Nuvem híbrida: o que é, vantagens, exemplos e mais!

Equipe TOTVS | 15 janeiro, 2024

Em 2021, o mercado global de nuvem híbrida foi avaliado em US$ 85 bilhões e deve chegar a US$ 262 bilhões em 2027. 

Você sabe o que é essa tecnologia e por que muitas organizações usam a abordagem híbrida e de várias nuvens?

De maneira simples, é uma nuvem que reúne características das nuvens pública e privada. Seus usuários buscam criar um ambiente mais flexível, escalável e seguro.

Ficou interessado?

Então vem com a gente que vamos abordar os principais conceitos em torno desta tecnologia. Quem usa a nuvem híbrida? Qual é a diferença entre nuvem pública híbrida e privada?

Confira!

O conceito de nuvem híbrida

Uma nuvem híbrida é um modelo de computação em nuvem que combina recursos e serviços de nuvem pública e privada em uma única infraestrutura. 

Nesse modelo, as organizações podem utilizar tanto recursos locais (on-premise) quanto serviços de nuvem pública para atender às suas necessidades de computação, armazenamento e processamento de dados.

Para entender melhor a nuvem híbrida, o conceito deve ser complementado com seu funcionamento.

Como funciona um ambiente de computação misto?

Um ambiente de computação misto é aquele que utiliza diferentes tipos de recursos  computacionais, como é o caso da abordagem híbrida de nuvens.

Para que este ambiente funcione bem, é preciso que haja uma integração entre os diferentes recursos, permitindo o compartilhamento de dados e aplicações entre eles. 

A interconectividade entre ambientes costuma ser estabelecida com uma LAN (rede local), uma WAN (rede de longa distância), uma VPN (rede privada virtual) e APIs (interfaces de programação do aplicativo).

E por que muitas organizações usam a abordagem híbrida e de várias nuvens?

Porque elas podem escolher onde hospedar suas cargas de trabalho com base em requisitos específicos, como sensibilidade dos dados, conformidade regulatória, custo e desempenho. 

Por exemplo, dados confidenciais ou críticos podem ser mantidos na nuvem privada, enquanto cargas de trabalho menos sensíveis podem ser executadas na nuvem pública.

Vamos entender melhor esse funcionamento a partir da diferença entre nuvem híbrida, privada e pública.

Qual é a diferença entre nuvem pública, híbrida e privada?

A principal diferença entre os tipos de nuvens está na forma como os recursos computacionais são disponibilizados e gerenciados. Veja a seguir:

  • Pública: os recursos são disponibilizados por um provedor externo, que cobra pelo seu uso conforme a demanda. O usuário não tem controle sobre a infraestrutura nem sobre os dados armazenados nela.
  • Privada: os recursos são disponibilizados por uma organização interna ou por um provedor contratado, que cobra pelo seu uso conforme o contrato. O usuário controla a infraestrutura e os dados armazenados.
  • Híbrida: os recursos são disponibilizados por uma combinação de provedores externos e internos ou contratados, que cobram pelo seu uso conforme a demanda ou o contrato. Há controle parcial pelo usuário.

Além das diferenças entre nuvem híbrida, privada e pública, será que há novidades se colocamos a multicloud nesta equação?

Nuvem híbrida x multicloud

A principal diferença entre multicloud e híbrida é a integração.

Na abordagem híbrida, há dois ou mais tipos diferentes de nuvens integradas entre si. Essa interconexão das nuvens faz com que elas trabalhem juntas compartilhando dados e processos na realização de tarefas. 

Na abordagem de várias nuvens, há dois ou mais provedores diferentes de nuvem pública, sem necessariamente haver integração entre eles.

Por isso, considera-se que a primeira é um caso específico da segunda, mas o contrário não se aplica. 

Por exemplo, uma empresa que usa serviços da AWS e da GCP, mas sem integrá-los, está usando um multicloud, mas não uma abordagem híbrida.

Quais as vantagens de uma nuvem híbrida?

Segundo a IBM, a adoção de uma estratégia híbrida é a preferida para 69% dos líderes empresariais, 66% dos líderes em tecnologia e 64% dos líderes em segurança.

E os motivos são muitos: rápida migração de cargas de trabalho, modernização de aplicativos, melhor dimensionamento, redução da carga de trabalho de TI são alguns deles. 

Destacamos outros a seguir:

  • Flexibilidade: a empresa escolhe o tipo de nuvem mais adequado para cada necessidade, podendo migrar ou distribuir as suas cargas de trabalho entre elas conforme a conveniência.
  • Segurança: o modelo híbrido de nuvem permite que a organização escolha como e onde os dados são armazenados conforme a sensibilidade. É uma estratégia mais assertiva de proteção de dados.
  • Economia: a empresa consegue reduzir custos com licenciamento, compra de softwares ou datacenter a partir do compartilhamento de recursos e do posicionamento otimizado de cargas de trabalho.
  • Agilidade: é possível implantar aplicações rapidamente para explorar oportunidades de negócios e acompanhar as variações da demanda dos consumidores. O modelo híbrido também permite integrar dados e aplicações locais à nuvem pública.

