Multa por excesso de velocidade: como funciona e como evitar prejuízos na gestão de frotas

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Escrito por Equipe TOTVS
Última atualização em 21 maio, 2026

A multa por excesso de velocidade está entre as infrações mais registradas nas vias brasileiras e pode gerar impactos que vão muito além do valor financeiro da penalidade. 

Para empresas que trabalham com transporte e logística, esse tipo de ocorrência afeta custos operacionais, segurança da frota, produtividade e até a disponibilidade de motoristas para a operação.

Dependendo da gravidade da infração, o condutor pode receber pontos na CNH, sofrer suspensão do direito de dirigir e comprometer o andamento das entregas e rotas da empresa. 

Além disso, quando os veículos pertencem à frota corporativa, surgem dúvidas frequentes sobre responsabilidade pela multa, cobrança do funcionário e gestão das infrações.

Neste conteúdo, você vai entender quais são os tipos de multa por excesso de velocidade, valores atualizados, pontos na CNH, possibilidade de suspensão da habilitação, como recorrer da infração e quais estratégias ajudam a reduzir esse problema na gestão de frotas.

O que é a multa por excesso de velocidade?

A multa por excesso de velocidade é uma infração aplicada quando o motorista ultrapassa o limite máximo permitido em uma via. Esses limites podem variar conforme o tipo de via, as condições de circulação e a sinalização instalada no local, seguindo as determinações do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Além dos riscos à segurança no trânsito, esse tipo de infração também gera impactos financeiros e operacionais para empresas que trabalham com transporte e logística. 

Em operações de frota, multas frequentes podem aumentar custos, afetar indicadores de desempenho, comprometer prazos de entrega e até levar ao afastamento de motoristas em casos mais graves.

Como a velocidade é fiscalizada no Brasil? 

A fiscalização da velocidade acontece principalmente por meio de equipamentos eletrônicos instalados em vias urbanas e rodovias. As regras para esse monitoramento estão previstas na Resolução nº 798/2020 do CONTRAN, que estabelece os critérios para medição, registro e validação das infrações por excesso de velocidade.

Entre os principais equipamentos utilizados na fiscalização estão:

  • radares fixos: instalados permanentemente em pontos estratégicos para monitoramento contínuo da velocidade;
  • radares móveis: utilizados por agentes de trânsito em operações temporárias de fiscalização;
  • lombadas eletrônicas: equipamentos que exibem a velocidade do veículo em tempo real e ajudam a reduzir excessos em áreas urbanas;
  • sistemas de videomonitoramento: câmeras integradas à fiscalização eletrônica em vias e corredores urbanos.

Quando um veículo ultrapassa o limite permitido, o sistema registra a velocidade captada no momento da passagem. A partir disso, o órgão responsável avalia se houve infração e qual penalidade deve ser aplicada conforme o percentual excedido.

Existe tolerância nos radares?

Sim. Os radares possuem uma margem técnica regulamentada para compensar pequenas variações de medição dos equipamentos. Por isso, a multa não é aplicada diretamente com base na velocidade registrada pelo radar.

Na prática, existe diferença entre velocidade medida e velocidade considerada. A velocidade medida é aquela captada pelo equipamento de fiscalização. Já a velocidade considerada é o valor utilizado oficialmente para definir a infração após a aplicação do desconto previsto na regulamentação.

As regras funcionam da seguinte forma:

  • em vias com velocidades de até 100 km/h, o cálculo considera redução equivalente a 7 km/h; 
  • em velocidade acima de 100 km/h, o desconto aplicado corresponde a 7% da velocidade medida.
Motorista profissional dirigindo caminhão em rodovia durante operação logística de transporte

Quais são os tipos de multa por excesso de velocidade?

O CTB divide esse tipo de multa em três categorias diferentes. A classificação varia conforme o percentual excedido em relação ao limite máximo permitido na via.

Isso significa que a penalidade não depende apenas da velocidade registrada, mas da diferença entre a velocidade considerada e o limite regulamentado para aquele trecho.

Quanto maior o percentual acima do limite permitido, mais grave será a infração e maiores serão os impactos financeiros e administrativos para o condutor e para a operação da frota. 

Até 20% acima do limite permitido

Quando a velocidade considerada ultrapassa em até 20% o limite da via, a infração é classificada como média.

Nesse caso, a penalidade prevista é:

  • 4 pontos na CNH;
  • multa no valor de R$ 130,16.

Mesmo sendo a categoria menos severa, esse tipo de ocorrência pode gerar impactos importantes na gestão de frotas quando acontece de forma recorrente, principalmente em operações com grande volume de veículos e motoristas.

Entre 20% e 50% acima do limite

Quando o excesso fica acima de 20% e até 50% do limite permitido, a infração passa a ser considerada grave.

