Sua empresa está preparada para a hiperconectividade?

Sua empresa está preparada para a hiperconectividade?

Equipe TOTVS | GESTÃO DE NEGÓCIOS | 22 novembro, 2018

Quando se fala em hiperconectividade, qual é a primeira coisa que vem à sua cabeça? Há quem veja de forma negativa a tendência mundial de conectar tudo e todos, praticamente o tempo inteiro. Em nível pessoal, ninguém está desconectado: desde a rádio que você ouve enquanto enfrenta o trânsito até as notícias que busca nos grandes portais de informação, tudo é uma forma de se integrar com o que acontece ao redor, captando e utilizando informação.

Então, não se deve ver com maus olhos a presença constante da internet no ambiente empresarial. Pelo contrário, ir de encontro à inovação é, basicamente, entrar em uma batalha perdida. A melhor forma de encarar a hiperconectividade é de braços abertos, perguntando-se em que aspectos ela pode agregar valor às rotinas corporativas.

Você já parou para pensar no que ela pode trazer de bom e como aproveitar esses benefícios? Neste artigo, tratamos de alguns aspectos importantes sobre o assunto e mostramos como você pode se preparar para essa jornada digital. Acompanhe!

Um panorama da hiperconectividade

Estima-se que, no mundo, mais de quatro bilhões de pessoas usem a internet rotineiramente. Somente no Brasil esse número ultrapassa os 116 milhões, de acordo com o IBGE. São mais de 64% da população. Isso faz de nós o 4º país do mundo em número de usuários conectados.

Imagine o volume de informações que esse tráfego incrível gera. E mais: um olhar atento pode perceber as oportunidades que esses dados trazem, nos mais variados aspectos. Tanto é que hoje um dos pontos mais discutidos a respeito do aproveitamento da hiperconectividade é o Big Data — a absorção da quantidade de informações quase infinita à disposição dos setores estratégicos nos âmbitos comercial, político, econômico e social.

Nos EUA, pelo menos 156 milhões de pessoas estão no Facebook, sendo que mais de 60% deles admite que a rede é a sua fonte principal de informações. Isso limita profundamente o poder da TV, que outrora era o grande instrumento de informação da população. Querendo ou não, há uma onda de efeito gigantesco e incontestável naquilo que é lançado na internet.

A influência da hiperconectividade na rotina de empresas

“Mas o que isso tem a ver com a rotina de uma empresa?”, você pode perguntar. A resposta, na verdade, é tudo. O fluxo de informações vai ocorrer, independentemente de os gestores quererem. Não se vislumbra mais um ambiente corporativo desconectado do mundo online:

  • suas máquinas são ligadas em rede;
  • seus funcionários acessam smartphones praticamente o tempo todo;
  • suas transações bancárias são feitas online;
  • até as suas informações fiscais e contábeis são transmitidas pela internet, com o advento do SPED.

A tendência é que a Internet das Coisas (Internet of Things ou simplesmente IoT) se torne basicamente inseparável da rotina das pessoas e empresas: o ponto biométrico fica conectado, o alarme que sinaliza o risco à empresa de segurança e até os sensores luminosos de presença são exemplos simples de como tudo está crescentemente interligado.

O ponto crucial é que essa conexão ininterrupta também é uma fonte importante de dados, por vezes desperdiçada, que poderia ser um elemento estratégico de gestão e tomada de decisão.

De modo geral, há dois tipos de informações percorrendo o meio corporativo: a oficial, organizada e disseminada pela empresa, e as conversas paralelas, aquelas conhecidas popularmente como “rádio peão”. Acontece que este último tipo não está mais restrito aos corredores, mas flui pelo Facebook, pelo WhatsApp e até nos e-mails corporativos.

Então, das duas, uma: ou você se prepara para a hiperconectividade e busca aproveitá-la ao máximo, ou fica à mercê dela, sentindo os efeitos sem usufruir dos pontos positivos que ela pode trazer.

A melhor forma de se preparar para a hiperconectividade

Então, chegamos a outro ponto fundamental: como se preparar para a hiperconectividade? A ideia é absorver tanto quanto possível os seus benefícios, e se proteger contra o escape e a perda de informações estratégicas para a empresa. Confira alguns pontos fundamentais a seguir.

Priorize a segurança da informação

O alicerce mais sólido para lidar com a hiperconectividade é priorizar a segurança. Os dados sigilosos e estratégicos podem escapar por inúmeras vias e acabar nas mãos de concorrentes. Portanto, antes de tudo, é preciso estabelecer formas de proteger a informação, que é um dos seus bens mais valiosos.

Para tanto, utilize recursos como:

  • senhas e logins para acesso limitado;
  • firewall, antivírus e outros elementos de proteção de rede;
  • controle de acesso por IP etc.

Além disso, estabeleça e divulgue a política de segurança da informação entre os colaboradores, especificando como é o comportamento esperado quanto ao uso de redes sociais e afins no ambiente de trabalho.

Foque em cloud computing

Outro ponto que também está interligado à segurança é evitar a perda de informações por panes nas máquinas, invasões de hackers ou entrada de malwares. A falta de uma rotina eficiente de backup e de servidores bem protegidos é um risco imenso.

Além disso, o uso de programas (incluindo ERPs) e servidores na nuvem oferece recursos extras de segurança, a um custo comparavelmente menor àquele que seria gasto com implantação e manutenção de uma infraestrutura própria.

Relacione-se com as novas gerações no trabalho

Pense fora da caixa. Parece um conselho superficial e exaustivamente repetido, mas a tecnologia corre a galope, e ninguém melhor do que as novas gerações para ajudar a “oxigenar” as ideias, incorporando elementos novos. Aquilo que antes era feito de um jeito determinado pode ter caminhos alternativos muito interessantes — e bem mais econômicos — com o uso da tecnologia e de sistemas integrados.

Invista em sensores

Se você precisar dizer rapidamente qual é a depreciação de cada equipamento da sua empresa, consegue fazer isso? E quanto foi gasto com manutenção, ou qual é o custo de oportunidade do tempo perdido com uma máquina quebrada, é fácil? Possivelmente não.

Mas, se parar para pensar, essas informações estão circulando livremente pela sua empresa, sem o devido aproveitamento. Por que não investir em sensores que podem consolidar e estruturar esses dados, permitindo estabelecer uma rotina prática e econômica de manutenção preventiva e preditiva, por exemplo, evitando paradas desnecessárias?

Aproveite o volume de informações

Assim como os sensores, toda e qualquer informação que você pensar pode ser obtida. Ao monitorar o tempo ocioso das máquinas, você pode saber, por exemplo, se há problemas com:

  • fluxo de insumos;
  • controle de pedidos;
  • paradas de funcionários (por conversas paralelas, uso irrestrito de smartphone) etc.

As possibilidades da hiperconectividade são inúmeras. Pense em como pode aproveitá-las a favor dos resultados de sua empresa, e você certamente vai achar grandes oportunidades para reduzir custos, aumentar produtividade e melhorar as margens de lucro consideravelmente.

Quer saber mais a respeito? Entenda melhor o que é o Big Data e de que forma ele pode ser usado em sua empresa!

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