Internet das Coisas industrial e as aplicações nas empresas brasileiras

Estamos passando por uma verdadeira revolução tecnológica e os impactos já podem ser sentidos tanto no nosso cotidiano quanto no mundo corporativo. Na indústria, a jornada digital gerou uma série de novas possibilidades, transformando a tecnologia em ferramenta que gera valor para os negócios.

Nesse sentido, a Internet das Coisas (IoT) é um dos conceitos que mais ganhou espaço. Seguindo a tendência mundial, o mercado brasileiro vem se adaptando ao uso das novas ferramentas disponíveis. Ainda assim, é natural ter algumas dúvidas sobre o real impacto da Internet das Coisas industrial.

Neste post, mostraremos qual é o cenário atual da Indústria 4.0 e de que forma a IoT está sendo aplicada no setor. Confira!

A Indústria 4.0 e os dispositivos móveis

A 4ª Revolução Industrial transformou a informação em um ativo ainda mais valioso para as empresas. Hoje, é essencial adotar estratégias para coletar, armazenar, processar e fazer uso inteligente de dados. Consequentemente, os dispositivos móveis ganharam espaço nas operações — e isso vai além da produção fabril.

A coleta e a troca de dados depende da inserção de sensores em equipamentos, assim como do estabelecimento de métricas e indicadores para transformar o Big Data em informações legíveis e relevantes. Por isso, métodos e estratégias devem estar alinhados à implantação de soluções tecnológicas com Industrial Internet of Things (IIoT).

Seguindo a tendência da indústria internacional, o Brasil vem abrindo caminho para esse novo modelo de negócio.

O investimento em Internet das Coisas industrial

Um relatório do IDC Predictions Brasil aponta que, somente no ambiente doméstico brasileiro, o mercado de IoT deve alcançar os U$S 612 milhões em 2018. No mercado total, esse valor tende a chegar na casa dos US$ 8 bilhões ainda este ano. O crescimento está sendo alavancado pelo Plano Nacional de Internet das Coisas, uma parceria entre MCTIC e BNDES.

Na prática, isso indica que já há uma grande movimentação das empresas para se adaptarem às novas formas de produzir. Com dispositivos móveis, sistemas de Big Data Analytics e o uso inteligente dos dados, a produtividade dessas organizações deve disparar. Consequentemente, manter-se atualizado passou a ser uma questão de sobrevivência no mercado.

Afinal, a IoT representa hoje um importante diferencial competitivo em qualquer setor — principalmente no industrial. Contudo, o mercado é rápido em sua movimentação e as possibilidades que a tecnologia oferece são muitas. Empresas que insistirem no uso de métodos mais obsoletos de produção tendem a perder espaço gradativamente.

Isso nos leva às aplicações práticas da Internet das Coisas industrial. A seguir, mostraremos quais são elas e como beneficiam a produção fabril.

As aplicações na indústria

Monitoramento da produção

Uma das aplicações básicas da Internet das Coisas industrial é o monitoramento da produção. Com sensores ou dispositivos móveis conectados aos equipamentos, é possível coletar dados de performance em tempo real. Eles são enviados para um sistema que processa os dados, exibe o desempenho em uma dashboard e gera relatórios com gráficos e outros recursos para interpretação.

O objetivo é que os gestores possam acompanhar o fluxo de produção em tempo real, além de identificarem desvios que representem algum risco para os processos. Com sensores de vibração, temperatura e velocidade em um eixo, por exemplo, é possível prever uma quebra com antecedência maior do que qualquer outro método permitiria.

Assim, a manutenção preventiva entra em ação de forma planejada, eliminando riscos antes que eles se tornem ameaças reais. A tendência é que a produção se torne mais fluida e enxuta (sob demanda, rápida e com menos recursos).

Gerenciamento de estoque

O controle de estoque tende a se tornar cada vez mais otimizado, sempre norteado pelas características de cada companhia. Com sensores ou etiquetas RFID nos itens, as baixas de materiais podem ser automatizadas, assim como a identificação do momento de reposição — da mesma forma que uma geladeira com IoT avisa o proprietário que um item está em falta e pode até fazer o pedido diretamente ao supermercado.

No estoque, a reposição just in time da IIoT permite que as empresas adaptem os níveis de cada material de acordo com os projetos que estão rodando nas linhas. Assim, o volume excessivo de certos itens é evitado, reduzindo os custos de armazenamento e otimizando a relação entre compras e produção.

Tudo isso por meio de um sistema inteligente, automatizado e cada vez mais unificado.

Segurança

Câmeras são itens tão presentes na indústria que, muitas vezes, passam despercebidos. Com a Internet das Coisas, elas se tornam ferramentas ainda mais poderosas. A comunicação via rede wireless promove a troca de dados em tempo real, abrindo espaço para novas possibilidades.

No quesito segurança, elas são capazes de compor um sistema integrado de monitoramento. Comportamentos suspeitos são identificados por softwares especializados e as ações de resposta são automatizadas. No entanto, elas também podem ser utilizadas nas linhas de produção.

Uma câmera com IoT integrada a um sistema de Big Data Analysis pode promover estudos interessantes de logística e eficiência operacional, por exemplo. Elas identificam grandes deslocamentos de peças, gerando mapas de calor do transporte interno da empresa. Assim, é possível estudar reformas no layout da fábrica para otimizar o fluxo de produção, reduzindo o deslocamento entre as linhas.

Fábrica conectada

Uma das grandes tendências por trás da jornada digital é a integração total dos sistemas industriais. Isso significa uma transição na qual a Indústria 4.0 assume um formato de fábrica inteligente e conectada. Os dispositivos móveis levantam dados e enviam para sistemas de processamento que, por sua vez, automatizam as tomadas de decisão.

Um superaquecimento de uma máquina não precisa obrigatoriamente da confirmação humana para enviar o comando de parada. São pequenos momentos que podem fazer a total diferença entre a quebra de um equipamento e uma interrupção para reparo. No entanto, não se trata apenas de uma solução para intervenções desse tipo: a tendência é que as fábricas otimizem cada vez mais o fluxo de produção.

Da cadeia de suprimentos, passando pelos setores de gestão e chegando ao chão de fábrica, os dispositivos com IoT deverão ocupar cada vez mais espaço. Todo processo depende de informações que, se mapeadas corretamente, podem guiar uma automatização quase total do ambiente industrial.

Em pouco tempo, veremos fábricas interligadas, gerenciadas por sistemas unificados que facilitam o trabalho dos gestores e reduzem o índice de falhas humanas. Assim, a tecnologia pode tornar a cadeia produtiva mais orgânica, dando aos gestores tempo para que eles foquem no que realmente importa: as tomadas de decisão.

São mudanças importantes que devem alcançar os mais diversos setores. Mantenha-se informado e faça uso da Internet das Coisas industrial para aperfeiçoar os processos da sua empresa, levando-a pela jornada digital para o modelo de negócios que a Indústria 4.0 mostra ser mais eficiente!

Gostou do post? Então, veja também o nosso artigo sobre o uso de Big Data nas empresas!

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