Entenda os tipos de via e velocidade máxima para uma logística otimizada

Equipe TOTVS | 13 março, 2023 - Atualizado em 03 maio, 2023

O transporte rodoviário é o mais utilizado no Brasil, e conhecer os tipos de via e velocidade máxima delas é fundamental para o sucesso do planejamento logístico.

Você já sabe que atrasos na entrega de cargas gera altos custos, portanto, entender exatamente como otimizar esse tempo é vital para a eficiência da sua operação.

Atualmente, a infraestrutura da maioria das cidades brasileiras melhorou consideravelmente, por isso nos deparamos com vários tipos de vias e velocidades distintas no dia a dia das operações.

Neste artigo, vamos trazer os detalhes de cada um dos tipos de vias, os limites de velocidades e também a forma mais eficiente de traçar suas rotas para distribuição. Boa leitura!

Conheça os tipos de via e velocidade a ser seguida em cada uma delas

Os tipos de via e velocidade máxima de cada uma delas é algo que aprendemos de forma básica ao tirar a CNH, mas esse conhecimento se perde pela falta de uso prático.

Por mais que de vez em quando peguemos estrada para viajar, saber a diferença de uma via coletora e uma arterial não interfere tanto assim no passeio.

Já para quem depende de uma logística eficiente para distribuir suas mercadorias, é imprescindível compreender essas diferenças e calculá-las antes de montar as rotas.

A seguir, vamos trazer os diferenciais dos principais tipos de vias nacionais, bem como seus limites de velocidade. Confira:

Vias urbanas

Vamos começar pelas vias urbanas, que são aquelas dentro das cidades e estão na ponta final da maioria dos processos de distribuição.

Sua classificação é dividida em 4 subtipos:

– Via arterial

Permite uma vazão maior do trânsito, costuma ter duas ou mais faixas de mão única e possui interseções em nível, os populares cruzamentos.

Localizada dentro dos centros urbanos, ela conecta vários bairros e regiões de uma grande cidade.

Possui vários semáforos ao longo da sua extensão, por conta dos cruzamentos e acessos a vias locais.

Na grande maioria das cidades, esse tipo de via recebe o nome de avenida.

– Via local

Geralmente esse tipo de via cruza as vias arteriais e são ruas com intersecções, porém sem semáforos.

Esse ponto não é regra, pois, dependendo da densidade do trânsito em determinada região, pode haver semáforos também nessas vias.

São as ruas residenciais que dão acesso a moradias, estabelecimentos comerciais, escolas, entre outras instituições.

Também podem aparecer como vias de acesso a áreas restritas.

– Via coletora

As vias coletoras são aquelas que estão ao lado das vias rápidas e, como o nome indica, têm a função de coletar os veículos e distribuí-los para os bairros e outras vias.

Pense no seguinte cenário: você está em uma via rápida ou arterial, porém não tem certeza do endereço ao qual está indo. 

Ao utilizar as vias coletoras, você pode andar um pouco mais devagar sem atrapalhar o trânsito e assim encontrar seu destino. Após a entrega, é possível retornar para a via rápida.

São vias fundamentais para desafogar o trânsito nos períodos de pico.

– Via de trânsito rápido

Por fim, a última via urbana da nossa lista é a de trânsito rápido, que são aquelas sem interseções, cruzamentos, tráfego de pedestres ou semáforos.

Em algumas cidades, é comum a colocação de radares fixos neste tipo de via para controlar a velocidade dos veículos.

Para sair dessas vias de trânsito rápido é preciso utilizar as coletoras já citadas.

Vias rurais

As chamadas vias rurais são aquelas que estão fora do que é considerado perímetro urbano.

Sua sinalização é distinta das vias urbanas, elas possuem menos classificações e são bem maiores em extensão. Confira, a seguir, os tipos de vias e velocidades:

– Estradas

São chamadas de estradas as vias rurais sem asfalto, ou seja, não pavimentadas.

Popularmente chamadas de estrada de terra ou estrada de chão, elas conectam lotes rurais, fazendas, sítios, entre outras localidades.

Algumas podem apresentar algum tipo de sinalização, contudo são bem mais rudimentares, sendo localidades fáceis de se perder sem o devido conhecimento.

– Rodovias

Já as rodovias são vias pavimentadas e bem sinalizadas, que ligam distâncias bem longas entre si, como duas cidades, por exemplo.

É a principal via de transporte de cargas e passageiros no país e possui muitas placas e radares ao longo de sua extensão.

Algumas rodovias podem ter também pedágios em determinados pontos, a depender se a concessão do trecho é privatizada.

Existem rodovias que são federais, outras estaduais e até municipais, sendo reguladas pelos órgãos competentes de cada uma dessas instâncias.

