O que são custos de produção, como calcular e como reduzir!

Equipe TOTVS | 02 agosto, 2022

Produzir é a alma de qualquer negócio, e isso não é diferente para as indústrias. Independentemente do tamanho da empresa, é necessário estar atento aos custos de produção para garantir que os lucros sejam mantidos e, eventualmente, ampliados.

Esse é um fator de suma importância para que o gestor do negócio mantenha suas operações financeiramente saudáveis, sem lesar nenhum dos envolvidos e nem afetar a qualidade das entregas.

Neste conteúdo, vamos explicar o que é custo de produção, dar exemplos de como calcular esse indicador e apresentar algumas medidas para reduzi-lo. Fique por dentro!

O que são custos de produção?

Custos de produção referem-se a todos os custos relativos à qualquer atividade produtiva que vise ofertar um serviço ou manufaturar um produto.

Esses custos podem ser tanto fixos quanto variáveis, a depender do nível de demanda — ou seja, à quantidade de produtos fabricados ou serviços prestados.

Entre as despesas consideradas, incluem-se o custo da matéria-prima, o salário dos funcionários, o uso e manutenção do maquinário, os custos logísticos, alguns impostos, entre outros.

Os custos de produção servem de base para que a empresa determine o preço final da sua solução, a considerar ainda indicadores como lucratividade, margem de contribuição e ponto de equilíbrio.

Por que é importante conhecer os custos da sua produção?

Entender o que é custo de produção é importante para ter uma visão holística sobre a sua operação e, basicamente, o custo por unidade de serviço ou produto.

Essa é uma compreensão simples, já que, ao fazer uma simples relação entre o custo total de produção e o número de unidades produzidas, é possível obter o custo unitário.

O valor obtido serve então como base para precificar seus produtos, bem como para entender a sua eficiência produtiva e do planejamento de compras.

No mais, quando falamos sobre os custos de produção, basicamente trata-se de um fator determinante para a saúde financeira da organização.

Afinal, um alto custo produtivo mitiga seu potencial lucrativo e reduz suas margens de lucro.

E, veja bem, não se trata sobre oferecer um produto mais barato.

Pelo contrário, com um alto custo de produção, sua empresa vai precisar “cortar na carne” — ou com um menor lucro ou ao oferecer um produto mais caro ao seu consumidor.

Da mesma forma, se os custos de um serviço forem muito altos, a empresa seria obrigada a descontinuar o serviço ou encontrar uma maneira de barateá-lo, o que afeta na qualidade geral.

Além disso, entender os custos totais de produção possibilita que os gerentes e líderes de negócio possam melhorar seu planejamento financeiro.

Assim, é possível otimizar a divisão de recursos, de modo que a empresa funcione de maneira sustentável.

E, claro, não há como esquecer do potencial de análise por trás desse indicador, já que permite que os gerentes possam entender como os recursos são alocados e quais os pontos de melhoria.

Custos, despesas e gastos: como se diferem?

Custos, despesas e gastos são termos que às vezes são usados de forma intercambiável, mas há diferenças significativas entre eles. Que tal entender mais? Explicamos os significados a seguir:

Custos

Os custos de produção incluem todas as despesas necessárias para fabricar um produto ou prestar um serviço, desde o custo da matéria-prima até o custo da mão-de-obra. 

São divididos em fixos e variáveis.

Os fixos são os valores que possuem nenhuma ou pouca variação, independente do volume de produção.

Um exemplo é o aluguel do local de fábrica ou a conta de internet.

Já os variáveis são aqueles que variam de acordo com a demanda, como custos com matérias-primas, energia elétrica, conta de água, embalagens, entre outros.

Despesas

As despesas são todos os custos incorridos para manter uma empresa em funcionamento, mas administrativos — ou seja, não ligados diretamente à produção.

Um exemplo são os investimentos em ações de marketing, no time comercial ou no time financeiro.

Gastos

Já os gastos referem-se a tudo aquilo que não estava previsto no orçamento, mas que ainda assim é importante para o negócio.

Um exemplo clássico são os gastos decorrentes da manutenção corretiva de máquinas, a substituição de equipamentos quebrados ou a reposição repentina de itens em estoque.

Entenda como os custos de produção são classificados

Antes de parar para aprender como calcular custo de produção, é essencial entender como são classificados. Os dois tipos de categorias são importantes na hora de entender o resultado final, vamos lá?

Custos a priori

Os custos a priori são os custos de produção que surgem antes da operação em si iniciar.