As penalidades previstas são:

  • 5 pontos na CNH;
  • multa no valor de R$ 195,23.

Além do aumento na pontuação e no valor da multa, esse tipo de infração costuma indicar comportamento de risco mais elevado na condução do veículo, o que pode aumentar a exposição da empresa a acidentes e custos operacionais.

Acima de 50% do limite permitido

Dirigir acima de 50% da velocidade máxima permitida caracteriza infração gravíssima.

Nesse enquadramento, a multa possui fator multiplicador de três vezes, resultando em penalidade de:

  • 7 pontos na CNH;
  • multa no valor de R$ 880,41;
  • suspensão imediata do direito de dirigir.

Por se tratar de uma infração autossuspensiva, a penalidade de suspensão da CNH pode ser aplicada independentemente da quantidade de pontos acumulados pelo motorista. 

Em operações logísticas, esse tipo de ocorrência pode afetar diretamente a disponibilidade de condutores e a continuidade das atividades da frota.

Percentual acima do limiteNatureza da infraçãoPontos na CNHValor da multa
Até 20%Média4 pontosR$ 130,16
Entre 20% e 50%Grave5 pontosR$ 195,23
Acima de 50%Gravíssima7 pontosR$ 880,41

Quando a multa por excesso de velocidade suspende a CNH?

Nem toda multa por excesso de velocidade gera suspensão da CNH. No entanto, quando o motorista ultrapassa em mais de 50% o limite permitido da via, a infração passa a ser considerada autossuspensiva, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro.

Isso significa que a penalidade de suspensão pode ser aplicada mesmo que o condutor não tenha atingido o limite de pontos na carteira. Além disso, ele também pode responder a processo.

Quanto tempo dura a suspensão?

O período de suspensão pode variar de 2 a 8 meses, dependendo da análise do órgão de trânsito.

Em casos de reincidência da mesma infração em um período de 12 meses, a penalidade pode ser ampliada.

O que acontece com motoristas profissionais?

Em operações de transporte e logística, a suspensão da CNH pode gerar impactos diretos na rotina da frota.

Entre os principais efeitos estão:

  • afastamento temporário do condutor;
  • necessidade de redistribuição de rotas;
  • aumento de custos operacionais;
  • risco de atrasos e impactos no SLA logístico.

Por isso, monitorar comportamentos de risco e acompanhar indicadores de condução é fundamental para reduzir infrações graves na operação.

Quem paga a multa em veículos de frota?

Em veículos corporativos, a multa de trânsito é inicialmente vinculada ao proprietário do veículo, ou seja, à empresa responsável pela frota. No entanto, quando a infração depende da conduta do motorista, como acontece nos casos de excesso de velocidade, a legislação prevê a identificação do condutor responsável.

Essa divisão de responsabilidades está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), principalmente no artigo 257, que determina que as penalidades devem ser aplicadas ao condutor, ao proprietário do veículo, ao embarcador ou ao transportador, conforme a natureza da infração.

A multa fica no nome da empresa ou do motorista?

Nos veículos registrados em nome de pessoa jurídica, a notificação da autuação normalmente é enviada para a empresa proprietária da frota.

Porém, o § 3º do artigo 257 do CTB estabelece que o condutor será responsável pelas infrações decorrentes de atos praticados na direção do veículo, como excesso de velocidade, avanço de sinal e uso de celular ao volante.

Por isso, nesses casos, a empresa pode realizar a indicação do motorista responsável dentro do prazo definido pelo órgão de trânsito.

O que acontece se a empresa não indicar o motorista?

Quando a empresa não realiza a identificação do condutor responsável pela infração, pode ser aplicada a chamada multa por Não Identificação do Condutor (NIC).

Essa penalidade está prevista no § 8º do artigo 257 do CTB e se aplica exclusivamente a veículos registrados em nome de pessoa jurídica.

Nesses casos, além da multa original, a empresa recebe uma nova penalidade financeira vinculada à não identificação do motorista.

Para operações de frota, isso pode gerar aumento recorrente de custos e dificultar o controle interno sobre o comportamento dos condutores.

A empresa pode cobrar a multa do funcionário?

O CTB define as responsabilidades administrativas da infração, mas não regulamenta diretamente a cobrança da multa do funcionário pela empresa.

Na prática, essa possibilidade depende das políticas internas da organização, dos contratos de trabalho e da legislação trabalhista aplicável.

Por isso, muitas empresas adotam medidas como:

  • termos de responsabilidade para uso do veículo;
  • políticas internas de condução;
  • programas de monitoramento e telemetria;
  • registro de infrações e histórico dos motoristas.
Caminhão passando por radar em rodovia durante fiscalização eletrônica de velocidade

Como recorrer de uma multa por excesso de velocidade?

