mas não estão cientes dos riscos inerentes ao uso de tecnologias digitais, por exemplo.

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Entre as observações, o levantamento realizado em 2017 aponta que grande parte dos empresários não sabem que existem riscos intrínsecos ao uso de processos de inteligência virtual.

O levantamento mostra, ainda, que 40% dos executivos de TI não dominam formas de avaliar os riscos do ambiente online, enquanto 47% não conseguem mensurar os perigos das plataformas mobile.

Quando os riscos devem ser avaliados?

O gerenciamento de riscos é uma questão de atenção que vem de muito antes da era da automação e da inovação digital.

E é um fator que pode impactar tanto a reputação de uma empresa quanto a relação com seus colaboradores, compliance, setores jurídicos e tributários, entre outros.

A crescente preocupação com a gestão de riscos pode ser comprovada por levantamento realizado pela KPMG, em parceria com o ACI Institute.

A pesquisa indicou que 48% dos empresários brasileiros entrevistados consideram ser necessárias melhorias no gerenciamento de riscos, que deve ser fortalecido.

No entanto, a ausência dessa cultura é um obstáculo para a implementação, de acordo com 65% dos entrevistados.

Isso mostra que se o gerenciamento de riscos ainda não é uma prioridade para o seu negócio, deveria ser. Isso porque algumas ameaças podem prejudicar de maneira definitiva uma empresa.

Todos os riscos são iguais?

Para entender quais pontos podem impactar negativamente a sua instituição, é preciso distinguir os tipos de riscos: os que podem ser prevenidos, os estratégicos e os fatores externos. São eles:

  • riscos externos: aqueles que não podem ser controlados, e incluem questões político-sociais, desastres naturais etc;
  • riscos estratégicos: os que a empresa conhece e assume. De certa forma, são riscos que podem ser controlados ou avaliados;
  • riscos que podem ser previstos: deve-se pensar nos que estão inerentes ao dia a dia e aos processos realizados pela empresa. De maneira estratégica, podem ser identificados e eliminados, para o bom funcionamento da corporação e para que não aconteçam ruídos ou danos de valor à companhia.

O que é gerenciamento de riscos?

Estabelecer um plano de gerenciamento de riscos é compreender, entre etapas, quais fatores podem impactar o seu negócio. E quais atitudes podem ser tomadas para contornar possíveis efeitos danosos.

É por meio do gerenciamento de riscos que se faz possível evitar prejuízos ou ações que abalem uma empresa, que prejudicam o seu crescimento ou gerem a sua depreciação.

A questão também está diretamente ligada à questão da falha humana, que talvez seja o ponto mais complexo para se sanar, sem ruídos ou prejuízos internos.

Gerenciar riscos não é, por via de regra, eliminar todas as ameaças.

É ter consciência da sua existência e ser capaz de manejá-los de forma que a organização possa cumprir os seus objetivos e seguir em um caminho sólido e sustentável de expansão.

Como elaborar um plano de gestão de riscos?

Confira as quatro etapas para um plano de gerenciamento de riscos:

Identificar e analisar os riscos

É como dizem: nada como reconhecer um problema e enfrentá-lo para conseguir superar uma dificuldade. Essa, aliás, é a principal característica da fase inicial da gestão de riscos.

Nessa etapa, é realizada a avaliação sistemática de cada área, analisando possíveis brechas, assim como as suas peculiaridades, e o que é preciso acontecer para que os riscos identificados realmente ocorram.

Todos os setores de uma empresa devem ser mapeados, desde o recursos humanos à área de vendas, RH, ou financeiro.

Seja como for, é importante entender que não há fórmula para a gestão de riscos, já que o processo varia de acordo com a estrutura de cada organização, e com as suas necessidades mais urgentes.

É, também, nessa fase inicial da gestão de risco que entram as falhas passadas (ou superadas), que devem ser lembradas para que não voltem a acontecer.

Classificar os riscos de acordo com importância e urgência

Com os riscos identificados e analisados, é preciso classificá-los de acordo com a urgência e com a agilidade na qual cada um deles deve ser solucionado.

Os riscos com possíveis impactos mais drásticos devem ser priorizados.

A escala de importância ou iminência é o que determina de qual maneira será realizada a gestão de riscos.

Tratar os riscos, por meio de um plano efetivo

Ciente de todos os riscos e com a urgência determinada, chega a fase de mitigar as possíveis falhas que podem impactar negativamente uma organização ou um setor.

Cada área deve estabelecer formas de atacar esses riscos, por meio de um planejamento estratégico.

Monitorar os riscos

A gestão de riscos é um trabalho constante, que nunca acaba, mas que, ao ser incorporada na cultura de uma empresa, passa a agregar constantes benefícios.

É o que fortalece corporações, reduz prejuízos, otimiza estratégias operacionais e potencializa ganhos.

Exemplo prático: gestão de riscos em uma conservadora

Imagine uma empresa de limpeza, ou conservadora, que conta com 25 colaboradores. Os profissionais prestam serviços para clientes em condomínios residenciais e empresariais, e o quadro está 100% comprometido.

Pelas características do setor, os auxiliares de limpeza estão sujeitos a acidentes de trabalho (como um escorregão ou uma queda), o que pode fazer com que um deles tenha que se ausentar de suas funções — e esse é apenas um dos exemplos.

O risco identificado inclui a possibilidade, ainda que remota, de uma brusca diminuição no número de colaboradores, em razão de licença médica.

Isso pode desencadear até mesmo em um rombo no volume de profissionais disponíveis para executar as tarefas já contratadas, em razão de problemas de saúde (outro risco).

Identificados e analisados, os riscos de acidentes de trabalho podem ser classificados pela chance de que aconteçam, por avaliação de histórico ou probabilidades.

Com isso, o responsável pela área consegue organizar o quadro de funcionários da conservadora de forma que existam brechas para adequações na rotina de trabalho, para que isso não gere insatisfação com os clientes.

Ou, inclusive, estruturar um banco de colaboradores que possam ser chamados em caso de urgência, além de alinhar o orçamento para que não existam problemas com fluxo de caixa.

Como proteger o seu negócio?

As soluções tecnológicas, como o sistema integrado de gestão empresarial (ERP) são uma forma de proteger a empresa das falhas humanas, obter dados verdadeiros e preservar informações sigilosas, além de possibilitar o uso de ferramentas de monitoramento e segurança para dados.

É por meio da antecipação possibilitada pelo uso da tecnologia que grandes danos jurídicos e tributários, que colocam em risco sólidas empresas, podem ser evitados.

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Como apresentado neste post, os benefícios da gestão de riscos como uma cultura empresarial são inúmeros.

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