Isso significa que eles são custos que a empresa precisa desembolsar para começar a fabricar o produto, mas não estão diretamente relacionados à quantidade fabricada.

Custos a priori podem incluir investimentos com equipamentos, matérias-primas, mão de obra e outros custos relacionados à produção e que geram dívida, por exemplo.

Além disso, também podem incluir custos de marketing e publicidade para promover o produto antes do lançamento.

Em suma, tratam-se de todos os custos que uma empresa incorre para iniciar a produção de um novo produto.

Custos a posteriori

Já os custos a posteriori são custos que surgem após a produção do bem ou serviço.

São custos decorrentes da distribuição, do marketing e da comercialização.

Como surgem depois da produção, os custos a posteriori não podem ser considerados custos de produção.

Em geral, eles representam uma parcela significativa das despesas das empresas.

Por exemplo, uma empresa pode ter custos de produção de R$100 para fabricar um produto e custos a posteriori de R$40, considerando sua logística de distribuição e todo esforço de comercialização.

O total dos custos totais é de R$140 por produto.

Como a demanda é incerta, esses custos não podem ser reduzidos com antecedência.

No caso dos custos a priori (ou custos fixos), eles independem do volume de produção e se relacionam à capacidade produtiva da empresa.

Um exemplo típico, como mencionamos, é o salário dos funcionários.

É possível determinar os custos a priori de um produto, pois são fixos. Já os custos a posteriori dependem do nível de atividade, pois estão sujeitos à variação na demanda.

Exemplos de custos de produção

Os principais exemplos de custos de produção são os considerados fixos e variáveis dentro da sua operação. O aluguel do seu galpão, as contas de valor fixo, ou mesmo os custos de mão de obra e matéria-prima se incluem aqui.

Por exemplo, imagine que Fábio possua uma pequena empresa que fabrique chaveiros personalizados.

Seus custos fixos mensais são de R$800 para o aluguel da sala onde mantém seu estoque e R$100 para a manutenção das máquinas que utiliza, como moldes, polidora e ferramentas de punção.

São custos que permanecem os mesmos, independentemente do nível de produção, portanto, os custos por item são reduzidos se Fábio fabrica mais chaveiros

Neste exemplo, os custos totais de produção são R$900 por mês em despesas fixas, porém com o adicional de R$15 em despesas variáveis para cada chaveiro produzido — o que inclui o material, a embalagem, entre outros.

Para produzir cada chaveiro, portanto, Fábio deve comprar suprimentos a R$10 cada.

Em sua loja, os chaveiros são vendidos a R$100.

Assim, depois de subtrair o custo de fabricação de R$10, cada chaveiro rende R$90 para o negócio.

Para atingir o ponto de equilíbrio, a empresa de Fábio deve produzir 10 chaveiros por mês, o que resulta em um faturamento de mil reais no total e receita bruta de R$900, capaz de cobrir os custos de produção.

Para que o negócio saia do ponto de equilíbrio e se torne rentável, Fábio deve vender mais de 10 chaveiros por mês ao preço original de cem reais.

Como calcular os custos de produção?

Agora, como realizar o cálculo dos custos de produção? Explicamos a seguir:

A principal fórmula utilizada é a de custo de produção total.

Como o nome indica, ela considera todo o dinheiro investido para produzir o que está em estoque.

A fórmula é:

Custo de produção total = Matéria-prima + Mão de obra direta + Custos fixos e variáveis + Extras

De volta ao exemplo anterior, mas expandindo-o um pouco, imagine que a empresa de Fábio cresceu e ele conta com um funcionário, agora focado na fabricação de vários itens e acessórios variados (além de chaveiros).

Nesse sentido, considere o seguinte:

O custo com matéria prima subiu para a faixa dos R$500.

A mão de obra é de responsabilidade do funcionário, que ganha pouco mais que um salário mínimo. Logo, a diária é calculada em R$60 x 20 dias, o que resulta em R$1200.

Os custos variáveis do negócio mantiveram-se baixos, na faixa dos R$150.

Já os custos fixos, como o aluguel da sala, aumentaram para R$1400.

Os gastos extras, inesperados, giram em torno de R$180 por mês.

Assim, o resultado seria:

Custo de produção total = R$3.430,00

Como calcular o custo unitário de produção?

Uma vez que Fábio saiba o custo total de produção da empresa, entender o custo unitário é simples.

Basta identificar quantas unidades de um produto foram fabricadas e dividir esse valor pelo custo total.

No caso da empresa de Fábio, digamos que ele apenas tenha produzido chaveiros, que totalizaram 210 unidades.