Vale mencionar que os tipos de via e velocidade máxima de cada uma delas pode variar em cada cidade. Logo, é importante ficar de olho na sinalização.

Nova call to action

Um panorama sobre as rodovias no Brasil

Segundo dados publicados no Relatório Executivo do Plano Nacional de Logística 2025, 65% do transporte de cargas no Brasil é feito pelas rodovias.

Sendo assim, os tipos de vias e velocidade máxima são fundamentais para a distribuição de bens de consumo por todo território nacional, portanto é importante entender mais sobre o panorama.

O Sistema Nacional de Viação (SNV) mostra que a malha rodoviária nacional é de cerca de 1.720.756 km, com 211.468 km pavimentados e 1.351.979 km ainda sem pavimentação.

Isso quer dizer que pouco mais de 80% das vias rurais estão sem asfaltamento no Brasil, o que é algo relevante para as estratégias de distribuição das empresas.

Nos últimos anos, os investimentos no setor de infraestrutura rodoviária foram baixíssimos, ficando na média de 0,07% do PIB nacional.

Aliado a isso, uma pesquisa da CNT apontou que tem havido uma deterioração contínua nas rodovias do país.

O mesmo levantamento demonstrou que dos mais de 110,3 mil quilômetros concedidos à administração privada, apenas 34% foram classificados como em bom/ótimo estado.

Acidentes também aparecem na estatística e foram cerca de 64 mil registros, o que custou à União em torno de R$12 bilhões em custos com saúde e pagamentos da previdência.

Ao analisar os dados apresentados nesta pesquisa do CNT, podemos concluir que há uma discrepância entre a importância econômica das rodovias brasileiras e os investimentos federais nelas empregados.

Para sua operação, você precisa entender esses percalços e considerá-los no planejamento logístico, principalmente utilizando a tecnologia para traçar rotas melhores.

É possível sermos otimistas e esperar melhorias na infraestrutura, mas, enquanto isso não acontece, organize seus transportes para evitar o máximo de problemas.

Quem determina a velocidade máxima de uma via?

As determinações de tipos de via e velocidade máxima estão presentes no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Segundo o artigo 61º do CTB, os órgãos e entidades de trânsito ou rodoviários podem regulamentar as velocidades das vias por meio de sinalização.

Por exemplo, nos casos em que uma rodovia está passando por reformas para duplicação, pode ser atribuída a ela uma velocidade máxima menor até o fim dos trabalhos.

Já a velocidade mínima é convencionada como metade da velocidade máxima estabelecida para aquela via em questão.

Ou seja, em uma rodovia de velocidade máxima 100 km/h, a velocidade mínima será de 50 km/h. 

É por esse motivo que veículos como motonetas abaixo de 100 cilindradas não podem rodar neste tipo de via.

Qual o valor da multa por velocidade indevida?

A maioria das multas aplicadas no país é por excesso de velocidade, sejam elas aferidas por radares fixos ou móveis.

Ainda assim, muitos não tem certeza de qual o valor desse tipo de multa, afinal, o CTB passa por constantes atualizações.

Sem contar que há outros fatores a serem considerados na hora de fazer o cálculo dessa multa.

A porcentagem ultrapassada é bastante relevante para o valor final da multa, pois andar a 110 km/h numa via de limite 100 é bem diferente de andar a 100 km/h em uma via de 60 km/h.

No seguinte cenário hipotético, seu motorista José Carlos ultrapassou os limites de uma via que era de 100 km/h e ele estava a 115 km/h.

Neste caso, ele cometeu uma infração considerada média, pois ultrapassou menos que 20% do limite da via, sendo assim, a multa é no valor de R$130,16 e 4 pontos na carteira.

Contudo, se o José Carlos for autuado passando a 100 km/h em uma via de 80 km/h, ou seja, acima dos 20%, isso é uma infração grave e a multa é de R$195,25 e 5 pontos na carteira.

Por fim, caso o José Carlos esteja devagar demais, andando a 40 km/h em uma via de 100 km/h, a multa é R$85,13 por estar abaixo da metade do limite da via.

Esse caso em si pode ser revertido caso o veículo esteja na faixa da direita, e essa reversão de multa nos leva ao próximo tópico.

Maneiras de recorrer de uma multa por velocidade

Por meio da legislação nacional de trânsito, o condutor pode entrar com uma defesa após ser autuado, dentro do prazo de 30 dias.

No entanto, na hora de recorrer de uma multa, independentemente do motivo, é preciso ter uma defesa muito bem embasada ou pode piorar a sua situação.

É importante que você reúna provas a seu favor, como documentos, fotos e outros dados que possam corroborar a sua tese de defesa.

Além disso, é importante ir bem municiado com bons argumentos, baseados no que a lei permite para poder se defender de forma contundente.

