Realidade virtual: como ela pode auxiliar sua equipe?

Realidade virtual: como ela pode auxiliar sua equipe?

Equipe TOTVS | GESTÃO DE NEGÓCIOS | 04 dezembro, 2018

A Realidade Virtual costuma ser mais associada a jogos eletrônicos ou experiências artísticas. No entanto, ela tem um potencial imenso de aplicação em diversas áreas de negócios. E a exploração desse potencial é uma medida importante para qualquer empresa que pretenda usar as novas tecnologias para impulsionar a sua produtividade.

De maneira resumida, a Realidade Virtual é o uso de meios eletrônicos para transportar o usuário para uma espécie de “mundo paralelo”, desenvolvido para uma aplicação específica. Essa tecnologia se vale de equipamentos como o Oculus Rift ou o HTC Vive, que são combinações de óculos, fones de ouvido e controles manuais. Esses equipamentos permitem que o usuário experimente e interaja com ambientes de realidade virtual.

A Realidade Virtual é frequentemente confundida com a Realidade Aumentada, ou RA. A RA, de fato, é semelhante, pois envolve equipamentos e técnicas parecidos. Contudo, ela também usa câmeras para sobrepor elementos digitais ao mundo que envolve o usuário. Ou seja: a RA ainda retém elementos do ambiente que o usuário ocupa. A Realidade Virtual (RV), por sua vez, transporta o seu usuário para um ambiente completamente diferente, sendo ainda mais imersiva por isso.

São duas tecnologias em rota de crescimento acelerado: um relatório da IDC prevê que o mercado unificado de ambas gerará uma receita de mais de US$ 162 bilhões até 2020. Mas ainda que as duas sejam, muitas vezes, tratadas em conjunto, a Realidade Virtual, por sua natureza mais envolvente, tem uma série de casos específicos de aplicação. Vale a pena pensar nela de maneira isolada ao avaliar as possibilidades de aplicação aos negócios.

E, de fato, a RV pode ser aplicada em diversas etapas diferentes, independentemente do porte ou segmento da empresa. Para ilustrar isso, separamos abaixo 5 pontos em que a Realidade Virtual pode otimizar os seus negócios, e ilustramos cada um deles com exemplos de iniciativas que já estão aderindo a essa tecnologia. Confira!

1. Treinamento imersivo e engajador

Treinamentos corporativos ainda são um desafio. Conforme apontado por um artigo da Deloitte, eles estão, na maioria das vezes, entre o “fácil, mas ineficaz” e o “eficaz, porém arriscado e caro”.

Entretanto, a Realidade Virtual oferece uma maneira de treinar até mesmo em situações de alta pressão e periculosidade (um incêndio em uma refinaria de petróleo, por exemplo), mas sem os custos e riscos normalmente envolvidos.

Mesmo treinamentos mais simples podem se beneficiar dessa abordagem. O KFC, por exemplo, já emprega desde 2017 uma solução de Realidade Virtual para treinar os seus cozinheiros de uma maneira mais engajadora e interativa.

E isso não se trata apenas de uma solução para casos simples: a startup brasileira Medroom, por exemplo, está usando a tecnologia para auxiliar cirurgiões a se preparar para operações complexas.

2. Demonstração de produtos

A Realidade Virtual tem o potencial de tornar as maquetes e miniaturas obsoletas. Afinal, imagine se um cliente interessado em comprar um imóvel na planta pudesse visitar esse local antes mesmo de a construção começar? Ou se o cliente de uma concessionária tivesse a oportunidade de dirigir o carro que quer comprar, com a cor certa e todas as especificações que deseja, sem que ele tivesse sequer entrado na linha de produção? Com a Realidade Virtual, isso é possível.

Os equipamentos de Realidade Virtual permitem envolver completamente a visão e a audição do seu cliente com uma experiência criada sob medida para mostrar o seu produto. Além de demonstrar a sua oferta “em uma luz mais atraente”, isso também oferece uma experiência de compra mais personalizada, o que é um dos fatores que afetam diretamente a satisfação do cliente.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a loja de materiais de construção Lowe’s Home Improvement criou uma experiência de Realidade Virtual que ensinava seus usuários a realizar tarefas domésticas, com impacto muito positivo no recall.

3. Design e prototipagem

O design de produtos pode ser um processo desafiador, especialmente quando o produto em questão não pode ser visualizado até estar pronto — nesse caso, um longo processo de prototipagem é necessário. Todavia, a Realidade Virtual promete desfazer esse potencial gargalo, permitindo que os designers visualizem as suas criações enquanto estão criando.

As aplicações desse tipo de tecnologia são fáceis de se imaginar. A empresa automotiva McLaren, por exemplo, já está se valendo da Realidade Virtual para facilitar o trabalho de seus designers. Com a tecnologia, eles conseguem ver imediatamente o resultado de seu trabalho, agilizando o processo de testar e descartar ideias.

Além disso, os designers têm acesso a uma ferramenta que dá a eles muito mais precisão e controle sobre o seu trabalho — mantendo, ao mesmo tempo, o toque artístico e a sutileza das linhas desenhadas manualmente.

4. Redução de custos de deslocamento

Reuniões, colaborações, entrevistas, palestras, treinamentos — todos esses eventos frequentemente demandam investimentos em deslocamento para acontecerem da melhor maneira possível. Se executadas remotamente, essas atividades não têm esse custo, mas também não têm o mesmo resultado.

A Realidade Virtual, nesse cenário, surge como uma opção para realizar esses eventos de maneira mais engajada, por um lado, e reduzir os custos envolvidos, por outro. Não se trata apenas de uma maneira de conectar pessoas que estejam fisicamente distantes, mas de criar um ambiente que potencialize o encontro.

Um exemplo disso pode ser visto na plataforma Holodeck da Nvidia, que permite que diferentes avatares se encontrem em um espaço virtual e colaborem em uma tarefa comum. As vantagens de ambientes desse tipo para trabalhos que envolvam design ou criação de produtos é amplamente evidente.

5. Acesso mais fácil às informações

Em um mundo corporativo já permeado pelo Big Data, ferramentas que nos permitem visualizar dados de maneira mais clara serão cada vez mais importantes. A Realidade Virtual pode ser uma dessas ferramentas, permitindo acessar os dados de uma maneira completamente diferente da qual estamos acostumados.

A melhor demonstração disso veio da parceria entre o estúdio Masters of Pie e a empresa Lumacode. Suas equipes desenvolveram um ambiente de Realidade Virtual que permitia navegar pelo conjunto de dados da pesquisa médica ALSPAC, que analisou mais de 14 mil crianças nascidas na década de 1990, bem como os seus pais. O usuário podia visualizar, nas três dimensões, todos os pontos de dados coletados pelo estudo, e organizá-los de acordo com as características que julgasse mais importantes.

Trata-se de um projeto de grande escala, mas esse tipo de organização de informações em Realidade Virtual também funciona em situações mais restritas. A Bloomberg, por exemplo, criou em 2014 uma espécie de “terminal virtual” para quem trabalha com dados financeiros.

Para ERPs e outros sistemas integrados de gestão que envolvam grandes volumes de dados, a Realidade Virtual pode proporcionar — literalmente — uma visão completamente nova sobre os negócios.

Como você percebeu, a Realidade Virtual veio para auxiliar os gestores a ter processos mais otimizados e imersivos. Se você gostou deste artigo e quer receber mais conteúdos relevantes sobre tecnologia e inovação gratuitamente, não deixe de assinar a nossa newsletter agora mesmo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *