4 boas práticas para aplicar a redução de desperdícios nas indústrias

Um dos elos mais importantes para a eficiência operacional na indústria é, sem dúvida, a redução de desperdícios. Atuar de maneira eficiente, nesse sentido, passa por uma operação regular, rígida, na qual cada ativo, insumo e recurso é devidamente aproveitado no chão de fábrica.

Empresas que trabalham com esse atributo como um ideal certamente têm mais condições de potencializar os seus investimentos e otimizar os seus custos, por exemplo, ao minimizar processos ineficientes e que oneram o negócio devido ao desperdício de materiais, insumos e, também, de tempo.

Sabendo da importância da redução de desperdícios em indústrias, preparamos este post mostrando 4 boas práticas que podem ser aplicadas para melhorar os resultados da empresa nesse aspecto. Continue a leitura e confira!

Como identificar desperdícios na indústria

Inicialmente, é fundamental abordarmos sobre como o desperdício pode ser identificado ao longo da cadeia produtiva de uma indústria, visto que esse é o primeiro passo para que as inconsistências sejam sanadas.

Nesse sentido, há diferentes pontos que podem ser avaliados por gestores e líderes, a exemplo dos que citamos a seguir. Veja!

Lucratividade reduzida

Esse é, sem dúvida, um dos indicativos mais fortes de que a empresa não está sendo totalmente eficiente em suas atividades. Por isso, é fundamental analisar cada processo e cada elo da cadeia produtiva, pois pode haver gargalos, erros e outros problemas drenando os recursos da companhia e gerando desperdício de capacidade de produção.

Produção em excesso

Hoje, como se sabe, a produção de uma indústria precisa estar perfeitamente alinhada às demandas do mercado. Caso contrário, o desperdício será um efeito praticamente certo nas atividades.

Nesse ponto, por exemplo, lidar com grandes estoques parados, superprodução e acúmulo de insumos são alguns indicadores de que a empresa pode estar perdendo recursos em razão da má gestão do fluxo produtivo.

Além desses itens, existem diversos outros que também servem de norte para que os gestores identifiquem pontos de atenção na indústria, tais como:

  • movimentação interna de mercadorias mal planejada;
  • altos índices de retrabalho;
  • atrasos no cumprimento de contratos;
  • acordos comerciais mal geridos, fazendo que com alguns clientes tenham mercadorias em excesso, enquanto outros sofrem com a indisponibilidade.

Todos eles funcionam como um alerta, mostrando que existem quesitos que podem e precisam ser aprimorados na operação da empresa.

Redução de custos x Redução de desperdícios

Quando o assunto é redução de desperdícios na indústria, é muito comum associar essa medida à redução de custos. Evidentemente, ambas ações estão ligadas, mas não podem ser entendidas como equivalentes.

Na realidade, a redução de custos tem um aspecto muito mais abrangente, visto que pode ser alcançada por meio de medidas operacionais e também estratégicas, como a reformulação de acordos com fornecedores, automação, aplicação de metodologias mais eficientes, entre outras.

A redução de desperdícios, por sua vez, está mais ligada ao lado operacional, pois visa a eliminar todos os pontos negativos da indústria e que causam prejuízos, como é o caso da má gestão de estoques, má alocação de funcionários, ociosidade de equipamentos e recursos humanos etc.

Reduzir o desperdício é, sem dúvida, um dos caminhos para minimizar os custos operacionais.

Boas práticas para a redução de desperdícios

Como dito, é possível aumentar a eficiência operacional da empresa e, com isso, melhorar o aproveitamento de todos os seus recursos, sejam eles materiais ou humanos. Para tanto, algumas medidas podem ajudar. Confira algumas delas a seguir!

1. Gestão de materiais e estoque

Gerir o estoque da indústria de maneira mais qualificada é uma das ações mais importantes para se evitar o desperdício. Nesse ponto, por exemplo, evita-se o acúmulo de insumos sem uso — o que imobiliza um capital estratégico e que poderia ser aplicado em setores mais vantajosos —, gastos com armazéns e pessoal para gerir todos os processos, assim como o desperdício com o perecimento de insumos devido ao controle inadequado de prazos de validade etc.

2. Gestão da produção

Uma produção desajustada também pode ser fonte de desperdícios constantes na indústria. Seja pela produção excessiva, seja pela produção aquém do necessário, há prejuízos para o potencial produtivo em ambos os casos.

Assim, quando se produz em excesso e não há a saída de toda produção, a empresa acaba desperdiçando recursos com o armazenamento, além de investir na fabricação de itens pelos quais não terá o retorno imediato para fazer o capital circular.

Por outro viés, uma produção abaixo do necessário, além de causar rupturas no fornecimento de terceiros e/ou parceiros, também desperdiça a capacidade de produção ao subaproveitar a infraestrutura da empresa, o maquinário e os investimentos realizados para produzir.

Desse modo, o ideal é que a indústria esteja em avaliação contínua do mercado e das suas demandas, de forma a sempre compatibilizar a produção às necessidades externas, evitando o problema citado anteriormente.

3. Manutenção preventiva

Quando se trata de uma indústria, há uma série de processos que dependem do apoio de máquinas, equipamentos e ferramentas para que a produção siga um fluxo ideal. No entanto, qualquer defeito nesses ativos certamente implicará gastos para a empresa, o que, em muitos casos, poderia ser evitado com uma simples política de manutenção preventiva.

Nesse contexto, queremos mostrar que realizar a manutenção preventiva de todo o inventário da indústria é uma forma bastante eficiente de se reduzir as perdas. Isso porque equipamentos com a manutenção em dia são menos suscetíveis a erros e falhas que podem interferir na qualidade do produto, gerando um desperdício direto de recursos com eventual descarte de materiais e refação de etapas.

Mais do que isso, a manutenção preventiva também figura como uma alternativa mais econômica para gerir o inventário do negócio, identificando e solucionando problemas antes que eles causem danos mais graves e requeiram gastos mais altos por parte da empresa. Ou seja, evita-se o desperdício de dinheiro com a correção e economiza-se com a prevenção.

4. Promova a reutilização de materiais

Outra forma interessante, sustentável e extremamente viável de se reduzir o desperdício na indústria é a partir da reutilização de materiais. Itens como recipientes de produtos e embalagens, a depender da natureza das mercadorias, podem ser reaproveitados nos processos.

Nesse sentido, é muito importante que a empresa tenha uma política voltada para o reaproveitamento, poupando gastos e reciclando tanto quanto possível aqueles insumos, resíduos etc. em suas atividades diárias. Vale mencionar que, no cenário atual, grandes indústrias investem cada vez mais nesse aspecto não só pela economia, mas pelo apelo sustentável e ecológico que a ação representa.

O papel da tecnologia na redução de desperdícios

Dada a dinâmica atual, em que a indústria 4.0 está em plena ascensão, é praticamente impossível não citar o papel da tecnologia no aprimoramento das operações industriais. Nessa lógica, é certo que a inovação atualmente também ajuda as empresas na redução de desperdícios.

Tomando como base os pontos citados neste artigo, hoje sistemas e softwares auxiliam gestores e líderes a gerir de forma mais qualificada os estoques da empresa, diminuindo problemas e gastos desnecessários com o seu acúmulo. No mesmo sentido, ERPs também são a base para a coleta de dados e integração entre indústria e demais agentes comerciais, o que a ajuda a alinhar melhor a sua produção aos níveis de demanda.

Indo além, há que se falar também do diferencial de conceitos como a automação, Inteligência Artificial, Internet das Coisas e tantos outros, que otimizam as operações internas na indústria, tornando os fluxos de trabalho mais eficientes, menos suscetíveis a erros e muito mais visíveis aos olhos dos tomadores de decisão.

Por fim, como foi possível perceber, a redução de desperdícios em indústrias, no cenário atual, passa por uma vasta cadeia de ações. Nesse sentido, os gestores devem ter consciência de que pequenos aprimoramentos, quando somados, trazem impactos positivos bastante consideráveis ao ambiente da empresa, promovendo uma operação mais eficiente, sustentável e duradoura. A tecnologia, como não haveria de ser diferente, está intimamente ligada a essas otimizações. Logo, esse é um dos caminhos mais promissores a se seguir.

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