Linha de produção mais eficaz e com menos custos. É possível?

A indústria 4.0 tem provocado uma verdadeira mudança na linha de produção das fábricas. Cada vez mais as empresas precisam se aliar à tecnologia, como ter esteiras e robôs, para dar mais agilidade aos processos e reduzir os custos.

É necessário automatizar e integrar as etapas de supply chain para ampliar a produtividade da indústria. Também é fundamental monitorar os processos para identificar as possíveis falhas e corrigi-las em tempo hábil. Entenda, a seguir, como promover uma verdadeira revolução na indústria!

Controle de qualidade automatizado

Os consumidores estão mais exigentes e demandam produtos de qualidade com preço acessível. Isso exige que as empresas estejam preparadas para confeccionar mercadorias sem erros e com um padrão preestabelecido.

Para tanto, é fundamental automatizar o controle de qualidade da linha de produção, a fim de diminuir a exposição da companhia às falhas. A tecnologia contribui com o monitoramento das atividades, a interligação entre as etapas produtivas e a criação de relatórios para gerar dados que favorecem a identificação e correção dos problemas.

Enquanto a empresa é pequena, o gestor pode não perceber a necessidade de implantação de novas ferramentas. Contudo, à medida que o negócio cresce fica mais difícil gerenciar os pedidos, as entregas e o desenvolvimento de produtos.

Logo, a automatização tem o papel de facilitar esse acompanhamento e fornecer informações relevantes sobre os projetos. Com isso, se um cliente solicitar a previsão de entrega de uma mercadoria, o gestor terá as informações disponíveis para dar uma resposta precisa.

Para complementar, o uso de um software de gerenciamento permite que a equipe foque nas atividades mais estratégicas, pois a maior parte do processo operacional será executado com ajuda das tecnologias.

Layout favorável

Outro fator relevante para ampliar a produtividade no supply chain é o desenvolvimento de um layout adequado para os processos. Essa preocupação é capaz de promover benefícios como:

  • acuracidade do estoque;
  • diminuição do deslocamento de produtos;
  • uso racional do espaço físico;
  • facilidade na supervisão dos processos.

Sendo assim, o gestor deve ficar atento à otimização do transporte no chão de fábrica. As máquinas podem ser colocadas próximas umas às outras para diminuir o deslocamento dos produtos e da matéria-prima, e dessa maneira, promover mais agilidade às demandas.

Também é fundamental realizar a demarcação de todas as áreas de passagem e isolar os espaços mais perigosos a fim de evitar acidentes. Veja alguns exemplos de locais a serem sinalizados:

  • saídas;
  • perigos;
  • riscos de queda;
  • áreas de transporte;
  • ambientes com substâncias tóxicas.

A iluminação da fábrica também deve atender às exigências legais, assim como é necessário cuidar do excesso de ruído e das variações extremas de temperatura. Quando esses fatores estão inadequados, acabam prejudicando a produtividade e a saúde dos colaboradores.

Análise de dados

A integração das ferramentas tecnológicas facilita o controle da linha de produção e permite a análise dos dados gerados. Eles são relevantes para facilitar a tomada de decisão do gestor sobre mudanças a serem realizadas para ampliar a qualidade das mercadorias ou levar mais agilidade ao supply chain.

Mapeamento de melhorias na linha de produção

Processos estruturados facilitam o acompanhamento da cadeia produtiva e a identificação dos pontos em que há falhas. Essa prática também facilita a compreensão dos funcionários sobre as etapas da linha de produção, evitando o desperdício de recursos e de tempo da equipe.

Bons equipamentos

As máquinas da fábrica devem estar atualizadas e precisam atender às demandas da empresa. Equipamentos obsoletos geram perdas significativas de matéria-prima e de tempo, o que prejudica a produtividade e a qualidade do produto final que chega ao cliente.

A automação e o uso de sensores nas máquinas permitem que elas sejam integradas, facilitando a continuidade dos processos. A medida também contribui para o monitoramento da eficiência dos equipamentos e a identificação da necessidade de realizar uma manutenção para evitar paradas na linha de produção.

Robôs industriais

A Amazon é um exemplo de empresa que já utiliza robôs em seus galpões para promover rapidez e eficiência no deslocamento de produtos. Eles são utilizados apenas em tarefas repetitivas com o intuito de oferecer funções mais inteligentes aos profissionais. Essa é uma tendência que deve chegar ao Brasil em breve.

O Governo Federal já criou um pacote de incentivos para as grandes companhias promoverem a atualização dos parques fabris de acordo com as tendências da indústria 4.0. A perspectiva é promover uma fusão do mundo físico e digital para ampliar a competitividade no mercado externo.

Os robôs fazem parte dessa perspectiva, uma vez que foram criados para desenvolver atividades repetitivas com precisão, resistência e rapidez. Essa é uma maneira de diminuir os custos da indústria, ampliar a capacidade produtiva e a lucratividade do negócio.

Há desde modelos de robôs industriais, criados para executar tarefas comuns, até os robôs colaborativos. Eles têm o papel de desempenhar as demandas em parceria com os profissionais, com o objetivo de ampliar a segurança no ambiente de trabalho. Atividades de soldagem, montagem, movimentação de cargas e inspeção de produtos já podem ser desenvolvidas por essas máquinas inteligentes.

Muitos modelos de robôs podem ser controlados remotamente com o uso de um computador e outros são destinados a desenvolver tarefas recorrentes em uma quantidade pré-definida.

O Brasil está iniciando o seu processo de transformação. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional das Indústrias identificou que 58% das fábricas utilizam algum modelo de tecnologia digital para acompanhar e aperfeiçoar a cadeia produtiva. Isso demonstra que alguns gestores já entendem a relevância desse assunto para o supply chain e estão buscando maneiras de acompanhar as tendências do mercado internacional.

Quem se adaptar mais rápido a esse contexto terá mais oportunidades de se manter competitivo no mercado e obter os benefícios dessa nova tendência, que alia inteligência, agilidade e qualidade na linha de produção. Por enquanto, poucas empresas brasileiras se adaptaram a esse conceito, como a Volkswagen Brasil e a Ambev. Geralmente, elas são multinacionais e precisam replicar as práticas adotadas pelo país de origem.

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