ESG: Conceito, como funciona e principais caraterísticas

Equipe TOTVS | BUSINESS PERFORMANCE | 10 maio, 2021

O acrônimo ESG, do inglês, Environmental, Social and Governance, embora não represente um tema necessariamente novo no mercado, vem despontando como grande tendência e tem sido uma importante e necessária resposta das empresas frente aos desafios da sociedade contemporânea, relacionados em especial à integração da geração de valor econômico aliado à preocupação com as questões ambientais, sociais e de governança corporativa. É uma forma de mostrar responsabilidade e comprometimento com o mercado que atuam, seus consumidores, fornecedores, colaboradores e seus investidores.

Você já ouviu falar em ESG e como essa agenda tem sido cada vez mais relevante na pauta da sociedade, dos conselhos de administração das empresas, na transformação dos negócios e vem influenciando as tomadas de decisões de investidores por todo o mundo?

Não à toa, é crescente a incorporação dos critérios ESG pelo mercado financeiro como um tipo de investimento, com a criação de índices e fundos específicos, o que aumenta o leque de opções aos investidores que desejam construir novas carteiras de investimentos visando melhor explorar as oportunidades que a sustentabilidade tem gerado e para mitigar os riscos de exposição à volatilidade econômica, política e social, através da aplicação de recursos dinheiro em empresas com a missão de tornar os negócios mais sustentáveis, com ampliação de geração de valor a todos os seus stakeholders e com menor impacto ao meio ambiente.

Neste conteúdo, nós vamos te ensinar tudo sobre o ESG em um verdadeiro guia completo sobre o tema.

Quer aprender mais sobre esse tipo de investimento? É só continuar a leitura!

O que é ESG?

O ESG é um conjunto de padrões e boas práticas que visa definir se a operação de uma empresa é socialmente consciente, sustentável e corretamente gerenciada.

ESG é uma sigla em inglês que reúne os três pilares desse movimento:

  • Environmental (Meio ambiente);
  • Social;
  • Governance (Governança).

Esses três pilares são utilizados como critérios para entender se uma empresa possui sustentabilidade empresarial, ampliando a perspectiva de análise do negócio para além das métricas financeiras

Ou seja, busca-se mensurar se a empresa é realmente uma opção viável de investimentos sustentáveis, capazes (e engajados) de gerar impactos positivos financeiros, sociais e ambientais.

Desse modo, a incorporação do ESG à estratégia e modelo de negócios das organizações reitera a máxima de que que propósito e lucro são indissociáveis.

Trata-se de validar que uma empresa tenha consciência sobre o seu papel enquanto empregadora e agente social. O ESG serve como um balizador para atestar que a organização possui a compreensão da influência que ela exerce, do impacto positivo ou negativo e do valor compartilhado que ela pode gerar por meio dos seus negócios perante todo o seu ecossistema de relacionamento.

Mas e o que o ESG pode dizer sobre uma empresa? A Equipe TOTVS respondeu:

Diz muito sobre o quanto a empresa está comprometida em relação a uma agenda mundial, de extrema relevância em governança corporativa. Está relacionada a uma empresa que está conectada às principais tendências e desafios globais da sociedade, que sabe o que é o certo a se fazer. É um compromisso.

A viabilidade do investimento depende de classificações independentes que ajudam a avaliar o comportamento e as políticas da empresa nesses três pontos principais.

Vale ainda ressaltar que não necessariamente uma organização deve ter atuações semelhantes no âmbito ambiental, social e de governança.

Uma empresa de serviços digitais, por exemplo, não terá uma atuação que cause impactos diretos ao meio ambiente. (Se ela tiver um datacenter, tem impacto a mensurar, do ponto de vista do consumo de energia e descarte dos equipamentos)

Porém, como você já entendeu, tudo depende das avaliações: a localização dos escritórios, o tratamento aos funcionários, o impacto nas comunidades em que está inserida, entre outros elementos, que passam a ser cruciais.