Logo, a fórmula seria:

Custo unitário de produção = Custo Total de Produção ÷ Quantidade de produtos fabricados

No exemplo, o cálculo deve ser: 3.430 ÷ 210 = R$ 16,33.

Como reduzir os custos de produção na sua indústria?

Qualquer empresa quer reduzir os custos de produção. Afinal, custos menores significam lucros maiores. Mas como você pode realmente atingir esse objetivo? Veja algumas dicas:

  1. Revise seus processos atuais e procure maneiras de agilizá-los. Existem etapas desnecessárias ou que podem ser simplificadas? Qualquer tarefa pode ser automatizada?
  2. Dê uma olhada em seu inventário e veja se você pode reduzir os materiais que você usa. Você pode encontrar fornecedores mais baratos? Existem produtos que você pode eliminar completamente da cadeia produtiva?
  3. Faça pesquisas para entender se existem novas tecnologias que podem ajudá-lo a reduzir os custos de produção. Por exemplo, a impressão 3D geralmente pode ser mais barata do que os métodos tradicionais de fabricação.
  4. Certifique-se de que seus funcionários sejam bem treinados e eficientes em seu trabalho. O baixo desempenho pode aumentar rapidamente os custos.
  5. Mantenha uma comunicação regular com sua equipe para garantir que todos estejam na mesma página, identificando assim rapidamente todas as áreas em que o desempenho pode ser melhorado.

Ao seguir essas dicas, você poderá reduzir seus custos de produção e melhorar seus resultados.

Custos de produção: dúvidas frequentes

Antes de finalizar esse guia, que tal sanar algumas dúvidas comuns sobre o tema? Ao longo de nossa pesquisa, nos deparamos com perguntas pertinentes e que talvez você mesma já tenha feito. Confira!

Como é formado o custo total de produção?

O custo total de produção é formado por todos os valores investidos para produzir os itens em seu estoque.

Falamos dos custos de matéria-prima, mão de obra, demais custos fixos e variáveis, bem como gastos extras.

Depreciação de máquinas de produção: custo ou despesa?

A depreciação de máquinas é uma condição onde o maquinário ou os equipamentos utilizados na sua produção sofrem uma desvalorização pelo seu tempo de uso, obsolescência ou desgaste.

Mas afinal, é considerada um custo ou despesa?

Depende do uso do maquinário ou equipamento.

Ou seja, se ele é utilizado nas operações da empresa, é considerado um custo.

Um filtro de minérios utilizado no dia a dia de uma mineradora, por exemplo, pode se desgastar rapidamente a depender das substâncias que filtra. Logo, é um custo.

Caso contrário, é considerada uma despesa.

A planilha de custo de produção é uma solução eficiente?

Planilhas são ferramentas úteis para quem busca uma solução simples e temporária para gerir dados e realizar cálculos.

No entanto, para empresas que buscam eficiência e erro-zero, usar a tabela de custo de produção pode ser um tiro no pé. O melhor é contar com um sistema de controle financeiro completo!

A tecnologia como aliada na indústria

A gestão de custos de produção é fundamental para o sucesso de qualquer negócio. No entanto, a complexidade das operações industriais torna a tarefa cada vez mais difícil.

Felizmente, a tecnologia está avançando a passos largos e já existem várias ferramentas úteis que podem auxiliar na gestão de custos.

A chave é escolher as ferramentas certas para as suas necessidades específicas.

Ao acertar na decisão, sua empresa pode contar com uma solução que permite, entre outras coisas, o gerenciamento de custos em níveis jamais imaginados (e com máxima precisão), de modo a otimizar sua cadeia de valor.

Além disso, a tecnologia de gestão também auxilia na identificação de problemas e na tomada de decisões estratégicas.

Assim, as indústrias podem melhorar seus processos produtivos, reduzir custos e conquistar os resultados desejados.

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Com os sistemas e aplicações da TOTVS desenvolvidos especialmente para o setor industrial, você pode automatizar processos, melhorar a eficiência da produção e reduzir custos.

Tudo isso com um único objetivo: melhorar seus resultados.

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Conclusão

Entender o que são custos de produção é essencial para qualquer gestor, pois aumenta a transparência sobre a saúde financeira do negócio.

E, você, já parou para realizar os cálculos e compreendeu o impacto da sua produção no bolso da organização? Esperamos que esse conteúdo sirva de guia!

E, para seguir aprendendo sobre gestão industrial, é só seguir de olho no blog da TOTVS!

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