E as desvantagens?

Quando falamos de nuvem híbrida, vantagens e desvantagens podem se balancear. Afinal, apesar dos benefícios, ela apresenta alguns desafios e riscos para as empresas que a adotam.

A complexidade na gestão dos recursos computacionais é um deles. 

Isso porque ela envolve diferentes provedores, plataformas, protocolos e políticas, o que pode gerar dificuldades na integração, na compatibilidade e na padronização dos serviços.

Além disso, a segurança de dados pode ser mais desafiadora. Afinal, a empresa escolhe onde cada informação será armazenada. Na prática, exige maior atenção com os diferentes níveis de proteção, controle e responsabilidade. 

Podemos citar também:

  • Investimento e manutenção em hardware interno, softwares e ferramentas devido à nuvem privada;
  • Requisição de novos conhecimentos técnicos das equipes de TI e dos usuários comerciais. 
  • Eventual incompatibilidade de ambientes no local e de nuvem pública, o que dificulta a sincronização da transmissão de dados. 
  • Necessidade de maior governança dos recursos computacionais, uma vez que o modelo envolve diferentes regras, normas e regulamentos.

Nuvem híbrida: exemplos de aplicação

Se você está em dúvida sobre utilizar a nuvem híbrida, os exemplos podem ajudá-lo a avaliar. 

Tenha em mente que ela pode ser aplicada em diversos cenários e setores, dependendo das necessidades e dos objetivos de cada empresa. 

Uma empresa de varejo, por exemplo, pode usar a nuvem pública para hospedar o seu site de e-commerce e aproveitar a escalabilidade para atender aos picos de demanda em datas sazonais. 

Ao mesmo tempo, pode usar a nuvem privada para armazenar os seus dados financeiros e fiscais, garantindo a sua segurança e confidencialidade.

Na área da saúde, com o advento da telemedicina, o ambiente público entra com disponibilidade e acessibilidade para atender aos pacientes à distância. 

A nuvem privada armazena dados médicos e clínicos, que são sensíveis, para garantir a sua proteção e conformidade com as leis de privacidade.

As soluções híbridas também são utilizadas em organizações de setores com regulamentação rígida quanto à privacidade de dados.

Quais funcionalidades uma nuvem híbrida deve oferecer?

Para que uma nuvem de abordagem híbrida seja eficiente e eficaz, ela deve oferecer algumas funcionalidades essenciais, tais como:

  • Orquestração, que é o gerenciamento unificado dos diferentes tipos de nuvens
  • Escalabilidade flexível para permitir o melhor dimensionamento dos recursos de computação e armazenamento;
  • Conectividade e integração eficiente e segura entre os ambientes para possibilitar a transferência de dados e aplicativos de forma transparente;
  • Portabilidade, que é a capacidade de mover os dados e aplicações entre os diferentes tipos de nuvens sem perda de qualidade ou funcionalidade, 

E vale lembrar: segurança, conformidade regulatória, resiliência e redundância são requisitos de qualquer tipo de nuvem.

Quem usa a nuvem híbrida?

A nuvem híbrida é uma solução que pode ser usada por empresas de todos os portes e segmentos, desde que tenham necessidades e objetivos que justifiquem o seu uso. 

No entanto, algumas características podem indicar que uma empresa se beneficia mais da nuvem híbrida:

  • Demandas variáveis e imprevisíveis;
  • Restrições orçamentárias ou regulatórias;
  • Dados e aplicações com diferentes níveis de criticidade e sensibilidade.

Como usar uma solução como essa?

Implementar corretamente uma nuvem de modelo híbrido depende de traçar um plano de ação estratégico e adequado aos seus requisitos de negócios.  Confira alguns passos básicos:

  • Avalie seus ambientes atuais para definir o que deve ser otimizado e como a nuvem contribuirá para alcançar as metas. 
  • Analise as cargas de trabalho para decidir o que será executado ou migrado para cada ambiente. 
  • Identifique os padrões de arquitetura que melhor atendem às suas necessidades.
  • Escolha os provedores e as plataformas;
  • Estabeleça uma estratégia de integração e gestão dos recursos computacionais entre as nuvens;
  • Implemente e teste a solução de nuvem;
  • Acompanhe e avalie o desempenho e o consumo da solução.

Esta tecnologia pode trazer muitos benefícios para sua empresa, como visto. 

Há outras ferramentas que contribuem para otimizar processos e minimizar a burocracia em qualquer organização, sabia?

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Conclusão

A nuvem híbrida é uma solução de computação em nuvem que combina os benefícios da nuvem pública e da nuvem privada em um único ambiente. 

Ela permite que as empresas tenham mais flexibilidade, escalabilidade, segurança e economia na gestão dos seus dados e aplicações.Que tal aprender como guardar arquivos na nuvem de forma segura?

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