Cada um desses critérios têm um significado mais profundo, com diretrizes próprias que dependem do contexto e particularidade do setor em análise, mas de forma geral costumam ser avaliados os seguintes aspectos . Confira:

Ambiental

O critério ambiental inclui exigências nesse campo, como:

  • A gestão de resíduos;
  • A política de desmatamento (caso aplicável);
  • O uso de fontes de energia renováveis pela empresa;
  • O posicionamento da empresa em relação à questões de mudanças climáticas;
  • Os processos dedicados a reduzir ou eliminar a poluição do ar ou da água decorrentes de suas operações;
  • A logística reversa de produtos;
  • A política de negociação com fornecedores (se negocia com empresas participantes do Fair Trade, ou que usam insumos orgânicos ou mesmo que possuem certificações ambientais);

Além disso, o critério ambiental pode também se estender ao controle exercido pela empresa em terras que possui, se há ações para melhorar e preservar a biodiversidade, por exemplo.

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Social

Quando falamos dos critérios sociais do ESG, abrimos um leque muito grande de questões a serem consideradas.

Para os investidores, por exemplo, é essencial entender como a empresa preza pelo bem-estar dos funcionários.

Entre os pontos analisados pelos investidores e pelos gestores de fundos de investimentos, incluem-se:

  • Qual a taxa de turnover?
  • Há algum tipo de plano de previdência para os funcionários?
  • Qual o nível de envolvimento dos funcionários com a gestão da empresa?
  • Quais os benefícios e vantagens oferecidos aos funcionários, além do salário?
  • A empresa assume uma posição pública ou política sobre questões de direitos humanos?
  • O salário do funcionário é justo — em relação aos praticados dentro da empresa e também em relação ao mercado?
  • Existe e, caso sim, como é estruturado o programa de treinamento, qualificação e desenvolvimento dos colaboradores?
  • Como é a gestão do relacionamento com o cliente e quais ferramentas e processos a empresa disponibiliza para medir a sua satisfação?
  • Existe uma política corporativa clara que incentive a diversidade, a inclusão e que busque prevenir o assédio sexual?
  • Existe uma declaração de missão da organização? Se sim, ela representa realmente a atuação da empresa e, de forma explícita, busca ser benéfica para a sociedade?

OBS: No eixo Social encontra-se também a relação com fornecedores. Avaliá-los do ponto de vista dos critérios em ESG em relação a trabalho infantil, trabalho escravo, atuação em áreas desmatadas ou queimadas, promovendo transparência na relação. 

Governança 

Em ESG, o aspecto governança foca em como uma empresa é administrada pelos gestores e diretores.

Nesse caso, o ESG busca entender se a gestão executiva e o conselho administrativo atendem aos interesses das várias partes interessadas da empresa — funcionários, acionistas e clientes?

Além disso, há outras questões avaliadas, como:

  • Transparência financeira e contábil
  • Relatórios financeiros completos e honestos
  • Remuneração dos acionistas
  • Independência, equidade e diversidade nos conselhos
  • Integridade e práticas anticorrupção
  • Gestão de riscos;

Além disso, busca-se entender se essa remuneração está atrelada aos aspectos ESG e vinculada ao valor de longo prazo, a viabilidade e a lucratividade da empresa.

Como e quando surgiu o ESG?

Paraentender o que é ESG e como chegamos aqui, é interessante compreender as raízes desse conceito.

Há diferentes versões na Internet, mas vamos tentar criar uma linha do tempo para mostrar a evolução da ideia exercitando um tipo de investimento concreto e definido por critérios.

Primeiro, é possível mapear os primeiros investimentos motivados por crenças religiosas e de estilo de vida por volta de 1970.

Um dos motivadores foi a Guerra do Vietnã, que ocorreu no final dos anos 60, e que não possuía tanto apoio da população americana — que se opunha ao governo.

Esse senso moral guiou alguns investidores e também empresas durante décadas. Foi em 2004, porém, que o ESG tomou forma.

