Big Data na Indústria 4.0: quais são os impactos?

Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que 48% das indústrias brasileiras pretendem investir em tecnologias voltadas para a Indústria 4.0. Outro estudo da PwC mostra que, até 2020, pelo menos 72% das fábricas no mundo usarão alguma tecnologia relacionada ao uso de Big Data na Indústria 4.0.

Neste artigo, vamos explorar como as tecnologias de coleta e processamento de dados podem ajudar a sua empresa a se tornar 4.0, permitindo a automatização e otimização de processos.

Destacaremos como o uso de Big Data pode alavancar a sua indústria, além de explorar os impactos e as aplicações das novas tecnologias em diversas áreas do negócio. Confira!

A importância e o uso dos dados no setor de manufatura

A indústria 4.0 encontrou o casamento perfeito com o Big Data para uma nova escalada de melhorias de processos, desde o chão de fábrica até a tomada de decisões estratégicas. Acompanhe alguns exemplos práticos do uso de dados estratégicos na indústria.

Foco no cliente final

Com sensores espalhados por todos os equipamentos e processos de fabricação, é possível modificar parâmetros de produção em tempo real para atender às alterações de demanda. Com dados de vendas, de uso de produtos e de novas tendências, o desenvolvimento de novos itens reflete o que o mercado espera com muito mais precisão.

Manutenção preventiva

Com a Internet das Coisas, robôs e sistemas atuam não somente para manter a qualidade na fabricação, mas também para garantir que protocolos de funcionamento dos equipamentos e manutenções ocorram fora dos horários de pico de produção.

Treinamentos on demand

Por causa da coleta de dados sobre o uso das máquinas, treinamentos específicos podem ser dados sob demanda para funcionários, seja para novatos, seja para orientar colaboradores que mostraram desempenho insatisfatório em determinada operação.

Decisões em tempo real

Os gestores têm acesso a diversos dados atualizados do mercado, da linha de produção e dos resultados administrativos e financeiros. Isso permite a tomada de decisões em tempo real e baseada em indicadores mais relevantes.

O impacto do Big Data na Indústria 4.0

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) aponta que a indústria brasileira pode ter uma série de impactos positivos nos próximos anos com a adoção do Big Data na Indústria 4.0.

A transformação digital que está em andamento nas empresas mostra que existe espaço para o uso mais eficiente dos recursos físicos, financeiros e informacionais. Esse cenário favorece para que produtos e serviços sejam mais competitivos no Brasil e no mundo. Veja alguns números esperados para os próximos anos.

Redução de custos de até 73 bilhões por ano

Isso acontecerá por diversos fatores. Haverá inúmeras possibilidades de otimização de equipes, redução de custos e de tempo gasto com manutenção de equipamentos, além de economia para gerar relatórios e dados sobre processos.

Ganhos de eficiência de até 34 bilhões por ano

O Big Data gerará uma grande quantidade de dados analisados e apresentados em tempo real para diretoria e colaboradores. Esse processo permite uma administração mais eficaz e faz com que seja possível mudar os rumos da empresa com mais velocidade e eficiência.

Diminuição dos custos de manutenção em até 31 bilhões por ano

Com o uso do Big Data, robôs e sensores saberão quais rotinas devem manter em cada máquina, conseguirão prever o tempo de uso correto antes de cada manutenção, além de identificar problemas muito mais rapidamente. Tudo isso pode gerar uma economia em grande escala.

Economia com energia em até 7 bilhões por ano

O uso mais eficaz e eficiente do maquinário trará grande economia de energia. Processos serão constantemente analisados por meio do Big Data para identificar oportunidades de aprimoramento, com foco na redução do gasto energético.

As principais aplicações na Indústria 4.0

Graças ao cenário que apontamos no tópico anterior, serão observados redução de custos, melhorias na produtividade, controle sobre o processo produtivo e maior customização da produção para uma transformação profunda nas plantas fabris.

O impacto será exponencial, já que permitirá uma melhor fusão entre os mundos real, virtual e biológico. Leia a seguir algumas das principais aplicações tecnológicas:

  • Manufatura aditiva (ou Impressão 3D): possibilidade de criar vários objetos preparados para um encaixe ou uma função específica dentro da linha de produção;
  • Inteligência Artificial: simular a capacidade humana de raciocinar, tomar decisões, resolver problemas, desenvolvendo softwares e robôs com capacidade de automatizar diversos processos;
  • Internet das Coisas: representa a possibilidade de que máquinas sejam conectadas à Internet para executar uma determinada ação de forma coordenada. Exemplo: carros autônomos que se comunicam para definir o melhor momento de fazer um cruzamento;
  • Biologia sintética: junção de novas tecnologias nas áreas de química, biologia e engenharia da computação que permitem o desenvolvimento de novas partes biológicas, como proteínas, células, desenhos e mapeamento de sistemas biológicos;
  • Sistemas cyber-físicos: são a fusão entre o mundo físico e digital. Assim, cria-se um modelo virtual para cada equipamento da fábrica e processo da linha de produção, o que possibilita a simulação de diversos cenários com maior precisão.

Como integrar o Big Data na rotina da minha indústria

Uma pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostrou que, apesar de 90% dos gestores enxergarem as novas tecnologias como aliadas, apenas 5% se sentem “muito preparados” para a transformação digital e para os desafios que esse tipo de processo traz para a empresa.

Com o intuito de avaliar se a sua indústria está integrada ao Big Data de fato, sugerimos este exercício abaixo. Reflita o quanto a gestão de dados e os processos dos seus negócios se aproximam ou estão atrasados em relação a estes 6 princípios básicos:

  • Capacidade de operação em tempo real: verifique quais dados e operações você e os seus colaboradores conseguem acessar e alterar;
  • Virtualização: identifique quantos equipamentos e processos são monitorados constantemente por sensores na sua fábrica, para identificar qual percentual de sua linha de produção pode ser manipulado virtualmente;
  • Descentralização: considere o quanto as suas máquinas e os seus sistemas conhecem sobre o próprio ciclo de trabalho, e o quanto conseguem fazer de autogestão dentro de parâmetros predeterminados para maximizar a produtividade;
  • Orientação a serviços: levante qual percentual dos seus softwares é orientado para serviços, focado em padronização e melhoria contínua de processos;
  • Modularidade: analise em quantos módulos você consegue dividir ou reorganizar o seu processo de produção para atender à sazonalidade ou às oportunidades de mercado que são apresentadas;
  • Interoperabilidade: considere qual é a disponibilidade de conexão que existe atualmente entre os seus colaboradores, os seus sistemas e as suas máquinas.

Como você percebeu, o uso de Big Data na indústria 4.0 pode ser entendido como uma busca constante de integrar dados gerados pela sua fábrica, pelos seus colaboradores, pelos processos internos e pela linha de produção. Tudo isso é feito com foco em gerar informações para acompanhamento e tomada de decisões em tempo real.

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