Motivos pessoais raramente tem algum efeito, então dizer que ultrapassou a velocidade devido a uma emergência de família, por exemplo, não é o melhor caminho.

A seguir, traremos 3 argumentos que têm respaldo legal e que podem ser usados para reverter a aplicação de uma multa por velocidade excessiva.

Mostrar erros na notificação da autuação

Para que seja válida, a notificação da autuação precisa trazer algumas informações. São elas:

  • Identificação do Órgão Expedidor;
  • Identificação do equipamento (radar) que detecta a infração;
  • Informações do veículo (placa, marca, cor e modelo);
  • Data, hora e local da detecção da infração;
  • Velocidade máxima da via;
  • Velocidade registrada pelo equipamento;
  • Tipificação da infração;
  • Foto do veículo;
  • Identificação do radar na foto;
  • Local de registro da infração presente na imagem captada.

Caso falte algum desses itens na notificação, é possível construir uma defesa que permita anular a multa recebida por imperícia na aferição.

Demonstrar a falta ou sinalização incorreta na via

As velocidades das vias devem estar demonstradas por meio de placas ao longo do trajeto ou mesmo pintadas no asfalto.

Se não houver essa sinalização na pista e você exceder a velocidade devido a isso, esse argumento pode servir para reverter a aplicação da penalidade.

Alegar a falta de selo de aprovação do INMETRO no equipamento (radar)

A aferição do radar deve ser precisa para que a penalização seja validada, portanto, se o equipamento que detectou a quebra do limite de velocidade não estiver com o selo, é possível invalidar a aferição.

Todo radar deve passar por inspeções do órgão a cada 12 meses e isso fica registrado no próprio equipamento.

Por que é importante respeitar os limites de velocidade das vias?

A partir de um pensamento operacional, andar acima dos limites de velocidade das vias pode parecer uma forma de economizar tempo de entrega, mas a que custo?

Quando os veículos estão acima da velocidade limite de uma pista, isso aumenta os riscos de acidentes, e há dados que corroboram isso.

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, quando há um aumento de 1% na velocidade, o risco de acidentes fatais sobe para 4%.

Ou seja, se o veículo sai de 100 km/h para 110 km/h, isso representa um aumento de 40% no risco de acidentes.

Portanto, respeitar a velocidade das vias é uma maneira de preservar a integridade física do condutor e dos demais motoristas.

O limite de velocidade das vias considera vários fatores e são aplicados para que o trânsito seja mais seguro a motoristas e pedestres.

Por fim, exceder os limites deixa o veículo sujeito a multas, e conforme já mencionado, os valores não são modestos e vão impactar as finanças do seu negócio.

Como fazer a gestão dos motoristas da sua frota?

Respeitar os limites de velocidade das vias é garantir que o transporte seja seguro e eficiente. Seguro não só para integridade da carga, mas também para seus motoristas e para as outras pessoas usando as vias.

Para isso, é fundamental que você enquanto gestor tenha o controle da sua frota e possa monitorar o traslado para que as entregas sejam garantidas sem a necessidade de correr.

Conhecer os tipos de vias e velocidades é o primeiro passo para criar rotas eficientes, principalmente com o auxílio de tecnologias de gestão.

O TOTVS Roteirização e Entregas é uma solução tecnológica que coloca em uma única interface as ferramentas para que esse controle seja otimizado.

Confira mais detalhes sobre a nossa plataforma à seguir:

TOTVS Roteirização e Entregas

Os sistemas de planejamento de rotas da TOTVS têm toda a agilidade e os recursos para planejar rotas ágeis.

O foco é deixar as entregas mais eficientes, sem aumentar os custos. Na verdade, é possível diminuí-los.

Ao otimizar a logística com nossa plataforma, você poderá reduzir em até 30% os custos de distribuição de mercadorias.

Com a integração com os ERPs, o planejamento de rotas da TOTVS cria trajetos muito mais eficientes, evitando pontos de tráfego intenso e aproveitando vias mais rápidas para entregas em menor tempo e gastando menos combustível.

E esses são só alguns dos recursos de tecnologias como o TOTVS Roteirização e Entregas. Conheça agora mesmo!

Conclusão

Saber os tipos de via e velocidade de cada uma delas é importante para um planejamento de rotas mais eficiente.

Porém, isso é só o começo, pois para uma logística de distribuição de mercadorias realmente eficaz, é preciso aliar outros dados para conseguir os caminhos mais curtos e seguros.

A tecnologia é sua aliada nesse processo, e a TOTVS é líder também neste mercado com o sistema de planejamento de rotas. 

Veja como essa solução pode ajudar sua empresa e assine nossa newsletter para não perder as próximas novidades!

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