Neste ano, o termo foi citado em uma publicação do Pacto Global em parceria com o Banco Mundial, intitulado “Who Cares Wins” (que traduzido pode ser lido como “Quem se importa, ganha“).

O artigo queria mostrar como empresas engajadas com causas sociais e ações de preservação ao meio ambiente, bem como à boa governança corporativa, tinham melhores resultados.

Já em 2007, surgiram os green bonds, títulos emitidos com objetivo de captar recursos para promover a melhoria ambiental. São conhecidos como títulos verdes ou investimentos verdes.

Hoje, os critérios ESG avançam globalmente e apontam para um caminho sem volta no mundo dos investimentos.

Como exemplo, de acordo com dados da PwC, até 2025, cerca 57% dos ativos de fundos mútuos na Europa serão ESG. Em valores, significa algo na casa dos 7,6 trilhões de euros.

O que são investimentos ESG?

O investimento ESG é uma forma de impulsionar os setores mais sustentáveis e ser um indutor de boas práticas de gestão corporativa, dando oportunidade e reconhecimento para empresas que apresentem bons níveis de responsabilidade social, ambiental e de governança.

Assim, é possível promover o crescimento de organizações ativamente preocupadas em melhorar o mundo, o mercado e a vida de seus colaboradores.

A análise realizada por parte dos fundos de investimento e pelos seus investidores em seus portfólios não possui um framework padronizado.

Na verdade, cada fundo tem a liberdade de realizar essa leitura, de acordo com seus próprios parâmetros. Assim, é possível dar pesos diferentes — dependendo do tipo de fundo e do setor de negócio que está sendo avaliado.

Como é o cenário de investimentos ESG no Brasil?

No Brasil, o ESG ainda não é uma unanimidade e ainda não tem a mesma relevância que tem na Europa, por exemplo. No entanto, o cenário é positivo e o tema cada vez mais ganha tração entre os gestores de ativos brasileiros.

Há uma demanda no mercado por aplicações mais responsáveis que vem servindo como estímulo para o aprimoramento e desenvolvimento de boas práticas no mercado.

Podemos perceber um maior engajamento dos investidores e importantes fundos de gestão globais cobrando um posicionamento mais concreto em relação às diversas temáticas de ESG. Entre elas:

  • Diversidade
  • Inclusão e equidade
  • Mudanças climáticas
  • Governança, ética e integridade nas relações
  • Qualidade de vida dos colaboradores em tempos de pandemia

No setor privado, as iniciativas estão sendo colocadas em prática aos poucos.

As grandes e médias empresas entendem que as questões relacionadas à mudanças climáticas, diversidade, compliance, precisam ser implantadas e disseminadas com urgência. Por isso, muitos são os projetos nesta direção.

Um claro reflexo dos últimos anos, conforme comentário da Equipe TOTVS:

O tema está em consolidação entre as empresas, nos mercados europeu e norte-americano já estão sendo mais discutidos e agora segue em franca expansão no Brasil. A pandemia global acelerou e antecipou as discussões. Florian Bartunek, da Constellation, gestora de fundos local, diz que vivemos em apenas 2 anos os movimentos que experimentaríamos nos próximos 20. Mudanças culturais, comportamentais e econômicas estão acontecendo e como consequência o cenário está se alterando rapidamente.

Empresas estão buscando soluções mais sustentáveis para seus negócios.

Já se entende que não dá para continuar a produzir sem olhar para estas questões.

O que é um consenso, porém, é que há muito espaço e oportunidades para evoluir dentro do tema no país.

Com isso, é possível desenhar um cenário com perspectivas positivas para o ambiente de negócios brasileiros, à medida que o tema vá se desenvolvendo nos mais diversos segmentos da economia. 

Como funcionam os investimentos ESG?

Os investimentos ESG funcionam como via de mão-dupla no mercado financeiro.

Ao mesmo tempo que sua existência impõe certa pressão para que as empresas de capital aberto se preocupem com fatores além do lucro, também serve de ponteiro para direcionar os investimentos dos acionistas.

