depreciação financeira de patrimônio

Depreciação financeira de patrimônio: aprenda a calcular para os equipamentos da sua indústria

Equipe TOTVS | GESTÃO INDUSTRIAL | 27 março, 2019

Saber o que é e como a depreciação financeira de patrimônio pode afetar a empresa é importante para uma gestão econômica adequada do negócio.

Inclusive, o cálculo desse fator ajuda a otimizar o pagamento de imposto sobre alguns bens. Logo, medir a depreciação de um ativo também contribui para a contabilidade da organização.

Quer saber como ela funciona e por que ela é tão importante para a empresa? Continue lendo e descubra!

O que é depreciação?

Em finanças e contabilidade, depreciação corresponde à perda de valor de um ativo ou bem durante o tempo. Isso pode ocorrer por desgaste natural ou por uso, devido à obsolência ou pela antiguidade do item. Nas organizações, ela é registrada como uma porcentagem do valor contábil de um objeto, que é descontada do total ao passar dos anos.

Vale destacar que há a depreciação gerencial (usada pela gestão para se planejar) e também a fiscal. Essa segunda é levada em consideração na hora de formular balanços contábeis e documentos fiscais.

Aliás, existe uma tabela, da Receita Federal, em que é possível encontrar porcentagens de depreciação referentes à vida útil econômica de vários itens, para fins contábeis e fiscais.

Nela, atualmente, podemos ver que máquinas de carga ou de descarga têm 10% de depreciação anual, de modo que, em 10 anos, contabilmente não têm mais valor para lançamentos em documentos fiscais.

Veículos contam com 5 anos de depreciação, a uma taxa de 20%. Máquinas de impressão, com uma exceção apontada na tabela, também depreciam ao longo de 10 anos a uma porcentagem de 10%.

Para saber qual é a porcentagem correspondente aos bens do seu negócio, é importante consultá-la, especialmente na hora de preparar os documentos fiscais da empresa.

Por que você deve se preocupar com a depreciação?

A depreciação de bens pode ser lançada no balanço patrimonial como custo, quando os itens depreciados fazem parte da produção, ou como despesa, quando não integram esse processo.

Nesse segundo caso, ajuda a reduzir o valor pago de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e de Contribuição Social sobre o Luco Líquido (CSLL). Isso porque é deduzida do lucro bruto junto às demais despesas antes da incidência desses tributos.

Outro ponto importante é que a depreciação pode ser considerada na hora de pagar um imposto, como o IPVA de veículos, incorrendo em sua diminuição. É importante conferir se algum benefício semelhante existe nos bens de seu segmento e na cobrança de IPVA em sua cidade.

O terceiro motivo é que, ao conhecer a depreciação de um bem, você poderá se preparar para juntar recursos. Dessa maneira, quando ele estiver totalmente depreciado, será possível adquirir um equipamento novo.

Quais são as razões da depreciação de equipamentos?

Uma razão é o desgaste natural dos equipamentos, além de fatores como quebras, oxidação, perda de eficiência etc. ao longo dos anos. Também há a obsolescência, que pode ser:

  • econômica — quando ocorrem mudanças legais de oferta e demanda ou alterações no uso;
  • física — quando há perda de valor por conta de danos físicos não relacionados ao uso do ativo. Nesse caso, entra desgaste e oxidação, como apontado acima;
  • operacional — surgem novas máquinas com vantagens extras, como inovações que, comparadas aos equipamentos atuais, são mais eficientes e produtivas. Por exemplo, computadores provocaram a obsolescência de máquinas de escrever.

O que deve ser considerado no cálculo de depreciação?

Para começar, é preciso saber se a depreciação será contabilizada como um custo ou uma despesa, como explicado acima. Também é necessário prever a vida útil do bem, o método de depreciação que será usado (veremos no tópico seguinte) e a base de cálculo (o valor do item sobre o qual a depreciação incidirá).

Se você busca estimar a depreciação para propósitos tributários, então será preciso consultar a tabela da Receita Federal com as porcentagens e os tempos de vida útil mencionada anteriormente.

Também precisará seguir os dispostos na legislação contábil acerca do tema. Lembrando que após o item estar depreciado por completo, ele não poderá mais ser depreciado. Contudo, sua baixa contábil se dá apenas depois de ele ter sido baixado fisicamente, ou seja, após ter deixado o patrimônio da organização.

Como efetuar o cálculo da depreciação de um equipamento?

Digamos que um equipamento muito usado costuma durar 5 anos, logo, terá uma depreciação anual de 20%. Basicamente, a cada ano ele perde 20% até seu valor “zerar”. Isso quando falamos de depreciação fiscal.

Nesse caso, não estamos considerando a chance de vendê-lo após esse tempo como se fosse um bem usado, o que é possível — esse ganho é chamado de “valor residual” ou de “valor sucata”.

Já a depreciação gerencial pode ser usada para, entre outras coisas, calcular quando um bem perdeu de valor entre sua compra e sua venda. Se custou R$10.000,00 e, após 3 anos, foi vendido a R$7.000,00, então temos uma depreciação de 10% ao ano em cima de seu preço inicial.

Além disso, temos dois métodos de depreciação. Confira adiante quais são!

Método linear

A depreciação, a cada ano, corresponde a um mesmo valor. Por exemplo, se a empresa adquire um equipamento a R$50.000,00 e, após 10 anos, o vende a R$5.000,00 (10% do total), a conta fica assim:

  • depreciação = (valor de compra – valor residual) / vida útil;
  • depreciação = (R$50.000,00 – R$5.000,00) / 10 anos;
  • depreciação = R$45.000,00 / 10 anos
  • depreciação = R$4.500,00 ao ano.

Agora, basta reduzir esse valor a cada ano para chegar aos R$5.000,00 na hora de revender o equipamento.

Método acelerado

Ocorre, no modelo fiscal, quando uma empresa trabalha com mais de um turno, de modo que o equipamento é muito usado. Por exemplo, se ela tiver 2 turnos de 8 horas, a depreciação é de 1,5 X a porcentagem apontada, ou seja, 50% a mais.

Se o negócio funciona 24 horas, a depreciação é o dobro do que em uma empresa com jornada normal. Isso conforme o Art. 69, da Lei No 3.470, de 28 de novembro de 1958.

Existe ainda o caso de a depreciação ser maior no primeiro ano, sendo reduzida a partir do segundo e assim por diante. Costuma servir mais para fins gerenciais.

Para facilitar o cálculo, a dica é adotar uma solução de gerenciamento que tenha essa função, como um sistema de gestão (ERP). Ele pode vir com o módulo financeiro, contábil, fiscal etc. Basta adicionar os dados desejados para obter a depreciação. Esse acompanhamento também é facilitado.

Entender como funciona a depreciação financeira de patrimônio permite à empresa estabelecer estratégias que podem ajudar em seu lucro, na otimização do pagamento de impostos e na correta elaboração de documentos fiscais.

Além disso, o negócio pode adotar fórmulas próprias para mensurar esse indicador, desde que respeite o formato e as obrigações fiscais, referentes à depreciação, estabelecidas pela legislação. Isso ao elaborar seus balanços.

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