Pensar nas tendências do setor de distribuição em 2026 não é apenas um exercício de futurologia. Elas são um guia prático para quem precisa tomar decisões agora sobre tecnologia, processos e pessoas. Tudo isso em um setor que vive de ritmo, escala e precisão.
Nos primeiros meses de 2025, o faturamento do setor atacadista distribuidor cresceu 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Termômetro ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados).
Mesmo com um ritmo mais contido, os dados mostram um mercado resiliente e com espaço para evoluir ainda mais quando eficiência e inovação caminham juntas.
Em 2026, essa evolução deve ser cada vez mais impulsionada por tecnologia, integração de dados e novas formas de operar estoques, armazéns e entregas.
Para ajudar você a se preparar, reunimos as principais tendências na distribuição em 2026. Aproveite a leitura!
7 tendências para o setor de distribuição em 2026
Para sustentar o bom momento do setor e transformar eficiência em vantagem competitiva, 2026 deve acelerar investimentos em tecnologia, integração e inteligência operacional.
A seguir, você confere como cada uma das 7 tendências que devem impactar a distribuição em 2026 e o que vale priorizar na sua operação.

1. IA aplicada à demanda, estoque e precificação
Em 2026, a inteligência artificial tende a ser uma das bases para decisões mais rápidas e assertivas em demanda, reposição e precificação no atacado distribuidor.
Em vez de atuar só na análise, a IA passa a orientar rotinas do dia a dia, ajudando você a equilibrar nível de serviço, margem e capital de giro.
Soluções de forecast de compras e recomendações de pedidos são aliadas para tornar a operação mais inteligente. Essas ferramentas podem contribuir para:
- aumento das vendas;
- tickets médios maiores;
- compras mais assertivas;
- redução do comprometimento de caixa.
2. Automação de CDs e armazéns como alavanca de produtividade
A automação deve ganhar ainda mais espaço em 2026 porque entrega produtividade, reduz falhas operacionais e melhora a previsibilidade do fluxo de armazenagem e separação.
Com processos mais automatizados e dados integrados, sua operação tende a responder melhor a picos de demanda e a exigências de entrega cada vez mais rápidas.
Além da automação dentro do CD, a otimização de rotas aparece como extensão natural desse ganho de produtividade, reduzindo tempo de entrega, custo logístico e impactos operacionais.
3. Visibilidade e rastreabilidade ponta a ponta

Uma das tendências na distribuição em 2026 é a visibilidade logística, que deixa de ser apenas controle operacional para se tornar um diferencial direto de competitividade.
Em um cenário em que tempo e previsibilidade pesam cada vez mais, acompanhar a jornada do produto com precisão ajuda você a agir rápido diante de desvios e evitar impactos no nível de serviço.
Temos consumidores cada vez mais exigentes e com altas expectativas, tendo como fator de decisão para uma compra o tempo de frete – seja no âmbito B2C ou B2B, afinal as empresas também exigem entregas mais rápidas.
Para alcançar esse nível de transparência, algumas tecnologias ganham destaque:
- Sistema de TMS, com controle de ponta a ponta da movimentação de cargas;
- GPS, para monitoramento de rotas e rastreabilidade de cargas com status em tempo real;
- blockchain, com registro seguro de informações e transações de dados.
4. Cibersegurança na cadeia conectada
A cibersegurança é mais uma tendência na distribuição em 2026 porque a operação está cada vez mais conectada, integrada e orientada por dados.
Com esse avanço, proteger informações, sistemas e integrações deixa de ser apenas um tema técnico e passa a ser um requisito direto de continuidade operacional e confiança no ecossistema.
Nesse cenário, o investimento em soluções em nuvem é um movimento natural do setor.
Além de escalabilidade e eficiência no armazenamento de dados, a nuvem pode reforçar a segurança digital quando há governança e arquitetura bem definidas.
Com ambientes cada vez mais integrados, reduzir riscos de interrupções e proteger dados estratégicos se torna parte da preparação inteligente para 2026.
5. Otimização de custos orientada por dados