Um exemplo da dimensão que o ESG vem tomando pode ser demonstrada em números:

De acordo com a Forbes, existem mais de 500 fundos de índice focados em sustentabilidade apenas nos EUA, com mais de US$250 bilhões em ativos.

Impulsionada, em especial, pela pandemia da Covid-19, estima-se ainda que, a nível mundial, os ativos globais em fundos ESG ultrapassem a barreira dos US$53 trilhões até 2022.

Qual  a importância de investimentos ESG?

Os investimentos ESG assumem um papel cada vez mais fundamental no mercado financeiro — com impactos positivos em todo mundo.

São vários fatores que apontam isso, como as constantes e cada vez mais rápidas mudanças culturais, comportamentais e econômicas.

Tratam-se de mudanças que mudam as regras sociais e que transformam as relações entre pessoas, empresas e tecnologias de forma significativa, alterando a lógica do mercado de investimentos.

Como exemplos claros dessa movimentação, podemos mencionar as cartas enviadas em 2020 e 2021 pelo CEO da Black Rock, Larry Fink, o maior fundo de investimento global com 7 trilhões em ativos sob gestão.

Nos documentos, Fink afirma que a sustentabilidade estará no centro das decisões em investimentos e que é preciso colocar em prática ações concretas para reduzir os danos e caminhar para uma economia mais sustentável e de baixo carbono.

Fink ainda coloca agentes privados, públicos e a sociedade em convergência pelo desenvolvimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), a fim de transformar em realidade a agenda ESG de que todos e a sociedade tanto desejam.

Ou seja, é uma transformação desejada e incentivada dentro do mercado financeiro, um sinal que a Equipe TOTVS também vê como positivo:

O desafio é fortalecer a integração dos aspectos econômicos, ambientais, sociais e de governança (ESG) na estratégia e no modelo de negócios, nas decisões de investimento, nos produtos, nos serviços, nos processos de inovação e no desenvolvimento tecnológico das Companhias.

Desse modo, cada vez mais fundos de investimento incorporam critérios de sustentabilidade em seus modelos de avaliação de empresas.

Algo que, por si só, “estimula” as organizações a adotarem e implementarem ações relativas aos critérios do ESG.

Os reflexos dessa transformação são vários, como:

  • o uso consciente de produtos e serviços;
  • consumidores mais conectados às marcas e seu propósito;
  • uma geração mais engajada com questões do ESG e que as incorpora em sua filosofia de investimentos;
  • a discussão qualificada sobre diversidade, equidade e inclusão no ambiente de trabalho e sociedade, entre outros.

Quais são as características dos fundos de investimento ESG? 

As principais características dos fundos de investimentos ESG estão ligados aos critérios adotados para análise de tomada de decisão de investimento, que costumam incorporar métricas para além dos aspectos econômicos-financeiros.total com os critérios.

Em geral, o investidor que opta por esse tipo de fundo quer impulsionar os setores mais sustentáveis, bem como ser um indutor de boas práticas de gestão corporativa.

O objetivo é contribuir com o melhor desenvolvimento do ambiente de negócios, de forma que o ESG sirva de ferramenta para análise comparativa da performance das empresas dentro desses três temas.

É algo que a Equipe TOTVS corrobora, conforme as palavras do próprio time:

Os investidores estão buscando construir novas carteiras de investimentos visando melhor explorar as oportunidades que a sustentabilidade tem gerado e para mitigar os riscos advindos da volatilidade econômica, política e social. Desta forma, o olhar tem estado voltado às empresas que tem feito um bom trabalho de integração da geração do valor econômico aos aspectos ESG; aos negócios que geram valor econômico, mas que possuem propósito e são capazes de gerar impacto positivo priorizando todos os seus principais stakeholders, sem considerar um em detrimento de outro.

Desse modo, o ESG busca embasar as decisões de investimento, de modo a apresentar indicadores confiáveis e dados concretos para servir de comparação.