Motoristas e empresas proprietárias de veículos têm direito à defesa administrativa em casos de multa por excesso de velocidade. O recurso pode ser feito diretamente junto ao órgão responsável pela autuação, como DETRAN, DER, DNIT ou prefeitura, dependendo da via onde a infração ocorreu.

Na maioria dos casos, o processo pode ser realizado online, pelo site ou aplicativo. Alguns órgãos também permitem atendimento presencial mediante agendamento.

O procedimento normalmente funciona da seguinte forma:

  1. Recebimento da notificação de autuação: o órgão de trânsito envia a notificação com informações da infração, como local, horário, velocidade registrada e prazo para defesa.
  2. Indicação do condutor responsável: em veículos de frota, a empresa pode indicar quem estava dirigindo no momento da infração, conforme previsto no artigo 257 do CTB.
  3. Apresentação da defesa prévia: nessa etapa, é possível contestar erros formais da autuação, como dados incorretos do veículo, inconsistências no auto de infração, problemas na identificação do condutor ou irregularidades na sinalização e no equipamento de fiscalização;
  4. Recurso em primeira instância (JARI): caso a defesa prévia seja indeferida, o motorista ou a empresa pode recorrer à Junta Administrativa de Recursos de Infrações (JARI);
  5. Recurso em segunda instância: se o recurso anterior for negado, ainda é possível recorrer aos órgãos estaduais ou federais responsáveis pelo sistema de trânsito.

Antes de recorrer, é importante avaliar se existem fundamentos técnicos ou documentais que justifiquem a contestação da multa. 

Como reduzir multas por excesso de velocidade na frota?

Reduzir multas exige uma combinação de monitoramento, treinamento e controle operacional. Confira algumas práticas:

  • Estabeleça políticas claras de condução: defina regras internas sobre limites de velocidade, direção segura e uso dos veículos. Isso ajuda a padronizar comportamentos e reduzir infrações recorrentes;
  • Invista em treinamento de motoristas: treinamentos periódicos ajudam a conscientizar os condutores sobre segurança, legislação e impactos financeiros das multas na operação;
  • Utilize sistemas de telemetria: ferramentas de telemetria permitem acompanhar velocidade, frenagens bruscas e comportamento dos motoristas em tempo real;
  • Monitore indicadores da frota: acompanhar histórico de infrações, médias de velocidade e condutores com maior risco ajuda na tomada de decisão preventiva;
  • Planeje rotas com mais eficiência: rotas mal planejadas podem aumentar atrasos e pressão sobre os motoristas, favorecendo excessos de velocidade durante as entregas;
  • Automatize a gestão da operação: soluções de gestão de frotas ajudam a centralizar dados, controlar ocorrências e aumentar a visibilidade sobre toda a operação logística;
  • Crie programas de direção segura: reconhecer boas práticas e incentivar condução responsável pode melhorar o engajamento dos motoristas e reduzir infrações.

Como a Suíte Logística da TOTVS ajuda a reduzir multas 

Reduzir multas por excesso de velocidade depende cada vez mais de visibilidade operacional e acompanhamento em tempo real da frota. 

Com apoio da tecnologia, as empresas conseguem monitorar comportamentos de risco, identificar padrões de condução inadequados e agir preventivamente antes que infrações e acidentes gerem impactos financeiros e operacionais maiores.

Além de melhorar a segurança, sistemas integrados ajudam a centralizar informações sobre veículos, rotas, motoristas e ocorrências da operação. Isso permite acompanhar indicadores estratégicos, otimizar processos e aumentar o controle sobre toda a gestão logística.

A Suíte Logística da TOTVS oferece soluções completas para empresas que buscam mais eficiência, rastreabilidade e inteligência operacional na gestão de transportes e frotas. 

Com recursos integrados de monitoramento, roteirização, gestão de entregas e análise de desempenho, a plataforma ajuda a reduzir riscos operacionais e aumentar a produtividade da operação.

Conclusão

A multa por excesso de velocidade pode gerar impactos que vão muito além da penalidade financeira. Em operações de transporte e logística, esse tipo de infração afeta custos, segurança, produtividade e até a disponibilidade de motoristas para a frota.

Por isso, acompanhar indicadores de condução, criar políticas internas claras e investir em monitoramento contínuo são medidas importantes para reduzir riscos e aumentar o controle operacional. 

Com apoio da tecnologia, as empresas conseguem identificar comportamentos de risco com mais rapidez e tomar decisões mais estratégicas para melhorar o desempenho da operação.

Além de reduzir multas e custos operacionais, uma gestão mais eficiente da frota contribui para aumentar a segurança viária, melhorar a performance logística e fortalecer a conformidade da empresa com a legislação de trânsito.

Se você quer aprofundar o controle sobre desempenho, segurança e produtividade dos condutores da operação, aproveite para conferir também o conteúdo da TOTVS sobre gestão de motoristas.

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