Como a virtualização pode ajudar a sua empresa? Saiba mais sobre essa tendência

Como a virtualização pode ajudar a sua empresa? Saiba mais sobre essa tendência

Equipe TOTVS | GESTÃO DE SERVIÇOS | 01 fevereiro, 2019

Quem procura soluções e serviços em TI eventualmente se depara com o termo “virtualização”, geralmente seguido por um discurso sobre como esse é o novo padrão para ser aplicado nas áreas tecnológicas da sua empresa. De fato, a virtualização — independentemente de qual tipo deve ser aplicado — traz diversas vantagens e desvantagens que devem ser consideradas para o seu negócio.

Para facilitar a compreensão do que é esse tema e ampliar os seus conhecimentos no assunto, elaboramos um guia detalhando o devido funcionamento dessa tecnologia, bem como a sua real aplicabilidade no ambiente empresarial. Acompanhe!

Afinal, o que é a virtualização?

Antes de tudo, é importante estabelecermos a definição de “virtualização”. Em sua essência, ela consiste em simular tarefas, processos, aplicações ou até mesmo sistemas operacionais inteiros aparentemente desconexos em uma única máquina.

Pense na virtualização como “um computador dentro do computador”. Com ele, profissionais de TI podem criar cenários e prever situações, além de rodar softwares específicos para o funcionamento do seu negócio. Você precisa executar algo do sistema Linux em uma máquina que é Windows? A virtualização resolve isso.

Quem mais vai tirar os benefícios da virtualização é, obviamente, o departamento responsável pela Tecnologia da Informação, visto que ele cuidará do controle, da execução e da manutenção de todo o hardware e software, além de dialogar com fornecedores no âmbito técnico.

Porém, as vantagens da virtualização se estendem para toda a empresa. Ações de help desk, serviços e protocolos de atendimento: tudo isso passa por um ambiente virtualizado de alguma forma — especialmente em startups, que nem sempre têm o porte empresarial necessário para manter um data center próprio.

As diferenças entre um ambiente virtualizado para uma configuração on premise — ou seja, uma estrutura dentro da sua empresa — são diversas, e dependem muito do tipo de virtualização almejada. As mais notáveis, porém, são a facilidade na execução de várias aplicações que são incompatíveis em outros modelos, bem como a economia de custos que vem da utilização de menos hardware para ter o mesmo ou maior desempenho.

Quais são os tipos de virtualização?

Diversos players do mercado global costumam apontar para 7 tipos diferentes de virtualização. Contudo, o consenso é que alguns desses tipos entram em uma única categoria, que é a forma como vamos abordar o assunto aqui, a fim de facilitar a compreensão. Assim sendo, vamos trabalhar com 4 categorias de virtualização: redes, software, hardware e aplicativos. Todas elas funcionam da mesma forma, porém atuando em áreas diferentes.

Virtualização de redes

Na computação moderna, a “virtualização de redes” é a combinação de recursos de rede para software e hardware em uma única entidade, ou “rede virtual”. Essa é uma forma bem alongada de referir-se a algo bem simples: basicamente, uma rede virtual é uma unidade segmentada, em que cada componente pode trazer normas diferenciadas de segurança e proteção, além de reduzir drasticamente o número de componentes físicos e assegurar uma conexão constante com a internet, mesmo em caso de falhas.

Segundo uma pesquisa de mercado da IDC, cerca de 65% dos ambientes virtuais de rede do mundo são virtualizados. Além disso, estimativas desse mesmo estudo indicam que, até 2022, as receitas geradas por aplicações em redes virtualizadas devem chegar a um valor próximo aos US$ 17 bilhões, puxado por empresas de telecomunicação e concessionárias de serviços de internet.

Ou seja, a virtualização de redes não é uma mera questão a se pensar para o futuro. Ela já está presente no mercado e atua na nossa rotina, mesmo sem que tenhamos percebido.

Virtualização de software

Anteriormente neste post, fizemos uma analogia que se referia à virtualização como “um computador dentro de um computador”. Aqui neste tópico é onde essa referência se torna mais evidente. Grosso modo, a virtualização de software permite que uma máquina equipada com um sistema operacional (SO) rode uma instância de outro SO sem a necessidade de um segundo computador.