Já para a sociedade, o ESG funciona como um espelho, dando mais visibilidade às ações das empresas, seus esforços e práticas de gestão ambiental, social e de governança.

Vale ainda ressaltar que o ESG não é uma moda, ou algo passageiro. É um movimento que cada vez mais ganha força e que depende de uma estratégia de construção de médio a longo prazo.

O ESG tem relação com o legado da sua empresa e a implementação da sua visão de futuro.

Para materializar isso, as organizações contemplam diferentes visões de seus stakeholders em seu modelo de negócio. Como consequência natural desse processo, elas são mais resilientes, gerenciam de forma mais consistente os riscos da sua operação, mitigam os impactos e exploram melhor as oportunidades.

Em geral, são empresas que:

  • Conquistam e mais clientes
  • Retém os melhores talentos
  • Geram novas fontes de receita para o negócio
  • Atraem mais investimentos para projetos de longo prazo
  • Possuem marcas empregadoras mais fortes e atrativas
  • Possuem relações mais perenes e sólidas com as comunidades e seus stakeholders
  • Potencializam o engajamento da marca com públicos formadores de opinião em ESG

Ainda assim, é possível destrinchar essas características a partir de três diferentes perspectivas:

Sustentabilidade

Não é de hoje que o tema da sustentabilidade ganha os holofotes.

No entanto, cada vez mais se cobra um posicionamento das empresas — porém, através de ações que vão além do campo do discurso.

Investidores que buscam empresas antenadas no quesito ambiental, querem encontrar players com um modelo sustentável de negócio estabelecido.

De modo que não apenas contribua para o meio ambiente, mas que realmente atue de forma a melhorá-lo, com ações de prevenção.

Rentabilidade

Apesar de todo engajamento social e ambiental, uma das características dos investimentos ESG é sua rentabilidade.

Afinal, há um jeito de empresas dedicadas à geração de valor muito além do lucro apresentarem ótimos resultados financeiros?

Os dados mostram que sim.

É o que mostra o Confiança e Impacto, um estudo da PwC, que prevê uma taxa de crescimento anual composta de quase 27% para o fundos de ações ESG, com ativos praticamente quadruplicando até 2025 (para mais de 3,6 trilhões de euros).

Isso quer dizer que um fundo ESG tem garantia de retornos? Como tudo no mundo dos investimentos, é impossível cravar isso.

No entanto, a história recente desse tipo de investimento mostra uma evolução promissora.

E essa é uma das características dos investimentos ESG, que buscam equilibrar as preocupações para além do aspecto financeiro — sem relegá-lo.

Volatilidade 

Naturalmente, empresas que investem em planos e ações mais sustentáveis costumam apresentar menor taxa de volatilidade.

Ou seja, a chance dessas empresas se envolverem em situações jurídicas motivadas por crimes ambientais ou descumprimento de legislações específicas ao tema é pequena.

Em outras palavras, embora todo o investimento tenha riscos, pode se dizer que o risco do investimento ESG é possivelmente menor e/ou as empresas presentes nesse tipo de portfólio adotam práticas de governança e gestão diferenciadas no tema.

ESG: Quais os principais índices desse tipo de investimento na B3?

Com a ascensão dos critérios ESG, o mercado criou alguns índices que filtram as organizações que realmente colocam essas melhorias em ação.

Na B3, existem alguns índices que buscam efetivamente reunir apenas as empresas que aplicam boas práticas e políticas de sustentabilidade, além de se posicionarem sobre questões sociais e que também investem em melhores ações de governança corporativa.

Ao analisar esses índices, os investidores conseguem ter acesso direto e simplificado às empresas ESG, bem como podem acompanhar com mais facilidade seu desempenho na bolsa de valores.

Outro fator que vale a pena destacar é que, no Brasil, existem fundos ESG passivos, conhecidos como ETFs (Exchange Traded Funds).

São fundos com uma missão semelhante: direcionar capital para empresas engajadas em boas práticas ambientais, sociais e de governança.