Em 2026, a otimização de custos deve ser cada vez mais guiada por dados conectados à operação real, e não apenas por cortes pontuais.
Para atacadistas e distribuidores, o caminho mais sustentável é identificar exatamente onde estão as perdas, gargalos e desperdícios ao longo da cadeia e agir com precisão.
Com informações integradas entre vendas, estoque, armazém e transporte, você consegue equilibrar melhor custo e nível de serviço, reduzindo rupturas, evitando excesso de estoque e melhorando a previsibilidade logística.
Essa abordagem também abre espaço para decisões mais assertivas sobre compras, políticas comerciais e produtividade do CD.
Na prática, a eficiência tende a vir da combinação de analytics, automação de processos e metas claras por canal, região e perfil de cliente.
6. Evolução da força de trabalho e novos perfis
A evolução da força de trabalho deve ser um dos grandes diferenciais competitivos na distribuição em 2026.
À medida que IA, automação e integração assumem tarefas operacionais e analíticas, cresce a demanda por profissionais capazes de interpretar indicadores, ajustar processos e traduzir dados em decisões de negócio.
Isso não significa substituir experiência de campo, mas ampliá-la com novas competências.
Em uma operação orientada por dados, você precisa de times preparados para trabalhar com sistemas integrados, indicadores de performance em tempo real e rotinas mais inteligentes de abastecimento e armazenagem.
Investir em capacitação contínua, cultura de dados e colaboração entre TI e operação tende a ser parte essencial da agenda de distribuição em 2026.
7. Sustentabilidade e circularidade entrando no desenho operacional
Em 2026, a sustentabilidade deve influenciar decisões práticas da operação de distribuição, do planejamento de rede logística à gestão de estoques e transportes.
Na rotina de atacadistas e distribuidores, isso significa buscar eficiência com menor desperdício, mais inteligência no uso de recursos e indicadores claros.
A circularidade ganha espaço quando você conecta tecnologia e processo para reduzir perdas, melhorar a rastreabilidade dos fluxos e ampliar iniciativas de logística reversa. Nessa lógica, pequenas mudanças podem gerar impacto relevante no dia a dia.
A tecnologia como aliada da cadeia de distribuição
É possível observar a tecnologia fortemente presente entre as tendências de distribuição para 2026 e não é à toa: ela é capaz de otimizar processos e elevar a distribuição para um novo patamar de eficiência e inteligência operacional.
Quando as soluções conversam entre si, o impacto vai além da execução eficiente. Você passa a ter insights mais confiáveis para tomar decisões rápidas e estratégicas sobre estoque, roteirização, compras e atendimento.
É o caso dos sistemas da TOTVS para o setor de distribuição, que possibilitam a gestão completa de toda a cadeia, do controle de estoque à gestão de frotas, com acompanhamento da entrada e saída de mercadorias.
Um case de sucesso que demonstra esse potencial é a Medeiros Galvão. Com a implantação do TOTVS Distribuição e Varejo – Linha Winthor, os ganhos na operação foram claros.
Veja mais detalhes sobre o case de sucesso abaixo.
Quer colocar essas tendências no centro da sua estratégia? Conheça os sistemas da TOTVS para o setor de distribuição e leve sua operação para outro nível de eficiência, controle e escalabilidade.
Conclusão
As tendências de distribuição em 2026 mostram um setor em plena evolução, com tecnologia cada vez mais ligada ao que realmente move o resultado: produtividade, nível de serviço, margem e previsibilidade operacional.
Em vez de tratar inovação como iniciativa isolada, os atacadistas e distribuidores tendem a ganhar vantagem quando conectam três frentes:
- dados confiáveis e integrados, do pedido à entrega;
- automação com foco em gargalos reais do CD e da logística;
- inteligência aplicada à tomada de decisão, para equilibrar demanda, estoque e custo.
Com esse olhar, 2026 deixa de ser apenas um ano de tendências e se torna um ano de execução. E, se você quiser ampliar essa visão para o transporte e a cadeia como um todo, vale conferir também o conteúdo sobre tendências de logística.
Perguntas frequentes (FAQ)
O que esperar do setor de distribuição em 2026?
Você pode esperar um setor mais orientado por dados, com operações cada vez mais integradas e foco maior em eficiência e nível de serviço.
Em 2026, a diferenciação tende a vir da capacidade de transformar informação em ação, combinando IA, automação e visibilidade logística.
Ao mesmo tempo, temas como cibersegurança e sustentabilidade ganham força no desenho operacional, influenciando decisões de rede, armazenagem e transporte.
Como a IA impacta atacadistas e distribuidores?
A IA impacta a precisão da demanda, a gestão de estoques e a tomada de decisão comercial.
Em 2026, o uso de forecast e recomendações de pedidos tende a ajudar você a reduzir rupturas e excessos, melhorar compras e proteger capital de giro.
Além disso, a IA pode apoiar precificação mais inteligente no B2B e aumentar a produtividade do time ao automatizar análises e sugerir ações com base em padrões reais de consumo e operação.
Por onde começar a modernização do CD?
O melhor começo é mapear seus gargalos e conectar tecnologia a metas objetivas de produtividade, acuracidade e nível de serviço.
Em seguida, priorize a integração de dados entre vendas, estoque, armazém e transporte, escolhendo soluções que suportem automação gradual e medição de resultados.
Também vale investir na capacitação do time para operar processos mais digitais. Assim, você moderniza o CD com foco em ganhos contínuos e sustentáveis.
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