Para tanto, a virtualização de software depende de três pontos principais:

  1. um host (a máquina com o seu sistema operacional original);
  2. um SO minoritário (comumente chamado de “Hypervisor”), com capacidades de “fatiar” uma máquina virtual em diversos pedaços independentes;
  3. uma máquina virtual instalada dentro do host, mas simulando um ambiente com outro sistema operacional.

Existem empresas e até usuários comuns que se valem dessa dualidade para rodar aplicações diferentes no mesmo equipamento, como um usuário de Linux que executa o Microsoft Word para editar textos e manuais.

Virtualização de hardware

Se a virtualização de softwares traz diversos sistemas operacionais em uma mesma máquina, a virtualização de hardware pode expandir as capacidades físicas do seu equipamento. Evidentemente, não podemos “clonar” um servidor físico por si só, porém podemos fazer isso com as suas capacidades.

É na virtualização de hardware que conseguimos estabelecer uma conexão direta com o conceito de cloud computing. Em ambos os casos, estabelecem-se ambientes virtuais para armazenamento, memória, processamento de tarefas e aplicativos, bem como realiza-se a devida escalabilidade e manutenção de atualizações periódicas conforme a necessidade. Patches de segurança também são instalados por meio de ambientes virtualizados de hardware.

Segundo um estudo do Gartner, a penetração de mercado para a virtualização de hardware e servidores é de 76%, globalmente. Isso significa que empresas de todos os tipos e tamanhos passaram a enxergar nela uma enorme vantagem para os seus negócios. Vamos retomar esse assunto mais abaixo.

Virtualização de aplicativos

A virtualização de aplicativos (ou aplicações), também conhecida como “virtualização de processos”, é o formato tecnológico que permite o isolamento de programas específicos de um sistema operacional secundário, fazendo-os se comportarem como se estivessem em interface com o SO primário.

A princípio, essa definição parece similar a outros tipos de virtualização detalhados aqui. Porém, a palavra-chave a que você deve prestar atenção nas aplicações é “isolamento”. Enquanto os outros tipos de virtualização se comportam de forma interligada, acessível por qualquer ponto, a aplicação virtualizada comumente é utilizada por terminais específicos, dentro de um ambiente que, embora “converse” com o restante da rede, se mantém isolado e com as suas próprias políticas de segurança e comportamento.

Por isso, é muito mais comum vermos esse tipo de virtualização em pátios automatizados de fábrica, ou então em grandes corporações que preferem manter certos dados longe dos ambientes centrais de seus negócios.

Mas a sua empresa precisa disso? Quais são as vantagens?

Aparentemente, a virtualização como um todo parece ser destinada a grandes corporações multinacionais, que podem custear algo tão grandioso e extenso sem “apertar o cinto” no âmbito financeiro de seus negócios. Algo tão extenso deve requerer altos custos despendidos em pessoal, equipamento e manutenção, certo?

Errado. Segundo levantamento da Spiceworks, 76% das organizações estão usando algum grau de virtualização em seus negócios. Desde o início desta década, as tecnologias que trazem a virtualização tornaram-se mais baratas e mais abrangentes, ao passo que a competição mais aberta entre as diversas companhias que oferecem esse tipo de serviço forçou o mercado a praticar custos menores.

Basicamente, o setor de virtualização e o de cloud computing andam lado a lado, oferecendo modelos de precificação baseados em assinatura e escalabilidade (pay-by-use, ou seja, você paga pelo que consome).

Diante desse quadro, saber se a virtualização deve ser aplicada dentro da sua empresa depende muito do tipo de projeto que você quer implantar. Precisa de sistemas legados rodando em paralelo a novos softwares e aplicações? Quer economizar custos de estrutura e manutenção, “terceirizando” essa responsabilidade para o seu fornecedor? Se sim, então convém analisar propostas e adquirir uma solução.

Contudo, é sempre importante ressaltar: a solução mais barata nem sempre é a solução mais adequada. Por isso, procure sempre ouvir orientações de consultores especializados. Eles têm a capacidade de analisar o seu quadro tecnológico e desenvolver um projeto específico para você.

Agora que você já sabe mais sobre a virtualização e a sua importância para os negócios, assine a nossa newsletter gratuitamente para receber mais dicas de conteúdos sobre gestão e tecnologia!

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