Interessou no tema? Confira os principais índices ESG da bolsa:

Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE B3)

O ISE B3 é uma das iniciativas pioneiras na América Latina e um dos primeiros índices criados no mundo para a perspectiva da sustentabilidade. O objetivo é criar um ambiente para investimento que leve em consideração as ações de sustentabilidade e desenvolvimento de uma instituição. 

O índice é operado pela B3. Trata-se de uma ferramenta que analisa dados de performance sustentável de uma empresa, tendo como base quatro pilares: eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. Saiba mais clicando aqui!

Índice de Governança Corporativa (IGCT)

O IGCT tem como objetivo reunir empresas mais engajadas com o pilar de governança corporativa.

Ou seja, players que efetivamente buscam melhorar sua gestão de modo a impactar positivamente a sociedade, seus acionistas, seus consumidores e colaboradores.

São empresas comprometidas a serem mais transparentes, que fazem parte da B3 e estão listadas em alguns segmentos específicos, como Novo Mercado ou nos Níveis 1 ou 2. Saiba mais clicando aqui!

Índice S&P/B3 Brasil ESG

Lançado em 2020 pela B3, o Índice S&P/B3 Brasil ESG reúne empresas que fazem parte do S&P Brazil BMI (Broad Market Index).

Para que a organização seja incluída, ela deve ser elegível para investimentos estrangeiros, não podendo fazer parte do setor tabagista, carvoeiro ou armamentista. 

Além disso, precisam aderir ao Pacto Global estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

É talvez um dos índices mais completos na questão ESG, pois as empresas recebem uma pontuação relacionada às atuações em cada um dos pilares.

Os critérios de análise são estabelecidos pela S&P Dow Jones Indices. Saiba mais clicando aqui!

Índice Carbono Eficiente (ICO2)

O ICO2 foi criado pela B3 em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o objetivo de reunir empresas engajadas com questões de aquecimento global.

As empresas presentes no Índice Carbono Eficiente fazem parte do IBrX-50, um conjunto de organizações comprometidas com a redução da emissão de gases estufa na atmosfera.

São empresas mais normalmente pertencentes à indústria e seus vários segmentos. Saiba mais clicando aqui!

O que é preciso saber antes de investir em fundos ESG?

Na teoria, investir em fundos ESG é uma ótima maneira de alinhar suas premissas com as do mercado, certo? Agora, na prática, isso pode realmente causar algum impacto?

Como os dados mostram, podem sim!

O ESG é uma forma de incentivar empresas a mudarem suas atitudes em relação às questões ambientais, sociais e de governança.

Porém, antes de investir em um fundo ESG, é preciso compreender as alternativas do mercado e como aportar seu dinheiro da melhor forma.

Algo que muitos especialistas recomendam é investir em ETFs, que são fundos ligados aos temas de sustentabilidade que já mencionamos no conteúdo.

Além disso, você pode buscar pelos índices apresentados acima, tendo a certeza que seu capital será bem investido e estará contribuindo para as causas corretas.

Conclusão 

Os investidores estão buscando construir novas carteiras de investimentos visando melhor explorar as oportunidades que a sustentabilidade tem gerado, mitigando os riscos advindos da volatilidade econômica, política e social.

Assim, cada vez mais investidores voltam seus olhares às empresas que fazem jus ao ESG, integrando seus valores éticos para gerar valor em mais campos que apenas o financeiro.

Busca-se, portanto, fomentar uma cultura corporativa com propósito, que priorize seus stakeholders, seus consumidores, o mercado no qual atua, os colaboradores que fazem sua operação acontecer e a comunidade em que estão inseridos.

Cada vez mais, o ESG se torna relevante para o mercado financeiro.

Neste conteúdo, você pôde aprender tudo isso, conhecendo todos os aspectos, história, cenário atual e importância do ESG.

Agora, que tal continuar aprendendo ainda mais sobre o mercado e a correta gestão de negócios? É só seguir lendo os conteúdos do Blog da TOTVS!

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